Perguntas do paciente (21)

  • Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta

    Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Olá! Sim, a DBT (Terapia Comportamental Dialética) pode ser indicada mesmo para pessoas que não têm transtorno de personalidade borderline. Atualmente, ela é estudada para dificuldades relacionadas à desregulação emocional, impulsividade e alguns outros quadros clínicos
    No entanto, o fato de você não ter sentido melhora com a TCC não significa necessariamente que essa abordagem não seja adequada para você. Existem diferentes formas de conduzir a TCC, e fatores como os objetivos do tratamento, a relação terapêutica, a formulação do caso e as técnicas utilizadas podem influenciar bastante os resultados.
    Considerando o diagnóstico de TDAH e transtorno bipolar, o mais importante é realizar uma avaliação individual para compreender quais são suas principais dificuldades no momento e, a partir disso, definir qual abordagem ou combinação de estratégias tende a ser mais benéfica.
    Espero ter ajudado!


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Sim, o término de um relacionamento pode ser entendido como um processo de luto, já que envolve a perda de uma pessoa significativa, de planos e de uma rotina compartilhada. É comum sentir tristeza, saudade, raiva ou insegurança, e cada pessoa passa por esse processo de forma única, sem um tempo certo para “ficar bem”.

    Permitir-se sentir as emoções, manter uma rotina, cuidar de si e buscar apoio de pessoas próximas são atitudes que ajudam na adaptação. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), também trabalhamos a identificação de pensamentos que podem aumentar o sofrimento, buscando formas mais realistas de lidar com a situação.

    Se a dor persistir por muito tempo ou dificultar o dia a dia, procurar ajuda profissional pode ser fundamental para enfrentar esse momento e promover uma adaptação mais saudável.


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Sentir frustração por conquistar objetivos em um ritmo diferente do de outras pessoas é comum, mas não existe uma idade certa para alcançar conquistas ou para que a vida “comece”. Cada pessoa tem sua própria história e desafios. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), compreendemos que pensamentos como “estou atrasado em relação aos outros” podem aumentar a frustração e o desânimo, mesmo diante de avanços importantes. Por isso, é útil valorizar suas próprias conquistas, estabelecer metas realistas, evitar comparações e praticar o autocuidado e a autocompaixão. Se esses sentimentos forem frequentes ou trouxerem sofrimento, a psicoterapia pode ajudar a identificar padrões de pensamento e construir uma visão mais equilibrada sobre sua trajetória.


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    É comum sentir ansiedade ou ter a mente agitada, mas isso é diferente de estar diante de um perigo real. A ansiedade geralmente surge como uma antecipação de algo ruim que pode acontecer, mesmo sem uma ameaça concreta naquele momento, enquanto o perigo real envolve uma situação clara e imediata que exige ação. Na ansiedade, os sintomas físicos (como coração acelerado, suor, tremores) aparecem sem um motivo externo evidente, enquanto problemas físicos costumam vir acompanhados de outros sinais, como febre ou dor intensa.

    A terapia pode ajudar a identificar se esses sintomas estão ligados à ansiedade e a desenvolver estratégias para lidar melhor com eles. É importante buscar ajuda profissional se a ansiedade for muito intensa, frequente ou estiver atrapalhando sua rotina, ou ainda se houver dúvidas sobre a origem dos sintomas.


  • Qual é o papel da rede de apoio familiar no manejo terapêutico de indivíduos com Transtorno de Perso

    Qual é o papel da rede de apoio familiar no manejo terapêutico de indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Quando a família entende melhor o transtorno, ela pode ajudar de várias formas: oferecendo apoio emocional, sendo paciente diante das crises, ajudando a pessoa a perceber sinais de que está piorando e incentivando a buscar ajuda quando necessário. Um ambiente familiar acolhedor e menos crítico pode diminuir o sofrimento emocional do paciente, tornando o tratamento mais eficaz. Por isso, orientar a família sobre o TPB e envolvê-la no processo terapêutico faz muita diferença, todos aprendem juntos a lidar melhor com as dificuldades, isso aumenta as chances de melhora e de uma convivência mais saudável.


  • Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    O estresse contribui para o surgimento de transtornos mentais porque, quando uma pessoa enfrenta demandas que ultrapassam sua capacidade de adaptação, ocorre um desequilíbrio emocional e fisiológico. Esse estado de tensão pode desencadear sintomas como ansiedade. Além disso, o estresse pode ativar mecanismos biológicos ligados à ansiedade e à depressão, principalmente em pessoas com predisposição genética, e a exposição repetida a situações estressantes aumenta o risco de desenvolver sintomas persistentes. O estresse atua como um fator desencadeante e de manutenção para diversos transtornos mentais, especialmente quando a pessoa não consegue recuperar o equilíbrio após situações difíceis.


  • Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?

    Qual a relevância do contexto sociocultural na compreensão dos transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    O contexto sociocultural é relevante para a compreensão dos transtornos mentais porque fatores como identidade cultural, experiências de opressão, privilégios, valores e estressores de minoria (por exemplo, discriminação por gênero, raça ou orientação sexual) influenciam diretamente como a pessoa vivencia, interpreta e lida com o sofrimento psíquico. Além disso, o significado atribuído aos sintomas e às experiências é construído a partir desse contexto e entender o contexto sociocultural permite uma avaliação mais completa, evita generalizações e contribui para intervenções mais eficazes e respeitosas.


  • Qual a diferença entre psicologia clínica e psicopatologia?

    Qual a diferença entre psicologia clínica e psicopatologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    A psicologia clínica é a área da psicologia voltada para a avaliação, compreensão e intervenção sobre o sofrimento psíquico e os problemas emocionais das pessoas. Já a psicopatologia é o campo que estuda os transtornos mentais, seus sintomas, causas e manifestações, atuando para o diagnóstico e compreensão dos quadros clínicos. Então, enquanto a psicologia clínica foca no atendimento e tratamento, a psicopatologia fornece o conhecimento necessário para identificar, classificar e entender os transtornos que podem ser tratados na clínica.


  • Como a psicoeducação pode ajudar uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desen

    Como a psicoeducação pode ajudar uma pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desenvolver maior autonomia no manejo de seus sintomas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Olá! A psicoeducação é pode ajudar a pessoa com TPB a compreender a origem dos sintomas, como a desregulação emocional intensa, e o impacto do ambiente invalidante. Ao entender melhor o transtorno, a pessoa passa a reconhecer seus padrões de comportamento, emoções e pensamentos, e isso favorece o autogerenciamento. Além disso, a psicoeducação fornece ferramentas práticas e estratégias para lidar com situações difíceis, aumentando a autoeficácia e promovendo maior autonomia no manejo dos sintomas do dia a dia. O foco é aprende a identificar sinais de crise, buscar alternativas mais saudáveis e construir um caminho para uma vida mais equilibrada.


  • Existe diferença entre remissão espontânea e remissão com tratamento?

    Existe diferença entre remissão espontânea e remissão com tratamento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Sim, existe diferença. A remissão espontânea acontece quando os sintomas da depressão melhoram ou desaparecem sem nenhum tipo de tratamento específico, seja ele psicológico ou medicamentoso. Isso pode acontecer em alguns casos, mas não é o mais comum, especialmente nos quadros moderados e graves. Mesmo quando ocorre, pode levar muito tempo e há um risco maior de recaída. Já a remissão com tratamento é quando a melhora dos sintomas acontece após a pessoa receber acompanhamento profissional, seja com psicoterapia (como a TCC), medicação ou a combinação dos dois. O tratamento aumenta as chances de melhora mais rápida e duradoura, além de ajudar a pessoa a desenvolver estratégias próprias para lidar melhor com situações futuras e reduzir o risco de novos episódios


  • Pode relacionar ansiedade social com superdotação? Ou ter ambos em conjunto. Me pergunto se minha m

    Pode relacionar ansiedade social com superdotação? Ou ter ambos em conjunto.
    Me pergunto se minha minha hipervigilancia e sensação de muita consciência é apenas a ansiedade ativada.
    Como não se confundir?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Sim, é possível ter ansiedade social e altas habilidades ao mesmo tempo, mas uma coisa não causa necessariamente a outra.
    A hipervigilância e essa sensação de “consciência aumentada” podem aparecer nos dois casos, mas costumam ter funções diferentes. Quando isso surge principalmente em situações sociais, com medo de julgamento ou preocupação excessiva com a forma como você é visto, tende a estar mais relacionado à ansiedade social. Já nas altas habilidades, essa percepção mais intensa costuma aparecer de forma mais ampla, junto com um pensamento mais acelerado ou profundo, mas isso não significa que necessariamente terão ansiedade social. É importante lembrar que só um profissional especializado pode fazer essa diferenciação de forma adequada.
    Se você sente que essas questões estão atrapalhando sua vida, vale a pena buscar um psicólogo para uma avaliação mais detalhada.


  • Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desenvolv

    Como o terapeuta pode ajudar o paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a desenvolver melhores habilidades de enfrentamento durante episódios de crise?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    O terapeuta pode ajudar a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline a atravessar crises ensinando, na prática, formas mais seguras de lidar com emoções muito intensas.
    Durante episódios de crise, a pessoa com TPB pode sentir emoções muito intensas e ter dificuldade para controlar impulsos. Na terapia, especialmente com base em abordagens como a terapia cognitivo-comportamental e a Terapia Comportamental Dialética (DBT), o paciente aprende a reconhecer esses momentos mais críticos e a utilizar estratégias para não agir no impulso.
    Isso inclui, por exemplo, desenvolver recursos para se acalmar no pico da emoção, entender melhor o que está sentindo e encontrar outras formas de lidar com a dor sem se machucar ou prejudicar relações. Aos poucos, a pessoa vai construindo um repertório de habilidades que traz mais sensação de controle e previsibilidade mesmo em situações difíceis.
    Mais do que evitar crises, o objetivo é ajudar o paciente a se sentir mais preparado para enfrentá-las de forma diferente.
    Se você quiser, posso te explicar melhor como esse processo funciona na prática.


  • A Técnica de Relaxamento de Jacobson pode fazer Gerar Sonolência e faz um tipo de efeito no cérebro?

    A Técnica de Relaxamento de Jacobson pode fazer Gerar Sonolência e faz um tipo de efeito no cérebro??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Sim, é possível que a técnica de relaxamento de Jacobson cause sonolência em algumas pessoas. Isso acontece porque, ao reduzir a tensão muscular, o corpo entra em um estado mais relaxamento e isso pode facilitar o sono.
    Além disso, essa técnica também produz efeitos importantes no funcionamento do cérebro. Ao promover o relaxamento do corpo, ela contribui para diminuir a ativação do sistema nervoso associado ao estresse e a ansiedade favorecendo uma sensação maior de calma e bem-estar.
    Com a prática regular, muitas pessoas também passam a reconhecer mais rapidamente sinais de tensão no dia a dia e conseguem relaxar com mais facilidade, o que pode ser um recurso útil no manejo da ansiedade.


  • Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?

    Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Essa é uma dúvida muito comum, principalmente porque, quando estamos envolvidos emocionalmente, pode ser difícil perceber a diferença entre uma fase difícil e um padrão prejudicial.
    Em uma fase ruim, apesar dos conflitos, normalmente há respeito, diálogo e esforço de ambos para melhorar a relação. Já no relacionamento abusivo, costuma existir um padrão repetitivo de desvalorização, controle, manipulação ou culpa constante, fazendo com que a pessoa se sinta insegura, diminuída ou com medo de desagradar.
    É importante observar como você tem se sentido ao longo do tempo, se percebe respeitada e com liberdade ou frequentemente confusa, culpada e “pisando em ovos” ?
    Na psicoterapia, é possível olhar para esses padrões com mais profundidade, fortalecer a autoestima e desenvolver outras formas de se posicionar e se relaciona


  • O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir

    O que devo falar na primeira sessão de terapia? Quero começar, mas fico preocupada se vou conseguir falar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Na primeira sessão de terapia, não existe uma “fala certa” ou um roteiro obrigatório. O mais importante é que você se sinta acolhida e compreendida. O psicólogo está ali para te ajudar a organizar seus pensamentos e sentimentos, então você não precisa se preocupar em saber exatamente o que dizer. Você pode começar falando sobre o que te motivou a buscar a terapia agora: alguma situação específica, um sentimento que está difícil de lidar, dúvidas, angústias ou mudanças recentes na sua vida. Pode contar um pouco sobre como tem se sentido, quais são suas principais dificuldades ou o que espera melhorar. Se tiver dificuldade para falar, não tem problema! O psicólogo vai fazer perguntas para te ajudar a se expressar. Também é comum conversar sobre como funciona a terapia, combinar expectativas e esclarecer dúvidas sobre o processo. Lembre-se: você não precisa se preocupar em “falar tudo” ou em conduzir a conversa sozinha. O importante é dar o primeiro passo. O psicólogo está ali para te ajudar a se sentir confortável e segura para falar no seu tempo. Se quiser, pode até dizer logo no início que está ansiosa ou com dificuldade de começar. Isso já ajuda a criar um ambiente de confiança.


  • O que caracteriza a desatenção no Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) ?

    O que caracteriza a desatenção no Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    A desatenção no TDAH não é preguiça ou falta de interesse, mas uma dificuldade real em manter o foco, organizar tarefas e sustentar a atenção no dia a dia. Muitas pessoas percebem que esquecem compromissos importantes, perdem objetos com frequência ou começam várias tarefas mas têm dificuldade para finalizar cada uma delas. Também é comum se distrair facilmente, até mesmo em atividades importantes, ou ter dificuldade em acompanhar instruções até o fim.
    Um exemplo é iniciar uma tarefa e, no meio do processo, se distrair com outra coisa e deixar tudo pela metade, não por falta de esforço, mas por dificuldade em manter a atenção ao longo do tempo.
    Esses sinais costumam estar presentes desde a infância e podem continuar na vida adulta, o que traz impactos nos estudos, no trabalho e na organização da rotina.
    A terapia pode ajudar a desenvolver estratégias práticas para lidar com essas dificuldades, melhorar a organização, o foco e a relação com as tarefas do dia a dia, dessa forma a rotina pode ficar mais funcional e menos desgastante.


  • Como o ambiente invalidante afeta o desenvolvimento da criança?

    Como o ambiente invalidante afeta o desenvolvimento da criança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani


    Um ambiente invalidante é aquele em que a criança sente que suas emoções, opiniões ou necessidades não são levadas a sério, são ignoradas ou até ridicularizadas. Também pode acontecer quando os adultos não dão espaço para a criança expressar o que sente, ou quando as respostas emocionais dela são sempre vistas como exageradas ou erradas.
    Como isso afeta o desenvolvimento da criança? Quando a criança cresce em um ambiente assim, ela pode aprender que não pode confiar nos próprios sentimentos ou que não vale a pena expressar o que sente. Isso pode dificultar que ela aprenda a lidar com emoções difíceis, tornando-se mais sensível, ansiosa ou tendo dificuldade para se posicionar e se relacionar com os outros.
    A terapia pode ajudar nesses casos, pois oferece um espaço seguro onde a criança (ou o adulto que passou por isso na infância) aprende a reconhecer, entender e expressar suas emoções sem medo de julgamento. O psicólogo ensina estratégias para lidar com sentimentos difíceis e ajuda a construir uma visão mais positiva sobre si mesma, promovendo autoestima, autoconfiança e relações mais saudáveis.


  • Como a família pode se adaptar (acomodação familiar) no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    Como a família pode se adaptar (acomodação familiar) no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    Essa é uma dúvida muito relevante, porque a família tem um papel muito importante no contexto do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)

    A “acomodação familiar” envolve, antes de tudo, buscar informação sobre o transtorno, o que ajuda a reduzir julgamentos e interpretações como “é exagero” ou “é drama”. Compreender que há uma dificuldade real de regulação emocional costuma mudar a forma de reagir às situações.
    Além disso, é importante validar o sofrimento sem reforçar comportamentos prejudiciais e estabelecer limites claros e respeitosos.
    Também é fundamental que os familiares cuidem da própria saúde emocional, busquem apoio psicológico e aprendam a reconhecer seus próprios limites.

    Se você convive com alguém que apresenta essas características ou se identifica com essa dinâmica familiar, buscar orientação profissional pode ser um passo importante para todos os envolvidos.


  • Como a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ajuda no tratamento de transtornos mentais

    Como a Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) ajuda no tratamento de transtornos mentais como o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    A Terapia de Prevenção de Exposição e Resposta (ERP) é uma das principais formas de tratamento para o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC).
    O TOC envolve pensamentos repetitivos e intrusivos (obsessões), que geram ansiedade intensa, e comportamentos ou rituais (compulsões) realizados para aliviar esse desconforto.
    Na ERP, a pessoa é orientada, de forma gradual e com acompanhamento profissional, a se expor às situações ou pensamentos que provocam ansiedade, enquanto aprende a não realizar os rituais habituais. Com o tempo, a pessoa percebe que a ansiedade diminui sozinha e que não precisa mais dos rituais para lidar com o desconforto.
    É importante lembrar que esse tipo de tratamento deve ser feito com a orientação de um psicólogo, pois cada caso é único e o acompanhamento profissional garante segurança e eficácia.
    Se precisar de mais informações ou exemplos, estou à disposição!


  • O que causa o agravamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    O que causa o agravamento do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Roberta  Mani

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) tende a se agravar por causa do ciclo entre obsessões e compulsões.

    Os pensamentos intrusivos geram ansiedade, e a pessoa realiza rituais para aliviar o desconforto. O problema é que esse alívio é temporário e acaba reforçando o comportamento. Quanto mais a compulsão é repetida, mais forte o ciclo.

    A evitação de situações que causam medo também contribui para o agravamento, pois impede que a pessoa desenvolva recursos para lidar com a ansiedade sem recorrer aos rituais.
    Sem tratamento adequado, os sintomas tendem a se manter ou se intensificar ao longo do tempo. A psicoterapia pode ajudar a interromper esse ciclo e reduzir significativamente o sofrimento. Uma avaliação profissional é importante para compreender o caso de forma individualizada e definir a melhor estratégia de cuidado.


Perguntas frequentes

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