Perguntas do paciente (3)

  • Como saber se a escolha que, eu realizei era a melhor? Como lidar com isso?

    Como saber se a escolha que, eu realizei era a melhor? Como lidar com isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samara Moraes

    Quando as nossas escolhas estão congruentes com seus valores, com quem você é, podemos dizer que você fez uma boa escolha. O que ocorre é que na maioria das vezes nossas escolhas são atravessadas por dores e feridas vivenciadas no passado. Com isso, ao invés de agirmos de forma consciente, apenas reagimos à dores antigas. A melhor forma de se sentir segura das suas escolhas é se conhecendo. O processo de psicoterapia pode te ajudar nessa compreensão do quanto suas escolhas tem sido suas mesmo ou apenas uma reação das dores do seu passado.


  • É normal se sentir uma pessoa que não ama? Atualmente tenho 22 anos e até hoje nunca me interessei

    É normal se sentir uma pessoa que não ama?
    Atualmente tenho 22 anos e até hoje nunca me interessei romanticamente por alguém, mas sempre fingia que sim para me encaixar.
    Moro longe da minha família e amigos de infância e às vezes me julgo por não sentir saudades ou não me importar em manter contato.
    Não me importo em estar sozinha, em não fazer amizades em ocasiões novas ou interagir; mas me considero uma pessoa bem afetuosa com pessoas que possuem consideração por mim. Contudo, sinto outras emoções com mais facilidade (percebo que principalmente as negativas), tais como tristeza, frustração, culpa, raiva. Isso pode estar associado à depressão e ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samara Moraes

    Todos nós passamos por situações traumáticas ao longo da nossa vida. Muitas vezes essas situações nos fazem desenvolver comportamentos para nos defender, na tentativa de evitar sentir aquela mesma dor novamente. Somente quando você se dispõe a olhar para dentro, o futuro não estará destinado a ser uma mera repetição do seu passado. Aprender a lidar melhor com as nossas emoções é um desafio e parte do nosso amadurecimento. Em relação às emoções que você descreve, podem ou não estar associadas a um quadro depressivo. Tristeza, frustação, raiva são parte da vida, mas quando estão de forma intensificadas trazendo por exemplo, falta de vontade de estar inteira na vida, pode indicar que você pode estar num quadro depressivo, devendo buscar ajuda profissional.


  • Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para re

    Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para realizar as tarefas. Sentindo muita pressão e, numa noite, quando fui tentar dormir, comecei a sentir espasmos e contrações muito fortes no tronco, tremendo o corpo todo. O corpo ficava pulando na cama sem que eu tivesse controle, gerando muita apreensão e medo de morrer. A pressão chegou a subir e fui para o pronto socorro. Fui atendido e fiz diversos exames de sangue, mapa e holter. Os resultados foram todos normais, com alteração apenas na glicemia, que já estou tomando medicamentos. O fato é que após, duas semanas que senti os espasmos, eles continuam sempre que deito pra dormir e, de maneira cada vez mais forte e repetidos. Será que são crises de ansiedade/stress? Como acabar com essa situação, já que já fico até com medo de ir pra cama tentar descansar.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Samara Moraes

    Essa situação de cobrança e stress no trabalho pode ser nesse momento um gatilho que ativou um quadro de ansiedade. Quando esses sintomas descritos começam a te atrapalhar, entendo que a primeira vontade é de eliminar. Porém, é muito importante que busque ajuda profissional de psicólogo que pode te ajudar a entender de onde tem vindo esses medos que ocasionam esse quadro ansioso. Também é necessário buscar ajuda psiquiátrica, para possível intervenção medicamentosa que te ajude a sair da crise.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.