Perguntas do paciente (9)
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Boa noite, fiz exame de sangue, meu triglicérides está 338mg/dl. HDL um pouco abaixo do ideal, e LDL
Boa noite, fiz exame de sangue, meu triglicérides está 338mg/dl. HDL um pouco abaixo do ideal, e LDL um pouco acima. Médico do posto me passou ciprofibrato 100mg e rusovastatiba 20mg, mas estou com dúvida nos horários, se tem interação entre esses dois. Posso tomar os dois juntos no mesmo horário? Ou divido as doses durante o dia? Se alguém puder me ajudar. Fico grato.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como cardiologista e doutor em Cardiologia pela USP, à luz das diretrizes internacionais mais recentes, posso lhe esclarecer com segurança:
Triglicerídeos em nível de 338 mg/dL configuram hipertrigliceridemia moderada a importante, frequentemente associada a risco cardiovascular aumentado e, em níveis mais elevados, risco de pancreatite. A presença concomitante de HDL baixo e LDL elevado reforça a necessidade de abordagem terapêutica mais abrangente.
A prescrição de ciprofibrato associado à rosuvastatina é um estratégia reconhecida em situações selecionadas, sobretudo quando há dislipidemia mista, como no seu caso.
Do ponto de vista prático:
• Podem ser utilizados no mesmo dia, porém não necessariamente no mesmo horário.
• Em geral, recomenda-se:
– Rosuvastatina: pode ser tomada em qualquer horário, embora muitos prefiram à noite (pela tradição com estatinas).
– Ciprofibrato: habitualmente administrado após uma das principais refeições, para melhor tolerabilidade.
A associação entre fibratos e estatinas pode aumentar o risco de efeitos musculares (mialgia, miosite e, raramente, rabdomiólise), embora o ciprofibrato tenha perfil relativamente mais seguro que o gemfibrozil nessa combinação.
Por isso, é fundamental:
• Monitorar sintomas como dor muscular, fraqueza ou urina escura
• Avaliar enzimas musculares (CPK), se houver sintomas
• Manter acompanhamento médico regular
Nenhum tratamento será plenamente eficaz sem ajuste do estilo de vida:
• Redução rigorosa de açúcares simples e álcool (grandes vilões dos triglicerídeos)
• Controle de peso
• Atividade física regular
• Ajuste da alimentação (padrão mediterrâneo é altamente recomendado)
A combinação prescrita é coerente com as diretrizes para dislipidemia mista, pode ser utilizada com segurança quando bem indicada, preferencialmente em horários diferentes, e exige vigilância clínica.
Dr. Valério Vasconcelos
Médico Cardiologista
Doutor em Cardiologia pela USP
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Sofri infarto em 2021 com colocação de 2 stends e desde então venho tomando o metoprazol, ezetimiba
Sofri infarto em 2021 com colocação de 2 stends e desde então venho tomando o metoprazol, ezetimiba e atorvastatina. Nunca fui hipertenso e com o uso desses medicamento minha pressão tem ficado em média com 10/5.
Tenho que tomar estes medicamentos pelo resto da vida? Tenho 77 anosRESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como cardiologista, pesquisador e doutor em Cardiologia pela USP, posso lhe responder com base nas melhores evidências científicas e diretrizes internacionais atuais
Após um infarto agudo do miocárdio, especialmente com implante de stents, entramos no que chamamos de prevenção secundária, cujo objetivo é reduzir ao máximo o risco de um novo evento cardiovascular.
Nesse contexto, os medicamentos que você utiliza têm papéis muito bem definidos.
A atorvastatina e a ezetimiba atuam de forma complementar na redução do colesterol LDL, que é um dos principais fatores relacionados à progressão da aterosclerose. Em pacientes como você, que já tiveram infarto, a tendência é manter essas medicações por tempo indeterminado, muitas vezes por toda a vida, salvo alguma contraindicação.
O metoprolol tem função de proteger o coração, reduzindo a frequência cardíaca, o consumo de oxigênio do miocárdio e o risco de arritmias. Em muitos pacientes, especialmente após infarto, ele também é mantido a longo prazo, embora em alguns casos selecionados possamos reavaliar sua necessidade ao longo dos anos, dependendo da função cardíaca e da presença de sintomas.
Em relação à sua pressão arterial em torno de 10 por 5, isso corresponde aproximadamente a 100 por 50 mmHg. Se você está assintomático, ou seja, sem tonturas, fraqueza, sensação de desmaio ou quedas, esse nível pode ser aceitável, especialmente sob uso de betabloqueador.
Por outro lado, se houver sintomas, é importante reavaliar a dose, principalmente do metoprolol.
A medicina moderna não trata apenas números, mas sim o paciente como um todo.
Em síntese, após um infarto com stents,
as medicações para controle do colesterol tendem a ser contínuas e fundamentais para sua proteção.
O betabloqueador pode ser mantido a longo prazo, mas pode ser individualizado conforme sua evolução clínica.
A pressão que você relata pode ser aceitável se bem tolerada, mas merece acompanhamento.
O mais importante é não suspender ou ajustar nenhuma medicação por conta própria. A decisão deve sempre ser feita em conjunto com seu cardiologista, considerando sua idade, sua história clínica e sua qualidade de vida.
Dr. Valério Vasconcelos
Médico cardiologista, pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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"A Variabilidade da Frequência Cardíaca (HRV) é hoje um dos melhores marcadores de resiliência do Si
"A Variabilidade da Frequência Cardíaca (HRV) é hoje um dos melhores marcadores de resiliência do Sistema Nervoso Autônomo. Por que ainda não a utilizamos para prever eventos súbitos e manejar o estresse crônico dos nossos pacientes de alta performance?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A Variabilidade da Frequência Cardíaca, HRV (variabilidade da frequência cardíaca, ou seja, a oscilação dos intervalos entre batimentos consecutivos do coração), pode ser analisada por diferentes métodos baseados nos intervalos RR registrados por eletrocardiograma, Holter ou dispositivos vestíveis.
No domínio do tempo, utilizamos parâmetros como SDNN (desvio padrão de todos os intervalos normais, refletindo a variabilidade global do sistema autonômico) e RMSSD (raiz quadrada da média das diferenças sucessivas entre intervalos RR, marcador mais específico da atividade parassimpática, relacionada à recuperação e relaxamento).
No domínio da frequência, analisamos LF (low frequency, baixa frequência, associada a influência mista simpática e parassimpática) e HF (high frequency, alta frequência, fortemente relacionada à atividade parassimpática e à respiração). A relação LF/HF é frequentemente utilizada como um indicador do balanço autonômico, embora com limitações.
Exemplo clínico hipotético: um homem de 45 anos, executivo de alta performance, fisicamente ativo, mas sob elevado estresse ocupacional, realiza monitoramento com wearable e apresenta queda progressiva do RMSSD de 40 ms para 18 ms ao longo de uma semana, associada a aumento da relação LF/HF. Essa leitura sugere redução do tônus vagal e predominância simpática, compatível com estresse fisiológico elevado e recuperação inadequada. Na prática, isso orientaria intervenções como ajuste da carga de treino, melhora da qualidade do sono, manejo do estresse e reavaliação clínica mais ampla.
Outro cenário: um paciente no pós-infarto com SDNN persistentemente baixo (por exemplo, < 50 ms) em Holter de 24 horas pode apresentar maior risco de eventos adversos, refletindo disfunção autonômica, embora essa medida isoladamente não seja suficiente para decisões terapêuticas sem integração com outros dados clínicos.
À luz das recomendações do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology, a HRV ainda não é utilizada como ferramenta isolada para guiar condutas ou prever eventos súbitos, mas representa um marcador complementar valioso, especialmente na avaliação do estresse, recuperação e equilíbrio autonômico.
Dr. Valério Vasconcelos
Cardiologista, médico pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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"Estamos ignorando a microbiota? Como você interpreta níveis elevados de TMAO (N-óxido de trimetilam
"Estamos ignorando a microbiota? Como você interpreta níveis elevados de TMAO (N-óxido de trimetilamina) em pacientes que mantêm dietas ricas em colina e carnitina, mas apresentam aterosclerose acelerada?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
A microbiota intestinal é um campo promissor na cardiologia, mas ainda não faz parte da rotina das diretrizes internacionais. O TMAO (N-óxido de trimetilamina, um metabólito produzido pela ação das bactérias intestinais a partir de nutrientes como colina e carnitina) tem sido associado à inflamação vascular, disfunção endotelial e maior risco aterosclerótico.
Na prática, níveis elevados de TMAO são interpretados como marcador de risco metabólico adicional, especialmente em pacientes com aterosclerose acelerada, refletindo a interação entre dieta, microbiota, fígado e função renal. No entanto, as diretrizes do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology não recomendam sua dosagem rotineira, pois ainda não há evidência de que sua redução modifique desfechos clínicos.
Assim, o foco permanece no controle rigoroso dos fatores clássicos de risco e na adoção de um padrão alimentar cardioprotetor, enquanto o TMAO permanece como marcador emergente, ainda sem papel definido na prática clínica diária.
Dr. Valério Vasconcelos
Cardiologista, médico pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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"Qual o impacto real da hiperhomocisteinemia na estabilidade da placa aterosclerótica em pacientes q
"Qual o impacto real da hiperhomocisteinemia na estabilidade da placa aterosclerótica em pacientes que você atende, e por que o rastreio de polimorfismos genéticos (como a MTHFR) ainda não é rotina na cardiologia padrão?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Na prática clínica, a hiper-homocisteinemia exerce um papel mais modulador do que determinante na instabilidade da placa aterosclerótica, estando associada à disfunção endotelial, estresse oxidativo e maior atividade inflamatória. Contudo, seu impacto é inferior ao de fatores clássicos como LDL elevado, diabetes, hipertensão e tabagismo. À luz das diretrizes do American College of Cardiology e da European Society of Cardiology, a dosagem rotineira da homocisteína não é recomendada, pois não há evidência consistente de que sua redução com vitaminas do complexo B modifique desfechos cardiovasculares relevantes. Da mesma forma, o rastreio de polimorfismos como o MTHFR não integra a prática cardiológica padrão, uma vez que apresenta baixo valor incremental na estratificação de risco e raramente altera a conduta clínica. Assim, a abordagem contemporânea permanece centrada no controle rigoroso dos fatores de risco tradicionais, que comprovadamente estabilizam a placa e reduzem eventos.
Dr. Valério Vasconcelos
Cardiologista, médico pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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"Até que ponto a prescrição de estatinas em prevenção primária é segura sem a suplementação concomit
"Até que ponto a prescrição de estatinas em prevenção primária é segura sem a suplementação concomitante de Coenzima Q10, considerando o bloqueio da via do mevalonato e a consequente miopatia mitocondrial?"
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como cardiologista, pesquisador e doutor em Cardiologia pela USP, a sua pergunta toca um ponto sofisticado da farmacologia cardiovascular contemporânea e exige uma leitura que concilie plausibilidade biológica com evidência clínica robusta. As estatinas atuam inibindo a HMG-CoA redutase na via do mevalonato, reduzindo não apenas a síntese de colesterol, mas também de intermediários como a ubiquinona, conhecida como Coenzima Q10, que participa diretamente da cadeia respiratória mitocondrial. Essa base fisiopatológica sustenta a hipótese de que a redução da CoQ10 poderia contribuir para disfunção energética muscular e, eventualmente, sintomas como mialgia. No entanto, ao transpor essa hipótese para o campo clínico, os dados disponíveis não confirmam de forma consistente essa relação causal. Ensaios clínicos randomizados e metanálises mostram resultados heterogêneos, sem evidência robusta de que a suplementação de CoQ10 reduza de maneira significativa os sintomas musculares associados às estatinas. À luz das diretrizes das principais sociedades, como American College of Cardiology, American Heart Association e European Society of Cardiology, as estatinas permanecem seguras e fortemente recomendadas em prevenção primária quando há indicação adequada, e não há recomendação para suplementação rotineira de Coenzima Q10. A miopatia grave é rara, e a grande maioria dos pacientes tolera bem o tratamento sem necessidade de qualquer suplementação adicional. Em termos práticos, a prescrição de estatinas em prevenção primária é considerada segura mesmo na ausência de CoQ10, e os benefícios cardiovasculares superam amplamente os riscos potenciais. A suplementação pode ser considerada de forma individualizada em pacientes que desenvolvem sintomas musculares persistentes, como estratégia empírica, mas não constitui uma exigência fisiológica nem uma recomendação baseada em evidência sólida. Em síntese, há uma elegância teórica na hipótese da miopatia mitocondrial mediada pela depleção de CoQ10, mas a prática clínica contemporânea, guiada por evidências, sustenta que o uso de estatinas é seguro e eficaz independentemente dessa suplementação, devendo sempre prevalecer a individualização e o julgamento clínico.
Dr. Valério Vasconcelos
Médico cardiologista, pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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Tomo fluexetina 20mg Selozok 25mg Cai e o médico da upa me receitou o alivetore 90mg será que pod
Tomo fluexetina 20mg
Selozok 25mg
Cai e o médico da upa me receitou o alivetore 90mg será que pode dar alguma reação essa mistureba de medicação?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Como cardiologista e pesquisador, posso lhe orientar com segurança em relação ao uso conjunto da fluoxetina 20 mg, do Metoprolol 25 mg e do Etoricoxib 90 mg. Essa combinação, de modo geral, não é formalmente contraindicada, mas exige atenção a alguns pontos importantes. A fluoxetina pode inibir a metabolização do metoprolol no fígado, levando a um aumento de seus níveis no organismo, o que pode resultar em queda mais acentuada da frequência cardíaca e da pressão arterial, especialmente em pessoas mais sensíveis, manifestando-se por tontura, cansaço excessivo ou sensação de desmaio. O etoricoxib, por sua vez, não apresenta interação direta relevante com a fluoxetina, porém pertence a uma classe de anti-inflamatórios que pode elevar a pressão arterial e, em determinados perfis de pacientes, especialmente aqueles com histórico cardiovascular, aumentar o risco de eventos quando utilizado por períodos prolongados. Em uso de curta duração, como em situações de dor aguda, costuma ser bem tolerado na maioria dos casos. Na prática, é fundamental observar sinais clínicos como tontura, fraqueza, batimentos lentos ou mal-estar, além de, se possível, monitorar a pressão arterial e a frequência cardíaca durante o uso concomitante. Em síntese, trata-se de uma associação possível, mas que deve ser acompanhada com atenção, especialmente pela interação entre fluoxetina e metoprolol e pelo perfil cardiovascular dos anti-inflamatórios, sendo sempre prudente evitar o uso prolongado sem reavaliação médica.
Dr. Valério Vasconcelos
Médico cardiologista, pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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Tomava sertralina, parei de forma abrupta, é normal sentir o peito dando batidas erradas, ainda mais
Tomava sertralina, parei de forma abrupta, é normal sentir o peito dando batidas erradas, ainda mais quando se está deitada?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer. A interrupção abrupta da Sertralina pode causar síndrome de descontinuação dos ISRS (Inibidores Seletivos da Recaptação de Serotonina, antidepressivos que aumentam a serotonina no cérebro), levando a ansiedade e sensação de batimentos irregulares.
Geralmente são extrassístoles (batimentos antecipados e benignos), mais perceptíveis ao deitar. Isso ocorre por um desequilíbrio transitório do sistema nervoso autonômico (que regula coração e pressão).
Na maioria dos casos é benigno e passageiro. Procure avaliação se houver dor no peito, desmaio ou palpitações intensas e persistentes.
Dr. Valério Vasconcelos
Cardiologista, médico pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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O psiquiatra me receitou sertralina de 50 mg,mais tomo holmecor Hct(20 por 12,5 mg) para hipertensão
O psiquiatra me receitou sertralina de 50 mg,mais tomo holmecor Hct(20 por 12,5 mg) para hipertensão, a interação dos dois medicamentos pode me causar algum mal??Ainda não iniciei com a sertralina porque estou com medo dessa associação.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
De forma geral, a associação entre sertralina e (olmesartana + hidroclorotiazida) é frequentemente utilizada e considerada segura, inclusive em pacientes hipertensos.
Como cardiologista, explico que não há uma interação grave direta entre esses medicamentos. No entanto, existem alguns pontos de atenção:
A hidroclorotiazida pode reduzir sódio e potássio, enquanto a sertralina, em raros casos, pode contribuir para hiponatremia (queda do sódio no sangue), especialmente em idosos ou pessoas mais sensíveis. Por isso, é prudente acompanhar exames laboratoriais após iniciar.
Pode haver também discreta queda de pressão no início, pois a sertralina pode causar leve vasodilatação ou redução da ansiedade, o que em alguns pacientes diminui a pressão arterial.
Na prática, essa combinação é amplamente prescrita e, na grande maioria dos casos, bem tolerada. O mais importante é iniciar com acompanhamento médico, observar sintomas como tontura excessiva, fraqueza ou mal-estar, e, se possível, checar eletrólitos após algumas semanas.
Não iniciar por medo, neste caso, pode atrasar um tratamento importante para sua saúde mental, que também impacta diretamente o coração.
Dr. Valério Vasconcelos
Cardiologista, médico pesquisador e escritor
Doutor em Cardiologia pela USP
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