Perguntas do paciente (45)
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Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando
Sinto que depois que minha esposa engravidou eu comecei a ficar mais tempo preso ao celular rolando feed, depois de um tempo comecei a buscar tbm uma necessidade em pornografia que acabou se tornando uma compulsão, olhava no trabalho ou sempre que ela não estava por perto, qual a melhor ajuda profissional a se buscar e geralmente como é o tratamento?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É extremamente compreensível que a transição para a paternidade traga um turbilhão invisível de cobranças, ansiedade e medo de falhar, o que muitas vezes faz com que o nosso cérebro busque um refúgio rápido e silencioso nas telas e na pornografia como uma forma automática de tentar aliviar todo esse estresse acumulado. Na nossa mente, esse comportamento repetitivo acaba funcionando como uma anestesia imediata para as pressões do dia a dia, mas que rapidamente se transforma em um ciclo de impulsividade que gera muita culpa, angústia e isolamento. Para romper com essa dinâmica de forma segura, a melhor alternativa é buscar um psicólogo especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental. O tratamento é estruturado como uma parceria acolhedora e totalmente livre de julgamentos, onde vocês vão entender o que dispara essa necessidade no seu cérebro, construir estratégias práticas e barreiras no dia a dia para quebrar o hábito automático de acessar esses conteúdos e desenvolver maneiras muito mais saudáveis de lidar com as suas emoções, permitindo que você recupere o controle da sua rotina e se prepare de peito aberto e cabeça tranquila para a chegada do seu filho.
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Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no t
Meu namorado diz que não é viciado em pornografia,mas recentemente descobri que ele assisti até no trabalho ou simplesmente se eu ficar fora de casa 2,3 h, isso me deixou um pouco triste e confusa, seria uma compulsão ou é coisa da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É muito importante que você saiba, antes de qualquer coisa, que isso absolutamente não é "coisa da sua cabeça" e que sua tristeza e confusão são sentimentos completamente legítimos diante de uma quebra de expectativa e de intimidade na relação. Quando uma pessoa sente a necessidade de recorrer à pornografia em locais inadequados, como no ambiente de trabalho, ou aproveita qualquer intervalo curto de duas ou três horas em que fica sozinha para fazer isso, estamos falando de um comportamento que vai muito além do desejo sexual comum e se assemelha a um hábito automático e impulsivo. O nosso cérebro é extremamente rápido em mapear caminhos fáceis para aliviar o desconforto, e a pornografia acaba sendo usada como uma fuga rápida para anestesiar o estresse, a ansiedade, o tédio ou o cansaço através de uma descarga imediata de bem-estar. Muitas vezes, quem está preso nesse ciclo nega o problema por vergonha ou por não conseguir enxergar que perdeu o controle sobre esse comportamento, o que torna fundamental que você entenda que essa atitude diz respeito à forma como a mente dele aprendeu a lidar com as próprias emoções e tensões, e não sobre a sua atratividade ou o valor que você tem para ele. Buscar a ajuda de um psicólogo especialista pode ser o caminho ideal para que ele compreenda o que está por trás dessa necessidade e para que vocês consigam, juntos, restabelecer a transparência e a segurança no relacionamento.
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Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar
Boatarde gostaria de tirar uma dúvida sobre o processo terapêutico. Sinto muita dificuldade em lidar com a ansiedade e angústia nos dias em que não tenho sessão. Queria saber se é uma prática comum na psicologia os profissionais entregarem algum tipo de material físico para o paciente levar para casa, como cartões com mensagens de apoio, blocos de exercícios rápidos ou lembretes para momentos difíceis? E isso realmente ajuda na eficácia do tratamento durante a semana?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Boa tarde! É extremamente comum, esperado e, na verdade, uma das bases mais fortes da Terapia Cognitivo-Comportamental que o paciente leve materiais para casa, como cartões de enfrentamento, diários de emoções, blocos de exercícios rápidos ou lembretes escritos. Na nossa abordagem, entendemos que a terapia não acontece apenas durante os cinquenta minutos de sessão, mas principalmente no intervalo entre elas, e esses recursos físicos funcionam como uma extensão do consultório e um verdadeiro porto seguro para os momentos em que a ansiedade e a angústia apertam no meio da semana. Quando você está sob forte estresse ou crise, a área do seu cérebro responsável pela lógica e pelo autocontrole fica temporariamente sobrecarregada, tornando muito difícil lembrar-se de cabeça das técnicas de respiração ou dos pensamentos realistas que conversamos na sessão. Ter em mãos algo concreto, como um cartão com uma frase de apoio escrita ou um pequeno diário para organizar os pensamentos, oferece uma resposta imediata e palpável que ajuda a reorganizar as emoções, devolve a sensação de controle e aumenta imensamente a eficácia do tratamento, transformando você no agente ativo da sua própria melhora no dia a dia.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É perfeitamente compreensível que seu coração esteja apertado e tomado pela ansiedade nesse momento, pois dar um passo em direção à construção do seu próprio lar ao mesmo tempo em que se deixa uma mãe de 75 anos morando sozinha mexe com nossos afetos mais profundos e desperta uma culpa imensa. Do ponto de vista do nosso cérebro, essa separação física é interpretada quase como um sinal de perigo ou de abandono real, disparando um alerta de hipervigilância constante que faz você se sentir o único responsável pela segurança e pelo bem-estar dela o tempo todo. Para acalmar essa ansiedade e trazer paz para o seu coração e para o dela, o segredo é ajudar a mente de vocês a se adaptar a essa transição por meio de uma rotina de presença estruturada, combinando dias e horários para ligações, almoços ou visitas, o que diminui drasticamente a angústia da incerteza, além de montar uma rede de apoio prática. Mudar de endereço não significa romper o cuidado ou o afeto, mas sim reorganizar o amor em um formato diferente, e trabalhar esses sentimentos na psicoterapia pode te ajudar muito a acolher essa dor, aliviar o peso da culpa e viver essa nova e bonita etapa da sua vida com mais leveza.
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Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia
Perdi minha cachorra em janeiro e ainda não consigo aceitar,me conformar. Fico pensando que poderia ter feito mais,cuidado mais e em como poderia ter evitado que ela partisse. Imaginava ela velhinha ao meu lado e ela se foi aos 9 anos. Até mesmo ver as pessoas com seus cachorrinhos na rua,nas redes sociais,tem me causado dor. Sempre penso que era pra eu ainda estar também com a minha.💔
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É completamente compreensível que você esteja sentindo essa dor tão profunda, o luto por um animal de estimação é real, legítimo e machuca demais. Esse sentimento de culpa e o nó no peito de que "poderia ter feito mais" são reações muito comuns quando perdemos alguém que amamos antes do tempo que imaginávamos.
Na terapia, a gente vê que o cérebro tenta achar explicações e culpas para tentar controlar o incontrolável, mas a verdade é que 9 anos é uma vida cheia de amor, e você deu o seu melhor com as informações que tinha na época. Ver outros cachorros na rua dói porque funciona como um gatilho que lembra a falta dela, e tudo bem você evitar conteúdos relacionados nas redes sociais um pouco agora para se poupar.
Não se cobre para "superar" correndo. Se essa dor continuar paralisante e muito difícil de carregar sozinha, buscar o suporte da psicoterapia ajuda muito a acolher essa saudade, organizar esses pensamentos de culpa e transformar essa perda tão dolorosa em uma lembrança mais leve e cheia de carinho. Você não está sozinha nessa.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Com certeza, o término de um relacionamento é um processo de luto real. A dor vem da quebra da rotina e da perda dos planos que vocês tinham para o futuro, o que faz o cérebro reagir como se estivesse vivendo uma rejeição ou um perigo físico. Para superar essa fase, o primeiro passo é parar de lutar contra o que sente; chorar, sentir saudades e ficar triste faz parte do processo de reorganizar a sua mente. O caminho não é tentar esquecer o ex correndo, mas sim focar em recuperar a sua própria identidade, criando uma nova rotina e resgatando hobbies ou amizades que ficaram de lado. Se o processo estiver doloroso demais ou se você sentir que travou na dor, o suporte da psicoterapia ajuda muito a digerir esse encerramento, permitindo que você feche esse ciclo com acolhimento e consiga olhar para o futuro com mais leveza.
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Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes)
Eu já tive umas conversas com o irmão do meu namorado antes de conhecer meu namorado (2 anos antes) e eu descobri ontem com um ano juntos q eles são irmãos, e meu namorado pediu um tempo. Estou com medo de terminarmos, eu me sinto muito culpada. E ele é o único apoio que tenho (eu tenho autismo e depressão) e sem ele sinto que tudo vai desmoronar
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É completamente compreensível que você esteja sentindo esse medo avassalador e essa culpa no peito. Duas pessoas não têm como adivinhar o futuro, e o fato de você ter conversado com alguém dois anos antes de sequer conhecer o seu namorado é apenas uma coincidência da vida, não uma traição ou uma quebra de confiança da sua parte. O pedido de tempo do seu namorado reflete o susto e a necessidade dele de processar essa informação no contexto familiar dele, mas isso não significa que o relacionamento de vocês acabou ou que o que vocês construíram em um ano perdeu o valor. No entanto, o peso de sentir que a sua estabilidade emocional depende exclusivamente dele é um fardo muito grande para você carregar sozinha neste momento, especialmente convivendo com o autismo e a depressão, que tornam a quebra de rotina e a incerteza muito mais dolorosas e paralisantes. Diante desse turbilhão de sentimentos, o passo mais seguro agora é acolher a sua própria ansiedade sem se punir, respeitar esse breve espaço que ele pediu e, acima de tudo, buscar fortalecer a sua rede de apoio com o suporte profissional da psicologia e da psiquiatria. No consultório, nós trabalhamos justamente para estruturar a sua autonomia e criar estratégias de regulação emocional, garantindo que você descubra suas próprias forças para que o seu bem-estar e a sua segurança nunca fiquem nas mãos de uma única pessoa.
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na psicologia e na neuropsicologia, preferimos olhar para a cura não como o apagamento mágico do passado, mas como uma recuperação profunda da sua autonomia e da sua qualidade de vida. Sim, é perfeitamente possível ver os sintomas entrarem em remissão e viver com estabilidade, paz e segurança. O que ocorre é que o cérebro de quem passou por traumas repetidos aprendeu a funcionar em modo de sobrevivência e alerta máximo, e o tratamento especializado atua justamente ajudando o sistema nervoso a se reorganizar. Isso significa que os sintomas não ficam simplesmente sumindo e voltando em um ciclo eterno de desespero, com a terapia a intensidade e a frequência dessas crises diminuem drasticamente. Se em algum momento futuro da vida, diante de um grande estresse, um gatilho for acionado e algum desconforto reaparecer, isso não significa que você voltou à estaca zero ou que o tratamento falhou, mas apenas que o seu corpo deu um sinal de alerta, com a enorme diferença de que agora você terá recursos e ferramentas práticas para se acolher e se autorregular rapidamente.
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Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, cons
Tenho pavor de interagir com as pessoas. Na infância, eu era bastante tímida, mas, mesmo assim, conseguia conversar, interagir e brincar com as outras crianças. No entanto, na adolescência, essa timidez evoluiu para um medo enorme de interações sociais, e a situação só piorou. Sempre que alguém fala comigo, fico super nervosa, meu coração acelera e sinto vontade de chorar. Acabo gaguejando e não consigo manter contato visual com ninguém porque, ao olhar nos olhos das pessoas, fico nervosa. Quando interajo com os outros por muito tempo, meu medo só aumenta e, após essas interações, me sinto tão mal que choro descontroladamente, me sentindo um lixo. Só de imaginar que preciso me expor ao público, já começo a ter um ataque de ansiedade. Não consigo nem mesmo dar um bom dia a alguém. Para falar qualquer coisa, preciso fazer um esforço enorme. Isso atrapalha muito a minha vida, principalmente na vida profissional. No meu último emprego, infelizmente precisei lidar com o público e foi horrível. Eu tinha que me esforçar muito para não surtar na frente de todo mundo e, quando o expediente acabava, chorava muito, tremia... saía de lá exausta emocionalmente. Queria procurar ajuda, mas tenho medo de que não levem a sério o que sinto e que eu acabe só perdendo tempo e a minha pouca dignidade. Eu sei que não sou a pessoa mais legal e carismática do mundo, mas só queria ser minimamente normal e não ter um ataque toda vez que preciso falar com alguém. Não aguento mais isso. Queria nunca mais ter que falar com ninguém na vida. Queria saber como faço pra me livrar disso, a o especialista de qual área eu preciso recorrer...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito por você estar passando por esse sofrimento tão desgastante, mas quero te garantir que o que você sente é real, legítimo e será levado muito a sério por profissionais preparados. Esse pavor, o coração acelerado, o choro e a exaustão extrema depois de interagir estão muito mais próximos de serem sintomas clássicos de Fobia Social, e não uma falha de personalidade ou falta de carisma da sua parte. Na adolescência, o cérebro passa por muitas mudanças e, para algumas pessoas, a timidez infelizmente evolui para esse medo paralisante de julgamento, onde o corpo reage a interações sociais como se estivesse diante de um perigo real de morte. O esforço que você fazia no trabalho para não surtar era um sofrimento gigante e é compreensível que você queira se isolar para não sentir mais essa dor.
Para se livrar disso e recuperar a sua qualidade de vida, os profissionais recomendados são o psicólogo especialista em Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e o psiquiatra. Na TCC, nós fazemos um trabalho muito cuidadoso e no seu ritmo, sem julgamentos, para te ensinar a acalmar as reações físicas do corpo e enfrentar esses medos de forma bem gradual, sem que você precise se desesperar. Não desista de você; existe tratamento, você não vai perder a sua dignidade no consultório e é perfeitamente possível conseguir ter boas e leves relações sociais.
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Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico a
Boa tarde. Para terapia hormonal com pessoas trans maiores de idade é necessário laudo psicológico assinado? Existe tempo mínimo de acompanhamento psicológico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para dar início à terapia hormonal em pessoas trans maiores de idade, a legislação médica no Brasil exige, sim, uma avaliação diagnóstica e um parecer favorável emitido por um profissional de saúde mental, que pode ser o psicólogo ou o psiquiatra. Quanto ao tempo de acompanhamento, as normas atuais estipulam que o paciente passe por uma avaliação médica e psicossocial contínua por um período mínimo de um ano antes de efetivamente iniciar a terapia hormonal cruzada. No consultório, a nossa atuação em psicologia não foca em criar barreiras ou atuar como um tribunal burocrático, mas sim em construir um espaço seguro de acolhimento para mapear as demandas emocionais, fortalecer a rede de apoio do indivíduo e preparar a mente para essa transição com o máximo de autonomia e leveza possíveis.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Reconhecer que esse padrão está te atrapalhando já é um passo gigante para a mudança. Essa necessidade de estar sempre certo e de se defender o tempo todo costuma ser uma armadilha da nossa mente chamada rigidez cognitiva, que muitas vezes funciona como um escudo para proteger o nosso ego ou mascarar inseguranças profundas de parecer incapaz ou vulnerável. No consultório, com a Terapia Cognitivo-Comportamental e a avaliação neuropsicológica, nós investigamos a raiz dessa teimosia e trabalhamos o treino de flexibilidade mental e assertividade, ajudando você a entender que mudar de opinião não é um sinal de fraqueza, mas sim de inteligência emocional, o que vai te ajudar a proteger a sua carreira e a construir relações profissionais e pessoais muito mais saudáveis e leves.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando um casal chega a esse nível de desgaste, a reconstrução é um processo bem difícil, mas que pode acontecer se os dois estiverem realmente decididos a mudar. O respeito não volta sozinho, o primeiro passo é um combinado claro de trabalhar com os principais comportamentos que motivam as brigas e os insultos. No consultório, o trabalho consiste em ajudar o casal a entender o que gerou essa lavagem de roupa suja infinita e ensinar os dois a conversarem sem agressividade. É preciso paciência para limpar as mágoas do passado e construir novas regras de convivência, transformando a relação em um ambiente seguro de novo.
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Qual a importância do exame do estado mental na perícia psiquiátrica?
Qual a importância do exame do estado mental na perícia psiquiátrica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na perícia, o exame do estado mental é a ferramenta mais valiosa que temos porque ele avalia funções como memória, atenção, raciocínio e afeto no exato momento da avaliação. Enquanto relatórios e exames antigos contam a história do passado, é esse exame que permite ao perito constatar a realidade atual dos sintomas e o impacto real deles na capacidade de discernimento, de trabalho ou de autonomia da pessoa.
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Como a avaliação neuropsicológica pode integrar dados executivos e emocionais para o diagnóstico dif
Como a avaliação neuropsicológica pode integrar dados executivos e emocionais para o diagnóstico diferencial entre Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Embora o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) e o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pareçam muito diferentes à primeira vista, ambos compartilham um ponto central que confunde muita gente: uma dificuldade imensa em lidar com a rigidez de pensamentos e a intensidade dos sentimentos. A avaliação neuropsicológica funciona como uma lente de aumento que olha para além dos comportamentos visíveis. Ela investiga as funções executivas (que comandam nossa atenção, planejamento e flexibilidade mental) e evidencia, por exemplo, que no TOC existe uma tendência a ficar "preso" a detalhes e regras por um excesso de controle. Já no TPB, a oscilação emocional intensa costuma sobrecarregar essas mesmas funções executivas, fazendo com que a pessoa tome decisões por impulso na tentativa de aliviar uma dor imediata.
O grande benefício dessa avaliação em consultório é cruzar esses dados neuropsicológicos com a forma como o paciente reage emocionalmente, desatando o nó do diagnóstico diferencial. Em vez de rotular a pessoa, o psicólogo consegue entender se aquele comportamento repetitivo nasce de uma obsessão clássica do TOC ou se é uma estratégia desesperada de regulação emocional típica do TPB. Assim, para o paciente e sua família, esse diagnóstico preciso traz um alívio profundo, pois interrompe anos de tratamentos ineficazes.
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“De que maneira intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ser aplicadas no treina
“De que maneira intervenções da Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) podem ser aplicadas no treinamento de habilidades sociais e na promoção da melhora do funcionamento interpessoal em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quem convive com indivíduos que tem Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) sabe o quanto as relações interpessoais podem parecer uma montanha-russa, onde o medo do abandono e as emoções intensas muitas vezes geram conflitos dolorosos. No consultório, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) atua como um porto seguro e prático, oferecendo um treinamento de habilidades sociais que funciona como um ensaio para a vida real. Em vez de apenas falar sobre os problemas, nós ajudamos o paciente a identificar quais pensamentos automáticos disparam essas reações intensas. A partir daí, praticamos técnicas muito concretas, como aprender a dizer "não" sem culpa, expressar necessidades de forma clara, estabelecer limites saudáveis e interpretar a atitude dos outros sem o filtro do medo ou da rejeição.
A grande transformação desse processo é que ele devolve ao paciente o protagonismo sobre suas próprias relações. Ao treinar a regulação emocional e a comunicação assertiva dentro da terapia, a pessoa ganha ferramentas para romper ciclos antigos de comportamentos disfuncionais. O paciente descobre que é possível sentir de maneira intensa e, ainda assim, agir com calma e segurança, melhorando suas relações interpessoais.
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Como as estereotipias em mulheres autistas podem ser diferentes?
Como as estereotipias em mulheres autistas podem ser diferentes?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Devido a uma forte pressão social para se ajustarem desde a infância, muitas mulheres desenvolvem o que chamamos de masking (uma máscara social). Por isso, em vez de movimentos amplos e visíveis, as estereotipias femininas tendem a ser canalizadas para ações socialmente aceitas ou facilmente ignoradas. É o caso de mexer constantemente em anéis, enrolar o cabelo nos dedos, roer as unhas, balançar discretamente os pés ou até mesmo focar em movimentos internos, como tensionar e relaxar músculos ou repetir frases mentalmente para aliviar a sobrecarga sensorial ou emocional.
Essa diferença sutil na apresentação das estereotipias é um dos grandes motivos pelos quais tantas mulheres autistas passam a vida inteira sem o diagnóstico correto, sendo frequentemente confundidas com pessoas apenas "ansiosas", "inquietas" ou "perfeccionistas". Entender essas manifestações a partir da neuropsicologia é fundamental para que a mulher pare de se cobrar por um padrão de comportamento que a esgota e comece a acolher suas necessidades regulatórias. No espaço seguro da terapia, o objetivo não é eliminar isso, mas sim ajudar a paciente a identificar quando o seu corpo está pedindo socorro e validar essas estratégias como ferramentas legítimas de bem-estar e equilíbrio emocional na sua rotina.
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Quais são os desafios enfrentados por mulheres autistas na vida adulta?
Quais são os desafios enfrentados por mulheres autistas na vida adulta?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muitas mulheres autistas chegam à vida adulta carregando um cansaço extremo sem entender o porquê, resultado de anos mascarando suas dificuldades para se ajustarem às expectativas sociais. O maior desafio nessa fase costuma ser a exaustão provocada por essa camuflagem constante, que cobra um preço altíssimo na saúde mental, manifestando-se frequentemente como crises de ansiedade, depressão e o temido burnout autista (um esgotamento físico e mental profundo). Além disso, a transição para a vida adulta traz demandas complexas de autonomia, como gerenciar prazos, manter a organização da casa e lidar com ambientes de trabalho sensorialmente agressivos (luzes fortes, barulhos, conversas paralelas), o que sobrecarrega as funções executivas do cérebro.
No campo das relações, os desafios também são profundos, pois as interações sociais na idade adulta exigem uma leitura muito refinada de entrelinhas, regras corporativas implícitas e dinâmicas afetivas complexas. Sem o suporte adequado, muitas mulheres se sentem permanentemente incompreendidas ou inadequadas em seus casamentos, amizades e empregos. A avaliação neuropsicológica na vida adulta surge como um divisor de águas nesse cenário, ajudando a traduzir o funcionamento dessa mulher. O processo terapêutico trabalha essa trajetória, ajudando a paciente a redesenhar sua rotina respeitando seus limites sensoriais, a desenvolver estratégias práticas de comunicação e, acima de tudo, a construir uma identidade livre de culpa e cheia de autoaceitação.
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Por que alguns autistas 'não têm filtro' ao falar?
Por que alguns autistas 'não têm filtro' ao falar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa franqueza tão característica, que muitas vezes é interpretada como "falta de filtro" ou até grosseria, na verdade não tem nada a ver com maldade, mas sim com a forma como o cérebro autista processa as informações e as interações sociais. Sob a ótica da neuropsicologia, os autistas tendem a focar na lógica literal dos fatos e na comunicação direta, o que significa que eles comunicam a realidade exatamente como a percebem, sem passar pelas camadas de regras sociais implícitas, mentiras sociais ou "indiretas" que as pessoas neurotípicas usam para suavizar a fala. Além disso, dificuldades nas funções executivas (especificamente no controle inibitório, que é a capacidade de frear um pensamento antes que ele vire palavra) fazem com que a resposta honesta saia de forma imediata.
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Existe tratamento para o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Existe tratamento para o ciúme no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, existe tratamento e ele é altamente eficaz quando focamos na raiz do problema: o medo profundo do abandono e a dificuldade de regulação emocional que acompanham o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB). Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), trabalhamos o ciúme não como um defeito, mas como um sinal de alerta de uma mente que está operando em modo de ameaça constante, distorcendo pequenos sinais do dia a dia como "provas" de uma rejeição iminente. O processo terapêutico ajuda o paciente a desenvolver o controle inibitório e a flexibilidade mental, ensinando-o a checar os fatos antes de reagir impulsivamente, a tolerar o mal-estar sem explodir ou implodir, e a se comunicar de forma assertiva. Com o suporte adequado, a pessoa aprende a acalmar suas próprias tempestades internas e descobre que é perfeitamente possível romper o ciclo de desconfiança, construindo relacionamentos baseados na segurança, no respeito mútuo e na verdadeira paz.
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O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar algo parecido com hiperfoco?
O Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar algo parecido com hiperfoco?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) pode causar um estado de fixação e hiperfocalização mental muito intenso, mas que funciona de uma forma bem diferente do "hiperfoco" prazeroso do autismo ou do TDAH. No TOC, o que acontece é uma fixação rígida disparada por uma obsessão, um pensamento intrusivo e angustiante que invade a mente (como o medo de contaminação ou de cometer um erro) , fazendo com que as funções executivas do cérebro fiquem completamente bloqueadas e focadas em resolver aquele desconforto através de rituais ou checagens mentais exaustivas. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na Neuropsicologia, compreendemos que essa focalização extrema não traz satisfação, mas sim um sofrimento paralisante decorrente da falta de flexibilidade cognitiva. O tratamento ajuda o paciente a quebrar esse ciclo de hiperatenção à ameaça, ensinando o cérebro a desengajar desses pensamentos ansiosos para que ele possa recuperar a leveza, o controle da própria rotina e a paz mental.
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Perguntas frequentes
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Bom dia! Tenho 30 anos e percebo há um tempo que minha questão hormonal afeta demais meu emocional.
Sim, existem outras opções. Alterações importantes de humor relacionadas…