Perguntas do paciente (8)
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Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem
Quais são os sinais de ansiedade que indicam que é importante procurar ajuda profissional, mesmo sem ter uma crise de pânico?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Muita gente acha que só precisa de ajuda quando tem uma crise de pânico, mas a ansiedade costuma dar sinais bem antes disso. É importante procurar ajuda quando a preocupação é constante e difícil de controlar, quando a mente não desacelera nem nos momentos de descanso ou quando o corpo vive em estado de alerta, com tensão, aperto no peito, falta de ar leve, taquicardia ou cansaço frequente. Também vale atenção se surgem irritabilidade, dificuldade de concentração, alterações no sono, no apetite ou a sensação de estar sempre “no limite”. Outro sinal importante é quando a ansiedade começa a interferir no trabalho, nos relacionamentos ou nas decisões do dia a dia, fazendo você evitar situações ou viver se cobrando demais. Não é preciso chegar ao extremo para buscar ajuda. Às vezes, ter um espaço para entender o que está por trás dessa ansiedade e aprender a lidar com ela já faz muita diferença antes que ela se intensifique.
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Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
Como saber se o que eu sinto é amor ou somente apego aos momentos bons que o relacionamento tinha ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Essa dúvida costuma surgir quando o relacionamento já não está como antes. O apego geralmente fica preso ao passado, à saudade dos momentos bons e ao medo de perder aquilo que um dia fez sentido. Já o amor costuma olhar para o presente, envolve cuidado, respeito e uma escolha consciente de estar com a pessoa como ela é hoje, mesmo com dificuldades. Um bom sinal é observar o que te mantém ali: medo de ficar só ou vontade real de construir algo possível agora. Nem sempre essa resposta vem clara, e às vezes ela precisa de um espaço seguro para ser pensada com mais calma e profundidade, a terapia pode auxiliar nesse processo.
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Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva
Já faz um tempo que tenho dito sonhos, um pouco ruins, que no próprio sonho me fazem ficar com raiva, e então eu acordo me arranhando, dando tapa ou soco nas coisas que estão ao meu lado, principalmente as vezes chuto, bato, e grito no ouvido do meu marido, eu acordo na hora, mas é tão chato isso, é “involuntário” não faço de propósito, não sei como resolver! Está me prejudicando, e prejudicando quem dorme ao meu lado!
(Não sei se tem algo a ver com os sonhos, mas as vezes mordo a língua enquanto durmo, acordo na hora com dor) O que posso fazer?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo como isso deve ser difícil e até constrangedor pra você, ainda mais por acontecer sem intenção e acabar afetando quem dorme ao seu lado. Quero te dizer algo importante: isso não te define e não significa que você seja agressiva. Pelo que você descreve, são reações involuntárias, como se o corpo estivesse tentando descarregar algo enquanto você dorme. Sonhos muito intensos, cheios de raiva ou tensão, às vezes fazem o corpo reagir como se estivesse em alerta, mesmo durante o sono. A mente está sonhando, mas o corpo entra em defesa, e por isso surgem chutes, tapas, gritos ou até morder a língua. Muitas vezes isso tem relação com acúmulo emocional, estresse, cansaço ou sentimentos que ficam guardados no dia a dia. Vale observar como você tem se sentido acordada e tentar criar um momento mais calmo antes de dormir, sem tantos estímulos. Também é importante pensar em formas de se proteger e proteger quem está ao seu lado enquanto isso não se organiza, sem culpa ou julgamento. Pelo impacto que isso já está tendo na sua vida, é algo que pode e merece cuidado. Conversar sobre esses sonhos, entender o que eles estão comunicando e aprender a lidar com essas emoções faz muita diferença. Você não precisa enfrentar isso sozinha, seu corpo não está te atrapalhando, ele está pedindo atenção e acolhimento.
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Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um
Tenho 33 anos e passo meu tempo livre inteiro jogando vídeo game como forma de escapismo. Possuo um bom emprego financeiramente falando, mas detesto o que faço. Não possuo amigos ou qualquer vida social ou amorosa (sou diagnosticado com fobia social e TEA suporte 1). Procuro usar o vídeo game para escapar da realidade e ir para mundos de fantasia. Chego a ficar mais apegado com personagens virtuais desses jogos do que com pessoas da vida real.
É possível que isso seja sinal de depressão? Sinto que se jogos de vídeo game deixassem de existir, a vida seria um total marasmo.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve não é “preguiça” ou simples gosto por jogos, mas uma forma de lidar com isolamento, fobia social e falta de sentido no dia a dia. O apego maior a personagens do que a pessoas reais, a sensação de vazio sem os jogos e o desinteresse por outras áreas da vida podem ser sinais de depressão, ainda que silenciosa. Os jogos em si não são o problema; eles cumprem uma função de alívio e controle emocional. O ponto de atenção é quando eles se tornam a única fonte de prazer e sentido. Esse tipo de questão pode ser trabalhado em acompanhamento psicológico, ajudando a criar formas de viver e se conectar fora das telas sem julgamento.
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Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procur
Olá! Eu tenho 30 anos, sou casado e possuo uma libido muito alta desde a adolescência. Sempre procurei domar este desejo para não incorrer em situações que prejudiquem minha saúde ou vida social.
Parece que não importa o quão satisfatória seja a relação sexual ou quantas vezes elas ocorram, minha libido torna a subir em poucas horas (se houver estímulo, volta em poucos minutos...). Tirando a fase da adolescência (época difícil para segurar as emoções...), isso não era um problema na vida adulta, pois me casei aos 20 anos e sempre consegui satisfazer os meus desejos em uma frequência que me mantinha sob controle.
No início do casamento, tínhamos, pelo menos, 1 relação sexual por dia, sendo que comumente chegávamos à 3 diariamente.
Não demorou muito e tivemos 1 filho. A rotina foi ficando mais árdua e, naturalmente, a frequência reduziu bastante (2 à 5 vezes semanalmente).
Porém, atualmente, estou tendo apenas 4 à 6 relações sexuais por MÊS. Eu procuro sempre seguir algumas regras sociais impostas por mim mesmo para conseguir canalizar o meu desejo somente para a minha esposa, pois abomino a possibilidade de traí-la, mas está muito, muito difícil me concentrar no dia a dia e, mais importante ainda, me manter fiel à minha esposa, pois esta frequência está muito baixa para mim.
No quesito de controle da libido, a masturbação praticamente não serve para nada, então somente a relação sexual pode me ajudar a me manter sob controle por algumas horas.
Eu conversei com minha esposa sobre o tema e ela me indicou procurar ajuda, pois, para ela, a frequência está bem saudável, dado que o sexo é muito satisfatório (ela consegue ter 2 ou mais orgasmos por relação). Mesmo no início do casamento, manter uma rotina com a quantidade de relações sexuais que tínhamos, ela já considerava puxado, mas atualmente, ela já não consegue mais atender à esta minha demanda.
O meu maior medo, é alguma mulher perceber essa minha fraqueza e procurar explorá-la (já aconteceu tentativas antes, mas pelas regras que eu procuro seguir, eu consegui resistir). Eu não quero trair minha esposa por nada. Não quero perder a minha família.
Também não vou ficar fazendo chantagem para a minha esposa, insinuando que se ela não aumentar a frequência, eu posso traí-la. Isso não seria saudável.
Atualmente, estou procurando me exercitar bastante, o que, para meu espanto, tem funcionado um pouco (estou conseguindo me concentrar muito mais no dia a dia).
Vocês já trataram algum caso assim? Teriam alguma indicação de leitura, qualquer coisa?
Muito obrigado.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Obrigado por confiar e trazer algo tão íntimo, dá pra sentir o quanto você leva seus valores, seu casamento e sua família a sério. O que você descreve não é falta de caráter, nem desvio moral, é um conflito real entre uma libido naturalmente alta e uma realidade conjugal que mudou com o tempo, com filhos, cansaço e fases diferentes de vida. Isso acontece com mais gente do que parece, só que poucos conseguem falar com tanta honestidade. É importante separar algumas coisas: desejo alto não é, por si só, um problema, o sofrimento aparece quando ele vira fonte constante de tensão, culpa, medo de perder o controle ou de machucar quem você ama. O fato de a masturbação não aliviar e de o desejo voltar rápido mostra que não se trata só de descarga sexual, mas de algo que envolve excitação, vínculo, regulação emocional e até identidade masculina. Também chama atenção o quanto você vive em estado de vigilância, criando regras internas rígidas para não falhar, o que cansa muito e paradoxalmente pode aumentar a obsessão. O exercício estar ajudando faz sentido, porque o corpo encontra outra via de descarga e organização, mas isso costuma ser paliativo quando não se olha mais fundo. Um ponto delicado e importante é entender que o descompasso de desejo entre vocês não significa que um está certo e o outro errado, mas que estão em ritmos diferentes, e isso pede conversa mediada, não cobrança e nem silenciamento. Em acompanhamento psicológico, dá pra trabalhar exatamente isso: entender de onde vem essa intensidade do desejo, como você lida com frustração e excitação, como construir estratégias internas de autorregulação que não dependam exclusivamente do sexo e como proteger o vínculo conjugal sem se violentar por dentro. Já acompanhei sim pessoas com conflitos muito parecidos, e quando isso é cuidado com profundidade, a sensação de estar à beira de perder o controle diminui bastante. Você não precisa viver refém do próprio desejo, nem em guerra constante consigo mesmo. Buscar ajuda aqui não é exagero, é maturidade e cuidado com tudo o que você quer preservar.
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Usei cocaína na minha juventude na época de faculdade, e hoje 20 anos depois voltei a usar. Tenho te
Usei cocaína na minha juventude na época de faculdade, e hoje 20 anos depois voltei a usar. Tenho tentado parar, mas apesar de ficar alguns períodos limpo, vez ou outra uso novamente. Será que preciso me internar para ficar completamente limpo? Existe alguma alternativa para a internação, haja visto que preciso trabalhar?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve é mais comum do que parece. Voltar a usar depois de muito tempo limpo não significa fracasso, mas mostra que a cocaína ainda exerce um grande impacto sobre o seu controle e suas estratégias de enfrentamento. A internação pode ser útil em casos de risco imediato à saúde, mas não é a única opção e nem sempre é necessária.
Existem abordagens eficazes que permitem você continuar trabalhando e mantendo a vida social, com acompanhamento profissional, apoio contínuo e estratégias para lidar com a vontade de usar e prevenir recaídas. O ponto central é criar um ambiente de suporte e formas de cuidado que tornem os períodos limpos mais longos e as recaídas menos frequentes. A internação só se torna necessária se essas medidas não forem suficientes ou houver risco sério, mas antes disso há caminhos eficazes que permitem manter a vida cotidiana enquanto você se recupera.
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Olá Bom dia! Descobri que meu filho está usando maconha, pela mudança de comportamento faz mais ou m
Olá Bom dia! Descobri que meu filho está usando maconha, pela mudança de comportamento faz mais ou menos 1 ano, ele tem 20 anos, como devo conversar com ele? Pois sinto que preciso ajudá-lo? Mas ele está muito irritado
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom dia. Dá pra sentir a sua preocupação, e ela é legítima. Quando a gente descobre algo assim em um filho, vem junto medo, culpa, raiva e a sensação de “preciso fazer algo agora”. Antes de tudo, é importante respirar e lembrar que seu filho tem 20 anos, está na fase de afirmação da própria autonomia, e a irritação muitas vezes é uma defesa, não necessariamente um sinal de que ele não se importa. A conversa tende a dar mais certo quando não começa pelo confronto ou pela acusação, mas pelo vínculo. Escolha um momento em que ele não esteja sob efeito da substância e nem no meio de um conflito. Fale a partir de você, do que você percebeu e sentiu, algo como “eu notei mudanças em você e isso me preocupa porque eu te amo”, em vez de “você está errado” ou “isso vai acabar com sua vida”. Escutar é tão importante quanto falar. Tente entender o que a maconha representa pra ele, se é curiosidade, fuga, pertencimento, ansiedade, hábito social. Quanto mais ele se sentir ouvido, menos irritado tende a ficar. Evite ameaças, sermões longos ou comparações, isso costuma fechar portas. Ao mesmo tempo, ajudar não é fingir que não existe um problema. Se o uso estiver trazendo prejuízos claros, vale nomeá-los com calma e pensar juntos em limites e possibilidades de cuidado. Muitas vezes, um espaço de conversa com um profissional ajuda justamente porque tira esse peso da relação pai ou mãe-filho e permite que ele fale sem se sentir julgado. Você não precisa ter todas as respostas agora. O mais importante é manter a porta aberta, mostrar que sua preocupação vem do cuidado, não do controle. Isso, por si só, já é uma forma muito potente de ajuda.
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Olá, doutores. Gostaria de saber se pornografia pode trazer algum maléfico, como baixa auto estima
Olá, doutores. Gostaria de saber se pornografia pode trazer algum maléfico, como baixa auto estima ou disfunção erétil no homem. Agradeço.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá. Essa é uma pergunta muito comum e importante. A pornografia, por si só, não é necessariamente um problema, mas o uso frequente ou compulsivo pode sim trazer alguns efeitos negativos para alguns homens. Em certos casos, ela pode influenciar a autoestima, criar comparações irreais, aumentar a cobrança sobre desempenho e até dificultar a excitação em situações reais, contribuindo para quadros de ansiedade sexual e, em alguns casos, disfunção erétil de origem psicológica. Isso acontece mais quando a pornografia vira a principal ou única forma de estímulo sexual, ou quando passa a ser usada como escape emocional. Cada pessoa reage de um jeito, então o mais importante é observar se o uso está trazendo prejuízos, sofrimento ou interferindo na vida sexual e emocional. Quando essas dúvidas aparecem, costuma ser um bom momento para olhar com mais cuidado para a relação com o próprio desejo e com a sexualidade, e isso pode ser trabalhado de forma acolhedora e sem julgamentos.
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