Perguntas do paciente (99)
-
Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses
Quais os motivos mais comuns levam um psicólogo (a) a terminar um processo psicoterapêutico de meses de forma tão abrupta com o paciente? Não estou me referindo aos casos em que o psicólogo vai mudar de cidade ou trocar de profissão. E sim aos casos de término com um paciente de forma individual.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii, tudo bem? Espero que você esteja bem.
O encerramento de um processo psicoterapêutico, mesmo após meses de acompanhamento, pode acontecer por diferentes razões clínicas. No entanto, do ponto de vista ético, ele deve ser conduzido com clareza, responsabilidade e cuidado, não de forma abrupta.
Entre os motivos mais comuns, estão:
Limites técnicos do profissional. Quando o caso passa a demandar uma abordagem ou especialidade fora da sua área de atuação, o mais ético é realizar o encaminhamento adequado.
Quebra consistente dos acordos terapêuticos. Faltas recorrentes, dificuldades com pagamentos ou baixa adesão podem comprometer a continuidade, especialmente quando esses pontos já foram previamente alinhados.
Impasses no vínculo terapêutico. A relação entre paciente e psicólogo é central no processo. Quando esse vínculo se fragiliza a ponto de comprometer o trabalho, a interrupção pode ser necessária.
Condições pessoais do profissional. Em algumas situações, o psicólogo pode não estar em condições de sustentar aquele atendimento específico, o que também exige uma postura ética de interrupção.
Do ponto de vista ético, é importante que: o paciente não seja abandonado a decisão seja comunicada com transparência haja tempo para elaboração do encerramento, o encaminhamento seja oferecido quando necessário.
Ou seja, o término pode fazer parte do processo, mas a forma como ele acontece também é parte do cuidado. Quando esse encerramento ocorre de maneira súbita, sem explicação ou condução adequada, é natural que gere impacto emocional e dúvidas. Nesses casos, buscar esclarecimento pode ser um passo importante para preservar o cuidado psicológico e possibilitar a continuidade em outro espaço. Espero que tenha feito sentido, o que eu puder ajudar estou aqui.
-
A identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser entendida como fragmentada ou
A identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser entendida como fragmentada ou multifacetada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
oii, como você está? A identidade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) costuma ser descrita como instável, podendo ser vivenciada, na prática, como fragmentada.
Isso significa que a pessoa pode ter dificuldade em manter uma percepção contínua e coerente de si mesma ao longo do tempo. É comum haver mudanças na forma como se vê, nos valores, nos objetivos e até na maneira de se relacionar com os outros.
Embora todos nós tenhamos diferentes facetas, no TPB o desafio está na integração dessas partes, o que pode gerar sensação de vazio, confusão sobre quem se é e oscilações importantes na autoimagem.
Por isso, mais do que “multifacetada”, a identidade no TPB é frequentemente compreendida como pouco integrada, com variações intensas conforme os estados emocionais e os contextos relacionais.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo, favorecendo maior compreensão de si e construção de uma identidade mais estável e consistente. Espero ter ajudado em algo, me coloco á disposição.
-
Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente apresentam sensação
Por que pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) frequentemente apresentam sensação de vazio?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oiii, tudo bem? Obrigada pela sua pergunta.
A sensação de vazio no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é bastante comum e está relacionada, principalmente, a uma dificuldade na construção e manutenção de uma identidade estável.
Quando a pessoa não consegue sustentar uma percepção mais contínua de si mesma, de quem é, do que sente, do que deseja, pode surgir uma sensação interna de falta, como se algo estivesse sempre “em aberto” ou indefinido.
Além disso, muitas vezes há uma forte dependência das relações para dar sentido à própria experiência. Quando esses vínculos se tornam instáveis, distantes ou insuficientes, esse sentimento de vazio pode se intensificar.
Também pode existir uma dificuldade em reconhecer, nomear e integrar os próprios sentimentos, o que contribui para essa percepção de desconexão interna.
De forma geral, esse vazio não significa ausência de sentimentos, mas sim uma dificuldade em organizá-los e em se sentir conectado consigo mesmo de maneira estável.
A psicoterapia pode ajudar nesse processo, favorecendo maior compreensão emocional, fortalecimento da identidade e construção de um sentido interno mais consistente.
-
A reconstrução identitária no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser vista como reduç
A reconstrução identitária no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser vista como redução de variabilidade interna ou aumento de integração?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii tudo bem com você? Excelente a sua pergunta!! A reconstrução identitária no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) é melhor compreendida como um processo de aumento de integração, e não simplesmente como uma redução da variabilidade interna.
Isso porque a variabilidade, em si, faz parte da experiência humana. O ponto central no TPB não é a existência de diferentes aspectos de si mesmo, mas a dificuldade em integrá-los de forma estável e coerente.
Ao longo do processo terapêutico, o objetivo não é “eliminar” essas variações, mas favorecer que elas possam coexistir dentro de uma percepção mais contínua e organizada de si.
Com isso, a pessoa tende a desenvolver maior consistência na autoimagem, nos afetos e nas relações, reduzindo a sensação de vazio e de instabilidade.
Portanto, trata-se menos de diminuir a complexidade interna e mais de construir uma identidade com maior coesão e integração ao longo do tempo. Obrigada pela pergunta!
-
A identidade borderline depende mais de inferências externas do que de modelos internos estáveis?
A identidade borderline depende mais de inferências externas do que de modelos internos estáveis?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oiii, tudo bem? Obrigada pela sua pergunta, ela é muito importante.
No Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), a identidade tende a ser mais influenciada por referências externas do que sustentada por modelos internos estáveis. Mas pode variar depende de cada caso e cada pessoa.
Isso acontece porque há uma dificuldade em manter uma percepção contínua e integrada de si mesmo. Assim, a forma como a pessoa se vê pode variar bastante de acordo com o contexto, as relações e os estados emocionais do momento.
Em muitos casos, o outro acaba tendo um papel central na organização da identidade, funcionando como uma espécie de referência para sentimentos, escolhas e até para a autoimagem.
Ao longo do processo terapêutico, o objetivo é justamente fortalecer essa base interna, favorecendo uma percepção de si mais estável, integrada e menos dependente das variações externas.
Com isso, a pessoa tende a desenvolver maior consistência emocional e relacional ao longo do tempo.
-
Quais sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline são mais difíceis de identificar ou reconhe
Quais sintomas do Transtorno de Personalidade Borderline são mais difíceis de identificar ou reconhecer pelo paciente durante o tratamento, especialmente quando ele nega o transtorno?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Espero que esteja tudo bem por aí.
Ótima pergunta e bastante relevante na clínica.
Cada caso é único e particular. No Transtorno de Personalidade Borderline, os sintomas mais difíceis de reconhecer costumam ser aqueles que a pessoa vivencia como parte de si, e não como um padrão de sofrimento.
Entre eles, destacam-se a instabilidade na autoimagem, o medo de abandono (muitas vezes não nomeado), as oscilações na forma de perceber o outro e o sentimento de vazio.
Quando há negação, também pode haver dificuldade em reconhecer a intensidade das emoções, a impulsividade e os padrões que se repetem nas relações.
Por isso, mais do que focar no rótulo, o trabalho terapêutico ajuda o paciente, gradualmente, a reconhecer seus padrões, dar sentido às suas experiências e ampliar sua consciência emocional.
-
Quais são os mecanismos de defesa que você observa em pacientes com Transtorno de Personalidade Bord
Quais são os mecanismos de defesa que você observa em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline quando eles negam o diagnóstico ou os sintomas associados?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Ótima pergunta, bastante relevante na clínica. Espero que esteja tudo bem por aí.
No Transtorno de Personalidade Borderline, quando há negação do diagnóstico ou dos sintomas, alguns mecanismos de defesa podem aparecer como formas de proteção psíquica diante de conteúdos difíceis de reconhecer.
Entre os mais frequentes, podemos observar:
Negação: recusa em reconhecer o sofrimento ou o diagnóstico.
Racionalização: explicações lógicas para justificar comportamentos, minimizando o impacto emocional.
Projeção: atribuir ao outro sentimento ou intenções que são difíceis de reconhecer em si
Idealização e desvalorização: oscilações na forma de perceber o outro, especialmente nas relações.
Externalização da responsabilidade: dificuldade em se implicar nos próprios padrões, atribuindo ao ambiente ou às pessoas ao redor
Esses mecanismos não devem ser vistos como resistência “negativa”, mas como tentativas de organização psíquica diante de vivências intensas.
O trabalho terapêutico consiste justamente em, aos poucos, ajudar o paciente a reconhecer esses movimentos, dar sentido a eles e construir formas mais integradas de se relacionar consigo e com o outro.
Obrigada!!
-
A negação de um Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode impactar a adesão ao tratamento me
A negação de um Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode impactar a adesão ao tratamento medicamentoso? Como os profissionais de saúde podem superar essa barreira?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Obrigada pela sua pergunta, é um ponto muito importante na prática clínica.
Sim, a negação do Transtorno de Personalidade Borderline pode impactar a adesão ao tratamento medicamentoso. Quando a pessoa não reconhece o transtorno ou não se identifica com o diagnóstico, pode questionar a necessidade do uso de medicação, interromper o tratamento ou utilizá-lo de forma irregular.
Além disso, a relação com a medicação pode ser atravessada por desconfiança, medo de efeitos, sensação de perda de controle, ideia de dependência ou até dificuldades no próprio cuidado.
Para os profissionais de saúde, superar essa barreira envolve uma postura ética e cuidadosa: priorizar a construção de vínculo e confiança, evitar imposições ou confrontos diretos, trabalhar com psicoeducação de forma gradual e respeitar o tempo do paciente, além de alinhar expectativas de forma clara e realista.
Em muitos casos, a adesão não acontece pela aceitação imediata do diagnóstico, mas pela experiência de melhora e pela qualidade do vínculo com o profissional. Cada caso é singular, e o manejo precisa respeitar esse tempo. Por isso, é fundamental o acompanhamento conjunto com médico e psicólogo.
-
Como a negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta as relações fami
Como a negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) afeta as relações familiares, e como orientar familiares para lidarem com a negação sem invalidar o paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii, tudo bem? Como você está?
Espero que esteja tudo bem por aí. Obrigada pela sua pergunta. Ela é muito importante e bastante sensível na prática clínica.
A negação do diagnóstico no Transtorno de Personalidade Borderline pode impactar diretamente as relações familiares, principalmente porque dificulta a compreensão do que está acontecendo. Muitas vezes, os familiares passam a interpretar os comportamentos como “escolhas”, “falta de esforço” ou até como algo pessoal, o que pode gerar desgaste, conflitos, frustração e distanciamento emocional.
Por outro lado, para a pessoa, essa negação pode funcionar como uma forma de proteção psíquica diante de algo que ainda é difícil de reconhecer, seja pelo sofrimento envolvido, pelo estigma ou pela forma como ela compreende sua própria história.
O acompanhamento psicológico para os familiares e, quando possível, a terapia familiar pode ser fundamental. Esse espaço ajuda a organizar emoções, melhorar a comunicação e construir formas mais saudáveis de se relacionar, sem cair em extremos de invalidação ou superproteção.
Cada família é única, mas quando há mais compreensão, consistência e cuidado na forma de se posicionar, as relações tendem a se tornar menos reativas e mais estruturadas, favorecendo o processo de todos os envolvidos.
Obrigada!!
-
Quais fatores contribuem para a resistência ou negação ao diagnóstico de Transtorno de Personalidade
Quais fatores contribuem para a resistência ou negação ao diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) , e como podemos diferenciar entre negação e simples falta de compreensão dos sintomas por parte do paciente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oiii, tudo bem? Como você está?
Obrigada pela sua pergunta, é de extrema importância.
No Transtorno de Personalidade Borderline, a resistência ou negação ao diagnóstico pode ter diferentes origens. Entre os fatores mais frequentes estão o medo do estigma, a dificuldade de reconhecer o próprio sofrimento, experiências prévias de invalidação, a forma como o diagnóstico é comunicado e os próprios mecanismos de defesa do paciente.
Em muitos casos, a negação funciona como proteção psíquica diante de algo que ainda é difícil de elaborar. Já a falta de compreensão está mais relacionada ao desconhecimento sobre o transtorno e à dificuldade de nomear e organizar a própria experiência.
Uma forma de diferenciar está na postura do paciente ao longo do tempo. Quando há falta de compreensão, geralmente existe abertura para escuta, curiosidade e possibilidade de construção conjunta de sentido. Na negação, pode haver maior rigidez, rejeição do tema, racionalizações ou afastamento quando o assunto é abordado.
Ainda assim, essa diferenciação não é rígida. O mais importante não é confrontar, mas construir compreensão gradualmente, respeitando o tempo do paciente e fortalecendo o vínculo terapêutico. É a partir dessa relação que a pessoa pode, aos poucos, reconhecer seus padrões e se implicar no próprio processo de cuidado.
-
Como a negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar as relaçõe
Como a negação do diagnóstico de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode afetar as relações familiares? O que pode ser feito para ajudar a educar as famílias sobre o transtorno e reduzir a resistência dentro do contexto familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oiiii, tudo bem? Como você está?
A negação do Transtorno de Personalidade Borderline pode impactar significativamente as relações familiares, principalmente porque dificulta a compreensão do que está acontecendo. Muitas vezes, os comportamentos passam a ser interpretados como escolha, falta de esforço ou até algo pessoal, o que pode gerar conflitos, desgaste emocional e afastamento.
Além disso, a própria família pode entrar em movimentos de oscilação, entre tentar controlar a situação e, em outros momentos, se afastar, o que pode intensificar ainda mais as dificuldades nas relações.
Para ajudar nesse contexto, a psicoeducação é fundamental. Orientar a família sobre o funcionamento do transtorno, de forma clara e acessível, contribui para reduzir interpretações equivocadas e diminuir a resistência.
Também é importante incentivar um olhar que vá além do diagnóstico, focando no sofrimento e nos padrões que se repetem, ao invés de rotular. A construção de limites claros, consistentes e não punitivos nas relações também é essencial.
O acompanhamento psicológico para familiares, assim como a possibilidade de terapia familiar, pode auxiliar na organização das emoções, na melhora da comunicação e na construção de formas mais saudáveis de convivência.
Cada família é singular, mas, com informação, suporte e consistência, é possível reduzir a resistência e favorecer um ambiente mais compreensivo e estruturado para todos os envolvidos.
Obrigada pela sua pergunta, espero que esteja tudo bem por ai.
-
O que significa “medo de abandono” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que significa “medo de abandono” no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii, tudo bem? Como você está?
Espero que esteja tudo bem por aí. Obrigada pela sua pergunta.
No Transtorno de Personalidade Borderline, o “medo de abandono” é uma experiência emocional muito intensa, que vai além de um receio comum de perder alguém.
Muitas vezes, envolve uma sensação profunda de insegurança nos vínculos, como se o outro pudesse ir embora a qualquer momento, mesmo em situações em que isso não está, de fato, acontecendo. Pequenas mudanças, como um atraso, uma mensagem diferente ou uma distância momentânea, podem ser sentidas com muita intensidade.
Esse medo pode gerar sofrimento significativo e influenciar a forma como a pessoa se relaciona, buscando proximidade constante ou, em alguns casos, reagindo com afastamento para se proteger da dor.
Cada pessoa vivencia isso de forma única, dentro da sua história e experiências. Com acompanhamento psicológico, é possível compreender melhor esses sentimentos, dar sentido a eles e construir relações mais seguras e estáveis ao longo do tempo.
-
Qual a diferença entre impulsividade e instabilidade emocional no Transtorno de Personalidade Border
Qual a diferença entre impulsividade e instabilidade emocional no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Obrigada pela sua pergunta! Excelente a sua pergunta!
No Transtorno de Personalidade Borderline, impulsividade e instabilidade emocional estão relacionadas, mas não são a mesma coisa.
A instabilidade emocional diz respeito às mudanças intensas e rápidas no estado emocional. A pessoa pode oscilar entre sentimentos como tristeza, raiva, ansiedade ou vazio em um curto período, muitas vezes em resposta a situações interpessoais.
Já a impulsividade está mais ligada à forma de agir diante dessas emoções. Refere-se a comportamentos realizados de maneira rápida, sem reflexão prévia ou avaliação das consequências, como uma tentativa de aliviar ou responder à intensidade do que está sendo sentido.
De forma geral, a instabilidade emocional está no campo do sentir, enquanto a impulsividade aparece no campo do agir. Muitas vezes, a impulsividade surge como uma resposta à dificuldade de lidar com emoções intensas.
Com acompanhamento psicológico, é possível trabalhar tanto a compreensão dessas emoções quanto o desenvolvimento de formas mais reguladas de resposta.
-
Como a psicoeducação pode ser útil para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Como a psicoeducação pode ser útil para pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Obrigada pela sua pergunta, é muito importante na prática clínica.
A psicoeducação pode ser bastante útil para pessoas com Transtorno de Personalidade Borderline, pois ajuda a compreender melhor o que está sendo vivido, dando nome e sentido às experiências emocionais e aos padrões de funcionamento.
Ao entender como o transtorno se manifesta, o paciente tende a reconhecer seus próprios movimentos, reduzir a sensação de confusão interna e desenvolver mais consciência sobre suas emoções, comportamentos e relações.
Além disso, a psicoeducação favorece maior adesão ao tratamento, pois aproxima o paciente do processo terapêutico de forma mais clara e menos baseada em estigmas ou interpretações equivocadas.
Cada caso é singular, mas quando a pessoa compreende melhor o que acontece consigo, ela passa a ter mais recursos para se implicar no próprio cuidado e construir formas mais saudáveis de se relacionar consigo e com o outro.
-
Quais os desafios enfrentados por psicólogos no manejo de emoções intensas em pacientes com Transtor
Quais os desafios enfrentados por psicólogos no manejo de emoções intensas em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem? Como você está?
No Transtorno de Personalidade Borderline, o manejo de emoções intensas traz desafios importantes para o psicólogo, principalmente pela intensidade, rapidez e imprevisibilidade com que os afetos podem se apresentar.
Um dos principais desafios é sustentar uma posição clínica estável diante dessas oscilações, sem reagir de forma impulsiva ou se desorganizar emocionalmente. Isso inclui lidar com momentos de idealização e, em seguida, desvalorização dentro da própria relação terapêutica.
Outro ponto é manejar a contratransferência, já que essas emoções intensas podem mobilizar o próprio psicólogo, exigindo constante supervisão, reflexão clínica e cuidado com os próprios limites.
Também há o desafio de equilibrar acolhimento e limites. É necessário validar o sofrimento do paciente, mas ao mesmo tempo manter um enquadre consistente, sem reforçar padrões disfuncionais.
Além disso, sustentar a continuidade do tratamento pode ser difícil, especialmente diante de oscilações no vínculo, faltas ou movimentos de aproximação e afastamento.
O trabalho clínico exige consistência, clareza técnica e cuidado com o vínculo, possibilitando, ao longo do tempo, que o paciente desenvolva maior capacidade de regulação emocional e formas mais integradas de lidar com seus afetos.
-
Como a validação emocional pode ser importante no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderli
Como a validação emocional pode ser importante no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii tudo bem? Obrigada pela sua pergunta!!
No Transtorno de Personalidade Borderline, a validação emocional é um elemento fundamental do tratamento, pois ajuda o paciente a se sentir compreendido em suas experiências internas, sem julgamento ou desqualificação do que sente.
Muitas vezes, essas pessoas vivenciam emoções muito intensas e, ao longo da vida, podem ter tido suas experiências invalidadas ou não reconhecidas. Quando o psicólogo acolhe essas emoções, ele não está concordando com todos os comportamentos, mas reconhecendo que aquilo que a pessoa sente faz sentido dentro da sua história e do seu contexto.
Esse processo favorece a construção de vínculo terapêutico, reduz a sensação de inadequação e permite que o paciente desenvolva maior capacidade de reconhecer, nomear e regular suas próprias emoções.
Com o tempo, a validação contribui para que o paciente internalize essa forma de olhar para si, construindo uma relação mais acolhedora e menos crítica consigo mesmo.
-
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser confundido com Transtorno do Espectro Autist
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser confundido com Transtorno do Espectro Autista (TEA) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Obrigada pela sua pergunta, muito importante!
Sim, o Transtorno de Personalidade Borderline pode, em alguns casos, ser confundido com o Transtorno do Espectro Autista, principalmente porque existem manifestações que podem parecer semelhantes à primeira vista.
Por exemplo, dificuldades nas relações sociais, sensibilidade emocional ou reações intensas podem aparecer em ambos, mas por motivos diferentes. No TPB, essas dificuldades costumam estar mais relacionadas à instabilidade emocional, ao medo de abandono e aos padrões de vínculo. Já no TEA, estão mais associadas a aspectos do desenvolvimento, comunicação e processamento social.
Por isso, é fundamental uma avaliação clínica cuidadosa, que considere a história do desenvolvimento, o contexto e a forma de funcionamento da pessoa ao longo do tempo.
Cada caso é singular, e o diagnóstico deve ser realizado por um profissional qualificado, evitando confusões que podem impactar diretamente o tratamento.
-
Como o psicólogo pode trabalhar a autoimagem instável em pacientes com Transtorno de Personalidade B
Como o psicólogo pode trabalhar a autoimagem instável em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Obrigada pela sua pergunta!!
No Transtorno de Personalidade Borderline, a autoimagem instável está relacionada à dificuldade de sustentar uma percepção mais contínua e integrada de si. O trabalho do psicólogo envolve, antes de tudo, compreender como essa imagem foi construída ao longo da história do paciente e como ela se manifesta nas relações.
Um dos pilares é a construção de um vínculo terapêutico consistente, que funcione como referência estável, possibilitando ao paciente se perceber ao longo do tempo de forma menos fragmentada.
Também é importante ajudar na nomeação e diferenciação das experiências internas, favorecendo que o paciente reconheça seus sentimentos, pensamentos e formas de se posicionar, em vez de oscilar apenas entre percepções extremas de si.
O trabalho com os padrões relacionais é fundamental, já que a autoimagem muitas vezes se organiza a partir do olhar do outro. Compreender essas dinâmicas permite ampliar a forma como o paciente se vê.
Ao longo do processo, o objetivo é favorecer uma construção mais integrada de si, com maior continuidade, menos oscilações extremas e uma relação mais estável consigo mesmo.
-
Quais são as dificuldades em trabalhar com a idealização e desvalorização em pacientes com Transtorn
Quais são as dificuldades em trabalhar com a idealização e desvalorização em pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oi, tudo bem?
Obrigada pela sua pergunta!!
No Transtorno de Personalidade Borderline, a idealização e a desvalorização costumam aparecer como oscilações intensas na forma de perceber o outro e a si, o que traz desafios importantes no manejo terapêutico.
Uma das principais dificuldades é que esses movimentos também surgem na relação com o psicólogo. O paciente pode, em determinados momentos, idealizar o profissional e, diante de frustrações ou limites, passar a desvalorizá-lo, o que pode impactar o vínculo e a continuidade do tratamento.
Outro ponto é a dificuldade em sustentar uma visão mais integrada do outro, tolerando ambivalências. Muitas vezes, há uma tendência a perceber em extremos, o que dificulta a elaboração de conflitos e frustrações.
O trabalho clínico envolve sustentar uma posição estável e consistente, sem entrar nas oscilações, e ajudar o paciente a reconhecer esses movimentos, compreendendo como eles se relacionam com sua história e seus padrões de vínculo.
Ao longo do processo, o objetivo é favorecer a capacidade de elaborar os aspectos positivos e negativos do outro e de si, possibilitando relações mais estáveis e menos marcadas por extremos.
-
Como o tratamento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser influenciado pela históri
Como o tratamento de Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser influenciado pela história de abandono e negligência?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Oii, tudo bem? Como você está?
Super importante a sua pergunta, ela toca em um ponto central do cuidado clínico.
No Transtorno de Personalidade Borderline, a história de abandono e negligência pode influenciar diretamente a forma como o paciente se relaciona no tratamento.
Essas experiências podem impactar a construção de confiança, gerando maior sensibilidade a sinais de afastamento, medo de não ser cuidado ou até dificuldade em se manter no processo terapêutico. Pequenas mudanças no setting, na disponibilidade ou na comunicação podem ser vividas com muita intensidade.
Além disso, essas vivências tendem a se repetir no vínculo terapêutico, podendo aparecer como aproximações intensas seguidas de afastamentos, desconfiança ou necessidade de confirmação constante.
O trabalho do psicólogo envolve sustentar um espaço estável, consistente e ético, que possibilite ao paciente, aos poucos, construir uma experiência relacional diferente da que foi vivida anteriormente.
Com o tempo, isso favorece maior segurança emocional, elaboração dessas vivências e formas mais estáveis de se relacionar consigo e com o outro.
Perguntas frequentes
-
Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…