Perguntas do paciente (12)
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Que bom que você buscou esse espaço para refletir.
Quero reforçar que o seu progresso nos últimos 6 meses é enorme. Sair de um histórico de bullying e timidez na infância para encarar o atendimento ao público como operadora de caixa exige muita coragem, e a diminuição da ansiedade mostra a sua capacidade de adaptação.
Para responder diretamente às suas dúvidas:
* Sentir desconforto não anula a sua evolução: É natural incomodar-se com comentários que rotulam o seu jeito, mesmo após tanto esforço para superar barreiras.
* O que é "evoluir"? Não significa mudar a sua essência introvertida para se tornar extrovertida, mas sim aprender a respeitar o seu ritmo, expressar-se com autenticidade e não deixar que a opinião alheia defina o seu valor. A sensação de não pertencimento muitas vezes surge ao tentar se encaixar em um padrão que não é o seu.
* Como lidar com os comentários: Responda de forma assertiva e neutra (ex.: "Eu sou mais reservada mesmo, mas estou bem"). Isso estabelece um limite simples sem que você precise se justificar.
* Foque na sua régua interna: Meça sua caminhada olhando para onde você estava há 6 meses, e não pela expectativa dos outros.
A psicoterapia (como a Terapia Cognitivo-Comportamental) pode ser um ótimo suporte para fortalecer a sua autoconfiança e refinar estratégias de comunicação assertiva. Continue respeitando o seu jeito e celebrando as suas conquistas!
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Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico
Estou passando por um momento muito difícil,tenho depressão e pesquisei muito sobre crises de pânico e fobia social,não estou conseguindo sair de casa sozinho mais,e não consigo fazer terapia online já comecei a tomar os medicamentos mais as pesquisas sobre os sintomas agravaram meu caso,está muito difícil pra mim,as pesquisas excessivas acabaram com meu psicológico, preciso sair dessa e voltar a ter uma vida normal,como reverter as ideias negativas lidas nas pesquisas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que esteja enfrentando esse momento delicado, mas parabéns por buscar orientação.
O hábito de pesquisar sintomas na internet gera um ciclo de hipervigilância que alimenta pensamentos catastróficos, agravando a ansiedade, as crises e a dificuldade de sair de casa.
Para reverter esse quadro e retomar sua rotina, foque nestes passos práticos:
* Interrompa as pesquisas na internet: O corte imediato das buscas é essencial. Buscar sintomas serve apenas como combustível para o medo. Quando sentir urgência em pesquisar, redirecione sua atenção para uma atividade prática.
* Entenda que pensamento não é fato: A internet expõe os piores cenários, que não refletem a sua realidade. O medo que você sente é real, mas o perigo lido nas telas é uma distorção.
* Faça exposições graduais (micro-passos): Ficar em casa valida para o cérebro a ideia de que a rua é perigosa. Comece com pequenos movimentos: vá até o portão ou fique dois minutos na calçada e volte. Aumente o trajeto aos poucos.
* Dê tempo à medicação: Medicamentos levam algumas semanas para atingir o efeito ideal. Mantenha o acompanhamento médico para relatar como tem se sentido.
* Adapte o suporte terapêutico: Se a terapia online não funcionou, veja a possibilidade de atendimentos presenciais em domicílio ou peça a ajuda de um familiar para acompanhá-lo no trajeto até o consultório nas primeiras sessões.
Sua vida normal não desapareceu; ela está apenas pausada enquanto você cuida de si. Foque em um pequeno passo de cada vez.
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Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
Dormir com a mão do t-rex significa algum transtorno? Ou algum problema?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Que bom que você trouxe essa dúvida para o espaço.
Dormir com as mãos encolhidas junto ao peito ("mão de T-Rex") não é um transtorno e não indica, por si só, nenhum problema de saúde.
Trata-se de uma postura muito comum de descanso, associada à busca do corpo por conforto, aconchego ou relaxamento muscular durante o sono.
É importante lembrar que um comportamento isolado não fecha diagnóstico na psicologia nem na medicina. Para avaliar qualquer condição, é sempre necessário considerar um conjunto de sinais, sintomas e o impacto disso na sua rotina.
Quando observar?
A postura só exige atenção se causar desconforto físico (como dormência ou dor nos punhos) — caso em que vale consultar um ortopedista — ou se vier acompanhada de ansiedade intensa que afete a qualidade do seu sono.
No geral, fique tranquilo: é apenas uma preferência postural do seu corpo para dormir!
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Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintom
Tenho depressão e toda vez que estou passando por um momento difícil começo a pesquisar sobre sintomas de doenças,dessa vez foi sobre fobia social,já tinha dificuldade de ter interações sociais mais depois que comecei a pesquisar começei a dar crises quando saio de casa,daí me isolei, começei a tomar escitalopram mais ainda não deu resultados,ainda tenho medo de ter crises se eu for sair de casa, pesquisar sintomas atrapalha no meu tratamento?
A terapia pode me ajudar?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Que bom que você buscou orientação sobre esse ciclo.
A resposta direta é: sim, pesquisar sintomas atrapalha bastante o tratamento, e sim, a terapia é essencial para te ajudar a sair desse quadro.
O hábito de buscar diagnósticos e sintomas na internet gera um ciclo de hipervigilância. Ao ler sobre a fobia social e as crises, seu cérebro passou a monitorar o corpo em busca desses próprios sinais, aumentando o medo e gatilhando as crises ao sair de casa. O isolamento, por sua vez, acaba reforçando a ideia de que a rua é perigosa.
Lembre-se de que um comportamento ou sintoma isolado não fecha diagnóstico; na psicologia e na psiquiatria, é necessário avaliar todo um conjunto de sinais, o histórico e o contexto de vida.
Como a terapia e o tratamento vão te ajudar:
* Interrupção da busca compulsiva: Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), você aprenderá a manejar a urgência de pesquisar e a reestruturar os pensamentos catastróficos que surgem ao ler sobre doenças.
* Exposição gradual e segura: O terapeuta te guiará para voltar a sair de casa no seu ritmo, quebrando o ciclo do isolamento sem invalidar seus limites.
* Ação combinada com o medicação: O Escitalopram leva de 2 a 4 semanas para atingir o efeito pleno. A medicação atuará regulando a química cerebral para aliviar os sintomas físicos e o humor, enquanto a terapia ensinará as ferramentas comportamentais para lidar com as crises.
Cessar as buscas na internet é o primeiro grande passo. Com a medicação fazendo efeito e o suporte terapêutico adequado, é plenamente possível retomar sua autonomia e a sua rotina com segurança!
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Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Que bom que você trouxe essa questão, algo tão comum no cenário pós-pandemia.
A perda de foco isolada não fecha diagnóstico (como TDAH); é preciso avaliar um conjunto amplo de sinais e contexto. A pandemia e o uso frequente de redes sociais acostumaram nosso cérebro com estímulos rápidos, fazendo com que a leitura e os estudos, que exigem esforço contínuo, pareçam exaustivos.
Como lidar na prática:
* Dificulte a atração do celular: Deixe o aparelho em outro cômodo ou use bloqueadores durante o estudo.
* Treine o cérebro aos poucos: Volte à leitura com metas pequenas (ex.: 3 a 5 páginas por dia) e aumente gradualmente para reostentar o hábito sem sobrecarregar a mente.
* Use blocos de tempo: Experimente focar por 20 ou 25 minutos e pausar por 5. Saber que a pausa tem hora certa diminui a ansiedade e a urgência de checar notificações.
* Crie horários fixos para as redes: Evite usar o Instagram como "descanso automático" no meio das tarefas.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma excelente aliada para organizar a rotina acadêmica, treinar o controle de impulsos e recuperar o prazer pela leitura de forma gradual e sem autocobrança excessiva!
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A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racion
A 2 meses eu venho tendo lapsos de memória, não consigo me concentrar nas coisas, não consigo racionar direito e tô tendo muita ansiedade, não consigo conversar mais com as pessoas e também não sinto vontade, sinto que as pessoas não me querem por perto e que me odeiam, na escola eu só consigo chorar pelo jeito que eu estou porque tá afetando o meu relacionamento, eu não consigo conversar mais com o meu namorado, sinto que ele vai me deixar a qualquer momento e começo a ter muita ansiedade, e não tô conversando muito com ele mais por causa disso, eu me sinto vazia, não consigo achar graça de memes, entender vídeos, ter opinião própria, eu sinto que só estou vegetando, sinto que me perdi de mim mesma, e coisas que eu sabia antes eu esqueci, não consigo nem fazer contas fáceis de cabeça mais, e só sinto vontade de ficar deitada na minha cama pra sempre, choro o tempo todo, e tô muito sensível também, qualquer coisa que me falam eu choro, e não consigo mais discutir com ninguém, não tenho energia pra isso, só aceito tudo. Quero saber oque eu posso ter, eu posso estar com depressão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Acolho o seu relato com muito carinho e empatia.
A resposta direta para a sua pergunta é: sim, esse conjunto de sinais é muito compatível com um quadro de depressão, frequentemente acompanhado por ansiedade elevada.
Contudo, vale reforçar que sintomas isolados não fecham diagnóstico. Em psicologia e psiquiatria, avaliamos um conjunto amplo de sinais, sua duração e o impacto no cotidiano. O esquecimento, a névoa mental e a insegurança nos relacionamentos não significam que você mudou para sempre ou perdeu sua inteligência; são respostas da sua mente ao esgotamento emocional.
O que fazer a partir de agora:
* Busque ajuda profissional sem adiar: Converse com um adulto de confiança (seus pais ou responsáveis) para agendar uma consulta com um psiquiatra e iniciar a psicoterapia (a Terapia Cognitivo-Comportamental é muito indicada). O tratamento combinado devolverá sua energia, clareza e bem-estar.
* Seja transparente com quem você ama: Quando se sentir pronta, explique ao seu namorado que você está passando por uma questão de saúde mental. Isso ajuda a desfazer mal-entendidos e alivia o peso de tentar disfarçar a dor.
* Respeite seus limites atuais: Não se cobre para render como antes enquanto estiver sem forças. Esse estado é doloroso, mas é temporário e tem tratamento.
Você não precisa carregar tudo isso sozinha. Com o suporte profissional adequado, é plenamente possível recuperar a sua alegria, sua clareza e a sua essência!
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Acolho a sua mensagem com muito carinho e compreensão.
A resposta é sim: isso é completamente normal e muito comum.
Ao passar dias intensos com quem você ama, o cérebro vive um "pico" de bem-estar e oxitocina. O retorno abrupto à rotina gera um forte contraste emocional, resultando na sensação de vazio e na vontade de chorar. Trata-se apenas de uma resposta natural de transição e adaptação do organismo, e não de um problema no relacionamento ou de um transtorno.
Vale lembrar que uma reação emocional isolada não fecha diagnóstico. O fato de você gostar da sua família e ter um relacionamento seguro só confirma que esse sentimento é o reflexo saudável de uma saudade genuína.
Como lidar com essa sensação:
* Acolha a saudade: Não se culpe por sentir tristeza. Esse sentimento é apenas a prova de quão especial e significativo foi o tempo que vocês passaram juntos.
* Crie um ritual de transição e redirecione o foco: Ao chegar em casa, faça algo que te traga prazer e te conecte com a sua própria vida seja um banho relaxante, ver um filme leve, marcar um encontro com amigas para conversar e rir ou se dedicar a um hobby de que você goste. Cultivar momentos prazerosos e uma vida social ativa mesmo longe dele ajuda a reancorar a sua mente na rotina de forma leve.
* Mantenha o contato leve: Troquem mensagens e ligações compartilhando o dia, mantendo a conexão acesa enquanto planejam o próximo encontro.
Essa tristeza costuma passar em um ou dois dias, conforme o corpo se readapta. Fique tranquila: o que você sente é o resultado de um afeto bonito e correspondido!
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Acolho a sua dor com todo o respeito, empatia e carinho. Sinto muito que você tenha passado por experiências tão dolorosas.
A resposta mais importante que você precisa ouvir é: você não é defeituosa. O que você vivencia na intimidade — o medo, o choro, os flashbacks e as crises — não são falhas do seu corpo ou caráter, mas sim respostas automáticas do seu sistema nervoso ao trauma grave, tentando te proteger.
Vale reforçar que reações corporais isoladas não fecham diagnóstico por si sós, pois na psicologia avaliamos todo o contexto e histórico do paciente. Contudo, os seus sintomas apontam para a necessidade de um cuidado especializado e focado em trauma.
Orientações práticas e indicação terapêutica:
* Interrompa o uso de álcool: O álcool desregula o sistema nervoso e atua como gatilho, intensificando os flashbacks e a severidade das crises de pânico.
* Respeite o seu corpo e estabeleça limites: Não se force a ter intimidade por medo de perder a relação. Um parceiro amoroso e seguro vai respeitar o seu ritmo.
* Indicação de Psicoterapia baseada em evidências (Terceira Onda):
Para o seu caso, a Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e a Terapia Focada na Compaixão (CFT) — ambas abordagens de Terceira Onda da Terapia Cognitivo-Comportamental — são as mais indicadas.
* A ACT te ajudará a reordenar a relação com os pensamentos e memórias dolorosas sem ser dominada por eles, reestabelecendo o contato seguro com o presente.
* A CFT é ideal para desconstruir o sentimento de culpa e a ideia de ser "defeituosa", desenvolvendo a autocompaixão e a segurança interna em relação ao próprio corpo.
* Suporte Psiquiátrico: A avaliação com um médico psiquiatra é fundamental para auxiliar no manejo e alívio das crises de pânico por meio de medicação adequada.
Você é uma sobrevivente e merece viver o afeto e a intimidade com segurança. Com o acompanhamento terapêutico correto, é plenamente possível reprocessar essas marcas e recuperar o controle e a paz na sua vida!
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Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sen
Bom... Eu sempre senti a necessidade de me conectar a alguém num nível mais íntimo. Eu lembro de sentir este desejo já nos meus 11/12 anos de idade. Desde então venho tentando lidar com o fato de nunca ter me relacionado com alguém profundamente e isso me deixa bastante triste às vezes. Não quero soar fútil, mas é algo que tem me trazido angústia genuína e não tenho sabido lidar com isso. Estou ficando preocupado pois tenho 25 e, como adulto, eu já deveria ter a resposta pra isso. Sei que tenho que focar em mim mesmo e me amar antes de qualquer coisa, contudo... Eu me sinto vulnerável e gostaria de estar num relacionamento que me proporcipnasse a experiência de partilha de vida. Eu já vivi alguns um tanto quanto superficiais e, em nenhum deles, senti que era a pessoa certa. Eu ainda estou buscando contruir uma carreira, estabilidade, felicidade... Mas será que eu tenho que esperar que minha vida fique estável para enfim procurar alguém? Eu deveria procurar por uma pessoa? Quando serei feliz? Estas coisas passam pela minha cabeça e eu não sei como lidar com todas elas.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Acolho a sua questão com muito carinho e empatia. O seu desejo de conexão profunda é uma das necessidades humanas mais legítimas, e a sua angústia é completamente compreensível.
Não ter vivido um relacionamento profundo aos 25 anos não é um defeito e não indica um atraso de vida. A cobrança de "já dever ter tudo resolvido" é uma pressão social irreal, e um sentimento isolado como o seu não fecha diagnóstico de nada; trata-se de uma questão afetiva e existencial natural.
Pontos principais para sua reflexão:
* Não espere a vida estar 100% estável para amar: Você não precisa ter carreira e finanças perfeitas antes de se relacionar. Compartilhar os altos e baixos da construção da vida faz parte do relacionamento.
* Cuidado com a regra rígida do "se amar primeiro": Trabalhar a própria autoestima é importante, mas isso não anula o seu desejo genuíno de vínculo. O desenvolvimento pessoal e a busca por um amor podem caminhar juntos.
* Procurar sem se desesperar: Você pode sim se abrir para conhecer pessoas, frequentando ambientes alinhados aos seus valores, sem a pressão de achar "a pessoa certa" imediatamente.
* Felicidade é construída no presente: Ela não depende de um marco futuro ou da chegada de alguém, mas de aprender a valorizar sua trajetória hoje.
Indicação de Psicoterapia: terapia cognitiva comportamental
A Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) e a Terapia Focada na Compaixão (CFT) são excelentes caminhos para o seu caso. Elas ajudam a diminuir a autocrítica (o peso do "já deveria saber"), a lidar de forma leve com a ansiedade da espera e a clarear seus valores para construir conexões autênticas.
Sua busca por pertencimento é muito bonita. No seu próprio tempo, é plenamente possível construir relacionamentos profundos e significativos!
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Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
Como eu sei que estou rejeitando o bebê na barriga? Ou somente não aceitei a ideia de ter um bebê ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Acolho a sua dúvida com muito carinho, respeito e sem nenhum julgamento. Essa é uma das dúvidas mais comuns e delicadas durante a gestação, e é muito corajoso da sua parte buscar entender o que está sentindo.
Primeiramente, é fundamental dizer: sentir ambivalência, medo, estranhamento ou dificuldade de se conectar de imediato com a gestação é extremamente frequente e não faz de você uma mãe ruim. O vínculo materno nem sempre nasce no momento em que o teste dá positivo; muitas vezes, ele é construído gradualmente ao longo do tempo.
Vale lembrar também que sentimentos ou pensamentos isolados durante a gravidez não fecham diagnóstico de condições como a depressão na gestação. O corpo e a mente passam por alterações hormonais, emocionais e sociais gigantescas, e é preciso avaliar o contexto completo para entender o que você está vivenciando.
A diferença entre não assimilar a ideia e rejeitar a gestação:
* Não aceitar a ideia (Processo de assimilação): É quando a gestação traz um choque com os seus planos de vida, medos financeiros, receio das mudanças no corpo ou ansiedade em relação ao futuro. O foco da dúvida está na mudança de vida e no papel de ser mãe. É o cérebro tentando processar uma transformação enorme para a qual talvez você não se sentisse pronta.
* Sentimentos de rejeição: Acontecem quando a presença da gravidez gera um sofrimento emocional constante e profundo, acompanhado por um desejo contínuo de distanciamento, apatia intensa ou aversão persistente em relação à gestação. Frequentemente, isso é um sinal de alerta para sobrecarga emocional, ansiedade elevada ou depressão gestacional, e não uma falha de caráter.
O que você pode fazer:
* Retire o peso da culpa: A sociedade vende a ideia de que a gestação precisa ser um momento de felicidade plena o tempo todo, mas a realidade da maternidade envolve dúvidas e medos. Permita-se sentir sem se punir.
* Converse com a sua rede de apoio e seu obstetra: Compartilhar essas sensações com alguém de confiança ou com o médico que acompanha seu pré-natal ajuda a desmistificar esses sentimentos e garante o suporte necessário.
* Busque a Psicoterapia:
Respeite o seu tempo. Você está passando por uma grande transição e merece viver esse momento com amparo, leveza e acolhimento profissional!
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A sensação de que a depressão está "à espreita" após eventos difíceis acontece porque o cérebro, tendo vivido o quadro anteriormente, já possui rotas neurais de estresse e desamparo fortalecidas. Diante de um problema, ele tende a acessar esses caminhos automáticos mais rapidamente.
Vale reforçar que uma reação de tristeza isolada diante de um evento ruim não fecha diagnóstico de recaída. A reativação da vulnerabilidade ocorre por três fatores principais:
* Vulnerabilidade Cognitiva: Facilidade do cérebro em reativar pensamentos automáticos de desesperança.
* Hipersensibilidade ao Estresse: Resposta emocional e hormonal mais rápida a perdas e frustrações.
* Esquiva Comportamental: Tendência ao isolamento e ao abandono de atividades prazerosas, o que reduz os reforços positivos do cotidiano.
Apoio da Psicoterapia:
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) atua de forma preventiva ao ensinar a mapear os primeiros sinais de alerta, manter a ativação comportamental mesmo em dias difíceis e reestruturar os pensamentos automáticos. Assim, torna-se plenamente possível atravessar momentos ruins vivenciando a tristeza natural, sem recair na depressão.
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Estou num programa antitabagismo com 2 sessões em grupo semanais e 1 semanal individualmente, aborda
Estou num programa antitabagismo com 2 sessões em grupo semanais e 1 semanal individualmente, abordagem TCC. Já faço terapia há um ano com abordagem acepista. Existe a possibilidade de 2 abordagens diferentes me causarem confusão, já que questões gerais também serão abordadas na TCC? Devo interromper por ora a acepista? Obrigada.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii, compreendo seu desejo de utilizar todos os recursos possíveis para se livrar do tabaco. Mas avalie qual o processo mais apropriado para o momento que você está vivenciando. Da mesma forma que não é indicado fazer psicoterapia com dois profissionais diferentes eu não indicaria que você continuasse com os dois profissionais.
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Perguntas frequentes
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Tenho sentido dor no peito há mais de um mês, muitas vezes se intensifica como uma espécie de queima
Sim, marque clínico geral ou médico de família nos próximos dias, pois já…