Perguntas do paciente (4)
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Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, poré
Tenho um relacionamento aberto com meu esposo e vem funcionando bem para ambos por alguns anos, porém por vezes surgem dúvidas e dilemas que nos motivaram a querer fazer terapia de casal.
Estou com receio de marcar com um profissional e não nos sentirmos acolhidos ou compreendidos em nossa dinâmica por sermos abertos.
A pergunta é: em geral, os terapeutas de casal estão preparados pra acolher essa demanda, ou preciso procurar indicações de quem trabalhe especificamente com esse nicho?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em princípio, todo psicólogo deve estar preparado para acolher diferentes formas de viver e se relacionar sem impor seus próprios valores morais, religiosos ou pessoais. Isso, porém, não significa que todos tenham a mesma experiência clínica com relações não monogâmicas — e, na prática, vocês podem encontrar profissionais mais ou menos familiarizados com essa realidade.
Embora relacionamentos abertos estejam ganhando maior visibilidade, ainda lidamos com uma cultura fortemente atravessada pela monogamia e por determinadas concepções sobre amor, fidelidade, prazer e liberdade. O desafio da terapia não deveria ser avaliar se a relação de vocês está “certa” ou “errada”, mas compreender como ela funciona para vocês.
Achei especialmente importante vocês dizerem que a relação funciona bem, mas que existem dúvidas e dilemas. Talvez seja justamente esse o fio do processo terapêutico: compreender esses conflitos e construir respostas próprias, sem que sejam substituídas pelos valores do terapeuta. Se perceberem julgamento ou tentativa de enquadrá-los em determinado modelo de relação, é legítimo procurar outro profissional.
Desejo que encontrem um espaço em que ambos possam se sentir respeitados e compreendidos.
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Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depres
Como a terapia cognitivo comportamental (TCC) trabalha a baixa autoestima, ansiedade social e depressão juntos? Crenças da baixa autoestima como: "eu sou feio", "ninguém vai me amar e me achar atraente". Crenças da depressão como: "Sou inútil", "ninguém gosta de mim", "não sou bom o suficiente", "todos são melhores do que eu". E crenças e pensamentos da ansiedade social como: "Estão me julgando", "Eu tenho que agradar todo mundo", "se me criticarem, significa que sou ruim".
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não há nada mais potente para colocar uma crença em dúvida do que uma nova experiência que mostre que talvez aquilo em que acreditamos não seja uma verdade absoluta.
Mudar uma crença não é simplesmente trocar “sou feio” por “sou bonito” e repetir isso como um mantra, isso pode até soar superficial e pouco convincente não é mesmo?. O caminho passa por entender de onde essa crença vem, quais experiências parecem confirmá-la e quais evidências talvez estejamos deixando de enxergar. Na depressão, inclusive, é comum que os aspectos negativos ganhem muito mais destaque que os positivos.
Depois, respeitando seus limites, vale se permitir novas experiências. Imagine investir naquele crush e, dessa vez, dar certo. Isso não apaga sua crença de uma hora para outra, mas começa a colocá-la em questão. E quando vierem os “nãos” (porque eles também virão), você pode descobrir outra coisa importante: eles doem, mas não te destroem.
Com o tempo, novas experiências ajudam a construir crenças mais próximas da realidade: "talvez eu não agrade a todo mundo, mas certamente posso agradar a algumas pessoas".
E essa lógica vale para várias das questões que você mencionou. Vá se permitindo experimentar. Estarei aqui torcendo por você!
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Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas cris
Como lidar com país narcisistas que ficam fazendo um jogo psicológico pesado baseado nas minhas crises psicóticas (esquizofrenia em questionamento)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora o contexto careça de mais detalhes para uma compreensão adequada, é importante pontuar algumas coisas.
Conviver com pais muito autocentrados, manipuladores, pouco disponíveis afetivamente ou que frequentemente invalidam os sentimentos dos filhos pode produzir bastante sofrimento. Em algumas relações, estabelecer limites, reduzir o contato ou mesmo se afastar pode ser necessário. Mas isso precisa ser compreendido caso a caso , inclusive porque chamar alguém de “narcisista” não significa necessariamente que exista um diagnóstico de transtorno de personalidade narcisista.
Filhos que cresceram em relações familiares assim muitas vezes carregam um sofrimento duplo: pela falta do afeto e da segurança emocional de que precisavam e, posteriormente, pela culpa que pode aparecer quando começam a estabelecer limites ou se afastar.
Ao mesmo tempo, aquilo que você interpreta como narcisismo dos seus pais também pode envolver medo, dificuldade em compreender o diagnóstico, sentimentos de culpa : “onde erramos?”, “somos responsáveis por isso?”, ou simplesmente não saberem como lidar com o que está acontecendo.
Há ainda um ponto especialmente importante no seu caso: quadros de esquizofrenia podem envolver, em alguns momentos, alterações na percepção da realidade, ideias de perseguição ou interpretações que ganham uma intensidade muito grande. Por isso, ter um espaço terapêutico seguro, no qual você possa compreender melhor seu diagnóstico, receber acolhimento e validação, mas também examinar suas interpretações e aprender a reconhecer possíveis sintomas, pode fazer uma diferença importante na sua qualidade de vida.
Espero que você encontre apoio para compreender melhor tudo isso e atravessar esse momento com mais segurança. Fique bem.
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Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gosta
Sou diagnosticada com TDAH e Bipolaridade e sempre fiz TCC, mas nao sinto que me ajuda muito. Gostaria de saber se a Terapia DBT é adequada, mesmo que eu não tenha borderline.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A DBT trabalha a partir de quatro pilares centrais de habilidades: mindfulness, que favorece a atenção ao momento presente; regulação emocional; tolerância ao mal-estar, com estratégias para atravessar situações difíceis sem agir impulsivamente; e efetividade interpessoal, voltada às relações e à comunicação. Embora tenha se tornado especialmente conhecida pelo tratamento do transtorno de personalidade borderline, não é necessário ter esse diagnóstico para se beneficiar da abordagem.
A DBT nasce da tradição cognitivo-comportamental e é considerada uma das abordagens de terceira geração. Ainda assim, nem todas as pessoas se adaptam da mesma maneira às diferentes formas de psicoterapia. Somos diferentes, somos plurais, e talvez resida justamente aí uma das maiores belezas do ser humano.
No transtorno bipolar, aspectos como sono, rotina (e a previsibilidade que ela oferece ), atividade física, redução ou ausência do uso de álcool e outras drogas eacompanhamento médico são muito importantes. O mesmo vale, com suas particularidades, para o TDAH. Mas a psicoterapia não precisa se resumir a isso.
Compreender desejos, aprender a lidar com frustrações sem se desmantelar, conhecer seus limites e intensidades, pensar sobre sonhos e aspirações sem precisar apostar todas as fichas de uma só vez e entender melhor a própria maneira de se relacionar consigo e com o mundo também pode constituir um caminho de autoconhecimento muito interessante a ser trilhado.
Às vezes buscamos o protocolo certo, quando talvez também precisemos encontrar a forma de terapia e o profissional com os quais conseguimos realmente trabalhar. Psicanálise, abordagens humanistas, TCC, DBT e outras perspectivas podem oferecer caminhos diferentes.
Espero que você encontre aquele que faça sentido para você. Um abraço!
Perguntas frequentes
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Olá, bom dia. A lamotrigina diminui a irritabilidade? Obrigado.
Saudações! Com certeza este pode ser um dos fortes efeitos positivos da Lamotrigina.…