Perguntas do paciente (31)
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Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico
Tenho um relacionamento há 5 anos e, às vezes, quando vejo alguém que já foi um paquera antigo, fico preocupada com a forma como essa pessoa vai me enxergar. Penso que preciso parecer bonita, legal e mostrar que estou bem, e por isso acabo agindo de forma estranha. Não tenho intenção de chamar atenção ou de ficar com essas pessoas, mas sinto culpa por esses pensamentos e atitudes, como se fossem uma forma de traição.
Gostaria de saber se isso pode ser considerado traição ou se pode estar relacionado à ansiedade, ao TOC ou simplesmente à baixa autoestima e à preocupação excessiva com a opinião dos outros.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter esses pensamentos não significa, por si só, traição. É comum se preocupar com a imagem que uma pessoa do passado terá de nós, especialmente quando existe insegurança ou necessidade de aprovação. A preocupação excessiva e a culpa podem estar relacionadas à ansiedade, à autoestima ou, em alguns casos, a pensamentos obsessivos. Mas não é possível concluir que seja TOC apenas por esse relato. Isso exige avaliação profissional. Mais importante do que controlar cada pensamento é observar o que você consegue fazer com ele. Pensamentos não são intenções nem comportamentos. A psicoterapia pode ajudar a reduzir essa necessidade de aprovação e a culpa, fortalecendo e tornando sua relação consigo mesma e com seu relacionamento atual mais segura.
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Olá! Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualm
Olá!
Eu sou timida e sinto uma certa ansiedade social eu não sei se chega a ser o transtorno. Atualmente eu sou operadora de caixa e quando comecei foi bem difícil estava me sentindo muito ansiosa e travada foi muito difícil mesmo, eu cresci sendo muito timida eu quase não enteragia com as pessoas na escola sofria bullying o que me fez me fechar cada vez mais. Hoje depois de 6 meses nesse trabalho eu sei que estou bem melhor mesmo nas interações a ansiedade diminuiu, mas ainda sinto uma cobrança muito grande quando falam que sou séria, quieta e que não falo. Eu acredito que tenho falado o que quero falar, mas esses comentários me fazem duvidar da minha evolução. O que posso fazer para lidar com esses comentários? Eu sentir isso significa que não estou me curando? Me curando da ansiedade social eu vou parar de ouvir esses comentários e de ser quieta ou apenas aprender a conviver com eles?
Eu também tenho a sensação de não pertencimento
O que de fato é está se curando?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Pelo que você descreveu, já houve uma evolução importante. Conseguir trabalhar em um cargo com contato constante com o público e perceber que a ansiedade diminuiu são sinais de progresso. Superar a ansiedade social não significa deixar de ser uma pessoa mais reservada. Timidez e introversão fazem parte da personalidade e não precisam ser "curadas". O objetivo do tratamento é que o medo deixe de limitar sua vida e que comentários dos outros tenham menos impacto sobre a forma como você se enxerga. A sensação de não pertencimento e a preocupação excessiva com a avaliação alheia também podem ser trabalhadas na psicoterapia. Com o tempo, a tendência é que você confie mais e quem é, sem precisar mudar sua personalidade para atender às expectativas dos outros.
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Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins
Tenho 20 anos e meu namorado mora cerca de 40 km de mim. Normalmente só conseguimos nos ver nos fins de semana. Nos últimos dias passamos quatro dias seguidos juntos: viajamos, cozinhamos, dormimos juntos e aproveitamos muito a companhia um do outro. Foi uma experiência muito especial, porque pudemos viver um pouco da rotina como casal.
Hoje precisei voltar para casa e, desde que cheguei, estou com uma sensação de vazio e uma vontade de chorar. Não aconteceu nenhuma briga, não existe nenhum problema entre nós e também não tenho problemas em casa nem estou infeliz com a minha família. Pelo contrário, gosto muito de estar em casa e tenho uma boa convivência com a minha família.
As despedidas dos fins de semana normalmente já me deixam um pouco tristinha e com saudade, mas a despedida de hoje foi diferente. Depois desses quatro dias juntos, senti uma tristeza muito maior, um vazio que eu não esperava sentir. Não é medo de perder o relacionamento, nem insegurança. É simplesmente uma saudade muito intensa da companhia dele. Sinto falta de dividir a rotina, acordar juntos, cozinhar, conversar e terminar o dia ao lado dele.
Isso é normal? É comum sentir essa tristeza tão forte depois de passar vários dias tão felizes com a pessoa que amo, mesmo sabendo que nosso relacionamento está bem?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso é bastante comum. Depois de passar vários dias compartilhando a rotina com alguém que você ama, é natural sentir uma sensação de vazio quando essa convivência termina. Nosso cérebro se adapta rapidamente à presença da pessoa, às conversas, ao carinho e aos momentos compartilhados. Quando essa convivência é interrompida, pode surgir uma saudade mais intensa, especialmente após uma experiência tão significativa como a que você descreveu. Isso não significa que haja algo errado com o relacionamento ou que você seja dependente emocionalmente. O importante é observar se essa tristeza diminui nos próximos dias e não impede você de seguir com sua rotina. Pelo seu relato, ela parece estar mais relacionada à saudade e ao contraste entre dias muito felizes e o retorno à rotina do que um problema propriamente dito. Se esse sentimento passar a ser muito frequente, intenso ou vier acompanhado de medo excessivo da separação, ansiedade constante ou dificuldade para viver sua própria rotina, vale a pena buscar ajuda psicológica para compreender melhor esses sentimentos. Mas, da forma como você descreveu, essa saudade intensa após dias especiais vividos a dois é uma reação esperada e bastante humana.
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero dizer que o que você está vivendo é uma reação que pode acontecer em pessoas que passaram por violência sexual. Os abusos que você sofreu podem deixar marcas profundas, e o medo, o choro, as crises de pânico e as lembranças durante momentos de intimidade não significam que você seja "defeituosa". Com acompanhamento psicológico especializado em trauma e,quando necessário psiquiátrico, é possível reduzir esses sintomas e reconstruir uma relação mais seguras com seu corpo, suas emoções e seus relacionamentos. Evitar o consumo de álcool também é importante, pois ele pode intensificar as crises e diminuir a capacidade de lidar com as memórias traumáticas. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Buscar ajuda profissional é um passo importante, e, se sentir segurança para isso, conversar com seu namorado sobre o que acontece pode ajudá-lo a compreender que suas reações são consequência do trauma, e não da falta de amor ou desejo. Há tratamento, e é possível recuperar a qualidade de vida e viver relacionamentos saudáveis.
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Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
Porque a depressão está sempre na espreita pra nós pegar de novo, após acontecimentos ruins?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A depressão não fica necessariamente "à espreita", a quem já teve um episódio depressivo pode apresentar maior vulnerabilidade a novos episódios, especialmente em períodos de estresse, perdas ou mudanças importantes. Isso acontece porque a depressão resulta da interação entre fatores biológicos, psicológicos e sociais. A boa notícia é que tratamento, psicoterapia, hábitos saudáveis ajudam a reduzir o risco de recaídas e a reconhecer os sinais precoces, permitindo buscar ajuda antes que os sintomas se intensifiquem.
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Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém. Recorro a porno eventualmente (fico meses s
Sou mulher, 45 anos e sem experiência sexual com alguém.
Recorro a porno eventualmente (fico meses sem acessar, não tenho vontade).
Em 2015 me deparei com vídeos mais bizarros, como de zoo por exemplo e parei ali mesmo. Mas isso desencadeou uma crise enorme em mim.
Na época procurei ajuda com um terapeuta sexual, mas depois que relatei o que estou dizendo aqui, a primeira pergunta dele foi: Ninguém nunca quis transar com você?! Não voltei mais.
Desde 2021 sou acompanhada por uma psiquiatra, diagnosticada com depressão e ansiedade.
Minha libido é baixa, mas semana passada, por tédio, resolvi ver alguma coisa e me deparei novamente com algo bizarro. Se fiquei 5min foi muito, perdi a vontade na hora e desde então estou muito mal.
Me sinto culpada, suja, angustiada. Como uma viciada com recaída depois de 11 anos.
Sei que preciso de terapia, mas podem me dar uma luz, por favor?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, sinto muito que você tenha passado por uma experiência tão desrespeitosa com aquele profissional. Um atendimento psicológico deve oferecer acolhimento, não julgamento. Pelo que você relata, o fato de ter visto um conteúdo que causou repulsa e interrompido o contato rapidamente não significa que você necessariamente, deseje esse tipo de prática(e se desejar não precisa se sentir culpada por isso)ou que seja viciada. A culpa intensa que surgiu parece estar causando mais sofrimento do que o episódio em si. Depressão, ansiedade e baixa libido podem influenciar a forma como você vivencia a sua sexualidade e também favorecer pensamentos de culpa. A psicoterapia pode ajudá-la a compreender esses sentimentos, reconstruir uma relação mais saudável com sua sexualidade e reduzir esse sofrimento. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Procurar um psicólogo com experiência em sexualidade humana e uma postura acolhedora pode ser um passo importante para que essas experiências deixem de definir a forma como você se vê.
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Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixon
Recebi pouco afeto na minha criação, percebo que às vezes tenho dificuldade de ver quando me apaixono por alguém e uma vez percebi que gostei de uma pessoa quando ele cortou o contanto quando tive uma coragem pra falar com ele. É possível eu conseguir não só amar como também identificar com mais facilidade esse sentimento e qual seria a relação de amar com a força pra seguir nas minhas metas pessoais?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim , é possível. As experiências de pouco afeto na infância podem influenciar na forma como percebemos e vivemos os relacionamentos, mas não, necessariamente, determinam o futuro. Com o autoconhecimento que a psicoterapia pode proporcionar, é possível reconhecer os próprios sentimentos com mais clareza, desenvolver vínculos mais seguros e aprender a lidar melhor com rejeições, sem que elas definam seu valor. Quando você se sente mais seguros emocionalmente, também tende a ter mais energia para investir nas suas metas pessoais, porque deixa de gastar tanta energia tentando lidar sozinho com inseguranças e medos relacionais.
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Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com
Estou saindo de casa para morar com minha namorada, tenho uma mãe de 75 que vai ficar só . Estou com muita dor no coração e ansiedade por deixa lá só. O que devo fazer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É natural se sentir assim. Sair de casa representa uma mudança importante e pode despertar culpa, tristeza e ansiedade, principalmente pelo fato da sua mãe ter idade avançada. As construir sua própria vida não significa abandonar. Sempre que possível, mantenha uma presença afetiva, combinado visitas, ligações e uma rede de apoio para que ela também se sinta acolhida. Se essa culpa for muito intensa ou estiver impedindo você de seguir sua vida, a psicoterapia pode ajudar a diferenciar o cuidado saudável do excesso de responsabilidade.
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Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
Parece que tudo depende de mim. Como eu faço para parar de sentir isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sentir que tudo depende de você costuma estar relacionado a um padrão de responsabilidade excessiva, em que a pessoa acredita que precisa resolver os problemas de todos ou evitar que os outros sofram. Embora essas intenção seja compreensível, ela pode gerar culpa, ansiedade e exaustão. Uma forma de começar a mudar é perguntar a si mesmo: "Isso realmente está sob meu controle ou estou assumindo uma responsabilidade que também pertence ao outro?" Aprender a diferenciar essas situações ajuda a aliviar esse peso. Na psicoterapia, é possível identificar a origem desse padrão e desenvolver formas mais saudáveis de cuidar das pessoas sem deixar de cuidar de si mesmo.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim. O fim de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto, porque não perdemos apenas a convivência com a pessoa em si, mas também a rotina, os planos, os sonhos e o vínculo construído. Superar a dor significa esquecer quem fez parte da sua história, e sim elaborar a perda, acolher as emoções e reconstruir a vida aos poucos. Esse processo leva tempo e acontece de forma diferente para cada pessoa. Se o sofrimento for muito intenso ou persistente, a psicoterapia pode ajudar a atravessar esse momento de forma mais saudável.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve pode estar relacionado à rigidez cognitiva, que é a dificuldade de considerar outras perspectivas ou mudar de opinião diante de novas informações. Isso não significa, necessariamente, que a pessoa seja "teimosa" por escolha. Em alguns casos, essa postura pode funcionar como uma forma de proteger a autoestima, lidar com inseguranças ou evitar a sensação de estar vulnerável. A psicoterapia pode ajudar a identificar o que está por trás dessa necessidade de sempre estar certo, desenvolver mais flexibilidade emocional e aprender a discordar sem sentir que sua identidade está sendo ameaçada. Mudar de opinião quando surgem novos argumentos não é um sinal de fraqueza . Pelo contrário: é uma demonstração de maturidade, abertura para aprender e inteligência emocional.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
É compreensível sentir frustração quando você compara seu ritmo com o de outras pessoas. No entanto, essas comparações costumam aumentar o sofrimento e nem sempre refletem a realidade, já que cada pessoa enfrenta desafios, oportunidades e caminhos diferentes. A motivação tende a ser mais sustentável quando está ligada aos seus valores e ao progresso que você faz hoje, e não a uma idade específica. Além disso, a ideia de que a "vida só vai começar depois dos 35 ou 40 anos" pode ser uma previsão do futuro, mas não necessariamente um fato. Se essa pensamento gera desânimo frequente, a psicoterapia pode ajudar a questionar essas crenças, fortalecer a autoestima e construir uma relação mais saudável com o próprio tempo e com as próprias conquistas.
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Im, é possível, mas depende do compromisso de ambos para esse processo. O respeito pode ser reconstruído quando o casal reconhece os padrões destrutivos, assume responsabilidade pelas próprias atitudes e aprende novas formas de se comunicar e resolver conflitos. Isso exige tempo, disposição para mudanças e comprometimento com o acompanhamento psicológico. Não existe culpas e culpados. O que existe são sentimentos, emoções e comportamentos. No entanto, quando não há interesse em mudar ou existe violência e abuso, reconstruir o respeito torna-se muito difícil e, em alguns casos, a separação pode ser a alternativa mais saudável e adequada para a,mbos.
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Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de
Gostaria de tentar entender o que eu estou sentindo. Tem momentos que sinto uma tristeza a ponto de querer me isolar e choro muito. Não consigo entender de onde vem esse sentimento de tristeza. Estou em um relacionamento que sinto que na hora de expressar meu ponto de vista não sou compreendida ou a sensação que tenho que tenho que pisar em ovos na hora de falar. Já ouve outro episodio de me sentir muita tristeza por meus sentimentos não serem validados. Isso é normal?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. Quando sentimos que nossas emoções, necessidades ou opiniões não são compreendidas ou validadas por alguém importante, é comum surgir tristeza, sensação de solidão e vontade de se isolar. No entanto, quando esses episódios são frequentes, intensos ou difíceis de compreender, vale investigar se essa tristeza está relacionada apenas ao relacionamento ou também a experiências anteriores, padrões emocionais ou até mesmo a um quadro de ansiedade ou depressão. A psicoterapia pode ajudar a identificar a origem desses sentimentos, compreender por que determinadas situações têm tanto impacto e desenvolver formas mais saudáveis de expressar suas necessidades e cuidar da sua saúde emocional.
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Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos
Estou passando por um casamento muito desgastado. As discussões são frequentes, há ofensas de ambos os lados e isso acontece, infelizmente, na frente dos nossos filhos. Percebo que isso está afetando meu bem-estar emocional.
O que mais me angustia é que sinto muita dificuldade em conversar com minha esposa sobre os problemas, pois tenho a impressão de que ela nunca reconhece a própria participação nos conflitos. Isso me faz perder a esperança de que a relação possa melhorar.
Também reconheço que eu erro e que, durante as discussões, acabo respondendo de forma inadequada. Hoje me sinto emocionalmente exausto, com baixa autoestima e muito confuso sobre como lidar com essa situação.
Minha dúvida é: do ponto de vista psicológico, como saber quando um relacionamento ainda tem possibilidade de ser reconstruído e quando o desgaste já é tão grande que um afastamento temporário pode ser uma alternativa saudável para preservar a saúde emocional e o bem-estar dos filhos?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não existe um momento exato que determine quando um relacionamento "não tem mais jeito". O principal critério é observar se os dois ainda demonstram disposição para reconhecer a própria participação nos conflitos, mudar comportamentos e buscar formas mais saudáveis de se relacionar. Quando as discussões são constantes, envolvem ofensas, afetam a saúde emocional do casal e acontecem na frente dos filhos, é um sinal de que a dinâmica precisa de atenção. Nesses casos, a terapia de casal ou individual pode ajudar a avaliar se ainda há condições de reconstrução. Se a convivência se tornou tão desgastante que está causando sofrimento contínuo para todos, um afastamento temporário, quando bem planejado e respeitoso, pode ser uma alternativa para reduzir os conflitos e refletir com mais clareza. O mais importante é que qualquer decisão priorize a segurança emocional de todos os envolvidos, especialmente dos filhos.
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Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?
Vc acha q o controlo digital parental é bom ou mau?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depende de como ele é usado. O controle parental pode ser uma ferramenta importante para proteger crianças e adolescentes dos riscos do ambiente digital. No entanto, quando é baseado apenas em vigilância e controle, sem diálogo e construção de confiança, pode prejudicar a autonomia e a relação entre pais e filhos. O mais recomendado é que o controle venha acompanhado de conversas, educação digital e limites claros, ajustados à idade e ao nível de maturidade da criança ou do adolescente.
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“Como intervenções psicossociais contribuem para o funcionamento global de pacientes com Transtorno
“Como intervenções psicossociais contribuem para o funcionamento global de pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) em conjunto com tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
As intervenções psicossociais complementam o tratamento psiquiátrico e psicoterapêutico ao fortalecer habilidades para o dia a dia, como regulação emocional, resolução de problemas relacionamentos interpessoais e autonomia. Quando integradas ao tratamento, elas favorecem um melhor funcionamento global, ajudam a reduzir o impacto dos sintomas na vida cotidiana e promovem maior qualidade de vida. O cuidado multidisciplinar, adaptado às necessidades de cada pessoa, é o que apresenta os melhores resultados.
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Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando o
Ter dificuldade para controlar as emoções, lidar com pressão no cotidiano e acabar catastrofizando os problemas é normal? Isso é considerado uma questão comportamental ou não ? Existe algum medicamento que ajude ou o tratamento é apenas terapia? Há possibilidade de melhora ou até de "cura"? Em quanto tempo isso costuma acontecer?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ter dificuldade para regular as emoções, lidar com a pressão e interpretar situações de forma catastrófica pode acontecer em diferentes momentos da vida, mas, quando isso é frequente e causa sofrimento ou prejuízos, merece uma avaliação psicológica. Essas dificuldades costumam envolver fatores emocionais, cognitivos e comportamentais. O tratamento depende da causa: a psicoterapia é fundamental e, em alguns casos, medicamentos podem ser indicados por um psiquiatra para tratar condições associadas, como ansiedade ou depressão. Na maioria dos casos, há possibilidade de melhora significativa. O tempo varia de pessoa para pessoa e depende do diagnóstico, daa gravidade dos sintomas e do envolvimento com o tratamento, por isso não é possível estabelecer um prazo único.
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Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderl
Qual é o papel do psicólogo no acompanhamento de comorbidades do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O papel do psicólogo é avaliar e tratar não apenas os sintomas do transtorno de personalidade borderline, mas também as comorbidades que frequentemente o acompanham, como ansiedade, depressão, transtornos alimentares ou uso de substâncias. O acompanhamento busca compreender como essas condições se influenciam, desenvolver estratégias para regular emoções, melhorar os relacionamentos e fortalecer habilidades de enfrentamento. Quando necessário, o psicólogo também atua em conjunto com o psiquiatra e outros profissionais para oferecer um cuidado integrado e baseado em evidências.
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“Para o diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o primeiro contato deve ser rea
“Para o diagnóstico do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), o primeiro contato deve ser realizado com um psicólogo ou com um psiquiatra?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, o primeiro contato pode ser realizado com qualquer um desses profissionais. O psicólogo realiza uma avaliação clínica aprofundada do funcionamento emocional, dos padrões de relacionamento, da história de vida e dos sintomas apresentados. Já o psiquiatra pode contribuir para o diagnóstico diferencial, avaliar a necessidade de tratamento medicamentoso e investigar outras condições associadas. O melhor cuidado ocorre de forma integrada, com o psicólogo e o psiquiatra trabalhando em conjunto para uma compreensão mais ampla do caso e para definição do plano terapêutico mais adequado.
Perguntas frequentes
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