Perguntas do paciente (36)

  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Oi, obrigada por contar tudo isso.

    Pelo que você descreveu, dá para perceber que você está sofrendo bastante, e imagino o quanto deve estar sendo difícil passar por tudo isso. Esses sintomas que você relatou, dificuldade de concentração e memória, muito choro, sensação de vazio, falta de energia, perda de interesse pelas coisas, ansiedade intensa e medo constante de ser abandonada, realmente merecem atenção.

    Não é possível dizer por mensagem exatamente o que você tem ou confirmar se é depressão, porque isso depende de uma avaliação clínica mais completa. Esses sintomas podem estar relacionados à depressão, à ansiedade ou até a outros fatores, por isso é importante investigar com cuidado.

    O que eu quero que você saiba é que o que você está sentindo é real, tem tratamento e você não precisa enfrentar isso sozinha.


  • Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Essa é uma pergunta muito importante. A resposta é que a depressão nem sempre está "à espreita", mas quem já teve um episódio depressivo pode ficar mais vulnerável a desenvolver outro em momentos de grande estresse, perdas ou mudanças importantes.

    Isso acontece porque a depressão é resultado da interação de vários fatores: biológicos, psicológicos e sociais. Após um episódio depressivo, algumas pessoas ficam mais sensíveis a determinados gatilhos. Situações difíceis podem reativar padrões de pensamento negativos, aumentar o estresse e favorecer o retorno dos sintomas.

    Mas é importante lembrar que passar por um acontecimento ruim não significa que você inevitavelmente terá uma nova depressão. Sentir tristeza, sofrer ou ficar abalado diante de uma perda ou dificuldade faz parte da experiência humana e é diferente de um episódio depressivo.

    Além disso, quando a pessoa conhece os sinais de alerta, mantém hábitos de autocuidado, conta com uma rede de apoio e, quando necessário, faz acompanhamento psicológico e/ou psiquiátrico, é possível reduzir bastante o risco de recaídas e agir precocemente caso os sintomas reapareçam.


  • Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por d

    Tenho 19 anos e, há cerca de 1 mês e meio, comecei a ter episódios diários (cerca de 4–5 vezes por dia) em que surgem “flashes” muito rápidos e involuntários de tragédias, acidentes, assassinatos ou mortes envolvendo pessoas ao meu redor ou, às vezes, eu mesmo. Eles aparecem do nada, em qualquer lugar (rua, trabalho, casa), duram apenas alguns segundos e, enquanto acontecem, fico totalmente focado neles, como se estivesse vendo mentalmente a cena. Só percebo que foi um pensamento depois que acaba. Às vezes paro o que estou fazendo e, em algumas situações, acabo conferindo ou fazendo algo simples para evitar que aquilo possa acontecer (por exemplo, trancar a porta antes de dormir), porque fico com a sensação de “e se acontecer?”.

    Além disso, quando eu era criança (menos de 10 anos), tive episódios em que, acordado, via uma “bola gigante”, via espinhos na parede e sentia uma sensação muito estranha de estar preso ou pressionado, como se meu corpo estivesse sem espaço. Às vezes eu levantava desesperado, andava em círculos e chamava minha mãe porque aquilo parecia muito real. Esses episódios desapareceram. Por volta dos 12–14 anos, passei por uma fase em que tinha uma sensação constante de que seria morto ou assassinado a qualquer momento. Isso também passou. Há cerca de 6 meses, a sensação de pressão e a “bola gigante” voltaram 1 a 3 vezes e desapareceram novamente.

    Recentemente também tive um sonho extremamente realista em que levei um tiro na região do pescoço/cabeça, caí no chão, minha visão ficou muito prejudicada (como um clarão), tentei pedir socorro e acordei muito assustado.

    Gostaria de saber que tipo de condição ou investigação poderia explicar esse conjunto de sintomas e qual profissional seria o mais indicado para avaliar esse caso.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Os "flashes" de tragédias que surgem de forma involuntária podem estar relacionados a pensamentos intrusivos, que são comuns em alguns transtornos, como o transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), principalmente quando vêm acompanhados da necessidade de conferir algo ou realizar comportamentos para aliviar a ansiedade. No entanto, outras condições também podem causar experiências semelhantes, por isso não é possível definir um diagnóstico apenas pelo relato.

    Já as experiências da infância, como ver imagens muito vívidas, sentir alterações estranhas na percepção do corpo ou do espaço e os episódios mais recentes, merecem uma investigação cuidadosa. Embora possam estar relacionadas a fenômenos benignos do sono, ansiedade intensa ou enxaqueca, em alguns casos também é importante descartar causas neurológicas.

    O profissional mais indicado para iniciar essa avaliação é um psiquiatra, que poderá investigar os pensamentos intrusivos, a ansiedade e outros sintomas emocionais. Dependendo da avaliação, ele poderá indicar também uma avaliação com um neurologista, especialmente por causa das alterações perceptivas que você descreveu desde a infância.

    Enquanto essa investigação não acontece, procure observar alguns aspectos que podem ajudar na avaliação: com que frequência os episódios ocorrem, quanto tempo duram, se existe algum gatilho, se você mantém a crítica de que são pensamentos ou imagens da sua mente (e não acontecimentos reais) e se eles estão interferindo na sua rotina.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Se você suspeita de TEA, TDAH e também percebe sintomas de depressão, o mais indicado é procurar um neuropsicólogo ou um psiquiatra para uma avaliação inicial.

    O neuropsicólogo pode realizar uma avaliação detalhada do seu funcionamento e, fazer uma avaliação neuropsicológica ou encaminhar para outros profissionais. Já o psiquiatra pode investigar os sintomas, avaliar a necessidade de medicação e ajudar a diferenciar o que pode estar relacionado a cada condição.

    Como existe uma sobreposição de sintomas entre TEA, TDAH, depressão e ansiedade, uma avaliação completa é essencial para chegar a um diagnóstico adequado e definir o melhor tratamento.


  • Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    Como o estresse pode contribuir para o surgimento de transtornos mentais?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    O estresse, por si só, não causa transtornos mentais, mas pode aumentar o risco de eles surgirem ou piorarem, principalmente em pessoas que já têm uma predisposição.

    Quando é intenso ou prolongado, o estresse pode afetar o sono, o humor, a concentração e a forma como o cérebro e o corpo funcionam. Isso pode favorecer o aparecimento ou agravamento de quadros como ansiedade, depressão e outros transtornos.

    Por isso, identificar e manejar o estresse, manter hábitos saudáveis e buscar ajuda profissional quando os sintomas persistem são formas importantes de proteger a saúde mental.


  • O que define o Masking especificamente no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O que define o Masking especificamente no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    No TEA, masking (ou camuflagem social) é o esforço consciente ou inconsciente para esconder ou compensar características do autismo a fim de se adaptar às expectativas sociais.

    Isso pode incluir, por exemplo, forçar contato visual, ensaiar conversas, imitar expressões e comportamentos de outras pessoas, esconder estereotipias ou reprimir necessidades sensoriais para parecer "mais típico".

    Embora possa facilitar a interação em alguns contextos, o masking costuma exigir um grande esforço mental e, quando mantido por muito tempo, pode estar associado a cansaço intenso, ansiedade, estresse, perda da sensação de autenticidade e maior risco de sofrimento emocional.

    É importante destacar que o masking, isoladamente, **não confirma um diagnóstico de TEA**. Ele é apenas um fenômeno observado com frequência em pessoas autistas e deve ser considerado junto com a história do desenvolvimento, os padrões de comunicação, interação social e comportamentos característicos do transtorno.


  • A memória de curto prazo é essencial para a formação de memórias de longo prazo?

    A memória de curto prazo é essencial para a formação de memórias de longo prazo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Sim. A memória de curto prazo (ou memória de trabalho) é geralmente considerada um passo intermediário importante para a formação de memórias de longo prazo.

    As informações costumam ser mantidas temporariamente, manipuladas e consolidadas nesse sistema antes de serem armazenadas de forma mais duradoura na memória de longo prazo.

    No entanto, nem toda informação que passa pela memória de curto prazo é consolidada, isso depende de fatores como atenção, repetição, significado e relevância emocional.


  • É possível desenvolver a cognição social em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    É possível desenvolver a cognição social em pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Sim! A cognição social pode ser desenvolvida. O cérebro tem uma capacidade de aprendizado que não tem idade, com prática e as estratégias certas, é possível avançar no reconhecimento de emoções, na leitura de contextos sociais e nas habilidades de interação.

    Isso não significa se tornar outra pessoa, significa ampliar o seu próprio jeito de se conectar com o mundo.


  • Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode afetar o desenvolvimento da linguagem, comunicação

    Como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) pode afetar o desenvolvimento da linguagem, comunicação e interação social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    No TEA, o cérebro processa as informações sociais de um jeito diferente, e isso pode aparecer de várias formas:
    *Linguagem:* algumas pessoas falam mais tarde, outras desenvolvem a fala normalmente mas têm dificuldade com o sentido figurado, ironia ou subentendidos.
    *Comunicação:* pode ser mais difícil captar sinais não-verbais, como tom de voz, expressões faciais e linguagem corporal, coisas que a maioria das pessoas aprende sem perceber.
    *Interação social:* iniciar ou manter conversas, entender regras sociais não ditas e se conectar com outras pessoas pode exigir muito mais esforço consciente.

    Isso não é uma limitação permanente , é uma forma diferente de processar o mundo, que pode ser bastante desenvolvida com o tempo.


  • Como as intervenções podem ajudar a desenvolver a cognição social no autismo?

    Como as intervenções podem ajudar a desenvolver a cognição social no autismo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    As intervenções funcionam como um "treino guiado" para habilidades que muitas pessoas aprendem de forma automática, mas que no TEA precisam ser ensinadas de forma mais explícita. Algumas formas que isso acontece:

    *Reconhecimento de emoções:* aprender a identificar o que as expressões faciais, o tom de voz e a postura corporal comunicam.

    *Habilidades de conversa:* praticar como iniciar, manter e encerrar diálogos em diferentes contextos.

    *Leitura de contexto:* entender o que é esperado em cada situação social — o que muda dependendo do lugar, das pessoas e do assunto.

    *Simulações e prática real:* ensaiar situações do dia a dia em um ambiente seguro, para que fiquem mais naturais lá fora.

    Com o tempo, o que antes exigia muito esforço começa a fluir com mais facilidade. O objetivo nunca é mudar quem você é, é te dar mais ferramentas para navegar o mundo do seu jeito.


  • Quais são os pilares do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    Quais são os pilares do Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    O TEA afeta principalmente a forma como a pessoa se comunica, interage socialmente e processa o mundo ao redor. Isso inclui como ela interpreta emoções, entende regras sociais, lida com mudanças de rotina e processa estímulos sensoriais, como sons, luzes ou texturas. Cada pessoa é afetada de um jeito diferente, por isso fala-se em "espectro": as experiências variam muito de um indivíduo para o outro.


  • O que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta especificamente?

    O que o Transtorno do Espectro Autista (TEA) afeta especificamente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    O TEA afeta principalmente a forma como a pessoa se comunica, interage socialmente e processa o mundo ao redor. Isso inclui como ela interpreta emoções, entende regras sociais, lida com mudanças de rotina e processa estímulos sensoriais, como sons, luzes ou texturas. Cada pessoa é afetada de um jeito diferente, por isso fala-se em "espectro": as experiências variam muito de um indivíduo para o outro.


  • Quais são as possíveis comorbidades de uma pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    Quais são as possíveis comorbidades de uma pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Muitas pessoas com TEA podem ter outras condições ao mesmo tempo, isso é bem comum e tem nome: comorbidades. As mais frequentes são:

    *Saúde mental:* ansiedade, depressão, TOC e TDAH aparecem com muita frequência.

    *Sono:* dificuldade para dormir ou manter o sono é relatada por grande parte das pessoas com TEA.

    *Sensorial e motor:* sensibilidade aumentada a sons, luz ou toque, além de dificuldades de coordenação motora.

    *Saúde física:* problemas gastrointestinais (como intestino irritado) também são comuns.

    *Aprendizagem:* dislexia, discalculia ou outras dificuldades específicas podem estar presentes.

    Ter uma comorbidade não significa que a vida será mais difícil para sempre, significa que é importante olhar para a pessoa como um todo, não só para o diagnóstico.


  • Existem diferenças nas comorbidades de homens e mulheres com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    Existem diferenças nas comorbidades de homens e mulheres com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Muitas pessoas com TEA podem ter outras condições ao mesmo tempo, isso é bem comum e tem nome: comorbidades. As mais frequentes são:

    *Saúde mental:* ansiedade, depressão, TOC e TDAH aparecem com muita frequência.

    *Sono:* dificuldade para dormir ou manter o sono é relatada por grande parte das pessoas com TEA.

    *Sensorial e motor:* sensibilidade aumentada a sons, luz ou toque, além de dificuldades de coordenação motora.

    *Saúde física:* problemas gastrointestinais (como intestino irritado) também são comuns.

    *Aprendizagem:* dislexia, discalculia ou outras dificuldades específicas podem estar presentes.

    Ter uma comorbidade não significa que a vida será mais difícil para sempre, significa que é importante olhar para a pessoa como um todo, não só para o diagnóstico.


  • Como desconfiar que alguém têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

    Como desconfiar que alguém têm o Transtorno do Espectro Autista (TEA)?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Desconfiar do TEA geralmente começa quando a pessoa percebe que algumas coisas sempre foram mais difíceis ou diferentes para ela do que para os outros, especialmente nas relações sociais, na comunicação e na forma de lidar com o ambiente.

    Alguns sinais comuns são: dificuldade em entender ironia, subentendidos ou regras sociais não ditas; preferência por rotinas e desconforto com mudanças inesperadas; sensibilidade intensa a sons, luz, texturas ou cheiros; interesse muito aprofundado em assuntos específicos; dificuldade em manter contato visual ou em iniciar e sustentar conversas; e uma sensação crônica de "estar fazendo um esforço enorme para se encaixar" em situações que parecem fáceis para os outros.

    Isso não significa que toda pessoa que se identifica com esses pontos tem TEA, apenas um profissional especializado pode fazer essa avaliação. Mas perceber esses sinais é um primeiro passo importante para buscar respostas.


  • O que é resistência a mudanças no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    O que é resistência a mudanças no Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Resistência a mudanças é uma das características mais comuns no TEA. Ela aparece como uma necessidade forte de manter rotinas, ambientes e situações previsíveis, e um desconforto real quando algo foge do esperado.

    Isso acontece porque o cérebro autista tende a processar o mundo com mais intensidade. A rotina funciona como uma ancora de segurança: quando as coisas são previsíveis, há menos informações novas para processar, menos ansiedade e mais energia para o resto do dia.

    Quando uma mudança acontece, mesmo pequena, como trocar o caminho do trabalho ou mudar o horário de uma reunião, pode gerar uma reação desproporcional ao olhar de fora, mas completamente compreensível por dentro.

    Isso não é teimosia nem frescura. É o sistema nervoso pedindo previsibilidade para se sentir seguro. Com apoio e estratégias certas, é possível ampliar a flexibilidade aos poucos, no seu próprio ritmo.


  • Como identificar disfunções sensoriais em crianças ? .

    Como identificar disfunções sensoriais em crianças ? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Disfunções sensoriais em crianças podem ser percebidas quando elas apresentam reações muito intensas ou muito reduzidas a estímulos como sons, luzes, toques, cheiros, sabores ou movimentos. Alguns exemplos incluem incômodo com barulhos comuns, rejeição a certos tecidos ou alimentos, busca constante por estímulos como cheirar objetos ou se balançar repetidamente, ou, ao contrário, pouca reação a quedas, dor ou sujidades. Quando essas respostas sensoriais interferem na rotina, na aprendizagem ou nas interações sociais, é importante investigar. A avaliação neuropsicológica pode auxiliar nesse processo, pois analisa de forma integrada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental da criança, ajudando a compreender se as reações sensoriais estão associadas a dificuldades específicas ou a condições do neurodesenvolvimento. Estou à disposição para conversar e entender melhor a sua demanda, esclarecendo quais caminhos de investigação podem ser mais adequados para o seu caso.


  • Qual é o sinal de disfunção sensorial em uma criança?

    Qual é o sinal de disfunção sensorial em uma criança?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Disfunções sensoriais em crianças podem ser percebidas quando elas apresentam reações muito intensas ou muito reduzidas a estímulos como sons, luzes, toques, cheiros, sabores ou movimentos. Alguns exemplos incluem incômodo com barulhos comuns, rejeição a certos tecidos ou alimentos, busca constante por estímulos como cheirar objetos ou se balançar repetidamente, ou, ao contrário, pouca reação a quedas, dor ou sujidades. Quando essas respostas sensoriais interferem na rotina, na aprendizagem ou nas interações sociais, é importante investigar. A avaliação neuropsicológica pode auxiliar nesse processo, pois analisa de forma integrada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental da criança, ajudando a compreender se as reações sensoriais estão associadas a dificuldades específicas ou a condições do neurodesenvolvimento. Estou à disposição para conversar e entender melhor a sua demanda, esclarecendo quais caminhos de investigação podem ser mais adequados para o seu caso.


  • O que são disfunções sensoriais? .

    O que são disfunções sensoriais? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    Disfunções sensoriais em crianças podem ser percebidas quando elas apresentam reações muito intensas ou muito reduzidas a estímulos como sons, luzes, toques, cheiros, sabores ou movimentos. Alguns exemplos incluem incômodo com barulhos comuns, rejeição a certos tecidos ou alimentos, busca constante por estímulos como cheirar objetos ou se balançar repetidamente, ou, ao contrário, pouca reação a quedas, dor ou sujidades. Quando essas respostas sensoriais interferem na rotina, na aprendizagem ou nas interações sociais, é importante investigar. A avaliação neuropsicológica pode auxiliar nesse processo, pois analisa de forma integrada o funcionamento cognitivo, emocional e comportamental da criança, ajudando a compreender se as reações sensoriais estão associadas a dificuldades específicas ou a condições do neurodesenvolvimento. Estou à disposição para conversar e entender melhor a sua demanda, esclarecendo quais caminhos de investigação podem ser mais adequados para o seu caso.


  • Como o transtorno de personalidade borderline (TPB) e a dissociação se relacionam?

    Como o transtorno de personalidade borderline (TPB) e a dissociação se relacionam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sâmia Ganem Guedes Meira

    No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a dissociação é um fenômeno comum e está relacionada a momentos de intenso estresse emocional ou sensação de ameaça. A dissociação pode se manifestar como uma sensação de desligamento da realidade, como se a pessoa estivesse “fora de si” ou desconectada de suas emoções, pensamentos ou do ambiente ao redor. Essa resposta pode funcionar como um mecanismo de defesa diante de situações muito difíceis ou traumáticas, ajudando a pessoa a lidar temporariamente com a dor emocional. No entanto, episódios frequentes ou intensos de dissociação podem prejudicar o funcionamento diário e a qualidade de vida, sendo importante identificar e tratar essas manifestações dentro do contexto do TPB.

    Estou à disposição para conversar e entender melhor sua demanda. A avaliação neuropsicológica é um exame detalhado que avalia funções cognitivas, emocionais e comportamentais, ajudando a esclarecer o diagnóstico e a orientar intervenções personalizadas.


Perguntas frequentes

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