Perguntas do paciente (6)

  • Quando a falta de atenção e concentração é sinal de algo grave?

    Quando a falta de atenção e concentração é sinal de algo grave?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thais  Shirane

    Olá,

    A falta de atenção e de concentração pode acometer qualquer pessoa, em diferentes momentos e contextos da vida. No entanto, torna-se importante buscar ajuda e estratégias de cuidado quando esses sintomas passam a causar sofrimento ou a interferir de forma significativa no dia a dia, seja nos estudos, no trabalho ou nas relações pessoais.


  • Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me se

    Olá! Tive uma experiência com uma psicanalista por mais de 1 ano, mas precisei encerrar porque me sentia insegura e não ouvida — às vezes ela usava o celular durante as sessões, o que me lembrava situações dolorosas da infância. Isso é antiético?

    Além disso, tenho muita dificuldade com a associação livre e isso me faz pensar se a psicanálise é mesmo adequada para mim.

    Devo buscar outra abordagem? Como lidar com essa frustração para não perder a confiança na terapia?

    Obrigada!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thais  Shirane

    Olá! Sinto muito que você tenha passado por essa experiência. O uso do celular durante as sessões de psicoterapia é um comportamento antiético e que não deveria ocorrer de forma alguma. Compreendo que isso pode ter te feito sentir insegura e pouco acolhida pela sua terapeuta.
    Compreendo também que a psicoterapia de abordagem psicanalítica pode, em certos momentos, gerar desconfortos e representar um grande desafio para alguns pacientes. No entanto, às vezes, a questão não está necessariamente na abordagem, mas sim no profissional que conduz o processo. Por isso, encontrar um terapeuta com quem você se sinta verdadeiramente acolhida e segura pode fazer toda a diferença. Espero que tenha te ajudado!


  • Olá! Gostaria de saber se é ético selecionar um profissional a partir de sua posição sobre questões

    Olá! Gostaria de saber se é ético selecionar um profissional a partir de sua posição sobre questões como visão política e pautas sociais como identidade de gênero e sexualidade, através de um bate-papo/entrevista. Entendo que se essa pergunta fosse voltada para qualquer outro profissional no mercado, a resposta é que obviamente estes critérios de seleção são sim antiéticos. Porém, considerando que serão abordadas questões de extrema importância, a última coisa pela qual eu quero passar é entrar em situações de conflito (exemplo: falo que sou gay e tentam me aplicar a "cura gay"). Como selecionar um profissional da melhor forma, sem "surpresinhas" quando forem aprofundadas questões mais delicadas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thais  Shirane

    Olá! Selecionar um profissional que seja sensível às suas demandas e necessidades não é, de forma alguma, antiético. Pelo seu relato, entendo que você está em busca de alguém que te respeite e acolha sua vivência com empatia e profissionalismo - o mínimo que se espera de qualquer profissional da saúde. Sendo assim, caso você prefira um profissional que compartilhe de certas vivências ou que tenha uma prática clínica mais alinhada e sensível às questões que são importantes para você, essa escolha é totalmente legítima e pode contribuir significativamente para o sucesso do processo terapêutico.
    Espero ter ajudado!


  • Como funciona o processo de elaboração de um luto? Faço essa pergunta não no sentido da morte de alg

    Como funciona o processo de elaboração de um luto? Faço essa pergunta não no sentido da morte de alguém, mas no de desvincilações simbólicas com os objetos que interagimos ao longo da vida — amores platônicos, mudanças de cidade etc. Sinto "ressaca afetiva" de coisas simples e pareço ficar triste por perdas bobas.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thais  Shirane

    O luto é um fenômeno muito mais amplo e complexo, não se restringindo apenas à morte de alguém. Todas essas perdas que você mencionou são válidas - não são “bobas” -, pois revelam o quanto essas experiências foram importantes para você.
    Essa “ressaca afetiva” pode ser entendida como um indicativo da intensidade do vínculo que você tinha com uma pessoa, um lugar ou uma atividade, e de como faz falta não se sentir mais da mesma forma.
    O primeiro passo na elaboração do luto é aceitar e validar esses sentimentos. Eles não são exagerados ou sem sentido, mas expressam a sua forma singular de se relacionar com o mundo e com aquilo que foi significativo.
    Com o tempo, torna-se possível ressignificar aquilo que foi perdido, seja por meio das memórias, do reconhecimento do que foi vivido ou a partir do investimento em novos vínculos que se tornem significativos pra você.


  • Ansiedade

    Quem tem ansiedade pode se isolar, se afastar das pessoas e evitar sair de casa?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thais  Shirane

    Sim, isso pode acontecer, principalmente quando a ansiedade se torna mais evidente em situações sociais. Isso ocorre porque muitas situações externas passam a ser percebidas como potencialmente ameaçadoras, desconfortáveis ou difíceis de enfrentar. Como forma de reduzir o mal-estar imediato, a pessoa evita esses contextos. Embora essa evitação traga alívio momentâneo, a longo prazo, pode reforçar a ansiedade e ampliar o isolamento. Por isso, a importância de trabalhar a ansiedade para que a vida social e afetiva da pessoa não seja prejudicada.


  • Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida. Posso te

    Bom dia! Consigo fazer dieta, mas chega um momento que começo a me descontrolar na comida.
    Posso ter algum transtorno?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Thais  Shirane

    Olá,

    É preciso ter mais elementos indicativos para afirmar se isso se trata de um transtorno alimentar. Entretanto, para além de uma questão diagnóstica, se a alimentação tem sido um ponto que está te causando angústia, isso por si só já merece atenção e cuidado.

    Dietas muito rígidas e restritas podem favorecer episódios de compulsão ou de comer descontrolado, justamente por criarem um ciclo de privação e culpa que tendem a se retroalimentar. Por isso, a importância de buscar uma relação mais flexível e acolhedora com a comida, que não esteja baseada apenas em regras, proibições e cobranças.

    Espero que minha resposta tenha te ajudado!


Perguntas frequentes

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