Perguntas do paciente (8)
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Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
Como superar a dor de um término de relacionamento? Isso pode ser considerado um luto?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sem dúvida, o término de um relacionamento é um processo de luto. Quando perdemos alguém que amamos, o sofrimento é inevitável e precisamos vivenciar esse período até que o coração se acalme e o amor que temos a oferecer encontre novos caminhos. No consultório, uma reflexão muito comum de quem está passando por isso é: “O que exatamente eu perdi quando essa pessoa se foi?”. A resposta nem sempre é clara, pois muitas vezes não choramos apenas a falta do outro, mas também os planos que fizemos e quem nós éramos naquela relação. O acompanhamento psicológico é um espaço seguro e acolhedor que ajuda muito a clarear essas questões e a atravessar essa fase com mais leveza. Se você estiver passando por isso, permita-se receber esse cuidado.
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TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
TEPT-C tem cura total? Ou os sintomas só somem por um tempo e voltam?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Quando passamos por um trauma, a mente fica tão sobrecarregada que não consegue processar a experiência, fazendo com que a gente reviva aquele sofrimento de forma automática e repetitiva, sem conseguir alívio. A terapia psicanalítica ajuda justamente a romper esse ciclo: em um ambiente seguro e acolhedor, ela nos convida a transformar essa repetição mecânica em palavras e reflexão. Com o tempo, a memória dolorosa perde o poder de dominar o presente, e a pessoa recupera a sensação de que é ela quem conduz a própria história, e não o trauma.
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Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando
Tenho dificuldade em entender quando eu cismo de estar certo,me defendendo em opiniões, sempre dando razão pra mim,acho que já perdi até empregos por não mudar minha opinião em tudo,sinto que isso está me atrapalhando, como posso melhorar isso?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua pergunta é muito interessante e, pelo que você relata, parece que essa rigidez já lhe trouxe prejuízos reais, como a perda de empregos – o que deve ser bem frustrante e doloroso. Na minha perspectiva, a mudança não vem de uma simples decisão de "ser mais flexível", mas de um processo de compreensão do que está por trás dessa necessidade de estar sempre certo. Muitas vezes, essa postura defensiva funciona como um escudo para proteger algo que sentimos ameaçado, como o medo de ser desvalorizado ou de perder o controle. Você já parou para perceber o que sente no momento exato em que alguém discorda de você? E, se pudesse arriscar um palpite, de onde você acha que veio essa necessidade tão forte de estar com a razão? Refletir sobre isso, em um espaço seguro, pode ajudá-lo a se conhecer melhor e, com o tempo, encontrar novas formas de lidar com essas situações, sem precisar abrir mão de si mesmo. Caso considere adequado, ofereço-me para pensarmos juntos sobre isso.
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Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muit
Sinto me um pouco frustrado por conseguir minhas conquistas mais tardiamente do que os outros e muito provavelmente minha vida só melhore mesmo entre 35 e 40 anos. Às vezes fico com raiva de mim mesmo por isso mesmo que eu vá atrás das minhas metas porém só de pensar nessa idade que minha vida melhore me deixa desmotivado pois sinto que minha vida começaria quando metade dela já passou. Como lidar com essa sensação e manter motivado mesmo com esse cenário em mente?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sua questão toca na finitude, no tempo e nos ideais de si. A projeção de que "a vida só vai melhorar entre 35 e 40 anos" pode funcionar como uma defesa contra angústias presentes, como o medo do fracasso e a sensação de insuficiência. Na minha reflexão, sua indagação se situa no intervalo entre o Eu real e o Ideal do Eu (aquilo que foi introjetado desde a infância a partir do desejo do outro). Convido-o a se perguntar: de quem é essencialmente esse cronograma de sucesso? Quem definiu que ele deveria ocorrer nessa idade? E se a vida verdadeira ainda está por vir, o que seria então o que se vive agora: uma pré-vida? Fico à disposição caso queira refletir conjuntamente. Espero ter te "provocado" ao pensamento e à autoindagação. Um abraço!
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Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda
Quando um casal perde completamente o respeito um pelo outro após anos de conflitos e ofensas, ainda é possível reconstruir esse respeito do ponto de vista da psicologia?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Do ponto de vista psicológico, acredito que a reconstrução de um relacionamento é plenamente possível, desde que haja um compromisso genuíno de ambas as partes. Para isso, existem dois caminhos que se complementam: a psicoterapia de casal e a individual. Enquanto a terapia de casal foca diretamente no vínculo e na dinâmica a dois, a individual permite que cada um olhe para si. Esse trabalho individual é fundamental, pois nos ajuda a compreender como nossa própria trajetória e feridas passadas se atualizam e se repetem na relação atual. Se você tiver interesse em iniciar um processo terapêutico individual, coloco-me à disposição para caminharmos juntos.
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“De que forma o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta o sistema familiar e como a ter
“De que forma o Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) impacta o sistema familiar e como a terapia familiar pode complementar o tratamento psiquiátrico e psicológico individual?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O TPB mobiliza na família angústias antigas de abandono e culpa, fazendo com que ela se organize em torno das crises, repetindo dinâmicas inconscientes. A terapia familiar pode ajudar, mas apenas se o paciente for o primeiro a falar sobre o que sente ao trazer os seus, preservando seu espaço singular de escuta. O risco é que a família ocupe o lugar do paciente, transformando o sofrimento em um problema a ser administrado por todos. Por isso, a complementação só faz sentido quando não apaga a pergunta sobre o desejo e a história de quem realmente adoece.
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“Qual é a importância da atuação do psicólogo no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderlin
“Qual é a importância da atuação do psicólogo no tratamento do Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) e como essa intervenção se articula com o acompanhamento psiquiátrico?”
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá! Na minha perspectiva, o acompanhamento psicológico ao paciente com TPB tem múltiplas funções essenciais, até porque, do ponto de vista psiquiátrico, não há um medicamento específico para o transtorno de personalidade em si. Destaco a importância da adesão ao tratamento medicamentoso quando indicado, a elaboração dos conflitos inter-relacionais, a melhora no gerenciamento de impulsos, a compreensão mais profunda dos próprios sentimentos e, sobretudo, a construção de um senso identitário mais coerente e integrado, promovendo mudanças que vão além do alívio dos sintomas e favorecem uma reorganização estrutural da personalidade. Fico à disposição!
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Como se explicam os conflitos interpessoais no TPB pela visão visão psicanalítica?
Como se explicam os conflitos interpessoais no TPB pela visão visão psicanalítica?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Esta é uma pergunta interessante, sobre a qual não há consenso na psicanálise. Ainda assim, é possível apresentar, de forma sucinta, duas perspectivas divergentes oferecidas por importantes teóricos do tema.
O primeiro deles, Otto Kernberg, atribui os conflitos interpessoais dos pacientes borderline a distorções significativas no processo de introjeção do objeto, isto é, na versão internalizada que construímos das pessoas com quem nos relacionamos. Influenciado por mecanismos defensivos como cisão, identificação projetiva, idealização e negação, o sujeito borderline passa a estruturar dois padrões relacionais opostos em relação a uma mesma pessoa, dividindo‑a em uma versão inteiramente boa (idealizada) e outra totalmente má (persecutória). Essa divisão explica, por exemplo, a oscilação típica desses pacientes entre o apelo ao outro, marcado pela dependência e pelo medo do abandono, e a agressão, que visa afastar o outro por receio de ser invadido.
Em outra vertente, Christopher Bollas relaciona a turbulência característica desses vínculos à marca deixada pelo chamado objeto transformacional, o qual imprime ao self uma estética negativa. Para Bollas, o "caos relacional" não consiste em uma disfunção da qual o paciente deseja, inconscientemente, livrar‑se, ainda que sofra intensamente com ela. Pelo contrário, ele tende a buscar parceiros com os quais possa estabelecer o que o autor denomina um "contrato borderline", construindo, em suas palavras, um verdadeiro "festival de dor". Essa dinâmica, longe de ser meramente destrutiva, ressoa profundamente com seu idioma pessoal, conferindo‑lhe uma sensação de coerência e familiaridade, na medida em que o remete ao ambiente primordial no qual se constituiu como sujeito.
Perguntas frequentes
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Olá! Um médico dermatologista pode tratar uma verruga na região perianal? notei uma pequena verruga
Se for uma "verruga", pode sim. Se for diagnóstico proctológico,…