Perguntas do paciente (7)

  • Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre f

    Tenho fobia social mais vivia normalmente,porém depois de um período em casa,pesquisei muito sobre fobia e outros transtornos de ansiedade agora não consigo sair de casa sozinho,o excesso de pesquisa pode atrapalhar uma ansiedade já presente na nossa mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rui Souza

    Sim. Pela psicanálise, o excesso de pesquisa pode intensificar uma ansiedade já existente, porque aumenta a vigilância sobre sintomas e transforma sensações em sinais de perigo. Isso pode alimentar um ciclo de medo, observação, interpretação, mais medo.


  • Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont

    Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.

    Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.

    Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.

    Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.

    Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.

    Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.

    Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rui Souza

    Pela psicanálise, o foco não é descobrir quem tem razão, mas entender o que mantém você preso a esse ciclo.
    A perda de respeito, as ofensas e os conflitos repetidos indicam um vínculo marcado por ressentimento e sofrimento. Seu medo de ficar sozinho pode estar dificultando uma decisão.
    A terapia ajudaria a diferenciar amor, dependência e medo da perda, compreender sua participação nesse padrão e avaliar se ainda existe possibilidade de reconstrução.
    A pergunta central seria: “O que me mantém nessa relação, apesar do sofrimento?”


  • Olá, estou preso a erros do passado que já me arrependi e não faço mais.O grande problema é que não

    Olá, estou preso a erros do passado que já me arrependi e não faço mais.O grande problema é que não consigo me relacionar profundamente com pessoas seja amizade ou relação amorosa, sem pensar que aquela pessoa não estaria comigo ou não gostaria de mim se soubesse o que eu já fiz, mesmo eu sendo uma nova pessoa arrependida que nunca mais repetirá tais erros. Sinto que a culpa só vem quando envolve outra pessoa no meu círculo de vivência, quando me encontro sem contato com ninguém não tenho essa sensação de culpa. Quero saber qual profissional procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rui Souza

    A psicanálise é uma opção muito válida para quem sente culpa persistente ligada a experiências passadas e quer compreender as raízes inconscientes desse sentimento.

    Com a psicanálise, você poderá:

    Explorar em profundidade como seu passado influencia seu presente;

    Entender os mecanismos inconscientes da culpa e da vergonha;

    Desenvolver, ao longo do tempo, uma reconstrução mais livre da sua identidade.

    A psicanálise é mais indicada para quem quer um processo mais profundo e reflexivo, geralmente de médio a longo prazo. Se você sente que a culpa está muito ligada a aspectos da sua história, infância ou identidade, essa abordagem pode ser especialmente útil.


  • Deficiência Intelectual é a mesma coisa que doença mental?

    Deficiência Intelectual é a mesma coisa que doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rui Souza

    Não, deficiência intelectual não é a mesma coisa que doença mental — são condições distintas, embora possam coexistir em uma mesma pessoa.

    Diferenças principais:
    Deficiência Intelectual (DI):
    É um transtorno do neurodesenvolvimento.

    Caracteriza-se por limitações significativas no funcionamento intelectual (como raciocínio, resolução de problemas, planejamento) e no comportamento adaptativo (habilidades sociais, práticas e conceituais do dia a dia).

    Geralmente diagnosticada antes dos 18 anos.

    É uma condição estável ao longo da vida.

    Exemplo: síndrome de Down, síndrome do X frágil.

    Doença Mental (ou transtorno mental):
    São alterações no estado emocional, cognitivo ou comportamental que causam sofrimento e prejuízo funcional.

    Incluem quadros como depressão, esquizofrenia, transtorno bipolar, ansiedade etc.

    Podem surgir em qualquer fase da vida e são tratáveis, muitas vezes com remissão parcial ou total dos sintomas.

    Pode haver comorbidade?
    Sim. Uma pessoa com deficiência intelectual pode também apresentar um transtorno mental, e vice-versa. Por isso, é importante uma avaliação clínica cuidadosa.


  • Minha filha de 2 anos e 4 meses costuma rabiscar o rosto das fotos ou desenhos em revistas. O que po

    Minha filha de 2 anos e 4 meses costuma rabiscar o rosto das fotos ou desenhos em revistas. O que pode significar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rui Souza

    Aos 2 anos, as crianças começam a afirmar sua independência e podem ter comportamento de oposição ou busca de controle sobre o ambiente. Rabiscando os rostos, ela pode estar experimentando sua capacidade de modificar imagens.
    Se o comportamento ocorre de forma isolada e sem outros sinais de angústia, (como ansiedade por exp.) provavelmente faz parte do desenvolvimento normal.


  • Olá bom dia, gostaria de saber o ponto de vista dos doutores se utilizamos a maldade para maldar uma

    Olá bom dia, gostaria de saber o ponto de vista dos doutores se utilizamos a maldade para maldar uma situação ou apenas uma vigilância atenção perspicácia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rui Souza

    Na psicanálise, a forma como interpretamos uma situação pode estar profundamente ligada ao nosso inconsciente, às nossas experiências passadas e aos mecanismos de defesa que utilizamos.
    Se pensarmos no ato de "maldar" como suspeitar ou enxergar algo de forma negativa, isso pode estar relacionado a projeções internas. Freud descreveu a projeção como um mecanismo de defesa em que atribuímos a outras pessoas características ou intenções que, na verdade, pertencem a nós mesmos. Ou seja, quando "maldamos" algo, podemos estar enxergando no outro aspectos que, inconscientemente, nos pertencem.


  • tenho perguntas sobre os meus sonhos, algo neles me deixa realmente inquieta, que é: tem lugares nos

    tenho perguntas sobre os meus sonhos, algo neles me deixa realmente inquieta, que é: tem lugares nos meus sonhos que as vezes se repetem e quando eu chego nesses lugares de sonho eu posso dizer "eu já sonhei com isso, eu já estive aqui tantas vezes", eu sempre sei que estou sonhando, sempre sei onde eu estou e em quantos e quais sonhos eu já estive ali, mas quando eu acordo simplesmente não consigo visualizar esses lugares, mas quando penso nisso consigo sentir vividamente a sensação de estar lá. Isso é normal? Alguém consegue me explicar porque isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Rui Souza

    Os lugares repetidos podem representar zonas da psique ligadas a conflitos, desejos ou traumas não simbolizados.

    O retorno a esses lugares pode ser uma forma de elaboração inconsciente.

    A sensação vívida sem imagem clara pode indicar um conteúdo recalcado que retorna como afeto.

    A consciência dentro do sonho aponta para uma aproximação entre ego e inconsciente.


Autor

Psicanalista

Perguntas frequentes

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