Perguntas do paciente (9)

  • Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de reparação psíquica no Transtorno de Personalida

    Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de reparação psíquica no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    Em alguns momentos, o sofrimento borderline se aproxima de uma sensação de não saber onde termina o eu, de perder consistência, de sumir por dentro.
    A marca no corpo pode funcionar como tentativa de : me sinto real porque me firo, uma tentativa de restaurar a continuidade narcísica, punir-se para preservar o vínculo com o objeto, produzir alivio e recuperar sensação de controle, transformar dor psíquica difusa em dor concreta, conter a angústia, descarregar excesso afetivo, ou seja, o ato tenta reparar uma ruptura interna, mas o faz punindo o próprio corpo.
    Embora possa trazer um alívio momentâneo, a autoagressão não resolve a dor psíquica que está na base do sofrimento. Por isso, é muito importante acompanhamento psicológico e psiquiátrico, para construir outras formas de expressão e manejo da dor emocional.


  • “De que maneira o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta a construção, manutenção e qu

    “De que maneira o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta a construção, manutenção e qualidade das relações interpessoais, bem como os processos de socialização do paciente na contemporaneidade?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    O borderline não escolhe a intensidade, a instabilidade ou a dependência, ele é constituído por elas. A contemporaneidade oferece ao borderline novos cenários que na maioria das vezes agravam sua dinâmica. Nas redes sociais a oscilação entre visibilidade e invisibilidade acionam diretamente a angústia de abandono. Relações líquidas, vínculos sem compromisso, são especialmente hostis ao borderline. O trabalho clínico não está em consertar o comportamento, mas oferecer um vínculo estável para que o sujeito possa, tolerar a existência do outro como ser separado, e sobreviver a isso.


  • Eu sinto que o lúpus eritematoso sistêmico (LES) está tirando minha identidade, como posso lidar com

    Eu sinto que o lúpus eritematoso sistêmico (LES) está tirando minha identidade, como posso lidar com isso sem me sentir perdida ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    Quero que saiba que sua dor é legítima, faz todo sentido, não é fraqueza, é a experiência de alguém que está tentando se reconhecer num corpo que o adoecimento vem mudando. Quando o corpo muda, adoece o sentido de quem eu sou também é abalado. Dê voz ao que sente, sem censura, cuide da relação com seu corpo sem puni-lo, busque um espaço terapêutico, o que você está vivendo merece um lugar de escuta continuada.


  • Meu relacionamento está em crise. Minha esposa diz estar cansada dos erros que cometi e não consegue

    Meu relacionamento está em crise. Minha esposa diz estar cansada dos erros que cometi e não consegue mais manter a relação. Ela chegou a se envolver emocionalmente com outra pessoa e disse ter se sentido feliz, mas hoje afirma que não quer me machucar, embora se sinta infeliz. Estou sem saber como agir e se ainda é possível reconstruir nosso vínculo. Um psicólogo pode ajudar em situações como essa, talvez com terapia de casal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    Sem dúvidas uma terapia de casal pode guiar vocês nesse caminho. Se ainda há amor, vale apena reconstruir, mas se o ciclo se fechou seguir em frente pode ser uma atitude de amor próprio. Porque insistir em alguém que não está mais ali, talvez a despedida já tenha ocorrido muito antes da partida, insistir no que acabou pode estar relacionado a vários medos e culpas, dentre eles o medo do fracasso. A terapia será fundamental para ajudá-los a compreender melhor os desejos e buscar a melhor solução.


  • Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno semp

    Olá, venho aqui expressar o que estou passando no momento atual em minha vida. Eu desde pequeno sempre tive um pânico quando via roda gigante, parque em geral, podia ser qualquer brinquedo em uma festa de peão, meu medo vinha, eu tentava não olhar, às vezes ficava um tempinho, mas em instantes sumia e vida nova iniciava, porém, tive passando vários problemas em meus relacionamentos e também com minha vida profissional e minhas fobias intensificaram. Hoje em dia, qualquer festa de peão, lugar lotado, principalmente que tenha parque de diversões eu sinto um aperto no meu coração e não consigo ficar no local. Me dá um desespero, uma vontade de ir embora, é incontrolável. Não sei se tem alguém que sente ou já sentiu o mesmo que eu. É triste demais. Espero com muita força de Deus um dia superar isso e viver uma vida normal.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    A estrutura fóbica costuma ser variável de indivíduo para indivíduo em intensidade e qualidade, nesse caso, você nos apresenta a presença de mais de um objeto fóbico, os parques com seus brinquedos e lugares lotados. A vontade de ir embora, apresta-se como um comportamento de defesa, uma situação de evitação ativa do objeto. É importante que você procure um psicólogo, que possa te ajudar a entender o que se encontra nas raízes desse medo, oferecendo suporte para que você encontre meios mais saudáveis e efetivos de lidar com eles.


  • Eu estou com um problema bem sério, bom eu só tenho 15 anos e namoro uma menina bissexual, eu tenho

    Eu estou com um problema bem sério, bom eu só tenho 15 anos e namoro uma menina bissexual, eu tenho muito ciúmes dela com outras pessoas e essas atitudes me deixam muito mal, eu penso demais na gente e isso me dá uma crise de ansiedade toda hora, tentei conversar com ela mais infelizmente nada muda, a ansiedade continua forte e meus pensamentos não mudam.. e eu sofro demais com isso, e todo dia uma nova crise do transtorno.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    Embora seja natural sentir ciúmes ocasionalmente, quando ele torna-se excessivo e constante, pode realmente prejudicar a qualidade de vida e seus relacionamentos. Para a psicanálise os ciúmes e a insegurança são considerados não apenas como um problema de relações interpessoais, mas como sintomas manifestações de um conflito mais profundo relacionados a identidade e ao desejo. É interessante que você procure um psicólogo para explorar e elaborar terapeuticamente esses conflitos.


  • Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depo

    Minha filha vivenciou uma cena de violência no bairro onde moro a 1 ano atrás, ela tem 11 anos, depois disso ela tem muito medo de ir na esquina sozinha, qual especialista devo consultar, porque ela chega a passar mal quando eu mando ela ir, fica pálida e chora muito.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    Pessoas que presenciaram uma situação de violência podem desenvolver traumas que dificultem a realização das atividades diárias. Nesse caso, a resistência para permanecer em casa apresenta-se como um mecanismo de defesa, uma proteção contra a ansiedade e desconforto disparados pelo trauma. Uma consulta com uma psicóloga é necessário para trabalhar as raízes do medo e ajudar para que ela possa reorganizar seu padrão de funcionamento e retomar suas atividades de forma mais saudável.


  • Boa tarde. Tenho 21 anos e fui diagnosticada com transtorno bipolar. Fui internada por estar com muito

    Boa tarde. Tenho 21 anos e fui diagnosticada com transtorno bipolar. Fui internada por estar com muito medo de morrer de taquicardia e de q me
    machucariam, insonia, sem comer eu pensava que queriam pegar as minhas coisas, além da morte da minha avó um pouco antes. Esses sintomas são de bipolar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    Olá! Obrigada por compartilhar sua experiência,
    Os sintomas que você descreveu como medo intenso de morrer, taquicardia, insônia, perda de apetite, desconfiança de que te fariam mal ou pegariam suas coisas, podem estar relacionados a um episódio agudo de um transtorno mental, mas é importante entender que o transtorno bipolar pode se manifestar de formas variadas e, sozinho, não explica todos esses sintomas necessariamente.
    Esses sintomas podem fazer parte de um episódio bipolar agudo, mas também podem ocorrer em outros transtornos. Por isso, o diagnóstico precisa ser feito, com base numa avaliação cuidadosa da sua história e da evolução dos sintomas ao longo do tempo, é importante que busque um acompanhamento de um profissional.
    Você não está sozinha, sua coragem em buscar respostas já é um grande passo.


  • É possivel ( legalmente) comprovar através de áudio ( fala da criança) que ela está sendo vitima

    É possivel ( legalmente) comprovar através de áudio ( fala da criança) que ela está sendo vitima de aluenação parental e sofrendo maus tratos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rosimar Marcos da Mota

    O áudio poderá ser utilizado como um dos elementos probatórios, mas não como único elemento, é fundamental a avaliação de um psicólogo que deverá analisar as peculiaridades do caso, sempre no intuito de preservar o melhor interesse da criança e proteger a integridade psíquica.



Perguntas frequentes

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