Perguntas do paciente (3)

  • Meu filho tem 8 anos, foi diagnosticado com altas habilidades, porém a neuropsicologa solicitou test

    Meu filho tem 8 anos, foi diagnosticado com altas habilidades, porém a neuropsicologa solicitou teste de processamento auditivo central e deu algumas alterações. É possível ter as dois diagnóstico ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Vilanova

    Sim, é possível ter altas habilidades e alguma outra condição médica ou do neurodesenvolvimento e a isso damos o nome de dupla excepcionalidade. Entretanto, a recomendação mais atual da literatura científica exige cautela ao interpretar os resultados do Processamento Auditivo Central (PAC). Alterações pontuais no PAC podem ser decorrentes de fatores flutuantes — como desatenção momentânea, falta de motivação para o exame, cansaço ou ansiedade —, e não necessariamente de um transtorno genuíno do processamento auditivo. Portanto, esses fatores devem ser rigorosamente investigados, descartados e contextualizados em uma consulta médica especializada com o neuropediatra.


  • Meu bebê tem 3 anos pesa 15 kilos, fiz exame e deu elepsia o médico neorologista indicou depakene 4

    Meu bebê tem 3 anos pesa 15 kilos, fiz exame e deu elepsia o médico neorologista indicou depakene 4 ml de 12/12 hrs. Mais estou com medo, dizem que criança não pode usar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Vilanova

    É necessária uma avaliação clínica minuciosa e individualizada para melhor compreensão do caso. No entanto, o Depakene® (valproato de sódio) pode sim ser utilizado em crianças pequenas, inclusive na faixa etária do seu filho, desde que haja indicação adequada e acompanhamento médico regular.

    Trata-se de um medicamento amplamente estudado e utilizado no tratamento de epilepsia na infância, podendo ser uma excelente opção terapêutica em muitos casos.

    Ainda assim, dependendo do tipo de epilepsia, dos achados clínicos, do eletroencefalograma e da história do paciente, podem existir outras opções igualmente eficazes ou até mais indicadas, o que deve ser avaliado pelo neurologista assistente.


  • Olá, tudo bem? Gostaria de uma orientação sobre o sono do meu filho, de 1 ano e 10 meses. Desde

    Olá, tudo bem?
    Gostaria de uma orientação sobre o sono do meu filho, de 1 ano e 10 meses.

    Desde o nascimento ele sempre teve um sono muito ruim e fragmentado. Quando era recém-nascido, acordava a cada 30 minutos, muitas vezes durante a noite, e sempre com muita dificuldade para voltar a dormir. Houve uma leve melhora após o desmame, mas os despertares continuaram.

    Atualmente, ele ainda acorda em média 3 a 4 vezes por noite, mesmo com fralda adequada, ambiente escuro, silencioso, temperatura confortável e rotina de higiene do sono bem estabelecida. Ele acorda chorando intensamente, sem motivo aparente, e nada parece consolá-lo, nem colo, nem abraço, nem mamadeira. Após dormir novamente, desperta pouco tempo depois.

    O sono dele também é muito agitado e leve, com muitos movimentos, sobressaltos e inquietação durante a noite. Além disso, apresenta grande dificuldade para iniciar o sono noturno, demorando cerca de 40 a 50 minutos para dormir, mesmo com rotina estruturada. Tem dormido cada vez mais tarde.

    Diante desse histórico desde o nascimento, gostaria de saber se esse padrão pode indicar algum distúrbio do sono ou outra condição que mereça investigação, e se uma avaliação neuropediatra infantil seria indicada ou outra especialidade.

    Saúde ótima, atinge todos os marcos de desenvolvimento, suplementa tudo o que precisa.

    Agradeço desde já.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Rodrigo Vilanova

    Sua preocupação é muito válida e merece atenção. Alterações persistentes do sono desde os primeiros meses de vida, especialmente quando associadas a sono fragmentado, despertares frequentes, dificuldade importante para iniciar e manter o sono e grande inquietação noturna, merecem sim uma avaliação mais aprofundada.

    Sabe-se que dificuldades de sono na infância podem estar associadas a diferentes condições, incluindo questões comportamentais, maturacionais, neurológicas ou regulatórias. Em alguns casos, alterações do padrão de sono podem coexistir ou anteceder manifestações de transtornos do neurodesenvolvimento, embora o sono ruim isoladamente não seja diagnóstico de nenhuma condição.

    Diante de um histórico tão consistente desde o nascimento, a avaliação cuidadosa por um neuropediatra é bastante indicada, tanto para investigação de possíveis sinais precoces de transtornos do neurodesenvolvimento — como TEA e TDAH — quanto para orientar estratégias adequadas de manejo do sono, respeitando a idade, o desenvolvimento e as necessidades individuais da criança.

    Essa avaliação também permite afastar outras causas clínicas de sono fragmentado e definir, se necessário, o acompanhamento com outras especialidades, como pneumopediatria ou psicologia infantil.


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