Perguntas do paciente (7)

  • Faço acompanhamento no caps a alguns anos. Minha família tem histórico de bipolar 1 e 2(minha mãe).

    Faço acompanhamento no caps a alguns anos. Minha família tem histórico de bipolar 1 e 2(minha mãe). Minha psiquiatra fala que sou boderline, não bipolar pois bipolar tomando sertralina entraria em mania. Mas tomo uma grande quantidade de estabilizadores, que acredito que segurem a mania. Tomo 3 lítio de 300, 1 lamotrigina de 100mg, 50mg de quetiapina pra dormir e 2 sertralina de 50. Mesmo antes do tratamento não tinha variação tão grande de humor em curto prazo, explosões, etc. Pode haver um equívoco? Deveria buscar uma segunda opinião?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taciana  Arantes

    Olá! Sua pergunta é excelente e muito comum, refletindo uma complexidade diagnóstica que muitos pacientes enfrentam. É fundamental buscar clareza, especialmente quando há um histórico familiar de Transtorno Bipolar (TAB) e você está em tratamento com medicações importantes.

    Vamos entender alguns pontos cruciais:

    Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) vs. Transtorno Bipolar (TAB): As Diferenças Chave

    É verdade que o TPB e o TAB podem ter sintomas que se sobrepõem, como as mudanças de humor e a impulsividade. No entanto, a origem, a duração e os gatilhos dessas alterações são geralmente diferentes:

    Transtorno Bipolar (TAB): É um transtorno de humor, caracterizado por episódios distintos de mania/hipomania (humor elevado, energia aumentada, impulsividade) e depressão. Esses episódios tendem a ter uma duração mais prolongada (dias a semanas) e, muitas vezes, ocorrem sem um gatilho externo aparente. Pessoas com TAB geralmente têm períodos de estabilidade entre os episódios. O histórico familiar de TAB (Tipo 1 e 2) é um fator de risco importante.

    Transtorno de Personalidade Borderline (TPB): É um transtorno de personalidade, que envolve um padrão persistente de instabilidade em diversas áreas, como autoimagem, emoções, relacionamentos e comportamento. As mudanças de humor no TPB são frequentemente mais rápidas (horas a dias), intensas e reativas a eventos interpessoais ou estressores (por exemplo, medo de abandono). A impulsividade e as explosões de raiva são comuns, assim como sentimentos crônicos de vazio e dificuldades nos relacionamentos.

    Em resumo: Enquanto o TAB se manifesta em episódios de humor, o TPB é mais pervasivo, com instabilidade emocional e interpessoal contínua, muitas vezes desencadeada por situações específicas


    Antidepressivos e o Risco de Virada Maníaca no Transtorno Bipolar

    Sua psiquiatra está correta ao mencionar que antidepressivos, como a Sertralina, podem induzir uma virada maníaca (ou hipomaníaca) em pessoas com Transtorno Bipolar, especialmente se não houver proteção adequada com estabilizadores de humor

    No seu caso, você menciona o uso de Lítio (300mg x 3) e Lamotrigina (100mg), que são estabilizadores de humor amplamente utilizados no tratamento do Transtorno Bipolar. A Quetiapina (50mg), embora usada para dormir, também possui propriedades estabilizadoras de humor e antimaníacas em doses mais altas, e pode contribuir para a proteção


    A presença de estabilizadores de humor no seu esquema terapêutico reduz significativamente o risco de uma virada maníaca induzida por antidepressivos. Muitos pacientes com TAB precisam de antidepressivos para tratar episódios depressivos, e essa combinação é feita com cautela e monitoramento, justamente com a proteção dos estabilizadores

    Você relata que, mesmo antes do tratamento, não tinha variações de humor tão grandes em curto prazo ou explosões, o que é um ponto importante a ser considerado. A ausência de episódios maníacos ou hipomaníacos claros no passado, ou a presença de sintomas mais reativos a eventos, pode ter levado ao diagnóstico de TPB.

    No entanto, a complexidade dos sintomas e o histórico familiar de Transtorno Bipolar justificam plenamente sua dúvida. Não há problema em buscar uma segunda opinião. Um novo olhar profissional pode trazer novas perspectivas, confirmar o diagnóstico atual ou sugerir ajustes no tratamento, sempre visando o seu bem-estar.

    Recomendação

    É crucial que você discuta abertamente suas preocupações com sua psiquiatra atual. Se ainda assim sentir a necessidade de uma segunda avaliação, procure um profissional experiente em diagnóstico diferencial de transtornos de humor e personalidade. Um psiquiatra com expertise nessas áreas poderá realizar uma avaliação aprofundada, considerando seu histórico completo, a resposta aos medicamentos e a apresentação atual dos seus sintomas, para chegar a um diagnóstico mais preciso e um plano de tratamento otimizado.

    Se você busca uma avaliação detalhada e baseada nas mais recentes evidências científicas, estou à disposição para uma consulta. Uma análise cuidadosa do seu caso pode ser o passo decisivo para encontrar o tratamento mais adequado e melhorar sua qualidade de vida.


  • Estou tomando reconter e ansitec. Posso tomar labirin? Muita tontura.

    Estou tomando reconter e ansitec. Posso tomar labirin? Muita tontura.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taciana  Arantes

    Olá! Entendo sua preocupação com a tontura, especialmente ao usar Reconter (Escitalopram) e Ansitec (Buspirona). É importante saber que a tontura é um efeito colateral comum de ambos os medicamentos, principalmente no início do tratamento ou em ajustes de dose. A Betaistina (Labirin) é geralmente indicada para vertigens de origem vestibular, e sua eficácia em tonturas causadas por psicofármacos pode ser limitada, pois a causa costuma ser diferente.

    O mais importante agora é que você não se automedique e não altere as doses por conta própria. A combinação de Escitalopram e Buspirona, embora comum, exige acompanhamento médico devido ao risco de uma condição rara chamada Síndrome Serotoninérgica. Apenas um médico, que conhece seu histórico completo e a forma como seu corpo reage aos medicamentos, poderá avaliar a causa exata da sua tontura e ajustar seu tratamento com segurança.

    Se você busca um acompanhamento cuidadoso e baseado em evidências para entender melhor seu quadro e otimizar seu tratamento, estou à disposição para uma teleconsulta. Sua saúde e bem-estar merecem essa atenção especializada.


  • Estou utilizando amitriplina 10mg para sono e faz uns 40 dias, quanto tempo leva para sair do organi

    Estou utilizando amitriplina 10mg para sono e faz uns 40 dias, quanto tempo leva para sair do organismo e pode interromper o uso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taciana  Arantes

    Olá! Sua dúvida é muito pertinente. A Amitriptilina é um medicamento da classe dos tricíclicos que, mesmo em doses baixas como 10mg (frequentemente usada para indução do sono ou dor crônica), exige uma compreensão clara de como o corpo a processa.
    Aqui estão as informações baseadas em evidências clínicas (StatPearls/NIH e diretrizes de descontinuação):

    1. Quanto tempo leva para sair do organismo?

    O tempo que um medicamento leva para ser totalmente eliminado depende da sua meia-vida, que é o tempo necessário para que a concentração do remédio no sangue caia pela metade.

    Meia-vida: Para a Amitriptilina, a meia-vida varia entre 10 a 28 horas (média de 20 horas)

    Eliminação Total: Na farmacologia, considera-se que um fármaco é totalmente eliminado após cerca de 5 a 7 meias-vidas. Portanto, a Amitriptilina leva aproximadamente de 4 a 8 dias para sair completamente do seu sistema após a última dose

    2. Pode interromper o uso após 40 dias?

    Embora 10mg seja uma dose considerada baixa, o uso por 40 dias seguidos já é suficiente para que o seu organismo (especificamente os receptores cerebrais de histamina e acetilcolina) tenha se adaptado à presença da substância.

    Risco de Interrupção Abrupta: Parar de uma vez ('cold turkey') pode causar o que chamamos de síndrome de descontinuação colinérgica. Os sintomas podem incluir insônia de rebote (o sono piora muito logo após parar), náuseas, dor de cabeça e uma sensação de mal-estar gripal


    Recomendação de Desmame: Mesmo para 10mg, as diretrizes de desprescrição sugerem que uma redução gradual (por exemplo, tomar dia sim, dia não por uma semana antes de parar totalmente) é mais segura para evitar que a insônia volte com força total

    3. Considerações Importantes

    Se você está pensando em parar porque o sono já melhorou ou por causa de efeitos colaterais (como boca seca ou sonolência matinal), é fundamental que essa decisão seja validada por um médico. A interrupção sem estratégia pode fazer com que o problema original do sono retorne, às vezes de forma mais intensa.

    Se você deseja interromper o uso de forma segura, sem sofrer com a falta de sono ou mal-estar, e quer investigar a causa raiz da sua dificuldade para dormir para não depender de medicação a longo prazo, estou à disposição para uma teleconsulta. Vamos planejar esse desmame com o rigor técnico e o cuidado que sua saúde merece.


  • Faz 6 anos que tomo Sertralina e iniciei o desmame com orientação médica, meus sintomas de ansiedade

    Faz 6 anos que tomo Sertralina e iniciei o desmame com orientação médica, meus sintomas de ansiedade ficaram estabilizados com 125mg, e no processo de desmame, quando chego a 12,5mg (metade de um comprimido de 25mg), eu fico sensível a medo, e com muitos estresses no ambiente de trabalho, minha ansiedade piorou, meu medo aumentou diante dos problemas que estou passando, com esses problemas é necessário voltar ao médico ? a Sertralina precisa ser ajustada? pois a crise é cortada ou reduzida tomando alprazolam de 0,5mg.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taciana  Arantes

    Olá! Entendo perfeitamente sua situação e a angústia que o desmame da Sertralina pode gerar, especialmente quando os sintomas de ansiedade e medo retornam com intensidade. Sua experiência é muito comum e merece atenção especializada.

    É importante saber que, após 6 anos de uso, seu cérebro se adaptou à Sertralina. A redução da dose, principalmente de 25mg para 12,5mg, pode ter um impacto desproporcionalmente maior do que reduções em doses mais altas. Isso ocorre devido à cinética hiperbólica da ocupação dos receptores de serotonina, onde pequenas reduções em doses baixas causam grandes quedas na proteção farmacológica


    Os sintomas que você descreve – sensibilidade ao medo, estresse no trabalho, ansiedade aumentada – sugerem que você pode estar vivenciando uma recaída da ansiedade, e não apenas uma síndrome de descontinuação. A presença de estressores ambientais significativos (problemas no trabalho) é um forte indicativo de que a ansiedade está retornando, pois o medicamento não está mais oferecendo a proteção necessária

    O Alprazolam 0,5mg alivia a crise no momento, mas ele atua como um 'bombeiro' que apaga o fogo, sem resolver a causa do incêndio. O uso frequente de benzodiazepínicos pode mascarar o problema real e, a longo prazo, gerar dependência

    Sim, é absolutamente necessário voltar ao seu médico. A Sertralina precisa ser reavaliada e ajustada. As diretrizes clínicas (como as do NICE e CANMAT) recomendam que, em casos de recaída durante o desmame, a dose seja elevada para a última dose estável (ou superior, se necessário) até que haja estabilização clínica e do ambiente. O desmame, quando retomado, deve ser feito de forma extremamente lenta e gradual, por vezes utilizando formulações líquidas para microajustes ao longo de meses, para minimizar o risco de novos sintomas


    Sua saúde e bem-estar são prioridade. Se você busca um acompanhamento cuidadoso, baseado em evidências e um plano de desmame seguro e personalizado para evitar esse sofrimento, estou à disposição para uma teleconsulta. Juntos, podemos encontrar a melhor estratégia para você.


  • Tomo escitaloprám, posso tomar chás de folha de laranja e folha de banana ??

    Tomo escitaloprám, posso tomar chás de folha de laranja e folha de banana ??

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taciana  Arantes

    Olá! Essa é uma excelente pergunta. Muitas pessoas acreditam que, por serem naturais, os chás não interagem com medicamentos, mas a realidade é que as plantas possuem compostos químicos ativos que podem, sim, influenciar o tratamento psiquiátrico.

    No caso do Escitalopram, que é um Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina (ISRS), o cuidado principal é com substâncias que também alteram os níveis de serotonina ou que possuem efeito sedativo potente.

    1. Chá de Folha de Laranja (Citrus aurantium)

    A folha de laranja é muito utilizada na medicina popular por suas propriedades calmantes e sedativas. Estudos indicam que extratos de Citrus aurantium podem interagir com os receptores de serotonina (especificamente o 5-HT1A) e potencializar o efeito de medicamentos antidepressivos . Embora o chá em doses moderadas seja geralmente seguro, o uso excessivo ou concentrado junto com o Escitalopram pode causar sonolência excessiva ou, em casos muito raros, uma estimulação exagerada do sistema serotoninérgico.

    2. Chá de Folha de Banana (Musa spp.)

    As folhas de banana contêm diversos compostos antioxidantes e fitonutrientes. Algumas pesquisas em modelos animais sugerem que extratos de plantas do gênero Musa podem ter efeitos no Sistema Nervoso Central, incluindo atividades que mimetizam efeitos antidepressivos e ansiolíticos. No entanto, ainda faltam estudos clínicos robustos em humanos para confirmar a segurança da interação direta com o Escitalopram.

    Qual a recomendação principal?
    O maior risco do uso de chás 'calmantes' junto com o antidepressivo é o mascaramento de sintomas ou a potencialização de efeitos colaterais, como tontura e lentidão psicomotora. Além disso, se você sente a necessidade de recorrer a chás para se acalmar, isso pode ser um sinal de que sua dose de Escitalopram ou seu plano terapêutico atual precisam de ajuste.

    O acompanhamento médico é indispensável. Somente uma avaliação detalhada pode determinar se esses hábitos naturais estão ajudando ou interferindo na estabilidade do seu tratamento. Se você deseja uma abordagem que integre segurança farmacológica com um cuidado personalizado e atento a esses detalhes do dia a dia, estou à disposição para uma teleconsulta. Vamos garantir que seu tratamento seja o mais eficaz e seguro possível.


  • Foi receitado o Semtri para mim, pela noite, 50mg. Eu sou muito sensível a remédio e medrosa também,

    Foi receitado o Semtri para mim, pela noite, 50mg. Eu sou muito sensível a remédio e medrosa também, estou tomando meio comprimido agora no início e vou comunica-lo na próxima consulta. Tem problema tomar meio? Também tive coceira como efeito colateral

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taciana  Arantes

    Olá! É perfeitamente compreensível sentir receio ao iniciar um novo medicamento, especialmente quando você já se identifica como alguém sensível a remédios. Sua cautela é um sinal de cuidado com sua própria saúde e deve ser valorizada.

    Aqui estão os pontos principais sobre suas dúvidas, baseados em evidências clínicas:

    1. Iniciar com Meio Comprimido (25mg)

    Embora a dose padrão inicial para muitos adultos seja de 50mg, as diretrizes médicas (como as da StatPearls/NIH e da Pfizer/Zoloft) recomendam frequentemente iniciar com 25mg (meio comprimido de 50mg) por pelo menos uma semana, especialmente em pacientes com Transtorno de Pânico ou alta sensibilidade à ansiedade.
    Por que fazer isso? Isso ajuda o seu corpo a se adaptar gradualmente ao aumento da serotonina, minimizando efeitos colaterais iniciais como agitação, náuseas ou dor de cabeça.

    Segurança: O comprimido de Sertralina 50mg costuma ser sulcado (ter aquela marquinha no meio), o que indica que ele foi desenhado para ser partido com segurança, mantendo a dose correta em cada metade

    2. Coceira (Prurido) como Efeito Colateral

    A coceira é um efeito colateral relatado por uma pequena parcela dos pacientes que iniciam ISRS (como a Sertralina). Isso pode ocorrer porque a serotonina também está presente na pele e em células do sistema imunológico.

    O que observar? Se a coceira for leve e não houver manchas vermelhas (rash), inchaço no rosto ou dificuldade para respirar, ela costuma ser transitória e desaparece em poucos dias conforme o corpo se adapta.
    Alerta: Se a coceira vier acompanhada de urticária (placas vermelhas elevadas) ou qualquer sinal de reação alérgica grave, você deve suspender o uso e buscar atendimento médico imediatamente.

    3. Próximos Passos e Orientação

    É excelente que você já tenha planejado comunicar isso ao seu médico na próxima consulta. O ajuste de dose 'para baixo' no início é uma estratégia técnica válida, mas o acompanhamento profissional é o que garante que você chegará à dose terapêutica necessária para o seu bem-estar sem sofrimento desnecessário.

    Se você busca um acompanhamento que respeite seu ritmo, valide suas preocupações e utilize estratégias de titulação lenta para garantir sua segurança e conforto, estou à disposição para uma teleconsulta. Vamos construir juntos um caminho tranquilo para sua recuperação.


  • Desmame de Bupropiona 150mg, tomo a 7 meses. É correto afirmar que o tempo mínimo para desmame é de

    Desmame de Bupropiona 150mg, tomo a 7 meses. É correto afirmar que o tempo mínimo para desmame é de 1 ano e meio para evitar “recaida” dos antigos sintomas ? Como estou muito bem a mais de 3 meses, tenho a sensação de que o remédio me faz tem um pico de ansiedade durante o dia, o qual não condiz com a vida mais tranquila e feliz que estou vivendo .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Taciana  Arantes

    Olá! Sua percepção sobre o tratamento é muito valiosa e demonstra um excelente nível de autopercepção. É comum que, ao atingir a estabilidade, o paciente comece a questionar a necessidade da medicação, especialmente quando percebe efeitos que não condizem com seu estado atual.

    Aqui estão os esclarecimentos baseados nas evidências científicas atuais (CANMAT 2023, APA e NICE):

    1. O Tempo de Manutenção de 1 Ano e Meio é Regra?

    Não exatamente. As diretrizes internacionais sugerem que, para um primeiro episódio de depressão ou ansiedade, a fase de manutenção deve durar entre 6 a 12 meses após a remissão total dos sintomas.
    Se você está bem há 3 meses e toma o remédio há 7 meses, você está entrando na janela recomendada para discutir o desmame com seu médico.

    O prazo de '1 ano e meio' (ou mais) costuma ser indicado para pacientes com múltiplas recaídas anteriores ou quadros crônicos, para garantir a neuroplasticidade e prevenir novos episódios

    2. Picos de Ansiedade com Bupropiona

    A Bupropiona age aumentando a disponibilidade de Dopamina e Noradrenalina. Diferente dos ISRS (como Sertralina ou Escitalopram), ela é uma medicação 'ativadora'

    O Efeito 'Jitteriness': Para alguns pacientes, esse aumento de noradrenalina pode causar uma sensação de inquietação, picos de ansiedade ou 'agitação interna', mesmo que o humor esteja bom.

    Se você sente que sua vida está tranquila, mas o remédio traz uma ansiedade que 'não é sua', isso pode ser um efeito colateral farmacológico puro, indicando que a medicação pode estar sobrando no seu sistema agora que você está estável

    3. Como deve ser o Desmame?

    A Bupropiona 150mg (geralmente em formulação XL ou de liberação lenta) não deve ser partida, pois isso quebra o mecanismo de liberação controlada e aumenta o risco de convulsões

    O desmame seguro após 7 meses geralmente envolve a redução da frequência (tomar dia sim, dia não) por um curto período antes da suspensão total, sempre sob supervisão médica para monitorar a 'síndrome de descontinuação'.
    Você está em um ótimo momento para reavaliar seu tratamento. O fato de estar bem há meses e perceber picos de ansiedade artificiais sugere que o desmame pode, sim, ser considerado. No entanto, o risco de recaída é real se o desmame for feito no momento errado ou de forma abrupta.

    Se você busca um plano de desmame seguro, que respeite sua estabilidade atual e ajude a eliminar esses picos de ansiedade com rigor científico, estou à disposição para uma teleconsulta. Vamos planejar essa transição com segurança para garantir que sua vida continue tranquila e feliz sem a medicação.


Perguntas frequentes

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