Perguntas do paciente (7)

  • agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falad

    agorafobia tem cura? ou tratamento? gostaria de saber sobre um pouco esse assunto. ele é pouco falado hj em dia mas algumas pessoas sofrem disso e eu tb descobri que tenho isso. há alguns anos, próximo de 2020 a pandemia tudo começou.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sabrina Avelino

    A agorafobia é um medo intenso de situações onde a pessoa sente que pode ser difícil escapar ou receber ajuda caso algo ruim aconteça, como estar em lugares abertos, aglomerações, transporte público ou até sair de casa sozinho. Esse medo pode limitar muito a rotina e a qualidade de vida.

    Ela costuma surgir em consequência de crises de ansiedade ou ataques de pânico, e, como você mencionou, períodos de muito estresse ou isolamento, como durante a pandemia podem piorar ou até desencadear esse quadro. A agorafobia tem tratamento e muitas pessoas conseguem melhorar significativamente. A terapia ajuda a entender o que desencadeia o medo, a reconhecer os sinais no corpo e a enfrentar as situações gradualmente, construindo segurança e confiança. Esse processo é feito passo a passo, respeitando o seu ritmo. Além da terapia, em alguns casos a medicação pode ser recomendada para ajudar a controlar sintomas intensos, mas isso deve ser avaliado junto com um psiquiatra.


  • Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas

    Eu tenho um parente que não assume nenhum erro, empurra a culpa para os outros e até coisas pequenas que não vão dar em nada não assume. O que passa na cabeça dessas pessoas? Existe terapia para tratar isso ou faz parte da personalidade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sabrina Avelino

    Lidar com pessoas que não assumem os próprios erros pode ser difícil, especialmente quando isso acaba causando desgaste emocional. O que podemos fazer, na prática, é cuidar do que está ao nosso alcance: o nosso próprio bem-estar e a forma como nos posicionamos nessas situações. Se você convive com alguém assim, uma dica é estabelecer limites claros e expressar o que sente de maneira calma e firme, para evitar discussões que só pioram o clima. Sobre a terapia, ela pode ajudar tanto quem tem dificuldade em assumir responsabilidades quanto quem convive com esse tipo de comportamento. Durante as sessões, é possível entender melhor suas reações e encontrar maneiras mais saudáveis de lidar com esses desafios.


  • Meu relacionamento está em crise. Minha esposa diz estar cansada dos erros que cometi e não consegue

    Meu relacionamento está em crise. Minha esposa diz estar cansada dos erros que cometi e não consegue mais manter a relação. Ela chegou a se envolver emocionalmente com outra pessoa e disse ter se sentido feliz, mas hoje afirma que não quer me machucar, embora se sinta infeliz. Estou sem saber como agir e se ainda é possível reconstruir nosso vínculo. Um psicólogo pode ajudar em situações como essa, talvez com terapia de casal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sabrina Avelino

    Essa situação é realmente delicada e pode causar muita dor e confusão para ambos. Quando a confiança é abalada e a relação enfrenta esse tipo de crise, é normal sentir-se perdido sobre o que fazer. A terapia pode ser um espaço importante para vocês dois, seja individualmente ou como casal. Na terapia de casal, o foco é justamente entender o que cada um está sentindo, quais os padrões que têm dificultado a convivência e como resgatar o respeito e a conexão entre vocês. Além disso, é fundamental que cada um tenha um momento para cuidar das próprias emoções, refletir sobre seus comportamentos e limites. Muitas vezes, só com o diálogo e a ajuda profissional, é possível enxergar caminhos para reconstruir o vínculo ou, se for o caso, encontrar formas mais saudáveis de seguir adiante.


  • Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    Qual a diferença de transtorno mental para doença mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sabrina Avelino

    Transtorno mental é um termo técnico usado para descrever condições com critérios diagnósticos claros, como os que constam no DSM-5 ou na CID-11. Esses transtornos apresentam padrões específicos de sintomas que afetam o funcionamento emocional, cognitivo ou comportamental da pessoa. Já doença mental é um termo mais amplo e menos específico, que pode se referir a qualquer condição que afete a saúde mental, sem necessariamente ter critérios diagnósticos precisos. Em resumo, todo transtorno mental pode ser considerado uma doença mental, mas nem toda doença mental é classificada formalmente como um transtorno segundo os manuais clínicos.


  • Qual a diferença entre distimia e depressões? .

    Qual a diferença entre distimia e depressões? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sabrina Avelino

    A distimia, que hoje é chamada de transtorno depressivo persistente, é um tipo de depressão que dura por um período mais longo, geralmente pelo menos dois anos, com sintomas mais leves ou moderados, como um “baixo astral” constante. Já a depressão maior, ou episódio depressivo maior, apresenta sintomas mais intensos, como tristeza profunda, perda de interesse nas atividades, cansaço extremo, alterações no sono e no apetite, e pode durar semanas ou meses. Enquanto a depressão maior causa um impacto mais intenso e agudo, a distimia traz um desconforto contínuo que pode passar despercebido, mas que também afeta bastante a qualidade de vida. Ambas são tratáveis e o acompanhamento psicológico ajuda a identificar o quadro e a desenvolver estratégias para aliviar os sintomas e melhorar o bem-estar.


  • Quais são as principais consequências das insônias?

    Quais são as principais consequências das insônias?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sabrina Avelino

    A insônia pode trazer diversas consequências negativas para o dia a dia. Quem sofre com ela frequentemente sente cansaço constante e falta de energia, o que dificulta realizar tarefas rotineiras. A concentração fica prejudicada, assim como a memória, tornando o aprendizado e o trabalho mais difíceis. Além disso, a irritabilidade aumenta, afetando o humor e as relações pessoais. A insônia também torna a pessoa mais vulnerável ao estresse e compromete a capacidade de tomar decisões e resolver problemas com clareza. No aspecto físico, o sistema imunológico enfraquece, o que pode aumentar o risco de desenvolver doenças. Quando o problema se mantém por muito tempo, pode favorecer o surgimento de transtornos como ansiedade e depressão.


  • Quando um comportamento é considerado patológico? .

    Quando um comportamento é considerado patológico? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Sabrina Avelino

    Um comportamento é considerado patológico quando começa a causar prejuízos significativos na vida da pessoa, seja no convívio social, no trabalho, nos relacionamentos ou na saúde emocional e física. Isso acontece quando o comportamento é persistente, desproporcional à situação, causa sofrimento intenso ou impede o indivíduo de funcionar de forma adequada no dia a dia. Nem todo comportamento diferente ou difícil é patológico, o contexto e o impacto na vida são fundamentais para essa avaliação.


Perguntas frequentes

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