Perguntas do paciente (9)
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Como o bullying e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) se relacionam ?
Como o bullying e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) se relacionam ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O bullying e o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC) podem se relacionar de maneira significativa. Pessoas com TOC frequentemente apresentam comportamentos repetitivos, rituais ou preocupações que podem ser mal interpretados pelos colegas, tornando-as alvos de piadas ou exclusão social. Essa vulnerabilidade aumenta a probabilidade de sofrer bullying.
Por outro lado, o bullying em si pode intensificar os sintomas do TOC. A exposição constante à humilhação e à rejeição tende a elevar os níveis de ansiedade, insegurança e vergonha, fatores que podem alimentar ainda mais os pensamentos obsessivos e os comportamentos compulsivos. Além disso, as vítimas de bullying podem ter prejuízos na autoestima, nas relações interpessoais e até no desempenho acadêmico, o que agrava o impacto global do transtorno.
Portanto, existe uma relação bidirecional: o TOC pode aumentar o risco de sofrer bullying, enquanto o bullying pode funcionar como fator de manutenção ou agravamento dos sintomas obsessivos-compulsivos.
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Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!
Sintomas de Desrealização,não dá pra saber quando vai passar ? Bom dia !!!!
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, bom dia!
Entendo a angústia dessa sensação...a desrealização pode ser muito desconfortável, principalmente porque dá a impressão de que nunca vai terminar.
Ela não costuma durar para sempre, mas sim variar em intensidade e frequência. Para algumas pessoas, surge em momentos de ansiedade elevada e depois passa; para outras, pode se manter por mais tempo, mas ainda assim é possível aprender a lidar com ela.
O mais importante é compreender que a desrealização, embora estranha e assustadora, não significa que você está “perdendo o controle” ou “ficando louco”. Ela é uma resposta do cérebro ao estresse e à ansiedade. Mas existe tratamento, como aprender a redirecionar a atenção, treinar o grounding (exercícios de ancoragem no presente) e manejar a ansiedade de base, ajudam bastante na recuperação.
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É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao pú
É normal ter uma dificuldade grande de manter interações sociais? Ja trabalhei com atendimento ao público e sempre fui muito elogiada pela minha comunicação e simpatia, mas quando se trata de manter um relacionamento amigável com colegas de trabalho ou familia, é dificil interagir por não ser previsível e controlável. Nunca sei sobre o que devo conversar, o quanto devo falar sobre mim para não parecer arrogante ou o quanto devo ouvir sem parecer desinteressada. Que tipo de terapia devo buscar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece. Muitas pessoas conseguem se sair muito bem em contextos profissionais, porque ali existe um roteiro. Sabemos o que falar, qual é o papel a desempenhar, e isso traz segurança. Já nas relações pessoais, sem tanta previsibilidade, podemos a nos questionar demais: será que estou falando demais?, será que estou parecendo arrogante?, será que estou desinteressada?. Essa autocrítica constante gera ansiedade e trava a espontaneidade.
Isso não significa falta de habilidade social, porque você já provou que possui boas competências de comunicação. O que acontece é que, em interações mais íntimas, entra em cena a sua interpretação ou forma de pensar aquela situação que te gera um medo de julgamento e de perda de controle. Isso se relaciona muito com a chamada ansiedade social, que pode se manifestar de formas diferentes em cada pessoa.
Mas olha, a terapia pode te ajudar a:
Trabalhar os pensamentos automáticos de autocrítica;
Treinar habilidades sociais em um ambiente seguro;
Reduzir a ansiedade por meio de técnicas práticas de exposição gradual;
Desenvolver mais confiança e autenticidade nas relações.
Portanto, sim, é possível melhorar essa dificuldade, e você não precisa lidar com isso sozinha. Um processo terapêutico adequado pode trazer muito mais leveza para as suas interações pessoais.
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Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para
Tenho crises de ansiedade constantes, mas, durante elas, não sinto falta de ar nem taquicardia, para mim, os sintomas são mais emocionais: sinto uma angústia muito intensa e tenho crises frequentes de choro, junto com muitas preocupações, medos e uma sensação de agonia no corpo, também fico com uma grande confusão mental, isso seria também uma crise de ansiedade sem sintomas físicos, e mais relacionada emocional? Ou as crises de ansiedade tem que envolver os sintomas físicos?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! O que você descreve pode, sim, ser uma crise de ansiedade, mesmo sem sintomas físicos clássicos como falta de ar ou taquicardia. No Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG), a preocupação excessiva costuma vir acompanhada de sintomas como angústia intensa, choro, dificuldade de concentração, irritabilidade ou alterações do sono, não necessariamente de sintomas corporais.
Ou seja, a ansiedade pode se manifestar de forma principalmente emocional e cognitiva, como no seu caso. Isso é reconhecido clinicamente e não invalida sua experiência. O importante é observar se essas crises estão trazendo sofrimento ou prejuízo na vida diária e quanto tempo você sofre com esses sintomas.
Buscar ajuda pode trazer bastante alívio e melhorar sua qualidade de vida.
Em termos de tratamento, podemos trabalhar:
Entender o que tem te levado a ter crises;
Os pensamentos automáticos antes e durante da crise;
Treinar habilidades de regulação emocional;
Como lidar funcionalmente sobre as dificuldades.
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Há alguns dias eu vi, sem saber o que seria, um caso de miiase em um pênis. Desde então não consegui
Há alguns dias eu vi, sem saber o que seria, um caso de miiase em um pênis. Desde então não consegui tirar as imagens da cabeça. Parece um pensamento intrusivo em looping. O que faço pra tirar essa imagem da minha cabeça?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Sinto muito que tenha esse desconforto. De fato, isso pode nos causar sofrimento e desconforto por não saber o que fazer.
Imagens que nos causa espanto, que nos assuste ou que nos impacte, pode revisitar os nossos pensamentos sem pedir licença. Além desses exemplos, a nossa própria mente pode até criar imagens ou pensamentos bem horríveis que nos perturbam com frequência. Nesse sentido, devemos sempre levar a nossa atenção para outros estímulos.
Como?
Tente prestar atenção às suas sensações: tato, olfato, paladar, audição e visão. De forma gradativa, sem pressa, observe todos os estímulos visuais ao seu redor, repare em cada detalhe, observe também, se possível, diferentes texturas no ambiente. Com uma mão toque em uma superfície, com a outra mão, toque em outra textura. Coloque uma música que você goste, tente cantar e acompanhá-la. Sinta o cheiro do ambiente e leve a sua atenção para ele, perceba suas características, suas particularidades.
Além disso, esses pensamentos que o(a) perturbam podem e devem ser investigados com mais cuidado. Busque ajuda. Espero ter ajudado.
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Como lidar com uma crise de ansiedade sozinho? Com tremores, falta de ar e crise de choro? A cabeça
Como lidar com uma crise de ansiedade sozinho? Com tremores, falta de ar e crise de choro? A cabeça fica a mil e mts métodos acabo nem lembrando...
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito por vivenciar essas experiencias, de fato elas são muito impactantes e causam muito sofrimento. Por ser apenas uma primeira interação com você e mesmo não te conhecendo, destacarei algo que acho que pode te ajudar! Recomendo que observe o que está sentindo, após isso, tente respirar bem devagar, segurando o ar por 1 segundo e solte levemente. Faça repetidamente até sentir que o ápice já passou. Quero deixar claro que, assim como uma panela de pressão chega em sua temperatura máxima, e mesmo tendo muita pressão não explode, assim é esse pico do desconforto causado pela ansiedade. Ele passa!
É muito importante que faça terapia, porque ela é uma boa ferramenta para te ajudar a lidar com esse sofrimento. Atuo com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e ela parte do princípio de que nossas emoções e comportamentos são influenciados pela maneira como interpretamos as situações. Frequentemente, essas interpretações acontecem automaticamente, sem que percebamos, mas padronizadamente. Além disso, ela tem grandes evidências científicas para tratamento de transtornos ansiosos.
Espero que fique bem. Conte comigo.
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O que fazer no momento de uma crise de Ansiedade Patológica?
O que fazer no momento de uma crise de Ansiedade Patológica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá!
Sinto muito por vivenciar essas experiencias, de fato elas são muito impactantes e causam muito sofrimento. Por ser apenas uma primeira interação com você e mesmo não te conhecendo, destacarei algo que acho que pode te ajudar! Recomendo que observe o que está sentindo, após isso, tente respirar bem devagar, segurando o ar por 1 segundo e solte levemente. Faça repetidamente até sentir que o ápice já passou. Quero deixar claro que, assim como uma panela de pressão chega em sua temperatura máxima, e mesmo tendo muita pressão não explode, assim é esse pico do desconforto causado pela ansiedade. Ele passa!
É muito importante que faça terapia, porque ela é uma boa ferramenta para te ajudar a lidar com esse sofrimento. Atuo com a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e ela parte do princípio de que nossas emoções e comportamentos são influenciados pela maneira como interpretamos as situações. Frequentemente, essas interpretações acontecem automaticamente, sem que percebamos, mas padronizadamente. Além disso, ela tem grandes evidências científicas para tratamento de transtornos ansiosos.
Espero que fique bem. Conte comigo.
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Sinto coração acelerado do nada uma agonia dor no vão das costas e uma quentura no sangue porém esse
Sinto coração acelerado do nada uma agonia dor no vão das costas e uma quentura no sangue porém esses sintomas são passageiros e geralmente quando minha menstruação vai embora fiz eletro e deu taquicardia sinusal o que é isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa aceleração pode acontecer em situações comuns, como estresse, ansiedade, alterações hormonais ou mesmo no período menstrual.
Os sintomas que você descreveu (agonia, calor no corpo, dor nas costas) também podem estar associados tanto a questões físicas quanto emocionais. Como já fez o eletro, é importante seguir em acompanhamento médico para avaliar seu caso de forma completa.
Se a parte cardíaca estiver bem, vale lembrar que a ansiedade pode intensificar bastante essas sensações.
Se sentir que esses sintomas estão prejudicando sua rotina, pode ser um bom momento para buscar acompanhamento psicológico. Na terapia, iremos organizar suas queixas e definir metas claras, com técnicas baseadas em evidências da TCC. O objetivo não é simplesmente extinguir a ansiedade — porque, quando tentamos lutar contra ela a todo custo, acabamos reforçando o ciclo que a mantém. O foco é aprender a lidar melhor com ela, para que não controle sua vida, mas seja algo que você consiga atravessar, como quem aprende a surfar a onda em vez de ser derrubado por ela.
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Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regra
Tenho TOC, tenho um ritual que é difícil de fazer, tem várias regras nele e acabo quebrando as regras sem querer, minha mente diz que tenho que refazer esse ritual, já que não fiz corretamente, há problema em deixar de fazer esse ritual sem refazê-lo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sinto muito que esteja passando por isso... realmente não é fácil conviver com rituais que parecem intermináveis. O que você descreve é bastante comum no TOC: quando a mente percebe que o ritual “não foi feito da forma certa”, surge a necessidade de refazê-lo para aliviar a ansiedade ou a sensação de erro. Isso, porém, mantém o ciclo do TOC, porque cada vez que você refaz, reforça a ideia de que precisa cumprir todas as regras para se sentir seguro.
A sua pergunta é muito importante: **“há problema em deixar de refazer o ritual?”**
Do ponto de vista clínico, não só não há problema como esse é justamente um dos caminhos de tratamento: aprender, gradualmente e com apoio terapêutico, a resistir à vontade de refazer. Esse processo é chamado de Exposição e Prevenção de Resposta (EPR), a técnica da TCC que mais comprova eficácia no TOC. A lógica é que, ao não refazer o ritual, a ansiedade tende a aumentar no início, mas depois diminui naturalmente. Com o tempo, o cérebro aprende que não precisa da compulsão para lidar com o desconforto.
É claro que isso não precisa ser feito de forma brusca ou sozinho. Um terapeuta pode ajudar a planejar passos graduais, respeitando seu ritmo e garantindo que você se sinta apoiado. Mas já é um grande avanço você ter colocado essa dúvida em palavras, porque ela mostra justamente onde está a chave do tratamento.
Perguntas frequentes
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Comecei a tomar amplictil com depakene a3dias e estou sentindo muita dor de cabeça por que?
Olá. Como vai? Pode haver relação com o início do tratamento. A cefaleia…