Perguntas do paciente (27)

  • Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente,

    Bom dia, estou tomando venlafaxina a 6 meses , me sentia ótima, tive vontade de viver novamente, mais faz três dias que minhas crises voltaram, a angústia, coração acelerado , a cabeça dói, o entalo , oque fazer ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Obrigada por me contar como está se sentindo.
    Fico feliz que a venlafaxina tenha te ajudado tanto nesses 6 meses e que você tenha voltado a ter vontade de viver. É realmente importante que isso tenha acontecido.
    Sobre o retorno dos sintomas nesses últimos 3 dias (angústia, coração acelerado, dor de cabeça e a sensação de entalo), o ideal é que você comunique isso o quanto antes ao médico que prescreveu a medicação (psiquiatra). Ele é quem pode avaliar se há necessidade de algum ajuste, investigação ou outra conduta.
    Não esqueça que a medicação sozinha não trará resultados significativos, precisas fazer terapia com abordagem TCC aliada com a medicação.
    Se os sintomas estiverem muito intensos (especialmente o coração acelerado ou a angústia muito forte), não hesite em procurar atendimento de urgência ou entrar em contato com o psiquiatra ainda hoje.


  • Olá, boa noite. Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu

    Olá, boa noite.
    Eu tenho 18 anos, e ultimamente venho percebendo algumas coisas em mim mesmo que eu não sei se é algo normal.
    Por exemplo, depois de momentos felizes, mesmo tendo sido genuínos, eles parecem como se fossem uma espécie de "atuação" pra mim, como se às vezes não tivesse acontecido comigo.
    Parece que tem um vazio dentro de mim que não passa, e quando parece que passa, só fica ali disfarçado, e quando volta eu fico sozinho com ele. Eu não fico com vontade de nada, o tempo fica passando e parece ser agonizante pra mim, porque eu não consigo ficar parado nele, e me assusta o que pode acontecer daqui algumas horas, dias ou anos, porque eu não tenho nada planejado e aí os pensamentos de só acabar com tudo aparecem, e o que eu tenho vontade de fazer parece muito distante e eu só aceito que talvez eu nunca realize o que eu quero.
    Eu deveria procurar ajuda?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Olá, boa noite.
    Obrigada por ter compartilhado isso comigo. O que você descreveu é importante e merece atenção.
    Sentir que momentos felizes parecem uma “atuação”, a sensação de vazio que volta, a falta de vontade, o tempo pesado e os pensamentos de “acabar com tudo” não são coisas que a gente deve ignorar ou tentar carregar sozinho. Esses sinais indicam que algo está te fazendo sofrer de forma significativa.
    Sim, você deveria procurar ajuda. E o fato de você ter conseguido colocar isso em palavras já é um passo importante.
    O ideal é buscar um acompanhamento psicológico. Em alguns casos, também pode ser necessário uma avaliação com psiquiatra, mas o primeiro passo costuma ser a terapia. Um profissional vai te ajudar a entender o que está acontecendo e a desenvolver formas de lidar com esse vazio, com a falta de perspectiva e com esses pensamentos difíceis.
    Se os pensamentos de “acabar com tudo” ficarem mais intensos ou se você sentir que está em risco, procure ajuda imediatamente (CVV 188, pronto-socorro ou alguém de confiança).
    Você não precisa passar por isso sozinho. Procurar ajuda agora é um ato de cuidado consigo mesmo.


  • A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion

    A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Sim, pode. E quanto mais cedo você buscar avaliação, melhor a chance de melhora. Depressão tem tratamento e muita gente se recupera com o acompanhamento certo.
    Se em algum momento a vontade de ficar na cama se transformar em vontade de se machucar ou de não existir mais, procure ajuda imediatamente (SAMU 192, CVV 188, pronto-socorro ou alguém próximo).
    Você não precisa passar por isso sozinha. O primeiro passo é marcar uma avaliação com um profissional de saúde mental. Se quiser, posso te ajudar a pensar em como explicar isso na hora de agendar a consulta ou o que falar no primeiro atendimento.


  • Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro,

    Minha filha de 7 anos, tem um panico absurdo mesmo, de ficar travada gritando quando ve um cachorro, um pombo, um gato, etc....Qual especialista devo procurar?
    Muito obrigado

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Avaliação Neuropsicológica seria muito importante antes, sendo um exame detalhado das funções do cérebro da criança, como atenção, memória, linguagem, percepção, raciocínio e controle emocional.
    No caso da sua filha (medo extremo de animais):

    Ajuda a entender se o pânico tem relação com ansiedade, processamento sensorial, ou outras questões cognitivas.
    Identifica forças e dificuldades para guiar o melhor tratamento.
    Duração: Geralmente 2 a 4 sessões (testes + entrevista).
    Idade: Pode ser feita a partir dos 5-6 anos.
    É o primeiro passo mais completo antes de começar terapia.


  • Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo

    Olá está bem difícil por aqui, pois minha filha está ficando bem irritada , as coisa Tenque ser tudo do jeito dela , arruma uma cama tenq ser do jeito que ela bota se muda pronto já faz escândalo começa a jogar os brinquedos pro alto , as vezes que me bater me morde , as vezes colocar uma meia no pé a meia estando certa ela cisma que está errada aí começa o choro os gritos, está bem difícil até na rua agora ela está fazendo essas coisas ela tem 3 anos , ela fica tão irritada aí ponto até da cara dela ficar cm algumas placas vermelhas. Qual especialista devo procurar?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Sua filha de 3 anos está apresentando sinais de irritabilidade extrema, rigidez comportamental, crises de raiva intensas e possível dificuldade sensorial. Isso é comum em crianças pequenas, mas quando é tão intenso (agressão, birras longas, reação física na pele), merece avaliação profissional.
    Especialista recomendado (nesta ordem):

    Psicólogo Infantil especializado em comportamento e regulação emocional de crianças pequenas.
    Neuropsicólogo Infantil
    — Para avaliar se há questões de desenvolvimento, processamento sensorial ou sinais precoces de TEA / TDAH.


  • Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissiona

    Suspeito estar no espectro autista, possuir TDAH, e, potencialmente, depressão. Com qual profissional deveria falar primeiro?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Comece com um Neuropsicólogo (ou Psicólogo com experiência em avaliação neuropsicológica).
    Por quê?

    Ele é o profissional mais indicado para fazer a avaliação completa que diferencia e diagnostica Transtorno do Espectro Autista (TEA), TDAH e depressão (ou outras comorbidades).
    Realiza testes específicos de atenção, funções executivas, aspectos sociais e emocionais.

    Depois da avaliação, ele indicará se é necessário Psiquiatra (para medicação, se for o caso) ou Terapia (TCC, por exemplo).


  • Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t

    Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Não é coisa da sua cabeça. Assistir pornografia no trabalho ou sempre que você sai de casa por poucas horas pode indicar um padrão compulsivo, mesmo que ele negue ser vício.
    Isso não é apenas “coisa de homem” — quando interfere no trabalho, na relação ou ele esconde, costuma ser uma compulsão sexual (uso excessivo de pornografia).
    O que você pode fazer:

    Converse com ele de forma calma, sem acusação: “Isso me deixa triste e insegura, preciso entender o que está acontecendo”.
    Sugira que ele procure ajuda (psicólogo ou terapeuta especializado em compulsões sexuais).
    Cuide de você também — isso pode afetar sua autoestima.


  • Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar

    Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Olá, tudo bem?
    Sim, é uma prática bastante comum na psicologia entregar materiais de apoio para casa, como cartões com mensagens de ancoragem, fichas de exercícios rápidos ou lembretes para momentos de ansiedade.
    Isso é especialmente frequente na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), que utiliza tarefas entre sessões para reforçar o aprendizado e ajudar o paciente a lidar melhor com a angústia nos dias sem consulta. Estudos mostram que esse tipo de apoio aumenta a eficácia do tratamento e dá maior sensação de autonomia.
    É importante lembrar que cada profissional trabalha com uma abordagem teórica diferente. Por isso, conhecer bem a abordagem da sua psicóloga ajuda a entender o que é esperado no processo. Se você sente que a forma dela trabalhar não está te atendendo plenamente, vale conversar abertamente com ela sobre isso.


  • Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia

    Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Sinto muito pela perda da sua cachorrinha. Perder um animal que amamos tanto dói profundamente, especialmente quando a gente tinha planos e imaginava ela velhinha ao nosso lado. Aos 9 anos ainda parece muito cedo, e é natural surgir culpa, arrependimento (“poderia ter feito mais”) e dor ao ver outros cachorros.
    A culpa e a dificuldade de aceitação fazem parte do processo de luto e não desaparecem com frases prontas ou autoajuda.
    Por isso o acompanhamento psicológico é tão importante: ele oferece um espaço seguro e científico para você processar essa perda, trabalhar a culpa, transformar as memórias dolorosas em algo mais suave e aprender a conviver com a saudade sem que ela doa tanto.
    Não precisa se forçar a “aceitar” ou “se conformar” agora. Vamos respeitando o seu tempo e acolhendo essa dor.


  • Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Entendo perfeitamente esse sentimento. “Tudo depende de mim” traz um peso enorme e muita exaustão, né?
    Não existe uma receita pronta ou fórmula mágica para parar de sentir isso de uma hora para outra. Cada pessoa tem sua história, seu ritmo e suas necessidades. Por isso o acompanhamento psicológico é tão importante: ele ajuda você a entender de onde vem esse padrão, a diminuir a culpa e a aprender formas mais leves de lidar com as responsabilidades, sem precisar carregar tudo sozinha.
    O proc


  • Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Sim, é uma forma real de luto (perda não-morte): envolve as mesmas etapas emocionais (negação, raiva, depressão, aceitação) e ativa circuitos cerebrais de dor e apego.
    Como superar (passos principais):
    • Permita sentir a dor sem suprimi-la.
    • No Contact (ou mínimo) com o ex — essencial nos primeiros meses.
    • Cuide do corpo: sono, alimentação, exercício (use sua rotina de força em casa).
    • Processamento cognitivo: TCC (reestruture pensamentos), journaling, carta de despedida.
    • Reconstrua identidade: rotinas novas, conexões sociais, fé e objetivos pequenos.


  • Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    Como posso lidar com a tristeza de ter perdido meus objetos de infância sem autorização?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Entendo profundamente essa tristeza. Perder objetos de infância sem autorização é uma perda dolorosa, que mexe com memórias, identidade e sensação de controle.
    É importante dizer que não existe receita pronta, autoajuda milagrosa ou fórmula mágica para resolver isso. A tristeza e o luto precisam ser trabalhados com cuidado e no seu tempo.
    É exatamente por isso que o acompanhamento psicológico é tão valioso: dentro de uma abordagem científica, a terapia oferece um espaço seguro para processar essa perda, entender as emoções envolvidas (tristeza, raiva, violação), honrar as memórias e reconstruir significado — tudo de forma personalizada e gradual.


  • TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    mudando de assuntoTudo bem! Mudando de assunto, estou aqui.
    Em que posso te ajudar agora? TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?Não existe uma "cura total" no sentido de apagar completamente o histórico traumático como se nunca tivesse acontecido, mas o TEPT-C (Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo) é altamente tratável, com potencial de remissão significativa dos sintomas e recuperação de qualidade de vida para a grande maioria das pessoas.
    O que a evidência mostra?

    Muitos pacientes perdem o diagnóstico após tratamento focado no trauma. Em um estudo com tratamento intensivo de 8 dias (combinação de exposição prolongada + EMDR), mais de 85% das pessoas com TEPT-C deixaram de preencher os critérios diagnósticos ao final. Os sintomas de PTSD e as perturbações na organização do self (regulação emocional, autoimagem, relacionamentos) diminuíram de forma significativa e segura.
    Abordagens como TCC focada em trauma, EMDR, Terapia do Esquema e outras baseadas em evidências são eficazes. O objetivo não é só reduzir sintomas, mas reorganizar como o cérebro processa segurança, ameaça e vínculos.
    A recuperação não costuma ser linear. É comum haver períodos de grande estabilidade, mas em momentos de estresse intenso, perdas ou gatilhos fortes, alguns sintomas podem reaparecer de forma mais leve e temporária. Isso não significa que o tratamento falhou ou que "voltou tudo" — com as ferramentas adquiridas, a pessoa geralmente consegue lidar de forma muito mais funcional e rápida.

    Fatores que influenciam o prognóstico

    Diagnóstico precoce + tratamento consistente → melhores resultados.
    Gravidade, duração e tipo de trauma (geralmente interpessoal prolongado na infância/adolescência).
    Rede de apoio, comorbidades e adesão à terapia.
    Para muitos, os sintomas se tornam manejáveis a ponto de não dominarem mais a vida diária, permitindo relacionamentos saudáveis, trabalho e bem-estar.

    Resumo realista e esperançoso:
    O TEPT-C não é uma sentença vitalícia de sofrimento. Com tratamento adequado (idealmente com profissional experiente em trauma), a maioria das pessoas consegue uma melhora substancial e duradoura, vivendo sem que o trauma continue controlando sua vida. Algumas marcas ou sensibilidades podem permanecer como parte da história, mas elas perdem o poder incapacitante.
    Se você ou alguém próximo está lidando com isso, o mais importante é buscar ajuda especializada (psicólogo com formação em trauma + possível suporte psiquiátrico). Abordagens como EMDR e TCC focada em trauma têm ótimos resultados e são recomendadas.
    Se quiser, posso te ajudar com mais detalhes sobre tratamentos disponíveis em Blumenau/Pomerode, ideias de como explicar para pacientes ou qualquer outra coisa relacionada ao seu trabalho como neuropsicóloga. resumoResumo sobre TEPT-C:

    Não há “cura total” (no sentido de apagar o trauma como se nunca tivesse existido).
    É altamente tratável: com terapia focada em trauma (EMDR, TCC-trauma, Terapia do Esquema etc.), muitos pacientes perdem o diagnóstico (estudos mostram >85% de remissão em tratamentos intensivos).
    Os sintomas podem diminuir drasticamente ou desaparecer no dia a dia, permitindo boa qualidade de vida, relacionamentos saudáveis e funcionamento normal.
    Não é linear: em momentos de forte estresse ou gatilhos, sintomas leves podem reaparecer temporariamente, mas ficam muito mais manejáveis com as ferramentas adquiridas — não é “volta à estaca zero”.

    Mensagem principal: TEPT-C tem excelente potencial de recuperação. O trauma deixa de controlar a vida da pessoa com tratamento adequado e consistente.
    Precisa de um resumo ainda mais curto, para laudo/paciente ou algo específico?coloca hipnose, traz essa paciente para os meus atendimentos na abordagem TCC Aqui está o texto adaptado, pronto para usar com a paciente (tom acolhedor, integrando hipnose e TCC, e convidando para os atendimentos):

    Resumo sobre TEPT-C (Transtorno de Estresse Pós-Traumático Complexo)
    O TEPT-C não tem uma “cura total” no sentido de apagar completamente o passado, mas tem excelente potencial de recuperação com tratamento adequado.
    Com a abordagem integrativa de TCC (Terapia Cognitivo-Comportamental) focada em trauma + Hipnoterapia, a maioria das pessoas consegue:

    Reduzir de forma significativa (ou até eliminar) os sintomas principais, como flashbacks, hipervigilância, dificuldade de regular emoções, vergonha, desconfiança e sensação de estar “quebrada”;
    Reprocessar as memórias traumáticas de maneira mais profunda e segura;
    Reconstruir a autoestima, a confiança e a capacidade de ter relacionamentos saudáveis;
    Recuperar o controle da própria vida e qualidade de vida.

    Como funciona na prática
    Na TCC vamos identificar e modificar os pensamentos e comportamentos que mantêm o sofrimento, enquanto a hipnose clínica ajuda a acessar o inconsciente de forma segura, reprocessar as experiências traumáticas armazenadas no corpo e na mente, reduzir a intensidade emocional das memórias e instalar recursos de calma, segurança e autoconfiança.
    Muitos pacientes relatam que, após o processo, os sintomas diminuem drasticamente ou deixam de interferir no dia a dia. Em momentos de estresse futuro, as reações podem aparecer de forma bem mais leve e passageira, porque você terá ferramentas internas para lidar com elas rapidamente.
    Boa notícia: a recuperação é possível e você não precisa continuar carregando esse peso sozinha.
    Gostaria de agendar uma avaliação comigo? Trabalho de forma integrada (TCC + Hipnoterapia) exatamente com casos de TEPT-C, trauma complexo, fibromialgia e questões emocionais relacionadas. Podemos fazer um plano personalizado para você recuperar o bem-estar e a qualidade de vida que merece.
    Estou à disposição para te acolher.


  • Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons

    Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Olá!
    Muito obrigada por compartilhar isso comigo. O que você descreve é clássico do Transtorno de Ansiedade Social (Fobia Social). Não é falta de carisma nem “frescura” — é um transtorno real, que causa muito sofrimento, mas tem tratamento eficaz.
    Com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) + técnicas integrativas (incluindo hipnoterapia quando indicado), a maioria das pessoas consegue reduzir o medo, o coração acelerado, a gagueira e o esgotamento emocional, retomando a vida profissional e social com mais qualidade.
    Como neuropsicóloga, faço avaliação completa (incluindo aspectos cognitivos) e monto um plano personalizado no seu ritmo, com acolhimento respeitoso e sem julgamento.
    Você não precisa mais sofrer sozinha. Se quiser, posso te ajudar.
    Agende sua consulta (presencial em Blumenau/Pomerode ou online — ótimo para quem tem ansiedade social):

    Instagram: @neuropsicologa_silvana


  • Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a

    Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Importância do Laudo Neuropsicológico nesse contexto:
    O laudo neuropsicológico não é obrigatório por resolução do CFM para iniciar hormonização em adultos, mas tem grande valor complementar e é muito relevante em vários cenários:
    • Avaliação cognitiva e diferencial: Ajuda a identificar ou excluir condições que podem interferir no processo (ex.: TDAH, TEA, déficits cognitivos, consequências de traumas, fibromialgia, sequelas de AVC, etc.), que são comuns na população trans devido a estresse crônico, discriminação e comorbidades.
    • Capacidade de consentimento e compreensão: Demonstra preservação de funções executivas, atenção, memória e juízo crítico necessários para entender riscos, benefícios e adesão ao tratamento hormonal (efeitos irreversíveis, monitoramento vitalício).
    • Planejamento terapêutico integrado: Fornece dados objetivos sobre funcionamento cognitivo, emocional e adaptativo, auxiliando a equipe (psiquiatra + endocrinologista) a personalizar o cuidado e monitorar impactos da hormonização na cognição (ex.: alterações de humor, atenção ou memória relatadas por alguns pacientes).


  • Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit

    Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Entendo bem essa frustração e raiva que você sente. Comparar o próprio tempo com o dos outros e ter a sensação de que “a vida boa só vai começar mais tarde” é algo que pesa bastante e pode gerar desmotivação, mesmo quando você continua indo atrás das metas.
    Esse tipo de pensamento (comparação social + visão catastrófica do tempo) é comum e precisa ser trabalhado com cuidado.
    O acompanhamento psicológico é importante justamente para isso: dentro de uma abordagem científica, a gente ajuda você a:

    Reduzir a comparação destrutiva;
    Reavaliar o significado de “metade da vida já passou”;
    Transformar a raiva contra si mesmo em compreensão e autocompaixão;
    Manter a motivação focada no que você pode controlar hoje, independentemente da idade.

    Muitas pessoas que alcançaram conquistas mais tarde relatam que o amadurecimento trouxe mais qualidade e satisfação justamente por terem construído com mais consciência.


  • Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda

    Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Sim, é possível, mas exige motivação mútua, esforço consistente e, na maioria dos casos, terapia de casal (EFT ou Método Gottman). O respeito é pilar fundamental — sua perda gera desprezo (um dos maiores preditores de fim de relacionamento).
    Condições para sucesso:
    • Ambos querem tentar.
    • Sem violência/abuso grave.
    • Disposição para assumir responsabilidade individual + mudança comportamental.


  • Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de

    Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Olá!
    Obrigada por compartilhar. A tristeza profunda, vontade de se isolar, choro frequente e a dor de não ter os sentimentos validados (especialmente no relacionamento, onde sente que precisa “pisar em ovos”) não é algo normal para se carregar sozinho. Isso pode ser sinal de sofrimento emocional acumulado, depressão ou impacto de invalidação repetida.
    Você merece ser ouvida e compreendida. Com terapia integrativa (TCC + outras técnicas) eu ajudo a entender a origem desses sentimentos, fortalecer a autoestima e melhorar a comunicação.
    Se quiser, posso te acolher com respeito e sigilo. Atendimento presencial (Blumenau ou online.

    @neuropsicologa_silvana
    Estou aqui para te ajudar.
    Silvana Figênio
    Neuropsicóloga | CRP SC 09963


  • Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos

    Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.

    O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.

    Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.

    Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Entendo o quanto esse casamento desgastado está te deixando exausto, confuso e com a autoestima abalada. Discussões frequentes com ofensas, ainda mais na frente dos filhos, geram um impacto emocional muito grande em todos.
    Do ponto de vista psicológico, não há uma solução simples ou mágica para saber exatamente quando um relacionamento ainda pode ser reconstruído. Cada caso é único. Alguns sinais importantes são:

    Ainda há possibilidade quando ambos demonstram vontade real de mudar, conseguem reconhecer (mesmo que parcialmente) sua parte nos conflitos e estão dispostos a buscar ajuda profissional (terapia de casal).
    Quando o desgaste é muito grande, com ofensas constantes, falta de responsabilidade pelos erros e exaustão emocional acumulada, um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para proteger sua saúde mental e o bem-estar dos filhos.

    O fato de você já reconhecer seus próprios erros é um ponto positivo. A dificuldade de comunicação e a sensação de que o outro lado nunca reconhece sua participação é um dos fatores que mais desgastam os casais.
    O mais recomendado agora é começar com terapia individual para você organizar seus sentimentos, recuperar o equilíbrio emocional e aprender formas mais eficazes de lidar com as discussões. Depois, dependendo do que surgir, podemos avaliar a possibilidade de terapia de casal (se houver abertura).
    A terapia ajuda a esclarecer o caminho com mais calma e segurança


  • Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensaçã

    Como é possível diferenciar a sensação de ansiedade/mente agitada que não consegue relaxar e sensação de que a qualquer momento pode acontecer algo consigo de um real problema que pode colocar em perigo? Tem uma maneira de diferenciar a ansiedade de algo fisiológico?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Silvana Figenio

    Ansiedade (ou pânico):
    • Sensação subjetiva de perigo iminente sem evidência concreta ou proporcional.
    • Sintomas vêm em ondas, pioram com pensamentos catastróficos (“e se…”).
    • Melhora com distração, respiração, segurança ou tempo.
    • Corpo alerta sem causa objetiva (ex.: taquicardia, suor, aperto no peito, mas exames normais).
    Problema fisiológico real:
    • Sinais objetivos e mensuráveis (pressão alterada, falta de ar ao esforço, dor irradiada, fraqueza assimétrica, tontura com queda, sintomas novos e persistentes).
    • Não melhora facilmente com relaxamento; piora com atividade específica ou tem padrão físico claro.
    • Geralmente acompanha alterações detectáveis (exames, sinais vitais).
    Maneira prática de diferenciar:
    • Avaliação médica primeiro → descarta causas físicas (ex.: tireoide, cardíacas, pulmonares, neurológicas, cafeína/medicação).
    • Padrão temporal → Ansiedade é mais flutuante e ligada a gatilhos mentais/estresse; problema físico tem padrão mais constante ou previsível.
    • Teste comportamental → Tente técnicas de grounding/respiração 4-7-8 ou mindfulness. Se os sintomas diminuem significativamente → forte indício de ansiedade.
    • Registro → Anote sintomas, contexto, duração e intensidade. Padrões ajudam o neuropsicólogo/médico.
    Dica importante: Ansiedade pode mimetizar problemas físicos (e vice-versa). O ideal é avaliação integrada (médico + psicólogo/neuropsicólogo). Se for recorrente, terapia (TCC) ensina a diferenciar e reduzir o alarme falso do cérebro.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.