Perguntas do paciente (21)
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O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo
O que eu faço quando não consigo viver angustiada com o toc? Tenho toc religioso e eu já fiz de tudo pra conseguir resolver, até tenho um posicionamento sobre e tô tentando não mexer no assunto que me angustia, mas fico com medo de não ser toc ou até ser mas eu ainda estar em risco quanto ao conteúdo, daí tudo até mesmo o mecanismos pra superar o toc eu duvido, pq pode ser que eu esteja fazendo errado e fico perdida na minha cabeça, parece que eu não tenho certeza de nada e ainda me cobro pra viver normal e sentir algum orgulho de mim, mas não consigo pq parece que eu não tô vivendo certo.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Claro, Psic. Rosani. Para essa pergunta, eu responderia exatamente nessa linha que construímos, porque ela pede acolhimento sem reforçar a suspeita de traição.
Olá! Depois de ter vivido um relacionamento com abuso psicológico e traições, é compreensível que algumas situações do seu casamento atual despertem medo e insegurança. Experiências anteriores podem deixar marcas e fazer com que você fique mais atenta à possibilidade de ser machucada novamente.
Quando seu marido sai, viaja ou está em ambientes com outras mulheres, parece que não surge apenas uma preocupação com aquele momento: rapidamente aparecem pensamentos de traição, abandono e até de que o relacionamento irá terminar. E isso pode gerar uma ansiedade muito intensa.
Ao mesmo tempo, é importante não atribuir tudo somente ao que você viveu no passado. Você também menciona situações atuais que lhe causam desconforto. Talvez seja necessário começar a diferenciar **o que realmente está acontecendo hoje, o que essas situações despertam por causa da sua história e aquilo que o medo faz você imaginar que poderá acontecer.**
Conversar com seu marido sobre o que você sente e sobre os limites e acordos importantes para vocês também pode ajudar. Construir confiança não significa ignorar aquilo que incomoda, mas conseguir conversar sobre isso sem precisar viver constantemente investigando ou esperando que uma nova traição aconteça.
A psicoterapia pode ser muito importante nesse processo, ajudando você a elaborar as marcas do relacionamento anterior e a compreender melhor o que acontece emocionalmente quando sente que pode ser abandonada.
Talvez uma pergunta importante para começar seja: **“O que está acontecendo na minha relação hoje e o que eu estou revivendo daquilo que aconteceu comigo antes?”**
Você não precisa ignorar o que sente, mas também não precisa deixar que o medo determine sozinho aquilo que é verdade.
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É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter? Ontem eu estava acordando, ainda c
É possível termos sentimentos ou sensações que não queremos ter?
Ontem eu estava acordando, ainda com muito sono, em tinha aberto os olhos ainda, quando do nada me veio na cabeça um cara que um dia gostei e sorri. Assim que abri os olhos, pensei: “Ué, mas eu nem gosto mais dele. Essa pessoa me fez passar por coisas ruins, então por que eu tive essa reação?”
Passei o dia remoendo isso e me sentindo culpada, porque eu sei que não gosto mais dele e não quero voltar a ficar com ele. Mas aquele momento me fez questionar se uma reação espontânea pode significar alguma coisa.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sim, podemos ter pensamentos, sentimentos, lembranças e até reações espontâneas que não escolhemos conscientemente ter. Nossa mente não está totalmente sob nosso controle, principalmente em momentos de transição entre o sono e o despertar, quando pensamentos, imagens e lembranças podem surgir de maneira bastante espontânea.
O mais importante talvez não seja descobrir exatamente “por que eu sorri?”, mas perceber o que aconteceu depois: você passou o dia revendo aquele momento, tentando entender o que ele significava e sentindo culpa por uma reação que aconteceu espontaneamente.
Uma reação isolada não precisa ser transformada imediatamente em uma conclusão sobre aquilo que você deseja ou sobre o que sente por alguém. Nossa história emocional deixa lembranças e associações, e elas podem aparecer sem que isso determine aquilo que queremos para nossa vida hoje.
Talvez a ansiedade esteja justamente na necessidade de encontrar uma resposta definitiva: “Se eu sorri, será que ainda gosto dele?” Quanto mais você tenta analisar cada detalhe para ter certeza absoluta do que sente, mais dúvidas podem aparecer.
Quando isso acontecer, em vez de investigar repetidamente a reação, experimente reconhecer: “Foi uma reação que apareceu. Eu não preciso descobrir agora exatamente o que ela significa.”
Se você percebe que costuma analisar pensamentos, sentimentos ou pequenas reações para ter certeza de que eles não significam algo que você teme, e isso gera muita culpa ou ocupa bastante tempo do seu dia, vale conversar sobre esse funcionamento em psicoterapia.
Às vezes, o sofrimento não está no pensamento ou na sensação que apareceu, mas na necessidade de ter certeza sobre o que aquilo diz a nosso respeito.
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Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u
Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você percebe sobre sua história pode ser um ponto importante para compreender essa dificuldade. Quando uma pessoa cresce sentindo que suas necessidades emocionais tiveram pouco espaço, pode aprender, de diferentes maneiras, a deixar aquilo que deseja ou precisa em segundo plano. Mas essa relação precisa ser compreendida a partir da sua história, e não tomada automaticamente como a causa do que acontece hoje.
Talvez seja interessante observar a crença que você mencionou: “se eu me colocar em primeiro lugar, estarei sendo egoísta.” De onde você acha que aprendeu que cuidar de si, desejar algo para você ou estabelecer suas próprias prioridades poderia significar egoísmo?
Na psicoterapia, esse trabalho não seria simplesmente aprender a “pensar positivo” ou encontrar força para vencer algo negativo dentro de você. Seria compreender por que existe tanta culpa ou desconforto quando você tenta ocupar um lugar de importância na própria vida.
Aos poucos, também é possível começar a diferenciar se priorizar de desconsiderar o outro. Priorizar-se não significa que suas necessidades devam estar sempre acima das necessidades de todas as pessoas. Significa reconhecer que elas também têm valor e merecem espaço.
Você pode começar observando pequenas situações do cotidiano: quando deseja fazer alguma coisa para você e desiste, o que aparece naquele momento? Culpa? Medo de desagradar alguém? Sensação de que não deveria querer aquilo? Necessidade de cuidar primeiro dos outros?
Talvez a questão não seja apenas aprender a se colocar em primeiro lugar, mas compreender por que ocupar um lugar importante na própria vida parece tão difícil ou tão proibido para você. Esse é um tema que pode ser muito bem trabalhado em psicoterapia.
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Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do
Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pelo que você relata, sua depressão está trazendo um prejuízo importante para sua vida: você está com dificuldade para realizar tarefas básicas, sair do quarto, trabalhar e retomar seus projetos. Isso merece um acompanhamento mais próximo.
O fato de você já utilizar o CAPS e tomar antidepressivo é importante, mas, se sente que o acompanhamento atual não está sendo suficiente, você pode voltar ao CAPS e dizer exatamente isso: “Estou pior, não estou conseguindo realizar atividades básicas e preciso que meu tratamento seja reavaliado.” Peça uma avaliação mais próxima da equipe e converse também sobre a medicação e sobre a possibilidade de intensificar seu acompanhamento psicológico e multiprofissional.
Sobre a internação: ela pode ser indicada em algumas situações, mas essa decisão precisa ser feita após uma avaliação profissional. Nem toda depressão grave exige internação, e existem possibilidades de intensificar o cuidado fora do hospital. Por outro lado, quando a pessoa está em uma crise grave, não consegue se manter em segurança ou o cuidado disponível fora do hospital não está sendo suficiente, a equipe pode avaliar a necessidade de atendimento hospitalar.
Por isso, não acho que você precise decidir sozinha “devo ou não me internar?”. Leve essa possibilidade para a equipe que já acompanha você e peça uma reavaliação do seu tratamento. Se possível, conte também para sua mãe ou outra pessoa de confiança como você realmente está e peça que a acompanhe nessa busca por ajuda.
E quero destacar uma coisa: ter deixado oportunidades de trabalho passar enquanto estava adoecida não significa que você perdeu definitivamente a possibilidade de construir sua vida. Neste momento, talvez o primeiro objetivo não seja conseguir imediatamente um emprego, mas recuperar gradualmente condições para voltar a cuidar de si, sair do quarto, retomar sua rotina e, depois, seus projetos.
Se você estiver pensando em morrer, em se machucar, sentir que não consegue se manter em segurança ou estiver deixando de conseguir cuidar das suas necessidades básicas, não espere a próxima consulta. Procure imediatamente o CAPS, uma UPA ou pronto-socorro, ou acione o SAMU pelo 192. Se precisar conversar enquanto busca ajuda, o CVV atende gratuitamente pelo 188, 24 horas por dia.
Você está percebendo que o cuidado que recebe hoje não está sendo suficiente e está pedindo mais ajuda. Leve esse pedido a sério. Você não precisa esperar piorar ainda mais para ter seu tratamento reavaliado.
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Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz
Eu tava tomando sertralina parei uma semana, voltei tomar tem 14 dias tô sentindo dor de cabeça faz 6 dias e não passa é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! A dor de cabeça pode acontecer durante o uso da sertralina e também, pode aparecer quando o medicamento é interrompido de forma abrupta. Como você ficou uma semana sem tomar e depois reiniciou, é possível que seu organismo tenha sentido essa mudança.
No entanto, não é possível afirmar pela internet que uma dor de cabeça que já dura seis dias seja apenas consequência da sertralina. Como ela está persistindo, o mais indicado é entrar em contato com o médico que prescreveu a medicação e explicar exatamente o que aconteceu: quanto tempo você usava a sertralina, qual a dose, que ficou uma semana sem tomar, quando reiniciou e quando começou a dor.
Não interrompa novamente, aumente ou diminua a dose por conta própria. Antidepressivos como a sertralina devem ser modificados ou suspensos com orientação médica.
Também observe se essa dor é diferente das dores de cabeça que você já teve anteriormente ou se está acompanhada de outros sintomas. Se for uma dor súbita e muito intensa, ou vier acompanhada de confusão, desmaio, convulsão, fraqueza ou alteração importante da visão ou da fala, procure atendimento médico de urgência.
Portanto, a dor de cabeça pode estar relacionada às mudanças no uso da medicação, mas, por estar persistindo há vários dias, vale conversar com seu médico em vez de apenas esperar que passe.
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A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergo
A meditação de olhar na vela ela pode acalmar um sentimento muito forte de depressão ou de uma vergonha? Tipo ter bebido anoite e acordar com aquela melancolia de lembrar coisas feias que fiz? e ela altera as ondas cerebrais também ? ou permanece em Beta??
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Uma prática de atenção focada, como observar a chama de uma vela enquanto presta atenção à respiração, pode ajudar algumas pessoas a diminuir momentaneamente a agitação, organizar os pensamentos e atravessar uma emoção intensa. Mas ela não funciona como um “apagador” da tristeza, da vergonha ou da culpa, e não substitui tratamento quando existe depressão.
No seu exemplo, há também um aspecto importante: o álcool pode influenciar bastante como você se sente no dia seguinte. Depois de beber, algumas pessoas apresentam mais ansiedade, melancolia, irritabilidade e pensamentos negativos, além de ficarem mais propensas a recordar situações da noite anterior com culpa ou vergonha. Se você percebe que isso acontece repetidamente depois de beber, vale observar essa relação.
Quando vier aquela sensação de “fiz coisas horríveis”, antes de ficar revendo mentalmente tudo o que aconteceu, tente esperar seu organismo se recuperar e diferenciar duas coisas: há algo concreto que preciso reparar ou estou presa em um ciclo de vergonha, ansiedade e autocobrança? Se houve algo que realmente não corresponde aos seus valores, é possível reconhecer, responsabilizar-se e reparar sem precisar se punir indefinidamente.
Quanto às ondas cerebrais, durante práticas meditativas podem ocorrer mudanças na atividade elétrica cerebral, mas não funciona de maneira tão simples como “estou em Beta e, olhando para a vela, passarei para Alfa ou Theta”. Diferentes regiões e frequências cerebrais podem estar ativas simultaneamente, e isso varia conforme a pessoa, o tipo e a profundidade da prática.
Portanto, você pode utilizar a meditação como um recurso para se acalmar, mas talvez seja ainda mais importante compreender por que o dia seguinte à bebida desperta tanta melancolia e vergonha em você. Se esses sentimentos forem frequentes, muito intensos ou estiverem interferindo na sua vida, conversar com um psicólogo pode ajudar bastante.
E se por “depressão muito forte” você estiver se referindo a desesperança intensa, vontade de desaparecer, morrer ou se machucar, não tente manejar isso apenas com meditação: procure ajuda profissional e apoio de alguém de confiança imediatamente.
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Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coi
Oi eu costumo pensar coisas que eu quero,como ser parecida com as pessoas das revistas ou ter as coisas das revistas que tive ou tenho e costumo anotar num papel, antes eu guardava mas agora jogo fora,e isso está me deixando ansiosa,pois eu esqueço das coisas importantes, mesmo sabendo que essas coisas não são reais eu sinto tipo um impulso pra isso, isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Pensar em coisas que gostaríamos de ter, imaginar como seria ser parecida com alguém ou desejar algo que vemos em revistas, redes sociais ou outros lugares é algo que pode acontecer e, por si só, não significa que exista algum problema.
O que chama mais atenção no seu relato é você dizer que sente um impulso de anotar essas coisas e que isso está começando a lhe causar ansiedade. Talvez seja interessante observar o que acontece quando você tenta não anotar: você fica muito angustiada? Sente medo de esquecer alguma coisa importante? Parece que só consegue ficar tranquila depois que registra aquilo?
Anotar coisas também não é necessariamente um problema. A questão é perceber se deixou de ser apenas uma escolha e passou a ser algo que você sente que precisa fazer para diminuir uma ansiedade ou um desconforto.
Sobre estar esquecendo coisas importantes, vale observar com que frequência isso acontece. Ansiedade, estresse, preocupação excessiva e dificuldades de atenção podem interferir na memória, mas existem outras possibilidades, e somente uma avaliação adequada poderá compreender o que está acontecendo.
Se essa necessidade de anotar está se tornando frequente, difícil de controlar ou ocupando muito espaço no seu dia, converse com um psicólogo. Você poderá investigar não apenas o comportamento de escrever, mas principalmente o que você teme que aconteça se não anotar. Essa pode ser uma pista importante para compreender a função que esse hábito está tendo para você.
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Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço
Tenho problemas com ansiedade, mas minha ansiedade parece estar ligada ao meu perfeccionismo (traço de personalidade que tenho desde muito tempo). Geralmente quando não consigo ter certeza absoluta de tudo, sinto desconforto e ansiedade. Mas... como já tenho comportamentos obsessivos por causa do perfeccionismo e percebi que também sou impulsivo em meio a incerteza, gostaria de saber: quando devo começar a suspeitar de TOC?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é bastante pertinente. Ansiedade, perfeccionismo e TOC podem compartilhar algumas características, como necessidade de controle, dificuldade diante de incertezas e comportamentos repetitivos, mas não são a mesma coisa.
No TOC, geralmente existem obsessões, que são pensamentos, imagens, dúvidas ou impulsos recorrentes e indesejados que provocam ansiedade, e/ou compulsões, que são comportamentos ou atos mentais realizados para diminuir essa ansiedade ou tentar obter segurança e certeza. Exemplos podem incluir conferir repetidamente, buscar garantias com outras pessoas, repetir ações, revisar mentalmente situações ou tentar ter certeza absoluta de que algo ruim não aconteceu ou não acontecerá.
Um ponto importante é observar não apenas o que você faz, mas o ciclo que se estabelece: surge uma dúvida ou pensamento → aparece ansiedade → você sente necessidade de fazer alguma coisa para obter certeza ou alívio → sente-se melhor temporariamente → depois a dúvida retorna.
Ter perfeccionismo, gostar das coisas organizadas ou sentir desconforto diante de incertezas, por si só, não significa ter TOC. A investigação se torna especialmente importante quando essas dúvidas e comportamentos são difíceis de controlar, consomem bastante tempo, causam sofrimento ou começam a interferir nos estudos, trabalho, relacionamentos ou rotina.
Como você já percebe ansiedade, necessidade de certeza e alguns comportamentos que considera obsessivos, seria interessante conversar com um psicólogo ou psiquiatra. Uma avaliação poderá diferenciar se estamos diante de características do seu funcionamento, de um quadro de ansiedade, de TOC ou de outra questão.
E procure evitar ficar testando a si mesmo ou pesquisando repetidamente se cada comportamento “é ou não é TOC". Quando existe um funcionamento obsessivo, a própria busca por uma certeza absoluta sobre o diagnóstico pode acabar alimentando a ansiedade.
Mais importante do que conseguir responder sozinho “eu tenho TOC?” é compreender quanto essa necessidade de certeza está ocupando sua vida e o que você sente que precisa fazer quando não consegue obtê-la. Essa compreensão já pode ser um bom começo para buscar ajuda.
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Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,
Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo sua preocupação, principalmente porque você vinha se sentindo muito bem e, depois de alguns meses, esses sintomas reapareceram.
Ter alguns dias de piora não significa necessariamente que todo o progresso foi perdido ou que a medicação deixou de funcionar. Sintomas de ansiedade podem oscilar e também podem ser influenciados por situações de estresse, mudanças emocionais, sono, rotina e outros fatores. No entanto, como você está em tratamento medicamentoso e percebeu uma mudança importante no seu estado nos últimos três dias, é importante conversar com o médico que prescreveu a venlafaxina.
Não aumente, diminua ou interrompa a medicação por conta própria. Informe ao médico quando os sintomas começaram, como estão se manifestando e se houve alguma dose esquecida, atraso na tomada, mudança de horário, uso de outro medicamento ou alguma mudança importante na sua rotina.
Além disso, sintomas como coração acelerado, dor de cabeça e sensação de “entalo” podem acontecer durante crises de ansiedade, mas também podem ter outras causas. Por isso, se forem sintomas novos, muito intensos ou diferentes do que você costumava sentir, uma avaliação médica é importante.
Se você faz psicoterapia, leve também essa piora para o seu psicólogo. Pode ser útil compreender o que estava acontecendo na sua vida antes do retorno das crises e trabalhar formas de atravessar esse momento enquanto o tratamento é reavaliado.
E procure atendimento de urgência se apresentar dor forte no peito, dificuldade importante para respirar, desmaio, confusão, piora intensa dos sintomas ou pensamentos de se machucar ou de não querer mais viver.
Você teve seis meses em que conseguiu se sentir bem novamente. Três dias difíceis não apagam essa melhora, mas sinalizam que é hora de olhar com atenção para o que está acontecendo e buscar o profissional que acompanha seu tratamento.
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo a sua preocupação. Quando valorizamos muito um relacionamento, alguns pensamentos ou comportamentos podem despertar culpa e fazer com que passemos a questionar nossas próprias intenções.
É natural que, em determinadas situações, nos preocupemos com a maneira como somos vistos pelos outros, inclusive por pessoas que fizeram parte da nossa história. Querer parecer bonita, interessante ou demonstrar que está bem pode estar relacionado à autoestima, à necessidade de aprovação ou simplesmente à importância que damos à opinião das outras pessoas. Isso, isoladamente, não permite concluir que exista um desejo de se envolver com alguém.
O que parece estar lhe causando maior sofrimento é a necessidade de saber se esses pensamentos ou atitudes significam que você está sendo infiel. Quando começamos a analisar repetidamente nossas intenções, revisar comportamentos e buscar certeza sobre se fizemos algo errado, a própria dúvida pode se tornar fonte de muita ansiedade.
Esse funcionamento pode aparecer em quadros de ansiedade e também em pessoas com sintomas obsessivos, mas não é possível afirmar que seja TOC somente por esse relato. Uma avaliação psicológica seria necessária para compreender melhor.
Talvez seja interessante observar: você costuma sentir culpa por pensamentos que não escolheu ter? Precisa revisar mentalmente situações para ter certeza de que não fez nada errado? Busca frequentemente a confirmação de outras pessoas para se tranquilizar? Se isso acontece repetidamente e lhe causa sofrimento, vale conversar com um psicólogo.
E lembre-se: pensamentos surgem espontaneamente e nem sempre representam aquilo que desejamos ou escolhemos fazer. Em vez de tentar controlar cada pensamento, pode ser mais saudável compreender por que determinadas situações despertam tanta culpa e insegurança em você.
A psicoterapia pode ajudá-la a compreender essa necessidade de aprovação, fortalecer sua autoestima e, principalmente, construir uma relação menos angustiante com seus próprios pensamentos.
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Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estam
Estou passando por uma fase de muita dúvida em relação aos meus sentimentos pelo meu namorado. Estamos juntos há quase 3 anos e, ultimamente, sinto que não tenho mais aquela animação ou aquela sensação gostosa que sentia antes. Isso tem me deixado muito ansiosa, porque eu não quero machucá-lo e também não quero terminar. Ao mesmo tempo, não me sinto desconfortável ou presa ao lado dele. Quando conversamos, muitas vezes é bom e consigo ficar conversando até tarde. Eu reconheço que ele é uma pessoa que me ama, cuida de mim, se preocupa comigo e demonstra isso muito pelas atitudes.
Tenho me perguntado se ainda o amo ou se estou confundindo amor com carência, rotina ou ansiedade. Quero entender meus sentimentos e, se for possível, quero recuperar o carinho e a conexão que sinto que perdi. Não quero fingir nem obrigar meus sentimentos, só queria entender o que está acontecendo comigo e saber se é possível voltar a sentir amor e entusiasmo pela pessoa que amo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Entendo como essa dúvida pode ser angustiante, principalmente quando existe carinho pela pessoa e medo de tomar uma decisão da qual você possa se arrepender.
É importante lembrar que os sentimentos dentro de um relacionamento não permanecem iguais ao longo do tempo. A intensidade, a novidade e a euforia do início costumam se transformar à medida que a relação amadurece. Isso, por si só, não significa necessariamente que o amor tenha acabado.
Pelo que você conta, existem aspectos importantes nessa relação: vocês conseguem conversar, você reconhece o cuidado e o afeto dele e não se sente presa ou desconfortável ao seu lado. Ao mesmo tempo, percebe uma diminuição do entusiasmo e isso tem feito você questionar constantemente o que sente.
Talvez, neste momento, seja mais importante do que tentar responder imediatamente “eu ainda amo ou não?”, procurar compreender o que mudou. Essa sensação acontece somente em relação ao seu namorado ou você também percebe menos interesse, prazer e entusiasmo em outras áreas da sua vida? Houve alguma mudança, conflito, frustração ou período de maior ansiedade antes dessas dúvidas começarem?
Quanto mais tentamos encontrar uma certeza absoluta sobre os sentimentos, mais ansiosos podemos ficar e essa ansiedade, por sua vez, pode dificultar ainda mais perceber espontaneamente o que sentimos.
Não é necessário se obrigar a sentir algo, nem tomar uma decisão imediatamente. Dê-se algum espaço para observar essa relação sem testar seus sentimentos o tempo todo.
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar o que você está vivendo. Percebo que esse momento tem sido muito difícil e que você está buscando entender o que está acontecendo para conseguir se sentir melhor.
É possível que pesquisar repetidamente sobre sintomas acabe aumentando a ansiedade, principalmente quando já existe uma preocupação com a própria saúde. Quanto mais buscamos confirmações na internet, maior pode ser a tendência de interpretar sensações e comportamentos como sinais de um problema específico, o que pode alimentar o medo e o isolamento.
Você comentou que já faz tratamento com escitalopram. É importante lembrar que esse medicamento costuma levar algumas semanas para apresentar seus efeitos, e o acompanhamento com o psiquiatra é fundamental para avaliar como você está evoluindo e se há necessidade de ajustes no tratamento.
A psicoterapia pode ajudá-la muito nesse processo. Além de compreender melhor a origem dos seus medos e do isolamento, ela oferece estratégias para lidar com a ansiedade, reduzir a necessidade de pesquisar sintomas e enfrentar, aos poucos e de forma segura, as situações que hoje provocam tanto desconforto.
Enquanto isso, procure evitar usar a internet como uma forma de confirmar ou descartar diagnósticos. Embora a informação seja importante, ela não substitui uma avaliação profissional e, em algumas situações, pode aumentar ainda mais a preocupação.
Você já deu um passo importante ao buscar tratamento. Continue conversando com seu psiquiatra sobre o que tem sentido e, se ainda não faz psicoterapia, considere iniciar esse acompanhamento. Com o tratamento adequado, é possível compreender melhor esses sintomas, recuperar a confiança e voltar a realizar suas atividades com mais tranquilidade.
Você não precisa enfrentar isso sozinha.
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero agradecer por compartilhar o que você está sentindo. Percebo que você está passando por um sofrimento muito intenso, e sinto muito que esteja enfrentando tudo isso.
Os sintomas que você descreve, como tristeza frequente, choro, sensação de vazio, perda de interesse pelas coisas que antes faziam sentido, dificuldade de concentração, lapsos de memória, ansiedade, cansaço, isolamento e mudanças na forma de se relacionar com as pessoas, merecem uma avaliação profissional cuidadosa.
É compreensível que você se pergunte se isso pode ser depressão. Esses sintomas podem estar presentes em um quadro depressivo, mas também podem estar relacionados a outras condições emocionais ou até mesmo físicas. Por isso, não é possível fazer um diagnóstico apenas por esse relato.
O mais importante agora é que você procure ajuda o quanto antes. Um psicólogo poderá acolher você, compreender sua história e avaliar o que está acontecendo. Também é importante buscar uma avaliação com um psiquiatra, especialmente porque os sintomas estão afetando seus estudos, seus relacionamentos e sua qualidade de vida.
Quero destacar um ponto importante: dificuldades de memória e concentração também podem acontecer quando estamos vivendo um sofrimento emocional intenso. Isso não significa, necessariamente, que você esteja "perdendo a capacidade" de pensar, mas é um sinal de que sua saúde mental precisa de atenção.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Existe tratamento, e muitas pessoas conseguem melhorar significativamente com o acompanhamento adequado.
Se, além desses sintomas, em algum momento você sentir que perdeu a esperança ou que sua vida não vale mais a pena, procure ajuda imediatamente, converse com alguém de sua confiança ou vá a um serviço de saúde. Você merece cuidado, acolhimento e apoio.
Há tratamento, e você não precisa carregar esse sofrimento sozinha.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que você tenha passado por experiências tão dolorosas. Pelo que você descreve, é compreensível que situações de intimidade despertem medo, lembranças e reações intensas. Muitas pessoas que viveram abusos na infância ou na adolescência podem apresentar esse tipo de resposta, e isso não significa que exista algo de errado com elas.
Quero dizer algo que considero muito importante: você não é uma namorada "defeituosa". O que você está vivendo é um sofrimento que merece cuidado, acolhimento e tratamento, e não culpa.
Você relata também que, ao consumir álcool, as crises se intensificam e surgem lembranças muito vívidas dos abusos. Isso merece atenção, pois o álcool pode diminuir a capacidade de controlar as emoções e acabar agravando esse tipo de reação.
Acredito que o passo mais importante neste momento seja buscar acompanhamento psicológico, de preferência com um profissional que tenha experiência no atendimento a pessoas que passaram por situações de violência ou trauma. Caso ainda não tenha esse acompanhamento, procure também um psiquiatra se as crises de ansiedade e pânico estiverem muito intensas, para que uma avaliação seja feita.
Enquanto estiver em tratamento, converse com seu namorado sobre seus limites e respeite o seu tempo. Intimidade não precisa acontecer antes de você se sentir segura. Um relacionamento saudável também é construído com diálogo, respeito e compreensão.
Você não precisa enfrentar isso sozinha. Existe tratamento, e é possível ressignificar essas experiências, reduzir o sofrimento e voltar a viver seus relacionamentos com mais segurança e tranquilidade.
Desejo que você encontre o acolhimento e o cuidado que merece. Você merece ser tratada com respeito, carinho e gentileza, inclusive por você mesma.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Quando passamos por acontecimentos difíceis, como perdas, conflitos, mudanças importantes ou períodos de muito estresse, é natural que nossas emoções sejam afetadas. Para quem já teve um episódio de depressão, esses momentos podem aumentar a vulnerabilidade para o reaparecimento dos sintomas, mas isso não significa que a depressão sempre irá voltar.
Cada pessoa reage de uma forma. Há quem passe por situações muito difíceis sem desenvolver um novo episódio, enquanto outras podem precisar de mais apoio nesse período. Por isso, é tão importante reconhecer os primeiros sinais de sofrimento emocional e buscar ajuda o quanto antes.
Além disso, manter o acompanhamento psicológico e, quando indicado, o tratamento psiquiátrico, cuidar do sono, da alimentação, da atividade física e preservar uma rede de apoio são fatores que podem ajudar a fortalecer a saúde mental.
Se você percebe que, após um acontecimento difícil, a tristeza se torna intensa, persistente, vem acompanhada de perda de interesse pelas atividades, alterações importantes no sono, no apetite ou na energia, vale a pena procurar um profissional para uma avaliação. Quanto mais cedo o cuidado começa, maiores costumam ser as chances de recuperação.
Você não precisa enfrentar esses momentos sozinho(a). Pedir ajuda é um gesto de cuidado consigo mesmo e pode fazer toda a diferença.
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Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso faz
Tenho muita dificuldade em concentração no trabalho, agitação, pensamento acelerado. O que posso fazer nessa situação?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você está descrevendo pode ser muito desgastante, e imagino o quanto isso pode estar afetando o seu dia a dia e o seu desempenho no trabalho.
Dificuldade de concentração, agitação e pensamentos acelerados podem estar relacionados a diferentes situações, como estresse intenso, ansiedade, sobrecarga emocional, dificuldades de atenção ou outras condições que precisam ser avaliadas com cuidado. Por isso, é importante evitar tirar conclusões sozinho.
O primeiro passo é procurar um psicólogo ou um psiquiatra para uma avaliação completa. Esses profissionais poderão compreender sua história, investigar seus sintomas e identificar o que pode estar acontecendo, para que você receba a orientação e o tratamento mais adequados.
Enquanto isso, procure observar quando esses sintomas aparecem, há quanto tempo estão presentes e como eles têm impactado sua rotina. Essas informações serão muito úteis durante a avaliação.
Você não precisa lidar com isso sozinho. Buscar ajuda é um ato de cuidado consigo mesmo e pode fazer toda a diferença.
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Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d
Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.
Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.
Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.
Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero agradecer por compartilhar sua experiência de forma tão detalhada. Imagino que conviver com esses episódios possa ser bastante angustiante, principalmente quando eles surgem de forma inesperada e passam a interferir na sua sensação de segurança e tranquilidade.
Os sintomas que você descreve merecem uma avaliação cuidadosa. Pensamentos involuntários e recorrentes, imagens mentais muito vívidas, comportamentos de conferência, experiências sensoriais incomuns e mudanças ao longo da vida podem estar relacionados a diferentes condições. Por isso, não é possível afirmar um diagnóstico apenas com esse relato.
O profissional mais indicado para iniciar essa investigação é um psiquiatra ou um psicólogo clínico. Em muitos casos, o acompanhamento conjunto desses profissionais é a melhor forma de compreender o que está acontecendo. Dependendo da avaliação, também pode ser recomendada uma consulta com um neurologista, especialmente para investigar as experiências perceptivas que você descreveu desde a infância e descartar outras causas médicas.
O mais importante é que você não ignore esses sintomas, principalmente porque eles são recentes, frequentes e têm impactado sua rotina. Uma avaliação presencial permitirá compreender quando esses episódios começaram, como evoluíram, se existem fatores desencadeantes e quais hipóteses precisam ser investigadas.
Enquanto aguarda essa avaliação, procure anotar quando os episódios acontecem, quanto tempo duram, o que estava fazendo no momento, como você se sente antes e depois deles e se há algo que pareça desencadeá-los. Essas informações costumam ser muito úteis para os profissionais que irão acompanhá-lo.
Quero deixar uma mensagem importante: o fato de você ter esses pensamentos ou imagens não significa que você queira que eles aconteçam ou que vá agir de acordo com eles. Muitas pessoas vivenciam pensamentos intrusivos, e justamente o sofrimento que eles causam é um sinal de que precisam ser compreendidos e avaliados com cuidado.
Você deu um passo importante ao buscar orientação. Com uma avaliação adequada, será possível entender melhor o que está acontecendo e definir o tratamento mais indicado para a sua situação.
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Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento. Há alguns anos comet
Olá. Tenho TOC diagnosticado e uma dúvida que tem me causado muito sofrimento.
Há alguns anos cometi uma infidelidade com uma pessoa do meu passado. Meu companheiro me perdoou e seguimos juntos, mas eu nunca consegui me perdoar.
Recentemente imaginei como minha vida poderia ter sido se eu tivesse ficado com essa pessoa. Foi apenas um pensamento hipotético, e logo pensei que sou feliz no meu relacionamento atual. Mesmo assim, senti uma culpa muito intensa, como se esse pensamento significasse que fiz algo errado novamente.
Esse tipo de pensamento pode ser uma manifestação do TOC ou pode indicar que ainda tenho algum sentimento por essa pessoa? Como lidar com essa culpa?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Obrigada por compartilhar algo tão íntimo. Percebo o quanto essa situação tem gerado sofrimento para você.
Pessoas que convivem com o TOC frequentemente experimentam pensamentos indesejados, dúvidas persistentes e uma necessidade intensa de ter certeza sobre o significado desses pensamentos. Por isso, sentir culpa por ter imaginado uma situação hipotética pode fazer parte da forma como o TOC se manifesta em algumas pessoas.
Ao mesmo tempo, um pensamento isolado, por si só, não permite concluir se ele representa um desejo, um sentimento ou apenas uma ideia que surgiu espontaneamente. Todos nós temos pensamentos involuntários e hipóteses sobre diferentes situações ao longo da vida. O que costuma gerar sofrimento no TOC é justamente a tentativa de encontrar uma certeza absoluta sobre o que esses pensamentos "significam".
Como você já tem o diagnóstico de TOC, acredito que seja muito importante levar essa dúvida para o seu psicólogo e/ou psiquiatra. Eles poderão ajudá-la a compreender esse episódio dentro do contexto do seu tratamento e a desenvolver estratégias para lidar com a culpa de forma mais saudável.
Lembre-se também de que você contou que seu companheiro escolheu perdoá-la e que vocês seguiram juntos. O fato de ainda sentir dificuldade em se perdoar mostra o quanto essa experiência continua sendo dolorosa para você. Esse também é um tema que merece ser trabalhado em terapia.
Você não precisa enfrentar essa culpa sozinha. Com o acompanhamento adequado, é possível aprender a lidar tanto com os pensamentos quanto com as emoções que eles despertam, sem que eles definam quem você é.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Antes de tudo, quero agradecer pela confiança em compartilhar algo que claramente tem lhe causado tanto sofrimento.
Quero começar dizendo que sinto muito pela experiência que você teve com aquele profissional. Nenhuma pessoa deveria se sentir julgada ao buscar ajuda psicológica. O consultório deve ser um espaço de acolhimento, respeito e escuta.
Pelo que você relata, o que mais me chama a atenção não é o fato de você ter se deparado com um conteúdo que lhe causou repulsa, mas a intensidade da culpa, da vergonha e da angústia que surgiram depois. Você descreve que perdeu o interesse rapidamente, interrompeu o contato com o conteúdo e, desde então, permanece muito abalada. Isso mostra que essa experiência foi vivida como algo incompatível com seus valores, e não como algo que lhe trouxe prazer.
Além disso, você já faz acompanhamento psiquiátrico para ansiedade e depressão, e essas condições podem influenciar a forma como lidamos com pensamentos, culpa e autocrítica. Por isso, acredito que seria muito importante iniciar também um acompanhamento psicológico, para que você possa elaborar esse sofrimento em um ambiente seguro e sem julgamentos.
É importante lembrar que ter entrado em contato, ainda que por alguns minutos, com um conteúdo que lhe causou desconforto **não define quem você é, seus valores ou seus desejos**. O que realmente merece atenção é o sofrimento intenso que isso despertou em você.
Você não precisa carregar esse peso sozinha. Procure um psicólogo com quem se sinta acolhida e respeitada. A terapia poderá ajudá-la não apenas a compreender esse episódio, mas também a desenvolver uma relação mais compassiva consigo mesma, reduzindo a culpa excessiva e fortalecendo sua saúde emocional.
Você merece um cuidado baseado em respeito, escuta e acolhimento. Espero que encontre um profissional com quem possa se sentir segura para falar sobre qualquer assunto, sem medo de ser julgada.
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Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no ence
Olá, profissionais. Gostaria de tirar dúvidas sobre ética, direitos do paciente e documentos no encerramento de uma terapia que não resolveu a demanda.
É normal o processo ser encerrado sem uma sessão de devolutiva do psicólogo? Mesmo já tendo se passado alguns meses do término, o paciente ainda tem o direito de solicitar e receber essas informações por escrito, ou o profissional pode se recusar pelo tempo decorrido?
Eu gostaria de saber se tenho o direito de receber um relatório onde o profissional explique a visão geral dele sobre qual ele entendeu que era a minha demanda, qual seria a solução pensada por ele e quais barreiras ou limitações foram encontradas para que o processo não tenha dado certo. Também gostaria de saber se é meu direito pedir o prontuário com o histórico das sessões, contendo o que eu falei, as demandas que trouxe e as intervenções que ele fez.
O psicólogo é obrigado por regulamentação ou código de ética a me fornecer tudo isso caso eu peça, ou é algo opcional? Se for obrigado, como essas informações devem ser entregues oficialmente: em formato digital como PDF assinado ou em papel físico impresso?
Como preciso dessas informações para buscar uma nova ajuda especializada a partir da avaliação técnica de um profissional da saúde, o que mais seria de meu direito solicitar para me ajudar nessa transição, e também a entender toda a minha demanda a partir da visão de um profissional pra eu conseguir lidar melhor com minhas questões?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sua dúvida é muito pertinente e compreendo por que essas informações são importantes para você, principalmente se pretende dar continuidade ao seu cuidado com outro profissional.
De modo geral, é esperado que o encerramento de uma psicoterapia inclua um momento de fechamento, no qual paciente e psicólogo possam conversar sobre o processo, os resultados alcançados, as dificuldades encontradas e os possíveis encaminhamentos. No entanto, nem sempre isso acontece, e a ausência dessa conversa, por si só, não significa que tenha havido uma conduta antiética.
Mesmo após o término do acompanhamento, você pode solicitar ao psicólogo um documento sobre o atendimento. O mais comum é um "relatório psicológico", elaborado de acordo com as normas do Conselho Federal de Psicologia. Nele, o profissional poderá descrever, de forma técnica, aspectos relevantes do processo terapêutico, como a demanda apresentada, os objetivos do acompanhamento, uma síntese da evolução e, quando pertinente, orientações ou encaminhamentos.
Em relação ao prontuário, o psicólogo tem o dever de manter registros do atendimento. Você pode solicitar acesso às informações referentes ao seu acompanhamento. A forma como essas informações serão disponibilizadas deve respeitar as normas técnicas e éticas da profissão, pois nem todas as anotações internas são entregues como cópia integral do prontuário.
Caso seu objetivo seja facilitar o trabalho de um novo profissional, vale a pena informar isso ao fazer a solicitação. Você pode pedir um relatório que apresente a demanda inicial, os objetivos do acompanhamento, uma síntese do processo, as intervenções realizadas, os fatores que influenciaram o tratamento e as recomendações para a continuidade do cuidado, desde que essas informações possam ser descritas de forma técnica e ética.
Se, ao solicitar esses documentos, você tiver dúvidas sobre seus direitos ou sobre a conduta adotada pelo profissional, também é possível buscar orientação junto ao Conselho Regional de Psicologia (CRP) da sua região.
Espero ter ajudado e desejo que você encontre um acompanhamento que atenda às suas necessidades e contribua para o seu processo de cuidado.
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Perguntas frequentes
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Extraí 3 dentes e agora no 6 dia estou com secreção nasal com odor forte no lado direito lado das ex
Pelo fato de a secreção nasal estar ocorrendo apenas de um lado, com odor…