Perguntas do paciente (7)

  • Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades

    Estou tomando o sertralina ah mais de 30 dias e ainda sinto ansiedade, fraqueza ao fazer atividades em casa e desânimo. É normal ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanderson Neves

    Pode acontecer, sim. A sertralina pode levar algumas semanas para apresentar um efeito mais consistente, então nem sempre a melhora é percebida logo no primeiro mês.
    Mas como você ainda está sentindo bastante ansiedade, desânimo e essa fraqueza para realizar as atividades de casa, acho importante contar isso ao psiquiatra que prescreveu a medicação.
    Ele poderá avaliar se essa resposta está dentro do esperado para você ou se é necessário algum ajuste. Não altere a dose nem pare a medicação por conta própria, tá?
    E vamos observando também como você tem se sentido no dia a dia. Às vezes, além da medicação, é importante entendermos como essa ansiedade e esse desânimo estão aparecendo na sua rotina.
    Se perceber que a fraqueza está muito intensa ou piorando, avise seu médico antes da próxima consulta.


  • Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, enc

    Quando estou em atendimentos psicológicos, sinto que o mundo pode ser compreensivo; quando saio, encontro indiferença. Tenho medo de que a terapia esteja criando uma expectativa que a realidade não sustenta.

    Porque o psicólogo me faz sentir acolhido e numa atmosfera e perspectiva de compreensão, reflexão, diálogo e atenção que não existe no mundo lá fora do consultório e das sessões? No mundo lá fora o que eu vejo são pessoas que não querem saber de mim e dos meus sentimentos. Sendo assim e isto constatado, porque o psicólogo faz parecer que o mundo é um lugar bom e fácil de encaixar e que é preciso ter amigos?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanderson Neves

    Eu entendo sua preocupação, e acho importante você trazer isso. A terapia não deveria fazer você acreditar que o mundo é sempre acolhedor ou que as pessoas vão necessariamente compreender seus sentimentos.
    O consultório é um espaço diferente justamente porque existe tempo, atenção e disponibilidade para você olhar para aquilo que sente com mais calma. Isso não significa que todas as relações fora daqui funcionarão dessa mesma maneira.
    Talvez uma parte importante do nosso trabalho seja justamente reconhecer essa diferença: existem pessoas indiferentes, relações que frustram e situações em que você não será compreendido. Isso faz parte da realidade.
    Mas também podemos investigar o que acontece com você quando encontra essa indiferença: o que você espera do outro, o que sente quando não recebe, como reage e quais relações realmente fazem sentido para você.
    A terapia não precisa transformar o mundo em um lugar “bom e fácil”. Ela pode ser um espaço para você compreender melhor a realidade, inclusive aquilo que dói nela, e encontrar maneiras mais próprias de se posicionar diante disso.
    E sobre “ter amigos”: não precisamos partir da ideia de que você precisa ter amigos porque isso seria o certo. Podemos entender primeiro que tipo de relação você deseja e o que você realmente busca quando está com alguém.


  • Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido

    Olá, eu comecei a fazer terapia recentemente (hoje foi a minha terceira sessão e eu nunca tinha ido a nenhuma outra), mas eu sempre tenho a sensação que estou falando coisas muito confusas nas minhas consultas, que eu nem sempre falo o que eu estou sentindo de verdade ou que eu não exponho o que eu realmente deveria, mesmo que sem querer. Ás vezes parece que eu não sei responder a nenhuma pergunta dirigida a mim ou que eu fico tão nervosa para responder que eu acabo respondendo qualquer coisa sem analisar bem. Eu gostaria saber se é comum sentir isso durante as primeiras sessões e como eu posso melhorar isso ou conseguir externalizar os problemas que eu quero trabalhar na terapia.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanderson Neves

    Sim, isso pode ser bastante comum, principalmente nas primeiras sessões. Você ainda está conhecendo o espaço, o processo e também construindo confiança para falar de coisas que talvez sejam difíceis de colocar em palavras.
    Não existe uma forma “certa” de responder na terapia. Você não precisa chegar sabendo exatamente o que sente ou organizar tudo antes de falar.
    Inclusive, você pode dizer durante a própria sessão: “Estou nervosa e não sei como responder” ou “Sinto que estou falando de forma confusa”. Isso já é algo importante para trabalharmos juntos.
    Quando perceber que respondeu qualquer coisa por nervosismo, também podemos voltar àquilo e olhar com mais calma. Não é necessário acertar a resposta de primeira.
    Talvez, por enquanto, seja mais importante permitir que as coisas apareçam como conseguem aparecer, sem exigir de você mesma que consiga explicar tudo perfeitamente.
    Se quiser, antes da sessão você pode anotar algumas situações que ficaram na sua cabeça, sentimentos que percebeu ou assuntos que gostaria de entender melhor. Não precisa escrever muito.
    E podemos ir construindo esse caminho juntos, respeitando o seu tempo. A terapia também é um espaço para aprender a reconhecer e expressar aquilo que você sente.


  • Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou u

    Tenho dificuldade de me priorizar metas pessoais e fazer o que gosto. Sou de família que me deixou um pouco de lado emocionalmente e acredito que isso me bloqueia de me priorizar mais, sinto que tenho que tirar força negativa de dentro de mim pra tentar me priorizar e tenho uma crença de que acho que seria muito egoísta da minha parte ao me colocar em primeiro lugar. Como se trabalha isso?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanderson Neves

    Essa dificuldade faz todo sentido pela sua história. Quando crescemos em um ambiente onde faltou apoio emocional, aprendemos a nos anular para caber nas expectativas dos outros e garantir afeto.

    Hoje, ao tentar se priorizar, você sente culpa porque carrega a crença antiga de que cuidar de si é "egoísmo". Como essa crença age como um muro, você acaba precisando de um esforço exaustivo (uma força de atrito) para conseguir fazer o que gosta.

    O trabalho terapêutico ajuda você a perceber como esse mecanismo funciona no dia a dia, sem julgamentos. Em vez de lutar contra si mesmo, o processo consiste em:

    Identificar quando a culpa surge e qual necessidade sua está sendo deixada de lado.

    Compreender que colocar-se em primeiro lugar não é egoísmo, mas o limite saudável de quem agora é adulto e pode cuidar de si.

    Descobrir o que realmente nutre você, transformando a culpa em permissão para existir.

    Cuidar de você não tira nada de ninguém; pelo contrário, é o único jeito de estar inteiro para a sua própria vida. Qual seria um mini passo que você poderia dar hoje só para atender a um desejo seu?


  • Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do

    Olá, tenho 19 anos e estou com depressão profunda que me dificulta com tarefas básicas e em sair do quarto, moro com a minha mãe, mas me sinto estagnada aqui e
    eu queria muito trabalhar, mas deixei oportunidades passar por conta do meu estado, eu passo no caps as vezes e tomo antidepressivo, mas preciso de mais acompanhamento e algo mais efetivo pra sair disso, por isso pensei em internação, mas queria a ajuda de vocês sobre o que posso fazer nessa situação.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanderson Neves

    Compreendo a dor e o peso que você está carregando agora; reconhecer que precisa de ajuda é um passo de coragem genuína. É perfeitamente compreensível que tarefas básicas pareçam impossíveis neste momento da sua vida.

    Valide seu momento: Paralisar diante da depressão não é fraqueza, mas um sinal de que sua energia vital está sendo totalmente consumida para você apenas suportar o dia a dia.

    Avalie a internação com cautela: A internação psiquiátrica costuma ser indicada para momentos de risco agudo ou crises severas. Como você já frequenta o CAPS, o ideal é conversar com a equipe de lá para reavaliar se esse é o recurso necessário agora ou se há alternativas intermediárias.

    Intensifique o suporte atual: Já que você sente necessidade de mais acompanhamento, pergunte no CAPS sobre a possibilidade de frequentar o serviço com mais frequência ou participar de oficinas terapêuticas diárias, se houver disponibilidade.

    Busque psicoterapia regular: Um espaço terapêutico individual pode ajudar a acolher esse sofrimento e a reorganizar o contato com o mundo no seu próprio ritmo, sem cobranças excessivas.

    Pequenos passos possíveis: Em vez de focar em grandes oportunidades perdidas ou no trabalho agora, tente estabelecer uma única micro-meta diária — como abrir a janela ou sentar-se na sala por alguns minutos.

    Você não precisa dar conta de tudo sozinha e há caminhos possíveis para reconstruir seu espaço no mundo, um passo de cada vez.


  • Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente b

    Tenho receio de mostrar certas qualidades minhas por medo da rejeição e por elas serem facilmente bem invejadas no contexto brasileiro como dedicação ao que me proponho a fazer, inteligência, detalhista, pragmático, direto e me preocupar em vestir bem e cuidar de aparência que é um tabu entre os homens. Como diminuir esse medo de rejeição e zombaria social que pode me acometer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanderson Neves

    É muito compreensível sentir esse receio. Esconder o que temos de melhor para evitar julgamentos é uma defesa comum, especialmente quando esbarramos em tabus sobre o comportamento masculino. Mas, ao tentar apagar suas qualidades apenas para não incomodar os outros, você acaba se privando de ser quem realmente é.

    Para diminuir esse medo na prática, tente o seguinte:

    Reconheça seu próprio valor: Sua inteligência, dedicação e cuidado pessoal são forças, não defeitos. Valide-as para si mesmo antes de esperar a aprovação externa.

    Comece aos poucos: Você não precisa mostrar tudo a todos. Escolha ambientes seguros e pessoas de confiança para expressar essas características gradualmente.

    Devolva o que não é seu: A inveja ou a zombaria geralmente refletem as inseguranças e frustrações de quem ataca, e não algo de errado com você.

    Filtre suas conexões: Busque investir tempo e energia em pessoas que admirem seus valores e que se inspirem no seu crescimento, em vez de se sentirem ameaçadas.

    Quanto mais você se fortalece e sustenta a sua própria identidade, menor se torna o peso da opinião alheia.


  • Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    Como ser uma pessoa interessante e atraente pra mim mesmo e por consequência pros outros?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vanderson Neves

    É muito acolhedor ver você olhar para si mesmo com esse cuidado. O caminho para ser interessante para o mundo começa, de fato, na forma como você habita a sua própria pele. Quando nos tornamos uma boa companhia para nós mesmos, isso reverbera naturalmente nas nossas relações.

    Para cultivar esse interesse e magnetismo pessoal:

    Abrace a sua autenticidade: Aceite suas características, gostos e até suas vulnerabilidades. Não há nada mais atraente do que alguém que banca quem realmente é, sem máscaras.

    Nutra o que te faz sentir vivo: Dedique tempo a atividades e aprendizados que despertem o seu brilho nos olhos. Pessoas apaixonadas pela própria vida irradiam uma energia contagiante.

    Esteja genuinamente presente: Viver o momento e prestar atenção real a si mesmo e a quem está ao seu redor cria conexões mais profundas e cativantes.

    Pratique o autoacolhimento: Cuidar das suas necessidades emocionais e físicas constrói o autorrespeito, que é a base mais sólida da autoconfiança.

    Ao se interessar genuinamente pela sua própria jornada e bem-estar, o interesse das outras pessoas se torna apenas uma consequência natural.


Perguntas frequentes

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