Perguntas do paciente (10)

  • Comecei o daforin gotas dia 24 de fevereiro uma gota ao dia Agora dia 24 de março o estou com 14 g

    Comecei o daforin gotas dia 24 de fevereiro uma gota ao dia
    Agora dia 24 de março o estou com 14 gotas
    Ainda sinto muito o estômago
    É normal?
    Lembrando que estou aumentando as gotas gradativamente sem pressa
    E sei que muito também é meu medo da medicação

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    É muito importante você compartilhar esse sentimento. O medo da medicação é algo que muitos pacientes enfrentam e, somado ao desconforto físico, pode gerar bastante insegurança. No entanto, o que você está descrevendo em relação ao seu estômago é um efeito colateral muito comum e esperado nessa fase.

    Isso acontece porque a maior parte dos nossos receptores de serotonina não está no cérebro, mas no trato gastrointestinal. Imagine que o remédio é um "hóspede novo" chegando na sua casa; o seu estômago ainda está aprendendo a lidar com a presença dele enquanto você aumenta as gotas. Esse aumento gradativo que você está fazendo é excelente para dar tempo ao seu corpo de se adaptar.

    Normalmente, esses sintomas de náusea ou desconforto gástrico tendem a diminuir à medida que o organismo se acostuma com a substância e os receptores passam por um processo de "ajuste". Manter uma alimentação leve e, se possível, conversar com seu médico sobre o melhor horário para tomar as gotas pode ajudar a suavizar essa fase.

    Continue o acompanhamento regular e não hesite em levar essas dúvidas para a sua próxima consulta. O autoconhecimento e a paciência com o próprio corpo são partes fundamentais do sucesso do tratamento.


  • Estou tomando olanzapina que o psiquiatra passou para tiques; já tomo sertralina de 100mg e,essa ola

    Estou tomando olanzapina que o psiquiatra passou para tiques; já tomo sertralina de 100mg e,essa olanzapina só me dar fome e por mais que eu controle estou engordando horrores.
    O que fazer para essa fome diminuir e para esse efeito colateral de ficar ganhando peso parar? Com o tempo passa?
    Isso é horrível,mexe na auto estima.

    De já, agradeço!

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Compreendo perfeitamente a sua frustração e sinto muito que esteja passando por isso. O ganho de peso e o aumento da fome são queixas muito válidas, e é totalmente natural que isso afete a sua autoestima. Saiba que você não está sozinha e que muitos pacientes relatam exatamente esse mesmo desconforto.

    A olanzapina é uma medicação excelente para acalmar certas vias do cérebro, ajudando muito nos tiques. Porém, ela também atua em receptores que controlam a nossa saciedade. Imagine que no nosso cérebro existe um "sinal de trânsito" que avisa o estômago de que já estamos satisfeitos. A olanzapina acaba deixando esse sinal no "verde" por muito tempo, enganando o corpo e fazendo ele pedir energia (comida) mesmo quando não precisa. Infelizmente, para muitas pessoas, essa sensação de fome não passa com o tempo enquanto a medicação estiver sendo usada.

    Para ajudar a "frear" essa fome, estratégias de estilo de vida são grandes aliadas: aumentar o consumo de água, priorizar alimentos ricos em fibras (que dão volume no estômago) e manter uma rotina regular de exercícios físicos ajudam a gastar a energia extra. No entanto, o mais importante é não interromper o remédio por conta própria. Como isso está prejudicando muito a sua qualidade de vida, converse abertamente com o seu psiquiatra na próxima consulta, pois existem ajustes de dose ou até mesmo outras opções de medicações que não causam esse efeito.

    Esta resposta é apenas informativa e não substitui uma avaliação médica presencial. Para um diagnóstico e tratamento seguros, recomendo que agende uma consulta com seu médico assistente.


  • Bom dia eu queria saber qual é o exame que realiza para descobrir problemas mental?

    Bom dia eu queria saber qual é o exame que realiza para descobrir problemas mental?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Compreendo perfeitamente a sua dúvida. É muito comum as pessoas buscarem um exame de imagem, como um "raio-x do pensamento", para confirmar o que estão sentindo, mas a saúde mental funciona de um jeito um pouco diferente do restante do corpo.

    Diferente de uma fratura no osso ou de uma infecção que aparece no exame de sangue, os transtornos mentais são diagnosticados principalmente através da entrevista clínica e da observação dos sintomas pelo médico psiquiatra. O diagnóstico é baseado em como o cérebro está processando informações e emoções nos seus circuitos internos

    Em alguns casos, o médico pode solicitar exames de sangue ou de imagem (como ressonância) apenas para descartar doenças físicas que "imitam" problemas mentais, mas o "exame" principal é a conversa detalhada sobre sua história e sentimentos. Recentemente, a neurociência avançou muito, e hoje sabemos que muitos desses problemas estão ligados ao funcionamento de neurotransmissores como a serotonina, dopamina e noradrenalina em áreas específicas, como a amígdala.

    Se você ou alguém próximo está sentindo um sofrimento que atrapalha o dia a dia, o passo mais importante é agendar uma consulta com um especialista. O diagnóstico precoce é fundamental, pois tratamentos iniciados cedo podem ajudar a organizar esses circuitos cerebrais e melhorar muito a qualidade de vida.


  • Boa tarde. Após desmame de escitalopram, é comum o paciente sentir raiva e sensibilidade e choques

    Boa tarde.
    Após desmame de escitalopram, é comum o paciente sentir raiva e sensibilidade e choques elétricos? O quanto esse remédio "vicia" o cérebro ou é Mentira? O paciente ficou bem controlado e até "frio" com ele (20mg), mas esses efeitos de desmame passam com algumas semanas? OBG por responder.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Compreendo sua preocupação e é muito importante esclarecer esses pontos, pois o desconforto no desmame pode gerar muita insegurança.

    Sobre a sua dúvida principal: não, o escitalopram não "vicia" o cérebro no sentido técnico da palavra (como ocorre com substâncias de abuso). O que acontece é uma adaptação celular. Durante o uso, o remédio aumenta a serotonina e o cérebro "desliga" alguns receptores para se equilibrar. Quando retiramos o fármaco, o cérebro precisa de um tempo para "religar" esses sistemas e fabricar sua própria serotonina novamente.


    Os sintomas que você descreveu, como a irritabilidade (raiva) e a sensação de "choques elétricos", são sinais clássicos de que o sistema nervoso está se reajustando. É comum que o paciente se sinta mais "frio" ou estável com 20mg, pois a medicação atua como um regulador emocional nos circuitos do medo e da preocupação. Quando o remédio sai, essa sensibilidade volta de forma mais aguda por um período.


    A boa notícia é que, na grande maioria dos casos, esses efeitos de descontinuação são transitórios e passam em algumas semanas à medida que os receptores se normalizam. Manter bons hábitos, como higiene do sono e atividade física, ajuda muito o cérebro nessa transição. Se os sintomas forem muito intensos, não sofra em silêncio; relate ao seu médico, pois existem formas de tornar esse processo mais suave.


  • Em casos de hipoativação cortical identificada em qEEG, com aumento de atividade em Theta/Delta e al

    Em casos de hipoativação cortical identificada em qEEG, com aumento de atividade em Theta/Delta e alterações na conectividade fronto-límbica associadas a histórico de trauma, quais abordagens terapêuticas apresentam melhor evidência científica? Há suporte na literatura para o uso combinado de neurofeedback com intervenções farmacológicas voltadas à regulação cortical?”

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    É fascinante observar como a tecnologia do qEEG nos permite visualizar o que discutimos na neurociência teórica. Essa "assinatura" de aumento em ondas lentas (Theta/Delta) e falhas na conectividade fronto-límbica é frequentemente associada a circuitos cerebrais que ficaram "presos" em padrões de resposta ao trauma.

    No que diz respeito às abordagens com melhor evidência científica, as diretrizes destacam:
    Psicoterapia com Foco em Trauma: Terapias cognitivo-comportamentais com técnicas de exposição são padrão-ouro, pois buscam a "extinção do medo". Esse processo tenta fortalecer sinapses na amígdala para que a via de "segurança" passe a predominar sobre a via do condicionamento traumático.

    Intervenções Farmacológicas de Regulação: O uso de ISRS e IRSN apresenta forte suporte, pois esses agentes aumentam a entrada de serotonina na amígdala e no córtex pré-frontal, ajudando a regular o medo e a preocupação.

    Moduladores de Canais Iônicos: Medicamentos conhecidos como ligantes α2δ (como a pregabalina) podem ser úteis para bloquear a liberação excessiva de glutamato em circuitos hiperativos, reduzindo os sintomas de ansiedade e hiperexcitação.

    Novas Fronteiras e Combinação: A literatura moderna dá suporte crescente ao uso combinado de intervenções. Pesquisas indicam que fármacos que facilitam a plasticidade sináptica (atuando em receptores NMDA) podem ser usados em sinergia com a psicoterapia para "acelerar" a desaprendizagem do medo.

    Quanto ao Neurofeedback, ele é frequentemente utilizado para tentar "treinar" a autorregulação dessas ondas corticais, buscando reduzir a atividade Theta/Delta excessiva e melhorar a conectividade. Embora promissor, muitos especialistas o consideram uma terapia complementar que funciona melhor quando integrada a um plano que inclua a regulação farmacológica e o suporte psicoterápico para tratar a raiz emocional do trauma.


  • Sobre investigação em adulto, que busca diagnóstico , duvidando de seu diagnóstico como ansiedade e

    Sobre investigação em adulto, que busca diagnóstico , duvidando de seu diagnóstico como ansiedade e depressão, uso de medicamentos que não trazem o resultado esperado, levando o paciente a desistir do tratamento. Será que o diagnóstico inicial é outro, a depressão e ansiedade são consequências. Outra coisa, sobre testes farmacogenéticos, qual sua opinião?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Compreendo perfeitamente a sua exaustão. É muito frustrante sentir que você está se esforçando em um tratamento que parece não "encaixar" na sua realidade, e essa dúvida sobre o diagnóstico é extremamente válida e frequente na prática clínica.

    Muitas vezes, a ansiedade e a depressão são, de fato, a "ponta do iceberg". Elas podem ser consequências de outras condições que ainda não foram plenamente identificadas, como o Transtorno do Espectro Autista (TEA) em adultos, o TDAH ou até mesmo transtornos do humor com características mistas. Quando o diagnóstico foca apenas no sintoma (como a falta de energia) e não na causa raiz (como o processamento cerebral diferente), os medicamentos comuns podem não trazer o resultado esperado. A psiquiatria moderna busca "desconstruir" o diagnóstico em sintomas específicos para entender qual circuito cerebral precisa de mais atenção.

    Sobre os testes farmacogenéticos, eles são uma ferramenta tecnológica muito interessante, mas precisam ser vistos com cautela. Eles analisam como o seu fígado processa os remédios e como seus receptores cerebrais podem reagir a certas substâncias. Isso ajuda o médico a evitar medicamentos que teriam mais chance de causar efeitos colaterais ou que seriam eliminados rápido demais pelo seu corpo. No entanto, o teste não "escolhe" o remédio sozinho; ele é um guia que, somado à sua história clínica, ajuda a personalizar o tratamento para que você não precise passar por tantas tentativas e erros.

    O passo mais importante agora não é desistir, mas sim buscar uma reavaliação diagnóstica detalhada. Às vezes, mudar o foco do tratamento para circuitos cerebrais diferentes pode ser a chave que faltava para você se sentir bem novamente.

    Esta resposta é apenas informativa e não substitui uma avaliação médica presencial. Para um diagnóstico e tratamento seguros, recomendo que agende uma consulta.


  • Tratamento com Atentah para TDAH e efeitos adversos observados: Iniciei tratamento para Transtorn

    Tratamento com Atentah para TDAH e efeitos adversos observados:

    Iniciei tratamento para Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade com Atentah 40 mg. No primeiro dia de uso, apresentei efeitos adversos importantes, incluindo náuseas intensas, episódios de vômito e sensação de fraqueza corporal.

    Mantive o uso do medicamento e, por volta do terceiro dia, houve resolução dos sintomas gastrointestinais e da fraqueza. No entanto, passei a apresentar dor testicular intensa, com características semelhantes às observadas em quadros de varicocele.

    Procurei avaliação com dois urologistas distintos e realizei exames complementares, sem identificação de causa orgânica para o quadro. Diante disso, optei por suspender a medicação, observando remissão completa da dor no dia seguinte. Ao reintroduzir o medicamento, houve recorrência dos sintomas dolorosos.

    Adicionalmente, observei a presença de secreção uretral compatível com líquido pré-seminal nos dias de uso da medicação.

    Relatei os achados ao psiquiatra assistente, que optou por reduzir a dose para 18 mg, mencionando não ter conhecimento prévio desses efeitos adversos.

    Interrompi o uso por alguns meses devido aos sintomas. Recentemente, diante da piora dos sintomas de TDAH e impacto funcional no trabalho, tentei reintroduzir o medicamento, porém voltei a apresentar os mesmos sintomas na região genital.

    Diante desse cenário, gostaria de orientação sobre como proceder, considerando que houve melhora clínica do TDAH com o uso da medicação, porém os efeitos adversos tornam a continuidade do tratamento insustentável.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Sinto muito que você esteja enfrentando esses efeitos tão desconfortáveis. É muito frustrante quando encontramos um medicamento que ajuda na concentração, mas que traz sintomas físicos que tornam o dia a dia difícil. Saiba que os relatos que você trouxe, embora possam parecer estranhos, possuem uma explicação científica direta baseada em como esse tipo de medicação funciona no corpo.

    O Atentah (atomoxetina) é um inibidor seletivo do transportador de noradrenalina (NAT). A noradrenalina é um mensageiro químico que ajuda muito no foco e na atenção dentro do cérebro, mas ela também atua em todo o nosso sistema nervoso periférico, inclusive nos órgãos genitais e no trato urinário.


    Aqui estão alguns pontos para te ajudar a entender o que está acontecendo:
    Efeitos Iniciais: Náuseas e fraqueza são comuns no início porque o corpo está se ajustando ao aumento rápido da noradrenalina, que pode "acelerar" o sistema digestivo e a percepção de esforço.

    Sintomas Genitais e Urinários:
    A noradrenalina regula a contração de pequenos músculos na região da próstata, vesículas seminais e nos vasos sanguíneos locais. O estímulo excessivo desses receptores (chamados de alfa-1 adrenérgicos) pela medicação pode causar dor testicular e a liberação de fluido seminal ou pré-seminal, mesmo sem estímulo sexual.

    Adaptação dos Receptores: Embora muitos efeitos colaterais diminuam com o tempo devido à adaptação dos receptores, em alguns pacientes essa sensibilidade persiste, tornando a dose padrão difícil de tolerar.
    Como você observou que os sintomas desaparecem ao suspender a medicação e retornam ao tomá-la, a relação causal parece clara. O fato de os exames urológicos estarem normais reforça que se trata de uma reação funcional ao remédio, e não de uma doença nos órgãos.

    Como proceder:
    Diálogo com o Psiquiatra: Como seu médico mencionou não estar familiarizado com esses efeitos, você pode levar a informação de que esses sintomas são reações adrenérgicas descritas na literatura para inibidores do NAT.

    Alternativas Terapêuticas: Se a dose mínima (18 mg) ainda causa dor insuportável, existem outras classes de medicamentos para TDAH que atuam por mecanismos diferentes e que podem não causar esses efeitos genitais específicos.

    Avaliação de Risco/Benefício: Nenhum tratamento deve ser insustentável. Se o impacto na sua qualidade de vida física é alto, o plano terapêutico precisa ser revisto para encontrar um equilíbrio entre o foco no trabalho e o seu bem-estar corporal.


  • Estou tomando sertralina a 48 dias e sentindo dores e tensão nas panturrilhas . É normal?

    Estou tomando sertralina a 48 dias e sentindo dores e tensão nas panturrilhas . É normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Compreendo o seu desconforto. Completar 48 dias de tratamento é um marco importante na adaptação, e sentir tensões físicas nesse período pode gerar dúvidas sobre a continuidade do remédio.

    Embora não seja o efeito colateral mais "famoso" da sertralina, a tensão muscular e dores nas panturrilhas podem ocorrer em alguns pacientes. Isso acontece porque a sertralina aumenta a disponibilidade de serotonina no corpo. Como temos receptores de serotonina espalhados por todo o sistema nervoso, inclusive nos circuitos que controlam o tônus dos nossos músculos, esse aumento pode causar uma leve rigidez ou sensação de "músculo travado" em algumas pessoas.

    Além disso, é importante considerar outros pontos:
    Fase de Adaptação: O mecanismo de ação dos fármacos determina não apenas sua eficácia, mas também sua segurança e efeitos colaterais.

    Tensão por Ansiedade: Às vezes, a própria ansiedade que estamos tratando causa uma contração muscular involuntária que "aparece" mais quando começamos a prestar atenção aos sinais do corpo durante o tratamento.

    Hábitos: Manter uma boa hidratação e fazer alongamentos leves pode ajudar a aliviar essa sensação de peso nas pernas.

    O fato de você já estar no 48º dia indica que seu corpo já passou pela fase mais crítica de adaptação inicial. No entanto, se essa dor for intensa, persistente ou vier acompanhada de inchaço, é fundamental que você relate ao seu médico na próxima consulta. Ele poderá avaliar se essa tensão é apenas um ajuste do seu sistema nervoso ou se há necessidade de alguma intervenção específica.


  • A Modafilina reduz a eficácia do DIU hormonal e dos adesivos para reposição hormonal? Pergunto porqu

    A Modafilina reduz a eficácia do DIU hormonal e dos adesivos para reposição hormonal? Pergunto porque minha ginecologista passou essas reposições para eu fazer. Apesar de eu já ter feito menopausa e não correr o risco de engravidar, ela achou mais seguro usar o DIU para reposição de progesterona para reduzir o risco de câncer de mama. E junto com o DIU, o adesivo Systen. Mas agora, depois de um ano fazendo essa reposição, provavelmente vou precisar tomar o modafinil para controle do sono.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Entendo perfeitamente a sua preocupação. Quando estamos ajustando tratamentos com diferentes especialistas, é fundamental garantir que uma medicação não atrapalhe o funcionamento da outra, especialmente em algo tão importante quanto a sua reposição hormonal e a saúde preventiva.

    O modafinil (ou modafilina) é conhecido na farmacologia por ser um "indutor" de certas enzimas no fígado (especificamente a família do citocromo P450). Imagine que o seu fígado é uma usina de processamento: o modafinil "acelera" as máquinas dessa usina, fazendo com que outros medicamentos que passam por ali, como os hormônios do adesivo e do DIU, sejam processados e eliminados do corpo muito mais rápido do que o normal.

    Na prática, isso pode significar que:
    Redução da Eficácia: A aceleração do metabolismo pode diminuir os níveis de hormônios no seu sangue. No seu caso, isso poderia reduzir os benefícios da reposição para os sintomas da menopausa.

    Segurança Uterina: Como sua ginecologista optou pelo DIU para proteger o útero e reduzir riscos, é essencial que os níveis de progesterona se mantenham adequados para exercer essa proteção.
    Adesivos e Reposição: O mesmo princípio se aplica ao adesivo Systen; o modafinil pode fazer com que o estrogênio seja eliminado antes de cumprir seu papel terapêutico completo.
    O ideal agora é que você converse com sua ginecologista sobre o início do modafinil. Ela poderá avaliar se é necessário ajustar as doses da reposição ou monitorar seus níveis hormonais mais de perto para garantir que você continue protegida e sem sintomas da menopausa. Não altere o uso de nenhum dos medicamentos por conta própria, pois o equilíbrio hormonal é muito delicado.


  • Tenho TAG e Tomo sertralina 100mg de manhã, amitriptilina 50mg a noite. Também estou tomando depeken

    Tenho TAG e Tomo sertralina 100mg de manhã, amitriptilina 50mg a noite. Também estou tomando depekene... Tomava 750mg me senti apático, a médica me falou para ir abaixando a dose, tomei 500mg um tempo, a baixei para 250mg , como auxiliado, para testar... Reparei que ontem eu estava muito eufórico, e hoje estou bem deprimido. Parece que a dose de 500mg me deixa mais estável, tenho uma dúvida... Nesse caso tomar 500mg a noite ou 250mg manhã e 250mg de depakene a noite é mais interessante... ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

    Dr. Vinicius de Moraes Jr

    Compreendo como pode ser angustiante sentir essa "montanha-russa" emocional, passando da euforia para a depressão em pouco tempo. É muito comum que pacientes com Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) ou outros transtornos do humor precisem de um ajuste fino nas medicações para encontrar o equilíbrio ideal.

    O Depakene (valproato) atua como um estabilizador, ajudando a "nivelar" essas oscilações. Quando a dose é reduzida, como você fez de 500mg para 250mg, o cérebro pode perder esse suporte, resultando em episódios de instabilidade. Sobre a sua dúvida entre tomar 500mg de uma vez ou dividir a dose, a farmacologia nos mostra que manter níveis constantes do medicamento no sangue durante as 24 horas é fundamental para que o efeito terapêutico seja sustentado. Em alguns casos, dividir a dose (manhã e noite) pode ajudar a manter esse nível mais estável, enquanto em outros, a dose única noturna é preferida para reduzir a sedação diurna.

    No entanto, essa decisão depende de como o seu organismo processa a medicação e de como ela interage com a sertralina e a amitriptilina que você já toma. A sertralina, por exemplo, pode ter efeitos ativadores que o Depakene ajuda a controlar. Como você percebeu que se sente melhor com 500mg, esse é um dado clínico valioso.

    O próximo passo essencial é não alterar a forma de tomar por conta própria. Entre em contato com sua médica e relate exatamente essa percepção: que os 500mg trouxeram mais estabilidade e pergunte a ela qual a melhor distribuição para o seu perfil. Ela poderá ajustar a receita com segurança para evitar que essas oscilações de humor piorem.


Perguntas frequentes

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