Perguntas do paciente (12)
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua preocupação. Quando valorizamos muito um relacionamento, alguns pensamentos ou comportamentos podem despertar culpa e fazer com que passemos a questionar nossas próprias intenções.
É natural que, em determinadas situações, nos preocupemos com a maneira como somos vistos pelos outros, inclusive por pessoas que fizeram parte da nossa história. Querer parecer bonita, interessante ou demonstrar que está bem pode estar relacionado à autoestima, à necessidade de aprovação ou simplesmente à importância que damos à opinião das outras pessoas. Isso, isoladamente, não permite concluir que exista um desejo de se envolver com alguém.
O que parece estar lhe causando maior sofrimento é a necessidade de saber se esses pensamentos ou atitudes significam que você está sendo infiel. Quando começamos a analisar repetidamente nossas intenções, revisar comportamentos e buscar certeza sobre se fizemos algo errado, a própria dúvida pode se tornar fonte de muita ansiedade.
Esse funcionamento pode aparecer em quadros de ansiedade e também em pessoas com sintomas obsessivos, mas não é possível afirmar que seja TOC somente por esse relato. Uma avaliação psicológica seria necessária para compreender melhor.
Talvez seja interessante observar: você costuma sentir culpa por pensamentos que não escolheu ter? Precisa revisar mentalmente situações para ter certeza de que não fez nada errado? Busca frequentemente a confirmação de outras pessoas para se tranquilizar? Se isso acontece repetidamente e lhe causa sofrimento, vale conversar com um psicólogo.
E lembre-se: pensamentos surgem espontaneamente e nem sempre representam aquilo que desejamos ou escolhemos fazer. Em vez de tentar controlar cada pensamento, pode ser mais saudável compreender por que determinadas situações despertam tanta culpa e insegurança em você.
A psicoterapia pode ajudá-la a compreender essa necessidade de aprovação, fortalecer sua autoestima e, principalmente, construir uma relação menos angustiante com seus próprios pensamentos.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo como essa dúvida pode ser angustiante, principalmente quando existe carinho pela pessoa e medo de tomar uma decisão da qual você possa se arrepender.
É importante lembrar que os sentimentos dentro de um relacionamento não permanecem iguais ao longo do tempo. A intensidade, a novidade e a euforia do início costumam se transformar à medida que a relação amadurece. Isso, por si só, não significa necessariamente que o amor tenha acabado.
Pelo que você conta, existem aspectos importantes nessa relação: vocês conseguem conversar, você reconhece o cuidado e o afeto dele e não se sente presa ou desconfortável ao seu lado. Ao mesmo tempo, percebe uma diminuição do entusiasmo e isso tem feito você questionar constantemente o que sente.
Talvez, neste momento, seja mais importante do que tentar responder imediatamente “eu ainda amo ou não?”, procurar compreender o que mudou. Essa sensação acontece somente em relação ao seu namorado ou você também percebe menos interesse, prazer e entusiasmo em outras áreas da sua vida? Houve alguma mudança, conflito, frustração ou período de maior ansiedade antes dessas dúvidas começarem?
Quanto mais tentamos encontrar uma certeza absoluta sobre os sentimentos, mais ansiosos podemos ficar e essa ansiedade, por sua vez, pode dificultar ainda mais perceber espontaneamente o que sentimos.
Não é necessário se obrigar a sentir algo, nem tomar uma decisão imediatamente. Dê-se algum espaço para observar essa relação sem testar seus sentimentos o tempo todo.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar o que você está vivendo. Percebo que esse momento tem sido muito difícil e que você está buscando entender o que está acontecendo para conseguir se sentir melhor.
É possível que pesquisar repetidamente sobre sintomas acabe aumentando a ansiedade, principalmente quando já existe uma preocupação com a própria saúde. Quanto mais buscamos confirmações na internet, maior pode ser a tendência de interpretar sensações e comportamentos como sinais de um problema específico, o que pode alimentar o medo e o isolamento.
Você comentou que já faz tratamento com escitalopram. É importante lembrar que esse medicamento costuma levar algumas semanas para apresentar seus efeitos, e o acompanhamento com o psiquiatra é fundamental para avaliar como você está evoluindo e se há necessidade de ajustes no tratamento.
A psicoterapia pode ajudá-la muito nesse processo. Além de compreender melhor a origem dos seus medos e do isolamento, ela oferece estratégias para lidar com a ansiedade, reduzir a necessidade de pesquisar sintomas e enfrentar, aos poucos e de forma segura, as situações que hoje provocam tanto desconforto.
Enquanto isso, procure evitar usar a internet como uma forma de confirmar ou descartar diagnósticos. Embora a informação seja importante, ela não substitui uma avaliação profissional e, em algumas situações, pode aumentar ainda mais a preocupação.
Você já deu um passo importante ao buscar tratamento. Continue conversando com seu psiquiatra sobre o que tem sentido e, se ainda não faz psicoterapia, considere iniciar esse acompanhamento. Com o tratamento adequado, é possível compreender melhor esses sintomas, recuperar a confiança e voltar a realizar suas atividades com mais tranquilidade.
Você não precisa enfrentar isso sozinha.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero agradecer por compartilhar o que você está sentindo. Percebo que você está passando por um sofrimento muito intenso, e sinto muito que esteja enfrentando tudo isso.
Os sintomas que você descreve, como tristeza frequente, choro, sensação de vazio, perda de interesse pelas coisas que antes faziam sentido, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, cansaço, isolamento e mudanças na forma de se relacionar com as pessoas, merecem uma avaliação profissional cuidadosa.
É compreensível que você se pergunte se isso pode ser depressão. Esses sintomas podem estar presentes em um quadro depressivo, mas também podem estar relacionados a outras condições emocionais ou até mesmo físicas. Por isso, não é possível fazer um diagnóstico apenas por esse relato.
O mais importante agora é que você procure ajuda o quanto antes. Um psicólogo poderá acolher você, compreender sua história e avaliar o que está acontecendo. Também é importante buscar uma avaliação com um psiquiatra, especialmente porque os sintomas estão afetando seus estudos, seus relacionamentos e sua qualidade de vida.
Quero destacar um ponto importante: dificuldades de memória e concentração também podem acontecer quando estamos vivendo um sofrimento emocional intenso. Isso não significa, necessariamente, que você esteja "perdendo a capacidade" de pensar, mas é um sinal de que sua saúde mental precisa de atenção.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Existe tratamento, e muitas pessoas conseguem melhorar significativamente com o acompanhamento adequado.
Se, além desses sintomas, em algum momento você sentir que perdeu a esperança ou que sua vida não vale mais a pena, procure ajuda imediatamente, converse com alguém de sua confiança ou vá a um serviço de saúde. Você merece cuidado, acolhimento e apoio.
Há tratamento, e você não precisa carregar esse sofrimento sozinha.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você tenha passado por experiências tão dolorosas. Pelo que você descreve, é compreensível que situações de intimidade despertem medo, lembranças e reações intensas. Muitas pessoas que viveram abusos na infância ou na adolescência podem apresentar esse tipo de resposta, e isso não significa que exista algo de errado com elas.
Quero dizer algo que considero muito importante: você não é uma namorada "defeituosa". O que você está vivendo é um sofrimento que merece cuidado, acolhimento e tratamento, e não culpa.
Você relata também que, ao consumir álcool, as crises se intensificam e surgem lembranças muito vívidas dos abusos. Isso merece atenção, pois o álcool pode diminuir a capacidade de controlar as emoções e acabar agravando esse tipo de reação.
Acredito que o passo mais importante neste momento seja buscar acompanhamento psicológico, de preferência com um profissional que tenha experiência no atendimento a pessoas que passaram por situações de violência ou trauma. Caso ainda não tenha esse acompanhamento, procure também um psiquiatra se as crises de ansiedade e pânico estiverem muito intensas, para que uma avaliação seja feita.
Enquanto estiver em tratamento, converse com seu namorado sobre seus limites e respeite o seu tempo. Intimidade não precisa acontecer antes de você se sentir segura. Um relacionamento saudável também é construído com diálogo, respeito e compreensão.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Existe tratamento, e é possível ressignificar essas experiências, reduzir o sofrimento e voltar a viver seus relacionamentos com mais segurança e tranquilidade.
Desejo que você encontre o acolhimento e o cuidado que merece. Você merece ser tratada com respeito, carinho e gentileza, inclusive por você mesma.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando passamos por acontecimentos difíceis, como perdas, conflitos, mudanças importantes ou períodos de muito estresse, é natural que nossas emoções sejam afetadas. Para quem já teve um episódio de depressão, esses momentos podem aumentar a vulnerabilidade para o reaparecimento dos sintomas, mas isso não significa que a depressão sempre irá voltar.
Cada pessoa reage de uma forma. Há quem passe por situações muito difíceis sem desenvolver um novo episódio, enquanto outras podem precisar de mais apoio nesse período. Por isso, é tão importante reconhecer os primeiros sinais de sofrimento emocional e buscar ajuda o quanto antes.
Além disso, manter o acompanhamento psicológico e, quando indicado, o tratamento psiquiátrico, cuidar do sono, da alimentação, da atividade física e preservar uma rede de apoio são fatores que podem ajudar a fortalecer a saúde mental.
Se você percebe que, após um acontecimento difícil, a tristeza se torna intensa, persistente, vem acompanhada de perda de interesse pelas atividades, alterações importantes no sono, no apetite ou na energia, vale a pena procurar um profissional para uma avaliação. Quanto mais cedo o cuidado começa, maiores costumam ser as chances de recuperação.
Você não precisa enfrentar esses momentos sozinho(a). Pedir ajuda é um gesto de cuidado consigo mesmo e pode fazer toda a diferença.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está descrevendo pode ser muito desgastante, e imagino o quanto isso pode estar afetando o seu dia a dia e o seu desempenho no trabalho.
Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes situações, como estresse intenso, ansiedade, sobrecarga emocional, dificuldades de atenção ou outras condições que precisam ser avaliadas com cuidado. Por isso, é importante evitar tirar conclusões sozinho.
O primeiro passo é procurar um psicólogo ou um psiquiatra para uma avaliação completa. Esses profissionais poderão compreender sua história, investigar seus sintomas e identificar o que pode estar acontecendo, para que você receba a orientação e o tratamento mais adequados.
Enquanto isso, procure observar quando esses sintomas aparecem, há quanto tempo estão presentes e como eles têm impactado sua rotina. Essas informações serão muito úteis durante a avaliação.
Você não precisa lidar com isso sozinho. Buscar ajuda é um ato de cuidado consigo mesmo e pode fazer toda a diferença.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero agradecer por compartilhar sua experiência de forma tão detalhada. Imagino que conviver com esses episódios possa ser bastante angustiante, principalmente quando eles surgem de forma inesperada e passam a interferir na sua sensação de segurança e tranquilidade.
Os sintomas que você descreve merecem uma avaliação cuidadosa. Pensamentos involuntários e recorrentes, imagens mentais muito vívidas, comportamentos de conferência, experiências sensoriais incomuns e mudanças ao longo da vida podem estar relacionados a diferentes condições. Por isso, não é possível afirmar um diagnóstico apenas com esse relato.
O profissional mais indicado para iniciar essa investigação é um psiquiatra ou um psicólogo clínico. Em muitos casos, o acompanhamento conjunto desses profissionais é a melhor forma de compreender o que está acontecendo. Dependendo da avaliação, também pode ser recomendada uma consulta com um neurologista, especialmente para investigar as experiências perceptivas que você descreveu desde a infância e descartar outras causas médicas.
O mais importante é que você não ignore esses sintomas, principalmente porque eles são recentes, frequentes e têm impactado sua rotina. Uma avaliação presencial permitirá compreender quando esses episódios começaram, como evoluíram, se existem fatores desencadeantes e quais hipóteses precisam ser investigadas.
Enquanto aguarda essa avaliação, procure anotar quando os episódios acontecem, quanto tempo duram, o que estava fazendo no momento, como você se sente antes e depois deles e se há algo que pareça desencadeá-los. Essas informações costumam ser muito úteis para os profissionais que irão acompanhá-lo.
Quero deixar uma mensagem importante: o fato de você ter esses pensamentos ou imagens não significa que você queira que eles aconteçam ou que vá agir de acordo com eles. Muitas pessoas vivenciam pensamentos intrusivos, e justamente o sofrimento que eles causam é um sinal de que precisam ser compreendidos e avaliados com cuidado.
Você deu um passo importante ao buscar orientação. Com uma avaliação adequada, será possível entender melhor o que está acontecendo e definir o tratamento mais indicado para a sua situação.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão íntimo. Percebo o quanto essa situação tem gerado sofrimento para você.
Pessoas que convivem com o TOC frequentemente experimentam pensamentos indesejados, dúvidas persistentes e uma necessidade intensa de ter certeza sobre o significado desses pensamentos. Por isso, sentir culpa por ter imaginado uma situação hipotética pode fazer parte da forma como o TOC se manifesta em algumas pessoas.
Ao mesmo tempo, um pensamento isolado, por si só, não permite concluir se ele representa um desejo, um sentimento ou apenas uma ideia que surgiu espontaneamente. Todos nós temos pensamentos involuntários e hipóteses sobre diferentes situações ao longo da vida. O que costuma gerar sofrimento no TOC é justamente a tentativa de encontrar uma certeza absoluta sobre o que esses pensamentos "significam".
Como você já tem o diagnóstico de TOC, acredito que seja muito importante levar essa dúvida para o seu psicólogo e/ou psiquiatra. Eles poderão ajudá-la a compreender esse episódio dentro do contexto do seu tratamento e a desenvolver estratégias para lidar com a culpa de forma mais saudável.
Lembre-se também de que você contou que seu companheiro escolheu perdoá-la e que vocês seguiram juntos. O fato de ainda sentir dificuldade em se perdoar mostra o quanto essa experiência continua sendo dolorosa para você. Esse também é um tema que merece ser trabalhado em terapia.
Você não precisa enfrentar essa culpa sozinha. Com o acompanhamento adequado, é possível aprender a lidar tanto com os pensamentos quanto com as emoções que eles despertam, sem que eles definam quem você é.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero agradecer pela confiança em compartilhar algo que claramente tem lhe causado tanto sofrimento.
Quero começar dizendo que sinto muito pela experiência que você teve com aquele profissional. Nenhuma pessoa deveria se sentir julgada ao buscar ajuda psicológica. O consultório deve ser um espaço de acolhimento, respeito e escuta.
Pelo que você relata, o que mais me chama a atenção não é o fato de você ter se deparado com um conteúdo que lhe causou repulsa, mas a intensidade da culpa, da vergonha e da angústia que surgiram depois. Você descreve que perdeu o interesse rapidamente, interrompeu o contato com o conteúdo e, desde então, permanece muito abalada. Isso mostra que essa experiência foi vivida como algo incompatível com seus valores, e não como algo que lhe trouxe prazer.
Além disso, você já faz acompanhamento psiquiátrico para ansiedade e depressão, e essas condições podem influenciar a forma como lidamos com pensamentos, culpa e autocrítica. Por isso, acredito que seria muito importante iniciar também um acompanhamento psicológico, para que você possa elaborar esse sofrimento em um ambiente seguro e sem julgamentos.
É importante lembrar que ter entrado em contato, ainda que por alguns minutos, com um conteúdo que lhe causou desconforto **não define quem você é, seus valores ou seus desejos**. O que realmente merece atenção é o sofrimento intenso que isso despertou em você.
Você não precisa carregar esse peso sozinha. Procure um psicólogo com quem se sinta acolhida e respeitada. A terapia poderá ajudá-la não apenas a compreender esse episódio, mas também a desenvolver uma relação mais compassiva consigo mesma, reduzindo a culpa excessiva e fortalecendo sua saúde emocional.
Você merece um cuidado baseado em respeito, escuta e acolhimento. Espero que encontre um profissional com quem possa se sentir segura para falar sobre qualquer assunto, sem medo de ser julgada.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito pertinente e compreendo por que essas informações são importantes para você, principalmente se pretende dar continuidade ao seu cuidado com outro profissional.
De modo geral, é esperado que o encerramento de uma psicoterapia inclua um momento de fechamento, no qual paciente e psicólogo possam conversar sobre o processo, os resultados alcançados, as dificuldades encontradas e os possíveis encaminhamentos. No entanto, nem sempre isso acontece, e a ausência dessa conversa, por si só, não significa que tenha havido uma conduta antiética.
Mesmo após o término do acompanhamento, você pode solicitar ao psicólogo um documento sobre o atendimento. O mais comum é um "relatório psicológico", elaborado de acordo com as normas do Conselho Federal de Psicologia. Nele, o profissional poderá descrever, de forma técnica, aspectos relevantes do processo terapêutico, como a demanda apresentada, os objetivos do acompanhamento, uma síntese da evolução e, quando pertinente, orientações ou encaminhamentos.
Em relação ao prontuário, o psicólogo tem o dever de manter registros do atendimento. Você pode solicitar acesso às informações referentes ao seu acompanhamento. A forma como essas informações serão disponibilizadas deve respeitar as normas técnicas e éticas da profissão, pois nem todas as anotações internas são entregues como cópia integral do prontuário.
Caso seu objetivo seja facilitar o trabalho de um novo profissional, vale a pena informar isso ao fazer a solicitação. Você pode pedir um relatório que apresente a demanda inicial, os objetivos do acompanhamento, uma síntese do processo, as intervenções realizadas, os fatores que influenciaram o tratamento e as recomendações para a continuidade do cuidado, desde que essas informações possam ser descritas de forma técnica e ética.
Se, ao solicitar esses documentos, você tiver dúvidas sobre seus direitos ou sobre a conduta adotada pelo profissional, também é possível buscar orientação junto ao Conselho Regional de Psicologia (CRP) da sua região.
Espero ter ajudado e desejo que você encontre um acompanhamento que atenda às suas necessidades e contribua para o seu processo de cuidado.
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Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona
Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero dizer que é muito importante você ter buscado orientação. Perceber que algo não está bem e procurar entender o que está acontecendo consigo já é um passo muito significativo.
Os sinais do TEA, do TDAH e da depressão podem ser parecidos em alguns aspectos, e é justamente por isso que não é possível chegar a uma conclusão apenas pelos sintomas ou por informações encontradas na internet. Uma avaliação cuidadosa é o melhor caminho.
Você pode começar procurando um psicólogo ou um psiquiatra. O mais importante é dar o primeiro passo. O psicólogo poderá ouvir sua história com atenção, compreender como essas dificuldades afetam sua vida e, se necessário, indicar uma investigação mais específica ou um encaminhamento. Já o psiquiatra poderá avaliar se existe algum transtorno que necessite de tratamento médico, inclusive com medicação, quando indicada.
Independentemente de qual profissional você procurar primeiro, saiba que você não precisa ter todas as respostas antes de buscar ajuda. O processo de avaliação existe justamente para compreender o que está acontecendo e construir, junto com você, o melhor caminho de cuidado.
Se esse sofrimento tem sido constante ou tem interferido na sua rotina, não adie essa procura. Com o acompanhamento adequado, é possível entender melhor suas dificuldades, aliviar o sofrimento e encontrar estratégias que façam sentido para a sua realidade.
Desejo que você encontre um profissional com quem se sinta acolhido e seguro. Você merece ser ouvido, compreendido e cuidado.
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Com pouco mais de um mês de cirurgia no acetábulo, a região ainda está em…