Perguntas do paciente (10)

  • Há uma coisa comigo que não entendo, espero que você possam me explicar. Eu tenho ansiedade e depre

    Há uma coisa comigo que não entendo, espero que você possam me explicar.
    Eu tenho ansiedade e depressão, e às vezes, gosto de me isolar e ficar em casa. Sou até antissocial, tenho falta de energia e preguiça para sair de casa, mas para o meu trabalho que é de porteiro, isso não acontece. Sinto que gosto de vir trabalhar, gosto mais de vir trabalhar do que ficar em casa. Por que isso acontece?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    É comum que pessoas com ansiedade e depressão relatem se sentir melhor no ambiente de trabalho do que em casa. Isso pode acontecer porque o trabalho oferece uma rotina estruturada, um sentimento de utilidade e oportunidades de distração, reduzindo o foco em pensamentos negativos. Além disso, as interações sociais no ambiente profissional tendem a ser mais previsíveis e menos exigentes emocionalmente, o que pode ser mais confortável para quem se sente antissocial ou sem energia em outros contextos. Já em casa, a falta de estrutura e o excesso de tempo livre podem intensificar sentimentos de isolamento e apatia. De toda forma, é importante ressaltar que essa explicação não substitui uma avaliação individualizada com um especialista em saúde mental, que poderá compreender melhor seu caso e indicar o tratamento mais adequado.


  • Meu filho de 6 anos é muito emotivo e sensível. Mas sempre foi desinibido. Desde o ultimo ano notei

    Meu filho de 6 anos é muito emotivo e sensível. Mas sempre foi desinibido. Desde o ultimo ano notei que ele fica com vergonha e timido em certas ocasioes. Nas apresentações da escola , sempre foi destaque. Mas hj fica nervoso, chora e nao consegue apresentar. Nos ensaios com a turma corre tudo bem , mas quando chega o dia da apresentação, nao consegue lidar. Percebo que ele luta para conseguir. Mas nao consegue e se frustra. É hr de procurar ajuda ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    Olá! É natural que, ao longo do desenvolvimento, algumas crianças passem a demonstrar mais sensibilidade e insegurança em situações sociais, especialmente quando percebem maior expectativa ou pressão. No entanto, quando a timidez e o nervosismo causam sofrimento, frustração e impedem a participação em atividades importantes, como apresentações escolares, pode ser um sinal de que a criança está enfrentando dificuldades emocionais que merecem atenção.

    Buscar ajuda profissional é, sim, uma boa iniciativa. A avaliação neuropsicológica pode contribuir para compreender melhor os aspectos emocionais, comportamentais e cognitivos envolvidos, além de orientar intervenções que ajudem seu filho a desenvolver estratégias mais saudáveis para lidar com essas situações. Fico à disposição!


  • Uma pessoa com ansiedade tem risco maior de sofrer de outros transtornos psiquiátricos?

    Uma pessoa com ansiedade tem risco maior de sofrer de outros transtornos psiquiátricos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    Sim! Pessoas com ansiedade têm, de fato, um risco aumentado para o desenvolvimento de outros transtornos psiquiátricos, como depressão, transtornos relacionados ao uso de substâncias, transtornos alimentares e até quadros de estresse pós-traumático. A presença de sintomas ansiosos pode influenciar negativamente o funcionamento emocional e cognitivo, favorecendo essas comorbidades.
    Em casos de sofrimento persistente, a avaliação neuropsicológica pode ajudar a identificar fatores associados e orientar intervenções mais eficazes. Fico à disposição!


  • O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é c

    O que exatamente caracteriza o funcionamento intelectual limítrofe (QI limítrofe)? Essa condição é comum em quais transtornos do neurodesenvolvimento ou mentais? É possível que o QI limítrofe ocorra em pessoas com TDAH, autismo ou transtorno bipolar? Também pode estar presente em casos onde há comorbidade entre TDAH e TEA? Além disso, pessoas com inteligência limítrofe podem apresentar dificuldades comportamentais semelhantes às da deficiência intelectual, como infantilidade, imaturidade emocional, problemas sociais, dificuldades com autonomia e memória? Em que medida essas dificuldades interferem no desenvolvimento, aprendizagem e na adaptação social da pessoa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    Olá! O funcionamento intelectual limítrofe se caracteriza por um QI entre 70 e 85, podendo ocorrer em quadros como TDAH, TEA, transtorno bipolar ou suas comorbidades. Pode envolver dificuldades emocionais, sociais, de autonomia e aprendizagem, impactando o desenvolvimento e a adaptação. A avaliação neuropsicológica é recomendada para um entendimento mais preciso e direcionamento adequado. Fico à disposição!


  • Faz 13 anos que perdi meu avô. Na época, eu tinha apenas 12 anos. Desde então, minha vida mudou prof

    Faz 13 anos que perdi meu avô. Na época, eu tinha apenas 12 anos. Desde então, minha vida mudou profundamente. A dor da perda desencadeou em mim uma série de questões emocionais com as quais luto até hoje. Desenvolvi fobia social, depressão e transtornos de ansiedade. E mesmo antes da morte dele, eu já lidava com outras questões como: compulsão alimentar, automutilação e bulimia.
    Hoje, aos 24 anos, continuo tentando lidar com essas feridas. Uma das coisas mais dolorosas é pensar na possibilidade de perder meus pais. Só de imaginar essa ideia, meu coração dispara. Às vezes entro em pânico, choro, fico completamente abalada.
    Essa é uma questão tão profunda que parece ter causado um tipo de apagão na minha mente. Desde que meu avô faleceu, é como se certas memórias tivessem se apagado — eu não consigo lembrar a data de aniversário dos meus pais, da minha irmã... Eu evito até saber a idade deles. Não porque eu não me importe, mas porque isso me machuca, me traz à tona a realidade do tempo passando.
    Atualmente faço uso de Sertralina de 100mg, e para tentar me ajudar a lidar com esse assunto, recorro para alguns livros que tratem sobre isso. Atualmente estou lendo " Tudo bem não estar tudo bem", mas já li dois livrinhos infantis, como " Pode chorar coração, mas fique inteiro" e " O que eu faço com esse buraco ?". Para de alguma forma tentar acalentar meu coração e minha mente.
    Mas tem vezes que não sei mais o que fazer.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    Olá! O seu relato é muito importante e revela um sofrimento emocional significativo, com impacto em diversas áreas da sua vida. Sabemos, com base nas evidências científicas, que perdas significativas na infância podem contribuir para o desenvolvimento de quadros como ansiedade, depressão, fobia social e dificuldades de regulação emocional, especialmente quando associadas a vulnerabilidades pré-existentes.

    Além do tratamento medicamentoso, que é fundamental, a psicoterapia baseada em evidências — como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) — pode auxiliar no manejo do luto, na identificação e modificação de padrões disfuncionais e na promoção de habilidades para lidar com emoções difíceis.

    Também recomendo a realização de uma avaliação neuropsicológica, que pode oferecer informações detalhadas sobre o funcionamento cognitivo e emocional, subsidiando intervenções ainda mais eficazes. Fico à disposição!


  • Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?

    Quais são as Diferenças entre as depressões típica e atípica ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    A depressão típica, conforme descrito no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), caracteriza-se por humor deprimido, anedonia (perda de interesse ou prazer), insônia e redução do apetite. Já a depressão atípica, conceituada por estudiosos como Thase (2007) e evidenciada em diversas pesquisas clínicas, apresenta padrões distintos: humor reativo (capacidade de melhorar diante de estímulos positivos), hipersonia, aumento do apetite e sensibilidade interpessoal exacerbada. Esses subtipos são importantes para a formulação diagnóstica e planejamento terapêutico, mas sua identificação precisa requer avaliação clínica especializada.


  • Quais são as possíveis complicações do transtorno de personalidade histriônica?

    Quais são as possíveis complicações do transtorno de personalidade histriônica?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    O transtorno de personalidade histriônica (TPH) pode trazer diversas complicações, especialmente quando não há um acompanhamento terapêutico adequado. Caracterizado por um padrão persistente de busca excessiva por atenção, emoções intensas e comportamentos dramáticos, esse transtorno pode impactar significativamente as relações interpessoais e a estabilidade emocional.


  • Uma pessoa reservada pode ter ansiedade ou ansiedade social?

    Uma pessoa reservada pode ter ansiedade ou ansiedade social?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    Sim, uma pessoa reservada pode ter ansiedade ou transtorno de ansiedade social, mas ser reservado não significa necessariamente ter um transtorno. A ansiedade social envolve um medo intenso de ser julgado negativamente, o que leva à evitação de situações sociais e causa sofrimento. Na neuropsicologia, esse padrão está ligado à dificuldade de regulação emocional e percepção social. Já a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) trabalha com os pensamentos distorcidos que alimentam esse medo, ajudando a pessoa a enfrentar essas situações com mais segurança.
    Se o comportamento reservado causa sofrimento ou prejuízo, é importante buscar ajuda especializada.


  • Como saber se tenho bordeline ? É só uma dúvida mesmo

    Como saber se tenho bordeline ? É só uma dúvida mesmo

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    O transtorno borderline envolve instabilidade emocional, impulsividade e medo de abandono. Só um profissional pode fazer o diagnóstico correto, após avaliação clínica. Se isso te causa incômodo ou dúvida, vale procurar um psicólogo para conversar e entender melhor seus sentimentos.
    Sugiro que busque neuro avaliação psicológica e inicie acompanhamento terapêutico pois é caracterizado por muitas dificuldades em relações interpessoais.


  • Psicologo pode solicitar internação psiquiátrica de paciente com ideação suicida?

    Psicologo pode solicitar internação psiquiátrica de paciente com ideação suicida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dra. Tamara Ramos

    A atribuição da internação psiquiátrica (principalmente involuntária) ocorre por parte do psiquiatra que precisa emitir um laudo clínico com uma justificativa bem pautada. O que o psicólogo pode e deve fazer nesses casos é encaminhar para o psiquiatra e, diante de risco iminente, acionar SAMU ou outros serviços de emergência com objetivo de segurança para vida do paciente.


Perguntas frequentes

Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.