Perguntas do paciente (6)
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Como o psiquiatra contribui no controle de sintomas de ansiedade no Transtorno de Personalidade Bord
Como o psiquiatra contribui no controle de sintomas de ansiedade no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Bom, a ansiedade é um dos sintomas mais frequentes no Transtorno de Personalidade Borderline e costuma se intensificar em situações de conflito, rejeição ou medo de abandono. O papel do psiquiatra é ajudar a identificar esses gatilhos, orientar estratégias para lidar com eles e, quando necessário, utilizar medicamentos para aliviar sintomas específicos.
No entanto, o tratamento não se resume à medicação. O acompanhamento psiquiátrico, em conjunto com a psicoterapia, ajuda o paciente a compreender melhor suas emoções e desenvolver formas mais eficazes de enfrentar situações que geram sofrimento e ansiedade.
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Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige monitoramento psiquiátrico contínuo mes
Por que o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) exige monitoramento psiquiátrico contínuo mesmo em pacientes estáveis?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Mesmo quando a pessoa com TPB está bem e sem crises, o acompanhamento psiquiátrico continua sendo importante. Isso porque períodos de estabilidade não significam necessariamente que as dificuldades emocionais desapareceram por completo.
As consultas ajudam a acompanhar a evolução do quadro, ajustar o tratamento quando necessário e identificar precocemente sinais de piora. Além disso, manter um acompanhamento regular costuma trazer mais segurança para o paciente e pode ajudar a prevenir recaídas em momentos de maior estresse.
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Qual a importância do vínculo entre paciente e psiquiatra no Transtorno de Personalidade Borderline
Qual a importância do vínculo entre paciente e psiquiatra no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
No Transtorno de Personalidade Borderline, o vínculo terapêutico costuma ser uma parte central do tratamento. Muitas pessoas com TPB têm grande sensibilidade ao abandono, à rejeição e às oscilações nos relacionamentos, o que frequentemente aparece também na relação com o psiquiatra.
Quando existe uma relação de confiança, o paciente tende a aderir melhor ao tratamento, comunicar suas dificuldades com mais abertura e atravessar momentos de crise com maior segurança. Ao mesmo tempo, é importante que esse vínculo seja acolhedor, mas também tenha limites claros e consistentes, pois isso ajuda a construir uma relação mais estável e saudável ao longo do tempo.
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Olá. Tomo 50 mg de quetiapina às 21h pra ajudar na insônia. É possível ter uma sonolência residual d
Olá. Tomo 50 mg de quetiapina às 21h pra ajudar na insônia. É possível ter uma sonolência residual durante o outro dia?
Antes da quetiapina eu não tinha essa sonolência residual..RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, isso pode acontecer.
A quetiapina costuma causar sonolência, e esse efeito pode se estender para o dia seguinte em algumas pessoas, mesmo quando usada em doses baixas, como 25–50 mg para ajudar no sono. Isso ocorre porque o medicamento bloqueia alguns receptores no cérebro relacionados ao estado de alerta, especialmente receptores de histamina, que estão envolvidos na regulação da vigília. Por causa desse efeito, algumas pessoas relatam sensação de “ressaca” ou lentidão pela manhã, dificuldade de concentração ou mais cansaço durante o dia.
Estudos mostram que, mesmo em doses de 50 mg, pode haver sonolência residual e leve redução da atenção no dia seguinte, especialmente nas primeiras semanas de uso. Em muitos casos, o organismo acaba se adaptando com o tempo, e esse efeito tende a diminuir.
Alguns fatores podem aumentar a chance dessa sonolência residual, como:
- tomar a medicação muito tarde da noite
- sensibilidade individual ao medicamento
- uso de outros remédios sedativos
- dormir poucas horas após tomar o comprimido
Se a sonolência durante o dia estiver atrapalhando suas atividades, vale conversar com o médico que prescreveu. Às vezes ajustar o horário da medicação, reduzir a dose ou avaliar outras opções para o sono pode ajudar.
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Boa tarde. Visto que a lamotrigina "freia" a excitação do cerebro e o venvanse estimula o cérebro..
Boa tarde. Visto que a lamotrigina "freia" a excitação do cerebro e o venvanse estimula o cérebro.. essas medicações podem se contrapor ou terem interações perigosas?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Em geral, lamotrigina e Venvanse (lisdexanfetamina) podem ser usados juntos sem que haja uma interação medicamentosa relevante conhecida.
A lamotrigina atua principalmente estabilizando a atividade elétrica dos neurônios, sendo usada como estabilizador do humor e anticonvulsivante. Já o Venvanse é um estimulante do sistema nervoso central, indicado principalmente para TDAH e para transtorno de compulsão alimentar em alguns casos.
Apesar de parecer que uma medicação “freia” o cérebro e a outra “estimula”, isso não significa que elas se anulam ou que exista um efeito oposto clínico direto. Elas atuam em mecanismos diferentes no cérebro, e por isso podem ser usadas em conjunto quando há indicação.
De acordo com as evidências atuais, não existe interação farmacológica significativa conhecida entre lamotrigina e lisdexanfetamina. As interações mais importantes da lamotrigina costumam ocorrer com medicamentos que alteram seu metabolismo (como valproato, carbamazepina ou alguns anticoncepcionais). Já o Venvanse tem interações mais relevantes com inibidores da MAO, medicamentos serotoninérgicos ou substâncias que alteram o pH urinário.
Portanto, do ponto de vista das informações atuais, o uso conjunto é considerado seguro, desde que haja acompanhamento médico, como ocorre com qualquer tratamento psiquiátrico. Cada caso precisa sempre ser avaliado individualmente para ajustar doses e observar possíveis efeitos ao longo do tratamento.
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Faze 5dias que parei de tomar a sertralina e a duas noites tenho uma sensação de formigamento nas pe
Faz 5dias que parei de tomar a sertralina e a duas noites tenho uma sensação de formigamento nas pernas, pode ser por causa da ausência dela no organismo?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, é possível.
Quando a sertralina é interrompida, algumas pessoas podem apresentar o que chamamos de síndrome de descontinuação dos antidepressivos. Esse quadro costuma aparecer entre 2 e 4 dias após parar o medicamento, o que é compatível com o tempo que você descreveu.
Entre os sintomas mais comuns estão:
- tontura
- náusea
- ansiedade ou irritabilidade
- sensação de “choque” ou formigamento pelo corpo (parestesias)
Esse formigamento nas pernas pode fazer parte desse fenômeno. Ele acontece porque o cérebro estava adaptado à presença do medicamento e precisa de um período para se reajustar após a suspensão.
Na maioria das vezes, esses sintomas são temporários e melhoram gradualmente em alguns dias ou semanas. Quando o desconforto é mais intenso, às vezes é necessário retomar o medicamento e fazer uma redução mais gradual, sempre com orientação médica.
De qualquer forma, se surgirem outros sintomas neurológicos importantes, como fraqueza nas pernas, perda de força, alteração para urinar ou perda de sensibilidade em áreas do corpo, é importante procurar avaliação médica. Caso contrário, o mais comum é que o quadro seja apenas um efeito transitório da interrupção do antidepressivo.
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