Perguntas do paciente (90)
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Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, ma
Olá, sou jovem e não sei lidar com minha própria cabeça, quando estou com meu namorado estou bem, mas quando tentamos algo mais íntimo, meus traumas tomam conta e eu choro e fico com medo(fui abusada com 5 anos e com 11 anos). Eu não sei o que fazer, sóbria eu fico mal, bêbada eu fico pior, pois eu tenho crises de pânico e vejo meus abusadores e começo a ter memórias dos abusos, não quero que meu namorado tenha uma namorada defeituosa. O que eu faço?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Antes de tudo, quero que você saiba que não precisa enfrentar essa situação sozinha. Eu sinto muito por tudo o que você viveu. Nenhuma criança deveria passar por esse tipo de violência, e nada do que aconteceu foi culpa sua.
O trauma pode deixar marcas profundas, mas ele não define quem você é nem o resto da sua vida. Com o tratamento adequado e uma rede de apoio, é possível reconstruir a confiança em si mesma, desenvolver uma relação mais segura com o próprio corpo e viver a intimidade de uma forma mais tranquila e saudável.
É possível perceber que seu corpo e sua mente ainda estão respondendo às violências que sofreu na infância. Essas respostas não significam que exista algo de errado com você; elas refletem o impacto de acontecimentos muito dolorosos.
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, um término de relacionamento pode ser compreendido como uma forma de luto, já que representa uma experiência de perda, o encerramento de um ciclo e a interrupção de um vínculo significativo. Não se trata apenas da ausência da outra pessoa, mas também da ruptura de uma rotina compartilhada, de planos construídos em conjunto e de uma perspectiva de futuro que, muitas vezes, fazia parte da própria identidade.
Assim como acontece em outros processos de luto, é comum que surjam sentimentos como tristeza, saudade, raiva, frustração, indignação, culpa e até negação. Essas reações fazem parte da tentativa de se adaptar à nova realidade e são vividas de maneira singular, já que cada pessoa atribui significados diferentes às suas experiências e possui recursos próprios para lidar com elas.
Elaborar o luto amoroso não significa esquecer o relacionamento ou deixar de sentir dor em pouco tempo. Trata-se de um processo gradual de reconhecer o que foi vivido, integrar essa experiência à própria história, ressignificar o vínculo e reconstruir a vida a partir dessa nova realidade. Com o tempo, é possível reorganizar a rotina, fortalecer a autonomia, retomar interesses e investir em novos projetos, sem que a lembrança da relação impeça o movimento em direção ao presente e ao futuro.
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É possível trabalhar com o vínculo terapêutico mesmo que o paciente tenha uma relação difícil com a
É possível trabalhar com o vínculo terapêutico mesmo que o paciente tenha uma relação difícil com a figura de autoridade (como o terapeuta)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O paciente que tem dificuldade com figura de autoridade, provavelmente vai ter essa mesma dificuldade com o terapeuta. Isso pode se manifestar como resistência, desconfiança, necessidade de testar limites ou até uma postura mais defensiva ao longo das sessões.
Isso faz parte do próprio processo terapêutico e da formação do vínculo. É justamente na relação construída com o terapeuta que esses padrões podem aparecer de forma mais viva e, consequentemente, mais passíveis de serem compreendidos e trabalhados.
Com o tempo, isso pode favorecer a construção de um vínculo mais seguro, no qual o paciente se sinta menos ameaçado pela ideia de autoridade e mais aberto à confiança e à colaboração, consequentemente nao vai ficar restrito só a relação com o terapeuta.
Assim, o que inicialmente surge como dificuldade pode se transformar em um dos principais motores de mudança dentro do processo terapêutico.
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O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode causar problemas no relacionamento familiar?
O Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode causar problemas no relacionamento familiar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TPB pode, sim, gerar grandes desafios na dinâmica familiar. Isso ocorre devido à instabilidade emocional, ao medo de abandono, à necessidade constante de validação, à impulsividade e à sensibilidade à rejeição, características comuns em pessoas com TPB. Toda essa dinâmica pode tornar os relacionamentos, sejam familiares ou não, mais cansativos e desgastantes.
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Ultimamente to sentindo muita sensação de incapacidade sinto que nunca vou ser capaz ou suficiente p
Ultimamente to sentindo muita sensação de incapacidade sinto que nunca vou ser capaz ou suficiente pra nada na vida, e isso me gera crises de ansiedade, nunca fiz nada comigo , mais meus pensamentos são muito intenso quando penso essas coisas, querendo ser outras pessoas pra não ter que sofrer com nada na vida, crises de choro desespero tudo de ruim, e uma sensação que isso nunca vai parar ou mudar me sinto angustiada ansiosa por tudo todos os dias é uma luta mental, tenho ansiedade generalizada e acho que posso tá tendo depressao associado a ansiedade muito forte para eu ter esses pensamentos ruins o que isso poderia ser ? (Tomo medicação também antidepressivo e ansiolítico já faz 1)
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Sinto muito que você esteja passando por um momento tão delicado. De forma geral, sim, é possível que a ansiedade esteja associada a um quadro depressivo, algo bastante comum em pessoas com Transtorno de Ansiedade Generalizada.
Quando a mente permanece em constante estado de alerta, isso pode gerar uma grande exaustão emocional, trazendo sentimentos de desesperança, cansaço intenso, crises de choro, sensação de incapacidade e a impressão de que nada vai mudar. Esses pensamentos e sentimentos são sintomas do sofrimento, mas não significam que será assim para sempre.
Por isso, é muito importante manter o acompanhamento com o psiquiatra como você já vem fazendo e também realizar psicoterapia, pois esse espaço pode ajudar você a falar sobre o que está sentindo, compreender melhor seus pensamentos e encontrar novas formas de lidar com esse momento com mais acolhimento e cuidado.
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Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?
Como saber se estou em um relacionamento abusivo ou se é apenas uma fase ruim?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para entender se você está vivenciando um relacionamento abusivo, é importante se atentar a alguns sinais.
Em uma relação abusiva, geralmente há desigualdade de poder: um dos parceiros exerce mais controle sobre o outro. Esse tipo de relacionamento costuma gerar sentimentos constantes de dúvida, confusão mental, ansiedade, insegurança e esperança de que o parceiro mude.
A outra pessoa passa a ser o centro da sua vida, e seu comportamento começa a ser moldado com base na reação dela e no que ela espera de você. Aos poucos, você pode sentir que está perdendo de vista quem voce de fato é e o medo vai tomando conta.
Pode haver violência verbal, tecnológica, emocional, psicológica, física, sexual ou patrimonial. A existência de uma ou mais já é um alerta. Também é importante observar o sofrimento causado, a frequência dos abusos e a repetição do ciclo de violência.
Vale lembrar: nem sempre há agressão física. E também não existem apenas momentos ruins. Muitas vezes há pedidos de desculpa, promessas de mudança e demonstrações intensas de carinho que podem funcionar como uma forma de manipulação e manter o ciclo acontecendo.
Quando existe manipulação, humilhação, controle, medo e sofrimento recorrente, não é apenas uma fase ruim e talvez voce precise de ajuda nesse momento.
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Como superar a dor de uma traição por pornografia? Descobri em Agosto do ano passado, mas há dias qu
Como superar a dor de uma traição por pornografia? Descobri em Agosto do ano passado, mas há dias que são mais e menos difíceis para mim, não consigo ter relação sem me sentir profundamente triste e decepcionada, e ele parece incomodado ou com raiva quando me ve chorando ou questionando. Não consigo me entender nesse momento. Desde já agradeço!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que você esteja vivendo isso. A dor que você descreve é real e precisa ser vista. Quando há uma quebra de confiança, não é apenas o comportamento em si que machuca.
É importante voltar o olhar para a sua experiência com tudo isso que aconteceu e entender o que essa situação desperta em você, qual significado isso ganha na história, será que há espaço para diálogo, ele consegue escutar sua dor sem invalidá-la, existe responsabilização e disposição real para mudança?
Mais do que entender o fato, é essencial compreender como você se sente diante dele. Mas, entendendo que compreender as razoes nao cura o desconforto.
Na Gestalt, entendemos que relações saudáveis exigem presença, responsabilidade e abertura para o encontro genuíno. Quando seus limites são atravessados e não há acolhimento, a ferida tende a se aprofundar.
E aí voce precisa entender o que precisa acontecer para que você volte a se sentir segura? Quais limites seus foram desrespeitados? O que você necessita hoje para permanecer nessa relação de forma inteira?
Um processo psicoterapeutico pode te ajudar a ampliar essa consciência e, especialmente, organizar seus sentimentos.
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Quais são as diferenças entre hiperfoco "comum" e desadaptativo?
Quais são as diferenças entre hiperfoco "comum" e desadaptativo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando o hiperfoco se torna desadaptativo, ele passa a desorganizar o cotidiano da pessoa. É como se ela ficasse “presa” em uma única atividade, com dificuldade de direcionar a atenção para outras demandas. Com isso, compromissos acabam sendo negligenciados e até necessidades essenciais (como se alimentar, dormir, ir ao banheiro, tomar banho) são deixadas de lado.
Interrupções tendem a provocar irritação, e o afastamento do convívio social pode se intensificar. Esse padrão, ao se repetir, contribui para um aumento considerável dos níveis de ansiedade.
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Pacientes com fibromialgia têm dificuldade em multitarefas?
Pacientes com fibromialgia têm dificuldade em multitarefas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, pacientes com fibromialgia podem ter dificuldade em realizar multitarefas.
A condição não afeta apenas o corpo, mas também o funcionamento cognitivo e emocional. A redução de neurotransmissores como serotonina, noradrenalina e dopamina aumenta a sensibilidade à dor, consumindo energia física e mental.
Além disso, sono prejudicado, fadiga e alterações cognitivas (atenção, memória e concentração) comprometem o desempenho. A dor crônica também pode levar à ansiedade e depressão, reduzindo ainda mais a capacidade de foco e de realizar várias tarefas ao mesmo tempo.
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Para que serve a avaliação neuropsicológica na fibromialgia?
Para que serve a avaliação neuropsicológica na fibromialgia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A avaliação neuropsicológica é fundamental para o mapeamento das alterações cognitivas que tiveram maior comprometimento. É através dos instrumentos de avaliação que vao ser identificado quais funções (atenção, memória, velocidade de processamento, concentração) foram afetadas e de que forma.
Essa avaliação serve para auxiliar no tratamento de modo mais especifico, subjetivo e eficaz.
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Por que a devolutiva é considerada crucial na avaliação neuropsicológica integrativa ?
Por que a devolutiva é considerada crucial na avaliação neuropsicológica integrativa ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A devolutiva é um momento extremamente importante no processo de avaliação neuropsicológica. É nesse momento que os resultados obtidos ao longo da avaliação são apresentados e esclarecidos ao paciente. Também é a ocasião em que são discutidas as possíveis intervenções e encaminhamentos para tratamento, além do esclarecimento de dúvidas.
Dessa forma, a devolutiva torna as informações mais objetivas e compreensíveis, buscando entender de que maneira a vida do paciente foi impactada e favorecendo o desenvolvimento do autoconhecimento.
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Quais são os critérios para confirmar o diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) ?
Quais são os critérios para confirmar o diagnóstico do Transtorno de Déficit de Atenção” (TDAH) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TDAH geralmente é identificado na infância ou adolescência, sendo suspeitado quando sinais como hiperatividade, desatenção e impulsividade passam a prejudicar as relações e o desenvolvimento pessoal, social e profissional.
O diagnóstico é clínico, baseado na avaliação dos sintomas, da rotina e do comportamento do paciente. Para sua confirmação, é necessário um trabalho multiprofissional envolvendo psiquiatras, neurologistas, neuropediatras (quando indicado), psicologia, psicopedagogos e pediatras. Reforçando: não existem exames de imagem para o diagnóstico do TDAH.
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O que é um "ambiente invalidante" no contexto parental?
O que é um "ambiente invalidante" no contexto parental?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O ambiente invalidante no contexto parental é aquele em que o indivíduo se desenvolve sem ter suas vivências emocionais reconhecidas como válidas. Nesse tipo de ambiente, sentimentos, percepções, pensamentos e sensações da criança ou do adolescente são frequentemente ignorados, minimizados ou corrigidos pelos pais ou responsáveis. Como resultado, a mensagem transmitida é a de que aquilo que o filho sente não tem relevância, não é compreensível ou simplesmente não faz sentido, o que pode comprometer a construção da autoestima, da confiança em si mesmo e da capacidade de lidar com as próprias emoções.
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Nem toda pessoa que sofreu invalidação desenvolverá Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), ce
Nem toda pessoa que sofreu invalidação desenvolverá Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), certo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Nem toda pessoa que vivenciou invalidação emocional desenvolverá Transtorno de Personalidade Borderline. Isso acontece porque o aparecimento desse transtorno está associado à interação entre fatores biológicos, aspectos do temperamento e experiências individuais ao longo da vida. Muitas pessoas que cresceram em contextos pouco responsivos conseguem, com o tempo, ressignificar suas vivências, identificar e compreender suas emoções, além de construir vínculos estáveis e satisfatórios.
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Como posso lidar com a minha bissexualidade? Sou homem e sempre tive interesse afetivo por mulher
Como posso lidar com a minha bissexualidade?
Sou homem e sempre tive interesse afetivo por mulheres, mas, de tempos em tempos, acabo assistindo pornografia gay e vendo imagens de homens nus.
Recentemente, comecei a sair com garotos de programa (passivo) e também com um colega gay afeminado (versátil - ativo e passivo). O grande problema é que tenho uma namorada por quem sempre senti atração, mas, ultimamente, percebo que meu desejo por homens (másculo e viris) — e gays afeminados — tem sido mais intenso. Além disso, tenho um fetiche de usar lingeries.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A psicoterapia pode ajudar você a se conhecer melhor, a se respeitar e a aceitar sua orientação sexual. Orientação sexual não é doença, transtorno nem problema. Na maioria das vezes, o sofrimento está muito mais ligado ao papel social que a pessoa precisa desempenhar do que ao desejo em si. Por isso, buscar um profissional é importante para poder falar livremente e ampliar a compreensão do que está acontecendo.
É normal que o desejo sexual flutue ao longo da vida, em intensidade e em direcionamento. Muitas pessoas fazem escolhas influenciadas pela cultura e pelos padrões sociais, ignorando sentimentos internos, o que pode gerar sofrimento, conflitos e até isolamento.
O que você descreve não é raro e не significa que “há algo errado” com você. No entanto, existem conflitos reais — emocionais, éticos e identitários — que precisam ser encarados com honestidade.
Outro ponto importante é o consentimento da sua namorada em relação a essa vida sexual paralela. Isso não é sobre orientação sexual, e sim sobre um acordo afetivo entre vocês.É importante conversar com sua namorada de forma honesta e organizar seus desejos sem se machucar nem ferir outras pessoas. A psicoterapia vai te ajudar com tudo isso :)
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Todos os pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm o mesmo prognóstico psiquiát
Todos os pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) têm o mesmo prognóstico psiquiátrico ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Não. Embora o diagnóstico seja o mesmo, cada pessoa é única e subjetiva. Por isso, os pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não apresentam todos o mesmo prognóstico psiquiátrico. O prognóstico é influenciado por diversos fatores, como a gravidade e a intensidade dos sintomas, a adesão ao tratamento, a rede de apoio, a presença de outras comorbidades e a motivação do paciente. Embora seja uma condição crônica, a maioria das pessoas que realizam tratamento consegue obter uma melhora significativa dos sintomas, especialmente com a psicoterapia.
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. O prognóstico psiquiátrico varia de pessoa para pessoa?
. O prognóstico psiquiátrico varia de pessoa para pessoa?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim!
Embora o diagnóstico seja o mesmo, cada pessoa é única e subjetiva. Por isso, os pacientes com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) não apresentam todos o mesmo prognóstico psiquiátrico. O prognóstico é influenciado por diversos fatores, como a gravidade e a intensidade dos sintomas, a adesão ao tratamento, a rede de apoio, a presença de outras comorbidades e a motivação do paciente. Embora seja uma condição crônica, a maioria das pessoas que realizam tratamento consegue obter uma melhora significativa dos sintomas, especialmente com a psicoterapia.
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O que acontece durante a "visão em túnel" no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
O que acontece durante a "visão em túnel" no Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Para a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) a visão de túnel representa a tendência da pessoa a enxergar a realidade de forma limitada, focando apenas em um aspecto da situação e ignorando outras, que inclusive poderiam se apresentar como alternativas.
Assim, a visão de túnel funciona como um mecanismo defensivo, estreitando a percepção e reforçando o pensamento “tudo ou nada”, como uma forma inconsciente de manejar a instabilidade psíquica.
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A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência de que seu ciúme é prejudi
A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência de que seu ciúme é prejudicial ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá :)
O Transtorno de Personalidade Borderline é marcado pelos relacionamentos instáveis, medo de abandono, idealização do outro, impulsividade, desproporcionalidade de sentimentos.
Sobre a sua pergunta, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline tem consciencia do seu ciume excessivo, mas pode não conseguir controlá-lo, especialmente por conta desse medo de abandono característico do TPB.
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O que causa a percepção de amizade unilateral no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
O que causa a percepção de amizade unilateral no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A amizade unilateral observada em indivíduos com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) decorre da intensidade com que experimentam suas emoções, particularmente o medo de rejeição e de abandono. Tais características emocionais tendem a favorecer dinâmicas relacionais marcadas por aproximações intensas e afastamentos abruptos, refletindo a instabilidade afetiva típica do transtorno.
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