Perguntas do paciente (4)
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito pela situação. Términos costumam ser momentos muito difíceis e sofridos. Mas sim, o término de um relacionamento pode ser vivido como um processo de luto. Quando um vínculo importante se encerra, não perdemos apenas a presença da outra pessoa, mas também planos, expectativas, hábitos e uma forma de imaginar o futuro. Por isso, é comum sentir tristeza, saudade, raiva, culpa ou até alívio. Cada pessoa vivencia esse processo de maneira única. Nesse momento, você esta lidando com a quebra de expectativas e de planos que fez nessa relação e isso costuma doer. Precisa se despedir de tudo isso, além da despedida da pessoa que não estará mais na sua vida da mesma forma. Por isso, esse momento também é considera um processo de luto.
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Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva
Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
(Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá,
É importante dizer, antes de tudo, que você não está fazendo isso de propósito e que muitas pessoas vivenciam episódios de sono com movimentos involuntários, especialmente quando há sonhos intensos ou carregados de emoção.
O sono não é um estado totalmente “desligado”. Em algumas fases, o corpo pode reagir ao que está sendo sonhado, principalmente quando há estresse, ansiedade, cansaço extremo ou conflitos emocionais. Morder a língua, se arranhar ou se mover bruscamente pode estar relacionado a isso.
Como isso já está te prejudicando e afetando seu marido, o mais importante agora é não lidar com isso sozinha. Procurar um médico (como um clínico ou neurologista) e um psicólogo pode ajudar a entender melhor o que está acontecendo tanto do ponto de vista do sono quanto do emocional. Existem tratamentos e estratégias que podem reduzir muito esses episódios. Espero ter ajudado!
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Recentemente me descobri uma mulher lésbica depois de uma vida toda sendo reprimida (tenho 22 anos),
Recentemente me descobri uma mulher lésbica depois de uma vida toda sendo reprimida (tenho 22 anos), há pouco menos de um mês eu comecei a namorar uma menina, ela foi a primeira garota com quem eu fiquei e nós começamos a namorar muito rápido. Há uns dias atrás ela me contou que é um homem trans, ela já sabia antes mas nunca tinha me dito, ela também disse que não vai fazer transição e que eu posso continuar tratando ela no feminino, mas agora eu não consigo parar de pensar nisso. Pensei em terminar com ela mas me sinto uma completa transfóbica por isso, mas ao mesmo tempo ficar nesse relacionamento vai me trazer sofrimento, eu sinto que agora que eu finalmente comecei a viver a minha sexualidade eu acabei presa em um homem de novo. Eu estou sendo transfóbica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, sua pergunta é muito interessante!
Posso dizer que não, você não está sendo transfóbica por reconhecer um limite do seu desejo e do seu momento de vida.
Transfobia é deslegitimar a identidade de uma pessoa trans, negar seu direito de existir ou tratá-la com violência simbólica ou concreta. O que você descreve é outra coisa.
Você está no início do seu processo de se reconhecer como uma mulher lésbica, depois de uma história de repressão. Esse é um momento muito delicado, em que o desejo ainda está se organizando, buscando referências e segurança. Quando sua parceira se apresenta como um homem trans, mesmo dizendo que não fará transição e que aceita pronomes femininos, algo importante se desloca para você no plano simbólico: a experiência de estar, novamente, vinculada a um homem, algo que você entende que não quer.
Não desejar se relacionar com homens, inclusive homens trans, não é transfobia. Orientação sexual diz respeito a quem você deseja, não a quem você respeita. Você pode reconhecer e validar a identidade dela como homem trans e, ao mesmo tempo, admitir que isso atravessa o seu desejo e te gera sofrimento. Mas sabemos que esse pode ser um processo muito intenso e cheio de reviravoltas. Espero ter ajudado!
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Q que é transtorno de identidade sexual na inf/ãncia?
Q que é transtorno de identidade sexual na inf/ãncia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá
O termo “Transtorno de Identidade Sexual” não é mais usado, justamente por ter um caráter patologizante (de doença). Atualmente entendemos variações de identidade de gênero não mais como doenças ou transtornos mentais.
Hoje sabemos que isso não é uma doença. Crianças podem expressar o gênero de muitas formas diferentes, e isso faz parte do desenvolvimento. O que pode causar sofrimento não é a identidade da criança, mas a repressão, a falta de aceitação e as tentativas de correção.
Por isso, os manuais atuais deixaram de tratar isso como transtorno. O cuidado hoje é acolher, escutar e proteger a criança, dando espaço para que ela possa se expressar e não tentar mudar quem ela é.
Caso esse processo envolva algum tipo de sofrimento por parte da criança ou de quem cuida dela, um profissional deve ser consultado para que haja maior esclarecimento e orientação de como lidar com a situação.
Espero ter ajudado!
Perguntas frequentes
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Faço uso de haldol decanoato duas ampolas de mês em mês e me sinto bem nos primeiros 15 dias, logo d
É possível usar o decanoato a cada 15 dias sim, mas seu médico tem que verificar…