Perguntas do paciente (13)

  • Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas c

    Eu estou gostando de uma pessoa a mais de 3 meses. A gente estava ficando, mas aí aconteceu muitas coisas na minha vida, minha vó descobriu que estava com câncer de mama e minha mãe quebrou o pé. Comecei a ficar numa onda depressiva novamente, como eu já estive em um relacionamento no qual a pessoa não estava bem emocionante, sei o quanto isso é ruim. Então falei pra ele meio que me dar um tempo até às coisas melhorarem.
    Bom as coisas melhorarem, mas não sei como conversar com ele, só sei que gosto muito dele e quero fazer dar certo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Passar por tantas coisas ao mesmo tempo — um familiar adoecendo, outro se machucando, e ainda lidar com os próprios estados emocionais — exige muito. Reconhecer esse peso e proteger o outro de vivê-lo junto é um gesto de cuidado, ou será uma dificuldade de aceitar ajuda? (só para pensar sobre...)
    O que fica depois disso tudo é uma pergunta legítima: como retomar?
    Não existe um script certo para esse momento. O que costuma importar mais do que as palavras escolhidas é a honestidade sobre o que você viveu e o que sente agora, e a sua real disposição para a relação. Quem importa de verdade tende a receber isso melhor do que imaginamos.
    O que vale observar antes de qualquer conversa é como você está — não só se as circunstâncias externas melhoraram, mas se você se sente presente o suficiente para construir algo com outra pessoa. Relacionamentos pedem disponibilidade emocional, e só você sabe quando essa disponibilidade está de volta.
    Esse tipo de questão — o que estou pronta para viver, o que quero, o que me impede — se aprofunda muito bem dentro de um processo terapêutico. Se ainda não tem esse espaço, pode ser um bom momento para considerar.


  • Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora

    Perdi alguém recentemente por erros que cometi, não mudei atitudes que machucavam a pessoa. E agora que perdi, estou mudando essas atitudes por mim mas a culpa do “e se eu tivesse mudado antes”, continua vindo a tona…. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Essa dor do "e se" é uma das mais pesadas que existe. Uma mistura de saudade, arrependimento...
    A culpa, quando aparece depois de uma perda, muitas vezes está cumprindo uma função: manter a ilusão de controle. "Se eu tivesse feito diferente, o resultado seria diferente" — isso dói, mas pode ser difícil também pensar que às vezes as coisas se encerram mesmo, e não havia garantia de que a mudança teria salvo o que foi perdido.
    Eu poderia abordar esse tema de várias formas, mas aqui, por escrito talvez não seja o melhor caminho...
    Quero ainda deixar a mensagem de que mudar depois de perder não é menos válido. A outra pessoa pode não estar mais presente para ver. Mas a transformação pertence a você, e ela já está acontecendo.
    Às vezes a culpa ocupa o espaço que o luto deveria ocupar. É mais fácil se culpar do que simplesmente sentir a ausência. Vale perguntar: além de me culpar, eu já deixei espaço para simplesmente sentir falta?


  • Como lidar com o término do vínculo terapêutico? Minha psicóloga precisou me transferir por motiv

    Como lidar com o término do vínculo terapêutico?

    Minha psicóloga precisou me transferir por motivos pessoais dela, mas sinto que estou preso a ela. Tenho muitos pensamentos e sentimentos do quanto foi difícil essa transferência e parece que não consigo aceitar que isso aconteceu e seguir em frente. Já não faço terapia com ela tem meses e minha mente sempre fica voltando nisso com frequência.

    Gostaria de saber como posso aceitar que nosso vínculo acabou e seguir minha vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    O término de um vínculo terapêutico é um luto real — e pouco reconhecido socialmente. As pessoas ao redor raramente entendem a profundidade do que se perde, porque de fora parece "só uma psicóloga".
    O vínculo terapêutico é um dos mais seguros e honestos que existem.
    O que pode te fazer sentir mais é que, o rompimento foi imposto e não escolhido por você.
    Pode haver vários sentimentos envolvidos que precisam ser reconhecidos expressados da melhor maneira.
    Você pode usar algumas estratégias de nomeação do sentimento com precisão, escrever sobre tudo isso, reconhecer que o vínculo não some, ele se transforma, permitir um novo vínculo...
    Tudo isso acompanhado do(a) seu(sua) novo(a) terapeuta.
    Uma última questão para você pensar: O que ainda precisa dizer ou sentir para conseguir se despedir?


  • Quais as maneiras práticas de incorporar a atenção plena nos relacionamentos intrafamiliar e interpe

    Quais as maneiras práticas de incorporar a atenção plena nos relacionamentos intrafamiliar e interpessoais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Com a prática de estar realmente presente em cada momento. Você pode fazer isso praticando a escuta ativa. Quando alguém falar, foque totalmente na pessoa, sem pensar na resposta ou checar o celular, por exemplo. Focando na outra pessoa, observe o tom de voz, as expressões faciais e as emoções por trás das palavras. Isso vai gerar uma conexão genuína e diminuir conflitos por mal-entendidos.
    Outras maneiras de incorporar essas práticas de atenção plena são: pausas conscientes antes de reagir a uma emoção - Ao sentir irritação ou impulso de responder, respire fundo 3 vezes antes de falar. Nomear e validar emoções também entra nessas práticas.
    Você pode também criar rituais de presença, para você, nos seus encontros. Por exemplo, Antes de refeições em família ou reuniões importantes, feche os olhos por 30 segundos e mentalize “estou aqui, agora”.


  • Quais são as emoções associadas ao sentimento de raiva ?

    Quais são as emoções associadas ao sentimento de raiva ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Diversas emoções podem fazer parte dessa associação. É importante aprender a reconhecer, nomear, identificar cada uma delas. Assim fica mais fácil lidar com essas emoções quando elas aparecem. Podem ser:
    Frustração, sentimento de injustiça, mágoa, desprezo, vergonha, medo, impotência, ciúmes, culpa, tristeza.
    A identificação delas ajuda a saber se essas emoções decorrem da raiva ou se a raiva decorre delas. O tratamento com cada emoção pode exigir estratégias diferentes.


  • Existem estratégias para gerenciar o sentimento da raiva ?

    Existem estratégias para gerenciar o sentimento da raiva ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Sim, existem. Dentro de um contexto de análise e observação das emoções, é possível desenhar esse gerenciamento.
    A raiva é uma emoção natural, mas quando não é gerenciada adequadamente, pode levar a ações impulsivas ou prejudiciais.
    É possível usar estratégias para reconhecimento da emoção, técnicas de respiração, desconexão da situação gatilho, reestruturação de pensamentos, desenvolver expressão emocional saudável, resolução de conflitos de forma assertiva, clara e construtiva.
    O atendimento terapêutico pode guiar todas essas estratégias de forma assertiva, de acordo com cada contexto.


  • Como podemos contribuir para reduzir o estigma em relação à saúde mental?

    Como podemos contribuir para reduzir o estigma em relação à saúde mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    A redução do estigma de saúde mental precisa ser constante.
    É preciso disseminar informações corretas e adequadas sobre o tema. Promover informação, educar, conscientizar sobre a importância do tema.
    Outro ponto é também encorajar as pessoas a se colocarem no lugar de quem enfrenta desafios mentais, destacando que a saúde mental é tão importante quanto a saúde física.
    Falar abertamente e com consciência sobre o tema é também uma maneira de reduzir esse estigma. Assim como incentivar a busca por ajuda profissional. Assegurar que as pessoas saibam que procurar ajuda não é vergonha, e sim um passo importante para a recuperação.
    Em ambientes coletivos, pode haver a promoção de espaços de acolhimento, criando espaços seguros e adequados no trabalho, escola e comunidade, onde as pessoas se sintam à vontade para expressar suas emoções sem medo de julgamento.
    Por outro lado, uma ajuda pode ser encorajar a busca pelo autoconhecimento e pelo bem-estar emocional sem associar isso a uma fraqueza, mas sim a um ato de cuidado pessoal e crescimento.


  • O que é assertividade e como ela influencia o relacionamento interpessoal?

    O que é assertividade e como ela influencia o relacionamento interpessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    A assertividade é a habilidade de expressar seus sentimentos, pensamentos, necessidades e opiniões de forma clara, honesta e respeitosa, sem agressividade nem passividade. Sendo mais assertivo você pode se comunicar de maneira equilibrada, defendendo seus próprios direitos enquanto respeita os direitos e sentimentos dos outros.
    Ser mais assertivo, melhora sua comunicação, fortalece seus limites pessoais, promove respeito mútuo entre as pessoas, reduz conflitos, evita estresse e frustração, fortalece relacionamentos.
    A assertividade é aprendida e construída com a sua maneira de lidar com as situações, e com as outras pessoas. Para desenvolvê-la em seus relacionamentos você pode trabalhar a sua maneira de comunicar-se, aprender formas melhores de dizer não, ser honesto e direto com respeito e praticar a escuta ativa.
    A assertividade cria um espaço de respeito mútuo, facilita a comunicação clara e promove a resolução construtiva de conflitos.


  • A tecnologia digital pode ser usada para promover o autocuidado das pessoas ?

    A tecnologia digital pode ser usada para promover o autocuidado das pessoas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    A tecnologia digital pode ser uma ferramenta poderosa para promover o autocuidado das pessoas. Com a crescente digitalização, há uma gama de recursos e aplicativos disponíveis que podem ajudar as pessoas a cuidar de sua saúde física, mental e emocional de maneira prática e acessível.
    Alguns exemplos: Aplicativos de meditação e mindfulness, plataformas que facilitam o acesso a terapia online com profissionais de saúde mental, aplicativos de monitoramento de saúde física, recursos educacionais e conteúdos de bem estar, redes de apoio para inspiração.
    Vale lembrar que todos esses recursos são ferramentas aplicáveis a promoção de saúde mental, não substituindo um atendimento profissional especializado.


  • Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida

    Tenho crises de ansiedade e muito ruim palpitação no coração dores no peito e muito complicado lida com a situação tive muitas perda a na família e esse quadro de ansiedade foi só agravando o que. Faco pra sai dessa rotina de transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Sinto muito pelas perdas que você viveu. Situações assim realmente abalam muito, e quando se somam à ansiedade, podem deixar o dia a dia mais difícil de suportar.
    Os sintomas que você está sentindo são comuns em ansiedade, mesmo assim é bom que sejam avaliados por um médico para descartar qualquer problema físico. Assim você pode dar atenção de forma segura.
    Você pode também agir em duas frentes: reduzir os sintomas imediatos e trabalhar a causa de fundo, com algumas técnicas para minimizar os sintomas. O tratamento da causa de fundo, envolve a psicoterapia, onde junto com o profissional você olhará para si mesmo buscando se conhecer e saber como ressignificar essa causa para que ela não lhe cause mais sofrimento. Outros recursos são atividade física, cuidar do sono e alimentação, momentos de autocuidado e lazer. Para tudo isso, você precisa estar fortalecido e conseguir inserir essas práticas na sua rotina.


  • Bom dia! A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?

    Bom dia!
    A ansiedade deixa a gente como se tivesse com uma bola na garganta?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Olá!
    Esse pode ser sim, um sintoma de ansiedade. Mas sem observar o contexto não se pode afirmar. Pode ser uma tristeza, algo desencadeado por uma situação específica...
    Durante uma crise de ansiedade, o corpo está em estado de alerta. Junto com esse "nó na garganta" poderá vir outras sensações de tensão, por exemplo.
    Você pode usar técnicas como respiração mais lenta e profunda, beber um pouco de água de forma mais lenta, fazer leve alongamento da musculatura do pescoço, redirecionar o foco do seu pensamento.
    Se isso for frequente, o ideal é procurar investigar e tratar a causa da ansiedade.


  • Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    Não sou gay mas tenho dificuldade em falar com mulheres, que tipo de ajuda vocês indicam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Essa dificuldade é mais comum do que você imagina e não tem relação direta com a sua orientação sexual. Pode estar ligada a insegurança, medo de rejeição, falta de prática ou até experiências passadas que geraram bloqueio. O autoconhecimento ajuda muito nesses casos. Você pode buscar estratégias, em sua psicoterapia, que unam autoconhecimento e treino social.


  • Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por a

    Olá, minha mãe vem enfrentando problemas de insônia e tremores nas mãos. Isso pode ser causado por ansiedade? Qual o profissional adequado para tratar esse tipo de problemas: Psiquiatra, psicólogo ou neurologista?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosamaria Nogueira

    Ola!
    Talvez vocês possam começar pela consulta com o Psiquiatra ou Neuro, para investigar, descartar ou tratar causas físicas. Feito isso, o médico pode indicar o tratamento conjunto, se for o caso com a a psicoterapia.


Perguntas frequentes

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