Perguntas do paciente (10)

  • Sentralina da pensamentos ruins?

    Sentralina da pensamentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    Sim. A sertralina pode, em algumas pessoas, principalmente no início do tratamento, aumentar temporariamente ansiedade, agitação e pensamentos negativos ou intrusivos. Isso costuma ser passageiro e melhora nas primeiras semanas, quando o efeito terapêutico começa a aparecer.
    No entanto, é importante lembrar que esses “pensamentos ruins” também podem fazer parte do próprio quadro psiquiátrico de base e não necessariamente serem causados pela medicação. Em caso de piora importante, é fundamental procurar o médico que prescreveu para avaliação.


  • É normal em casos de psicose, ter sintomas espaçados? Eu posso passar meses sem ter nada e achar que

    É normal em casos de psicose, ter sintomas espaçados? Eu posso passar meses sem ter nada e achar que estou bem, mas depois tudo volta e eu fico completamente iludido com aquela realidade. Chegando a um ponto de estar atrapalhando minha vida, carreira..

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    Sim, isso pode acontecer em alguns transtornos psicóticos com curso episódico, em que a pessoa fica meses sem sintomas e depois apresenta episódios em que perde a noção da realidade e passa a acreditar firmemente em ideias delirantes, com prejuízo importante na vida pessoal e profissional.

    No entanto, é fundamental que isso seja avaliado de forma criteriosa por um psiquiatra, pois é necessário diferenciar se realmente há sintomas psicóticos estruturados, se o quadro pode estar relacionado a outros diagnósticos (como transtornos do humor ou até transtornos de personalidade com interpretações distorcidas sob estresse), ou se são apenas pensamentos intrusivos, crenças sobrevalorizadas ou interpretações equivocadas da realidade que não configuram psicose propriamente dita. Esse diagnóstico diferencial é essencial, porque o manejo e o prognóstico mudam bastante conforme a natureza do quadro.


  • Como o sentimento de pertencimento social se manifesta e se reorganiza clinicamente em pacientes com

    Como o sentimento de pertencimento social se manifesta e se reorganiza clinicamente em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), diante das flutuações do humor, da autoimagem e dos relacionamentos interpessoais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o sentimento de pertencimento social costuma ser instável e fortemente dependente da qualidade dos relacionamentos interpessoais. Devido à sensibilidade ao abandono, à instabilidade da autoimagem e às intensas oscilações emocionais, o paciente pode alternar rapidamente entre sentir-se profundamente conectado e completamente excluído. Muitas vezes, sua identidade e autoestima dependem da validação dos outros, fazendo com que conflitos, afastamentos ou rejeições percebidas provoquem sofrimento intenso. Com o tratamento adequado, especialmente por meio da psicoterapia, o indivíduo tende a desenvolver uma identidade mais estável e relações mais seguras, tornando seu senso de pertencimento menos vulnerável às flutuações emocionais e interpessoais.


  • Qual é o papel da identidade difusa no sentimento de pertencimento social em pacientes com Transtorn

    Qual é o papel da identidade difusa no sentimento de pertencimento social em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), sob a perspectiva psiquiátrica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    Sob a perspectiva psiquiátrica, a identidade difusa é um dos principais fatores que comprometem o sentimento de pertencimento social no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Como o paciente possui uma percepção instável e pouco integrada de si mesmo — com dúvidas persistentes sobre quem é, quais são seus valores, objetivos e características pessoais — ele frequentemente busca nos relacionamentos uma fonte externa de identidade e validação. Dessa forma, o sentimento de pertencimento torna-se excessivamente dependente da aceitação por parte de outras pessoas ou grupos. Quando ocorre uma rejeição, afastamento ou conflito interpessoal, o indivíduo pode não apenas sentir que perdeu um vínculo, mas também que perdeu parte de sua própria identidade. Isso contribui para sentimentos crônicos de vazio, instabilidade emocional e dificuldade em manter uma sensação consistente de conexão social. Em outras palavras, no TPB, a fragilidade da identidade dificulta a construção de um pertencimento estável e duradouro, tornando-o vulnerável às oscilações dos relacionamentos e do estado emocional.


  • “Como as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influenciam a sensaç

    “Como as relações interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) influenciam a sensação de pertencimento social sob a perspectiva psiquiátrica?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), as relações interpessoais exercem papel central na sensação de pertencimento social. Devido ao intenso medo de abandono, à sensibilidade à rejeição e à instabilidade da autoimagem, o paciente frequentemente utiliza os vínculos afetivos como principal fonte de validação, segurança e identidade. Assim, quando os relacionamentos são percebidos como próximos e acolhedores, o indivíduo tende a sentir-se aceito e pertencente; porém, diante de conflitos, afastamentos ou rejeições reais ou imaginadas, pode experimentar sentimentos intensos de exclusão, solidão e desamparo. Além disso, a tendência à idealização e desvalorização das pessoas pode levar a oscilações rápidas na percepção dos vínculos, fazendo com que a sensação de pertencimento seja instável e fortemente dependente das circunstâncias interpessoais. Dessa forma, no TPB, o pertencimento social costuma ser mais vulnerável às mudanças nos relacionamentos do que em indivíduos sem o transtorno.


  • O que o perito deve evitar ao avaliar no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    O que o perito deve evitar ao avaliar no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    Na avaliação pericial do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o principal cuidado é não confundir o diagnóstico com incapacidade laboral automática. O perito deve evitar basear-se apenas em relatos subjetivos ou em crises agudas, que são frequentemente episódicas, e considerar sempre a funcionalidade global e longitudinal do paciente. Também é importante não superestimar ou subestimar o impacto do quadro sem análise objetiva, investigar comorbidades psiquiátricas associadas e não se apoiar exclusivamente em laudos assistenciais. A decisão pericial deve priorizar a avaliação do funcionamento real e estável do indivíduo, e não apenas a presença do diagnóstico ou de sintomas emocionais intensos.


  • Como o perito forense diferencia traço de personalidade de transtorno de personalidade?

    Como o perito forense diferencia traço de personalidade de transtorno de personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    O perito forense diferencia traço de transtorno de personalidade por meio de três critérios:
    • Flexibilidade: O traço é adaptável às situações; o transtorno é um padrão rígido e inflexível.
    • Prejuízo: O traço expressa a individualidade; o transtorno causa sofrimento e prejuízo funcional grave (social, profissional e legal).
    • Estabilidade: O transtorno é crônico, imutável e persistente desde a adolescência ou início da vida adulta.
    Essa distinção é comprovada cruzando a entrevista clínica com o histórico de vida do examinado, sendo fundamental para avaliar a responsabilidade jurídica do indivíduo.


  • Quem toma olanzapina e ácido valproico ao mesmo tempo consegue trabalhar? Por exemplo na área admini

    Quem toma olanzapina e ácido valproico ao mesmo tempo consegue trabalhar? Por exemplo na área administrativa .Pergunto de um modo geral e também levando em consideração a memória e a atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    De modo geral, sim. Muitas pessoas que usam olanzapina e ácido valproico conseguem trabalhar normalmente em atividades administrativas. Contudo, esses medicamentos podem causar sonolência, lentificação do pensamento e dificuldades de atenção ou memória em alguns pacientes. O impacto varia conforme a dose, a resposta individual e a condição clínica tratada. Por isso, a capacidade para o trabalho deve ser avaliada caso a caso.


  • Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele pa

    Meu pai toma a mirtazapina tem 30 dias, foi prescrita por um clínico durante uma internação e ele passou para continuar em casa. Precisa fazer desmame?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    Em geral, após 30 dias de uso de mirtazapina, é recomendado fazer desmame gradual, especialmente para evitar sintomas de retirada como insônia, ansiedade e irritabilidade.
    Mesmo sendo um período relativamente curto, a suspensão abrupta não é o ideal. O mais seguro é reduzir a dose de forma progressiva, orientado pelo médico que prescreve ou um especialista psiquiatra.


  • Eu gostaria de saber se olanzapina pode afetar a memória e concentração?

    Eu gostaria de saber se olanzapina pode afetar a memória e concentração?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Renner Melo

    Sim, a olanzapina pode causar dificuldades de memória e concentração em algumas pessoas, principalmente por provocar sonolência, lentificação do pensamento e redução da atenção. Esses efeitos costumam ser mais perceptíveis no início do tratamento ou com doses mais elevadas. No entanto, outros fatores, como ansiedade, depressão, alterações do sono ou outras medicações, também podem contribuir para essas queixas. Se os sintomas estiverem incomodando, é importante conversar com seu médico para uma avaliação mais detalhada.


Perguntas frequentes

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