Perguntas do paciente (18)

  • O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode existir isoladamente, sem a presença de outros transtor

    O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode existir isoladamente, sem a presença de outros transtornos mentais ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Sim, pode. Embora seja comum observar comorbidades, como transtornos de ansiedade por exemplo, ou depressão ou transtornos de personalidade, mas há casos clínicos em que o TOC aparece como diagnóstico único.
    É importante frisar que, mesmo que o TOC apareça sozinho, sem outros transtornos juntos, ele ainda pode atrapalhar bastante o dia a dia da pessoa nas tarefas, nos estudos, no trabalho e até nas relações com outras pessoas. Por isso, o acompanhamento psicológico é essencial, com estratégias que ajudam a entender os pensamentos, lidar com a ansiedade e melhorar a qualidade de vida.
    Outra coisa que é importante destacar também é que outros sentimentos ou dificuldades podem surgir com o tempo ou até ficar escondidos atrás dos sintomas mais visíveis do TOC.

    Com o acompanhamento certo, dá pra entender melhor o que está acontecendo e cuidar de tudo com mais clareza. Qualquer coisa estou a disposição!


  • Quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é portador do Transtorno

    Quais são os critérios diagnósticos utilizados para definir se um paciente é portador do Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Tem duas formas de investigar se uma pessoa tem TOC ou não, e pra isso precisamos usar manuais diagnóstico como guias, eles são: o DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) e o CID-11 (Classificação Internacional de Doenças).
    No DSM-5:
    DSM-5:
    -> Presença de obsessões (pensamentos repetitivos e indesejados) e/ou compulsões (comportamentos repetitivos para aliviar a ansiedade).
    -> Os sintomas causam sofrimento significativo ou atrapalham a vida da pessoa.
    ->Consomem tempo (geralmente mais de 1 hora por dia).
    ->A pessoa pode ou não ter consciência de que os pensamentos são exagerados.
    No CID-11:
    -> Obsessões e/ou compulsões reconhecidas como excessivas ou irracionais.
    -> Os sintomas são persistentes e interferem nas atividades diárias.
    -> Permite especificar se há mais obsessões, mais compulsões, ou ambos

    Ambos concordam que o divisor de águas para o diagnóstico é o impacto dos sintomas na vida da pessoa. LEMBRANDO que é importante a avaliação de um profissional da saúde mental para fazer um diagnóstico mais assertivo.


  • O que não é Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    O que não é Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Muita gente confunde TOC com gostar de tudo limpo, organizado ou com ter umas manias leves do dia a dia, tipo usar sempre a mesma caneta na prova ou seguir uma rotina certinha. Mas isso não é TOC. O transtorno obsessivo-compulsivo é bem mais sério: envolve pensamentos repetitivos e indesejados (as obsessões) e comportamentos que a pessoa sente que precisa fazer para aliviar a ansiedade (as compulsões). E o divisor de águas para o diagnóstico é o impacto que esses sintomas causam. Se não atrapalha a rotina, não causa sofrimento e não toma tempo demais do dia, não é TOC. É só um jeito de ser.


  • Gostaria de saber quais são os sintomas que podem indicar Transtorno de Personalidade Borderline (TP

    Gostaria de saber quais são os sintomas que podem indicar Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Para que o diagnóstico seja considerado, a pessoa deve apresentar um padrão persistente de instabilidade nas relações interpessoais, na autoimagem e nos afetos, além de impulsividade acentuada. Esse padrão começa na adolescência ou início da vida adulta e aparece em diversos contextos. É necessário que pelo menos cinco dos seguintes critérios estejam presentes:
    a) Esforços desesperados para evitar abandono real ou imaginado
    b) Padrão de relacionamentos instáveis e intensos, alternando entre idealização e desvalorização
    c) Perturbação da identidade: autoimagem ou senso de si instável
    d) Impulsividade em pelo menos duas áreas potencialmente autodestrutivas (ex.: gastos, sexo, drogas, direção imprudente)
    e) Comportamento suicida recorrente, gestos, ameaças ou automutilação
    f) Instabilidade afetiva devido a reatividade intensa do humor
    g) Sentimentos crônicos de vazio
    h) Raiva intensa ou dificuldade em controlar a raiva
    i) Ideação paranoide transitória ou sintomas dissociativos relacionados ao estresse

    O Transtorno Borderline geralmente é causado por uma mistura de fatores: genética, traumas na infância (como abuso ou abandono), ambiente familiar instável e alterações no funcionamento do cérebro. Então isso também deve ser levado e consideração no momento da avaliação.


  • Gostaria de saber se somente pacientes adultos podem ser diagnosticados com Transtorno de Personalid

    Gostaria de saber se somente pacientes adultos podem ser diagnosticados com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    O Transtorno de Personalidade Borderline pode ser diagnosticado em adolescentes, sim. Embora seja mais comum na vida adulta, os sintomas podem começar a aparecer ainda na juventude. O importante é que esses sinais sejam persistentes, causem sofrimento e afetem a vida da pessoa. Mesmo que o adolescente ainda esteja em fase de desenvolvimento, se os comportamentos forem intensos e constantes, vale a pena buscar ajuda profissional. O diagnóstico nessa fase exige cuidado, escuta e acolhimento, sempre levando em conta o contexto emocional e familiar. Quanto mais cedo for identificado, maiores as chances de oferecer suporte e tratamento adequados.
    Por que eu digo que é mais comum na vida adulta? Porque os traços de personalidade estão mais consolidados nessa fase. Na adolescência, ainda há muita mudança emocional e comportamental, o que torna o diagnóstico mais delicado. Porém, isso não significa que adolescentes não possam ser diagnosticados!!! Eles podem sim, desde que os sintomas sejam persistentes, intensos e causem prejuízo significativo. O importante é que o profissional avalie com cuidado, levando em conta o contexto do desenvolvimento.


  • O que significa ter um "pior prognóstico" quando há comorbidades psiquiátricas?

    O que significa ter um "pior prognóstico" quando há comorbidades psiquiátricas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Ter um “pior prognóstico” significa que o tratamento pode ser mais difícil e demorado. Quando a pessoa tem outros transtornos junto com o principal (como depressão, ansiedade ou uso de substâncias), os sintomas costumam ser mais intensos, e o risco de recaídas é maior. Isso não quer dizer que não vai melhorar, só que vai precisar de mais atenção e cuidado!


  • O que pode ajudar a gerenciar a necessidade de mesmice no autismo feminino?

    O que pode ajudar a gerenciar a necessidade de mesmice no autismo feminino?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    A necessidade de mesmice está ligada à busca por segurança e previsibilidade, então para ajudar a lidar com isso, é importante respeitar rotinas, avisar com antecedência sobre mudanças e introduzir novidades de forma gradual. Usar agendas visuais, manter ambientes tranquilos e oferecer apoio emocional também faz diferença. A mesmice no autismo feminino costuma trazer conforto e segurança, mas se for mantida sem flexibilidade, pode limitar experiências e aumentar a ansiedade diante de mudanças inevitáveis. O ideal não é tirar a mesmice, mas ajudar a pessoa a lidar com pequenas variações de forma gradual e respeitosa. Com apoio, ela pode aprender a se adaptar sem perder o que lhe dá estabilidade. É como ampliar o espaço seguro, não arrancá-lo.


  • Por que as ideias e opiniões daqueles no espectro do autismo são tão frequentemente descartadas pelo

    Por que as ideias e opiniões daqueles no espectro do autismo são tão frequentemente descartadas pelos neurotípicos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Se essa pergunta for sobre você ou alguém próximo, quero começar dizendo que sinto muito. É muito doloroso quando nossas ideias são ignoradas só porque pensamos ou sentimos diferente. Pessoas autistas muitas vezes se expressam de formas únicas, e isso pode ser mal interpretado por quem é neurotípico. Em vez de tentar entender, alguns acabam descartando o que é dito. Isso acontece por falta de conhecimento, preconceito ou por não saber lidar com a diferença.


  • Quais são as habilidades funcionais que as crianças com autismo podem desenvolver?

    Quais são as habilidades funcionais que as crianças com autismo podem desenvolver?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Essa pergunta é muito complexa, porque depende de muitos fatores, como o perfil da criança, o nível de suporte que ela precisa, se possui comorbidades ou não, o ambiente em que vive e as oportunidades que recebe, se o tratamento está sendo feito da forma correta etc. Mas o que podemos afirmar com segurança e confiança é que crianças com autismo podem desenvolver muitas habilidades funcionais, sim.
    Essas habilidades incluem comunicação (falada ou alternativa), autocuidado (como se vestir, comer, escovar os dentes), interação social, regulação emocional, organização, coordenação motora e até aprendizado acadêmico. O ritmo pode ser diferente, e os caminhos também, mas com apoio adequado, paciência e respeito, cada criança tem potencial para crescer e conquistar autonomia.


  • Como o mascaramento afeta a percepção da sobrecarga sensorial em mulheres autistas ?

    Como o mascaramento afeta a percepção da sobrecarga sensorial em mulheres autistas ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Quando uma mulher autista tenta esconder o que sente ou como realmente é (masking/mascaramento), ela gasta muita energia. E quando o ambiente está cheio de barulho, luz forte ou muita gente, isso pode causar uma sobrecarga sensorial, é como se tudo ficasse demais ao mesmo tempo.
    Mas como ela está tentando parecer “normal”, ela segura tudo por dentro. Isso pode fazer a sobrecarga parecer ainda pior, porque ela não consegue pedir ajuda ou se proteger a tempo. Ou seja: mascarar cansa, machuca e esconde o que está acontecendo de verdade.


  • Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?

    Boa tarde fui diagnosticado com transtorno de ansiedade generalizada,da pra diminuir a ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Com certeza! Dá sim pra diminuir a ansiedade, e tem muita coisa que ajuda nesse processo. Na Terapia-cognitivo comportamental, o foco é entender como seus pensamentos, emoções e comportamentos se conectam. A gente vai investigando juntos o que costuma disparar os sintomas, como sua mente interpreta essas situações e o que dá pra fazer de forma prática pra se sentir melhor.
    Você aprende ferramentas pra lidar com preocupações excessivas, regula sua atenção, trabalha crenças que te colocam em alerta o tempo todo e aos poucos vai ganhando autonomia pra enfrentar momentos difíceis com mais confiança. Não tem uma fórmula rápida, mas com constância e acolhimento, dá pra ter avanços importantes na qualidade de vida.


  • MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS. Olá! Tenho 22 anos, sexo feminino e

    MANIA DE LIMPEZA E ORGANIZAÇÃO E TRAÇOS PERFECCIONISTAS.

    Olá!

    Tenho 22 anos, sexo feminino e desde sempre apresento alguns comportamentos de mania de limpeza com organização e traços perfeccionistas.

    Apresento uma espécie de medo inconsciente de sujeira e contaminação. Limpo um mesmo lugar várias vezes, quando um ambiente está sujo e desorganizado, sinto angústia. Quando as pessoas chegam na minha casa, a primeira pergunta que faço na minha cabeça, é: "a casa está limpa?", "o que elas podem achar e sair falando se não a encontrarem limpa?".

    Se erro uma letra numa mensagem de texto, me sinto mal. Se a cama fica mal forrada... Se o tapete está torto... Etc e etc. Estranhamente esses comportamentos estão relacionados a sentimentos depressivos, pois quando os apresento tenho essa sensação.

    Esses comportamentos estão associados a uma única coisa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Pode ser que sim e pode ser que não! Tem vários fatores que podem influenciar esses comportamentos, e só uma avaliação psicológica ou psiquiátrica pode ajudar a entender com mais clareza o que tá por trás disso. Vale a pena procurar esse cuidado, sem pressão, só pra ter um olhar mais profissional sobre o que você está vivendo.


  • Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?

    Qual é a importância da autoestima na formação da identidade pessoal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    A autoestima tem um papel fundamental na forma como a gente constrói quem é. Quando uma pessoa se percebe com valor, digna de respeito e capaz, isso influencia diretamente a maneira como ela organiza suas experiências e dá sentido à própria história. Tem um estudo bem interessante publicado em 2017 na Revista Psicologia, Diversidade e Saúde que mostra como a autoestima funciona como uma espécie de filtro interno — ela influencia diretamente a forma como a gente interpreta nossas experiências e constrói a noção de quem somos. Já li artigos também, que falam sobre como uma autoestima positiva está ligada a uma integração mais saudável entre emoção, memória e tomada de decisão. Isso ajuda a formar uma identidade mais estável e coerente com nossos valores e vivências. Ou seja, quando a gente se percebe com valor, o cérebro responde com mais equilíbrio emocional e clareza sobre quem somos. E isso tem tudo a ver com identidade.


  • Olá! Existe psicólogo que atende pessoas que vão morar no exterior? Há alguma especialização dentro

    Olá! Existe psicólogo que atende pessoas que vão morar no exterior? Há alguma especialização dentro da psicologia para abordar esse assunto? Psicólogos que saibam o que é enfrentar outra cultura, medo, ansiedade, processo de mudança e desafios, recomeçar a vida do zero, ou todos os psicólogos sabem lidar com esse assunto?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Existem psicólogos que se dedicam justamente a acompanhar pessoas em momentos de transição, como uma mudança de país. Muitos têm formação ou experiência com temas como adaptação cultural, choque cultural, reconstrução de identidade e os impactos emocionais de recomeçar em outro lugar. Mas, se você não encontrar alguém com essa especialidade, tudo bem. O mais importante é se sentir acolhida, ouvida e segura na terapia. Um bom profissional, mesmo sem vivência direta no exterior, vai estar aberto a compreender sua experiência, validar seus sentimentos e caminhar com você nesse processo de adaptação. No fim das contas, o vínculo que se constrói no processo terapêutico, com escuta atenta, empatia e presença, é o que realmente faz diferença!


  • A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também

    A meditação sem o foco na respiração apenas fechando os olhos e ficar imóvel sem foco nenhum também induz ondas cerebrais lentas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Quando você fecha os olhos e apenas permanece em silêncio, seu cérebro começa a sair daquele estado acelerado do dia a dia, com ondas beta, ligadas à atenção e aos pensamentos rápidos, e vai entrando aos poucos em um ritmo mais suave: as ondas alfa e, às vezes, até ondas teta.
    É como se sua mente entendesse: “tá tudo bem agora, posso relaxar”. E esse simples gesto de parar e se acolher já muda muita coisa por dentro.


  • Gostaria de saber o porquê as pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Int

    Gostaria de saber o porquê as pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual (Deficiência Intelectual) são imaturas mentalmente ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Algumas pessoas com Transtorno do Desenvolvimento Intelectual parecem ter comportamentos mais “infantis” ou “imaturos” por causa de seu desenvolvimento neurológico. O que acontece é que o cérebro dessas pessoas se desenvolve de forma diferente, e isso impacta a maneira como elas aprendem, expressam emoções, tomam decisões e interagem com o mundo à sua volta. Não tem relação com falta de esforço ou vontade. Trata-se de uma condição neurológica reconhecida. De acordo com o DSM-5, esse transtorno envolve duas áreas principais: dificuldades no raciocínio e na aprendizagem, e também nas habilidades adaptativas, que são aquelas necessárias para lidar com as situações do dia a dia de maneira adequada para a idade. Por isso, quando alguém parece agir de forma “imatura”, é mais preciso entender aquilo como uma forma diferente( e legítima), de perceber, sentir e se desenvolver. Com acolhimento, estímulo e apoio constante, muitas dessas habilidades podem ser fortalecidas com o tempo.


  • As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?

    As altas habilidades/superdotação são consideradas um transtorno do neurodesenvolvimento?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    Altas habilidades ou superdotação não são vistas como um transtorno do neurodesenvolvimento! Na verdade, representam uma forma diferente, e avançada, funcionamento intelectual. Pessoas com esse perfil costumam ter facilidade em aprender, resolver problemas, criar ou se expressar com profundidade em áreas específicas, como matemática, arte ou linguagem.
    Apesar disso, elas podem enfrentar desafios emocionais ou sociais, especialmente se não forem compreendidas ou estimuladas da forma certa. E quando existem outras dificuldades junto, como questões de atenção ou leitura, falamos em dupla-excepcionalidade, ou seja, quando a pessoa tem tanto altas habilidades quanto outra condição que merece cuidado.


  • Qual a diferença entre neurotípico e neurodivergente?

    Qual a diferença entre neurotípico e neurodivergente?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Sthéfanny Meneses

    A diferença entre neurotípico e neurodivergente tem base na forma como o cérebro processa informações, se relaciona com o mundo e regula emoções. O termo "neurotípico" se refere a pessoas cujo funcionamento neurológico segue padrões considerados comuns pela maioria da população, elas geralmente aprendem, se comunicam e percebem o ambiente de um jeito que é esperado socialmente. Já o termo "neurodivergente" se aplica a quem apresenta variações nesse funcionamento, como pessoas com autismo, TDAH, dislexia ou outros perfis que pensam e sentem de maneira diferente. Isso não representa um defeito, mas sim uma diversidade neurológica, a mente funciona com outras lógicas, ritmos e sensibilidades. Esse conceito surgiu justamente pra valorizar essas diferenças e evitar que sejam vistas como algo a ser “consertado”.


Perguntas frequentes

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