Perguntas do paciente (16)

  • Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranqu

    Olá! Estou passando por um momento chato, tenho um namorado e vivemos uma relação boa, leve e tranquila, me sinto segura ao lado dele. Mas sonho direto com ele me terminando o relacionamento e há alguns dis sonhos com mãos frequência. O que fazer?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Sonhos recorrentes como esse podem chamar atenção para algo que merece ser escutado com cuidado, mas o que eles significam depende muito de quem você é e da história que você carrega.
    Antes de oferecer qualquer explicação, seria importante explorar: qual é o sentido que essa relação tem pra você? Como você se relaciona com a ideia de perda, abandono, de segurança? Qual é a sua história e a história das suas relações, não apenas românticas?
    Sem esse contexto, qualquer resposta correria o risco de ser genérica e você merece algo mais do que isso.
    Se quiser explorar isso com profundidade, estarei à disposição.


  • Como lidar com a sensação de falta de propósito? .

    Como lidar com a sensação de falta de propósito? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    A sensação de falta de propósito não deve ser entendida apenas como um problema individual, mas como uma experiência comum da vida psíquica. Em muitos momentos, ela aparece quando há um distanciamento entre o que se vive no dia a dia e aquilo que, de forma mais profunda, mobiliza o desejo.

    Do ponto de vista psicológico, o sentimento de vazio não indica necessariamente ausência de sentido, mas pode sinalizar um impasse subjetivo que pede escuta e elaboração. Lidar com isso não passa por encontrar respostas prontas, e sim por investigar a própria história, os vínculos, as escolhas e os conflitos que atravessam esse momento da vida.

    O acompanhamento terapêutico pode ajudar a dar lugar a essas questões, favorecendo a construção de sentidos mais consistentes e possíveis para cada pessoa.


  • É normal nunca demonstrar nossa raiva às pessoas na vida?

    É normal nunca demonstrar nossa raiva às pessoas na vida?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    A raiva, como qualquer outro afeto, encontra formas próprias de se manifestar, mesmo quando não é acolhida ou reconhecida como legítima. Na psicanálise, sabemos que os sentimentos que não encontram um caminho para se expressar acabam retornando de outras maneiras: no corpo, nos sintomas, nos silêncios, nos excessos.

    Em muitos casos, a dificuldade de demonstrar raiva está ligada a experiências precoces em que esse sentimento foi julgado como inadequado, perigoso ou indesejado. O sujeito então aprende a conter, a silenciar, mas esse silêncio cobra um preço. Reprimir o que se sente não apaga o afeto, apenas o desloca. Por isso, mais do que pensar se é ‘normal’ ou não demonstrar raiva, talvez seja importante se perguntar: o que faço com aquilo que me atravessa e me incomoda? Encontro algum lugar para isso na minha vida?

    Falar sobre o que sentimos, mesmo sem saber exatamente como nomear, pode abrir espaço para reconhecer o que antes era vivido apenas como tensão ou mal-estar. O trabalho analítico começa justamente aí: quando o sujeito começa a escutar o que, até então, era calado/não escutado.


  • Como posso liberar a a minha raiva sem ferir ninguém ?

    Como posso liberar a a minha raiva sem ferir ninguém ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Na experiência analítica, aprendemos que o problema nunca é sentir demais, mas não saber o que fazer com o que sentimos. Quando a raiva não encontra um lugar onde possa ser elaborada, ela retorna, às vezes travestida de silêncio, de irritação constante, de tristeza ou cansaço.

    É possível, sim, dar um destino mais digno a esse afeto. Isso começa quando deixamos de julgá-lo como algo errado. A raiva, como qualquer outra marca do que nos afeta, precisa ser escutada. Há quem escreva, quem fale sozinho, quem transforme em gesto ou crie algo com isso. Há quem leve para a análise e ali encontre um espaço onde pode falar desta agressividade.

    Ainda assim, é também é importante lembrar que, por mais cuidado que se tenha, não é possível garantir que o outro não se sentirá ferido. Não controlamos tudo - às vezes, nem a nós mesmos, muito menos a forma como o outro vai escutar o que dizemos. Podemos colocar esforço em criar pontes e não muros, mas isso não assegura uma recepção sem ruídos. E tudo bem. O interessante é sustentar o que sentimos com responsabilidade, sem abrir mão da possibilidade de dizer.


  • Por que o autocuidado é essencial no Luto? .

    Por que o autocuidado é essencial no Luto? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Cuidar de si mesmo durante o luto não significa “esquecer” quem partiu ou “seguir em frente rapidamente”. Pelo contrário: é uma forma de se sustentar internamente enquanto se atravessa a dor. É como criar um espaço seguro para sentir, lembrar, chorar e, aos poucos, ressignificar essa perda.

    Esse cuidado pode incluir ações simples como se alimentar, descansar, manter pequenas rotinas, buscar apoio emocional ou até caminhar ao ar livre - cada sujeito irá encontrar atos que fazem sentido para si, mas que ajudam a preservar o mínimo de estabilidade enquanto a psique reorganiza o impacto da ausência.

    Na visão psicanalítica, o autocuidado também é um gesto de amor: uma forma de acolher a si mesmo diante daquilo que não pode ser mudado, sem se isolar completamente e sem se endurecer diante da dor. Ele permite que o luto siga seu curso, mas sem que a pessoa se perca de si mesma nesse caminho.


  • . Existe alguma forma de prevenir a ansiedade? .

    . Existe alguma forma de prevenir a ansiedade? .

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    A psicanálise entende que a ansiedade faz parte da experiência humana, ligada a conflitos internos que muitas vezes escapam da nossa consciência. Para Freud, ela surge quando o ego se vê diante de desejos e situações que não consegue lidar, gerando um sinal de alarme psíquico. Já Lacan nos mostra que a ansiedade aparece quando o sujeito se depara com algo que escapa da linguagem, isto é, uma angústia que surge quando falta um ponto de referência simbólico. Nesse sentido, embora não seja possível eliminar totalmente a ansiedade, é possível prevenir que ela se torne paralisante. É claro que algumas coisas podem ajudar, como o fortalecimento do eu e a criação de uma rotina mínima de cuidado, mas isso será possivel pricipalmente quando o sujeito começar a falar sobre seus conflitos em um espaço terapêutico, o que possibilita a pessoa poder reconhecer o que a angustia e encontrar modos mais sustentáveis de lidar com os desafios do desejo, das perdas e das exigências da vida. Assim, prevenir a ansiedade não é evitar sentir, mas aprender a sustentar o que se sente, sem ser dominado por isso.


  • Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. D

    Sou mulher fui em duas sessoes com meu psicologo e tenho sentido uma desejo de ser tocada por ele. Devo contar a ele ou mudar de psicologo?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Olá! O que você descreve pode ser compreendido, na psicanálise lacaniana, como uma transferência erótica, isto é, a projeção de um desejo na figura do analista, alguém que supostamente sabe algo sobre seu mal-estar. Esse fenômeno é comum e, longe de ser motivo para mudar imediatamente de profissional, costuma ser considerado um material rico para a análise.

    Por isso, é importante levar esse sentimento para a sessão e discuti-lo abertamente com seu psicólogo. Esse é o caminho para compreender de onde ele vem, o que evoca em sua história, e como pode estar ligado a padrões antigos de relacionamento.


    Mudar de analista agora pode interromper esse trabalho essencial. A alternativa mais adequada costuma ser trazer essa experiência para a análise, e, com o acompanhamento profissional, elaborar essa questão.

    Agora, se o psicólogo adotar uma postura moralizante diante disso – em vez de acolher o material como parte do processo analítico –, aí sim pode ser importante considerar a troca de profissional. A análise exige escuta ética e não julgadora, sobretudo diante do desejo que emerge.


  • Queria saber se suprimir o desejo sexual e ficar sem masturbação pode aumentar a ansiedade, estou a

    Queria saber se suprimir o desejo sexual e ficar sem masturbação pode aumentar a ansiedade, estou a 23 dias sem

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Olá! Ficar muitos dias sem se masturbar pode sim aumentar a ansiedade em algumas pessoas. Isso acontece porque o desejo sexual faz parte da nossa vida emocional – ele não desaparece só porque tentamos ignorá-lo. Quando o desejo é controlado de forma rígida, ele pode acabar se transformando em tensão, irritação, dificuldade para dormir ou ansiedade.

    Do ponto de vista da psicanálise, o mais importante não é simplesmente ‘segurar’ ou ‘liberar’ esse desejo, mas sim entender o que ele está querendo dizer. Muitas vezes, o desejo sexual está ligado a outras questões mais profundas – afetivas, relacionais ou inconscientes. Por isso, é muito valioso poder falar sobre isso em um espaço de escuta.

    Masturbação, por si só, não é algo negativo – pode ser uma forma natural de aliviar a tensão. Mas quando o tema começa a causar culpa, angústia, sofrimento ou compulsão, é sinal de que vale a pena conversar sobre isso com um profissional.

    Fico à disposição para um processo terapêutico em que essas e outras questões possam ser aprofundadas com escuta, acolhimento e sem julgamentos.


  • Oi, bom dia! Meu filho de 8 anos ultimamente vive com muitas histórias na cabeça. Outro dia acordo

    Oi, bom dia!
    Meu filho de 8 anos ultimamente vive com muitas histórias na cabeça. Outro dia acordou chorando porque pensou em uma mãe beijando o filho na boca em baixo do lençol. E chorou e ficou com isso na cabeça. Também percebo que ele tudo me conta as coisas dela . Ah mamãe, peguei no meu peitos. Sou grata pela atenção.

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Nessa idade, é comum que as crianças tenham muitas fantasias e pensamentos que misturam imaginação com aquilo que vão escutando, vendo ou tentando entender sobre o mundo. Às vezes, elas se assustam com esses pensamentos justamente porque ainda não sabem muito bem o que significam. O fato de seu filho trazer isso para você, contar o que pensou e o que sente, mostra que ele confia no vínculo entre vocês e está tentando elaborar algo que o incomodou.

    É importante escutar com atenção o que ele traz, mesmo quando parece confuso ou estranho. Evitar broncas ou julgamentos nessas horas ajuda muito. As crianças falam do jeito que conseguem, com o que têm disponível, e é assim que vão organizando seus sentimentos e dúvidas – neste caso, relacionadas à sexualidade, algo comum no desenvolvimento.

    Pode ser interessante procurar um espaço onde ele possa falar com tranquilidade, no tempo dele, com alguém preparado para escutá-lo, como uma psicanalista.

    Mas só o fato de você estar atenta e aberta ao que ele traz já é um passo enorme.

    Fico à disposição se precisar.


  • Quais são os aspectos psicológicos que influenciam o processo de ensino-aprendizagem?

    Quais são os aspectos psicológicos que influenciam o processo de ensino-aprendizagem?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Essa é uma pergunta que precisa ser avaliada de forma individual, pois cada criança ou adolescente tem uma história única. Um profissional psi que possa escutar a criança, a família e a escola, podem trabalhar em conjunto para construir uma estratégia personalizada. Mas, de maneira geral, é importante lembrar que aprender não depende só da parte intelectual, mas também dos sentimentos e das relações que envolvem o processo.

    Aprender é uma relação que o aluno estabelece com o conhecimento, e isso é influenciado por vários fatores: a autoestima, a segurança emocional, o vínculo com quem ensina, a motivação, a ansiedade, as experiências anteriores – como eventuais dificuldades na escola –, o ambiente familiar e o lugar que ele ocupa nesse contexto.

    Para que o desejo de aprender surja, a criança precisa sentir que pode expressar suas dúvidas e erros sem medo de ser julgada ou rotulada. É fundamental que ela se sinta acolhida, ouvida e reconhecida, porque isso cria um espaço onde o interesse pelo saber pode florescer.

    Se, pelo contrário, a criança sente medo de errar, insegurança, ou vive tensões na escola ou em casa, pode se retrair, resistir ao aprendizado ou agir de forma desorganizada. Muitas vezes, o que parece falta de interesse é, na verdade, um sinal de sofrimento que precisa ser compreendido.

    Aprender não é apenas um ato mecânico, mas também envolve os sentimentos, o desejo e a capacidade de dar significado ao que está sendo aprendido. Por isso, é tão importante olhar para cada caso com atenção e sensibilidade, valorizando o que motiva o aluno e oferecendo um ambiente seguro para ele se desenvolver.


  • Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no ass

    Já se passaram oito anos da morte de um dos meus filhos. Sentir muito ainda e não poder falar no assunto sem chorar é normal?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    A dor do luto não tem um tempo certo para acabar e cada pessoa vive esse processo de maneira única. O choro pode ser um sinal de que algo ainda insiste, algo que talvez não tenha encontrado um lugar para ser dito – ou talvez, não seja muito dito por parecer incontornável, já que a perda já aconteceu, porém, ainda assim, isso é algo que vale a pena ser elaborado. O importante não é saber se isso é 'normal', mas sim o que isso significa para você. Você já teve espaço para falar sobre essa perda? Talvez isso possa ser trabalhado em um processo analítico.


  • Como posso ajudar o namorado com traumas passados?

    Como posso ajudar o namorado com traumas passados?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Cada um tem seu próprio tempo e caminho para lidar com seus traumas. O mais importante é que você não tente ser responsável por resolver algo que pertence à história dele. Você pode oferecer escuta e apoio, mas sem tentar preencher esse lugar de ‘cura’ - afinal, pode ser uma responsabilidade pesada para você carregar. Talvez o melhor que você possa fazer seja incentivá-lo a falar sobre isso, escutar atentamente e ajudá-lo, se for o desejo do seu namorado, a buscar um espaço analítico onde ele possa elaborar as próprias questões.


  • Os formigamentos no corpo podem ser provocados pela ansiedade?

    Os formigamentos no corpo podem ser provocados pela ansiedade?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    O corpo muitas vezes manifesta, de forma sensível, algo que não encontra palavras. A ansiedade pode se expressar de diversas maneiras, inclusive através de sensações físicas como formigamentos. Mas, mais do que buscar uma explicação direta, pode ser interessante investigar o que essa ansiedade representa para você. O que estaria em jogo nesse momento da sua vida? Talvez isso possa ser explorado em um processo analítico.


  • Autoestima baixa pode estar relacionada com depressão?

    Autoestima baixa pode estar relacionada com depressão?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Sim, a baixa autoestima pode estar relacionada à depressão. Muitas pessoas deprimidas passam a se enxergar de forma muito crítica, sentindo culpa excessiva, inadequação e a impressão de que “não são boas o suficiente”. Isso pode surgir tanto por experiências de vida difíceis quanto por padrões emocionais construídos ao longo do tempo. Mas é importante lembrar que autoestima baixa nem sempre significa depressão, a diferença costuma estar na intensidade do sofrimento e no impacto que isso causa na vida da pessoa.


  • Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mão

    Minha filha teve uma crise de nervoso, ela tinha um ódio de algo ou alguém , socava o chão, suas mãos fecharam. Qual a melhor maneira de se tratar e como lhe dar com isso nessas horas?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    Momentos em que uma criança entra em crise e expressa raiva com intensidade podem ser muito difíceis para os pais, mas do ponto de vista psicanalítico, esses comportamentos não devem ser vistos apenas como “birra” ou “má educação”, pois são sinais de que a criança está atravessando algo que ainda não consegue colocar em palavras. É o corpo que fala quando o afeto não encontra outro meio de expressão.

    Estar presente, sem julgar ou reprimir bruscamente, transmite à criança a mensagem de que ela não está sozinha com aquilo que sente. Dizer algo como “Estou vendo que você está com muita raiva. O que será que te deixou assim?” ajuda a dar nome ao que ela vive e a transformar o impulso em linguagem.

    Durante a crise, é importante evitar gritar, castigar ou exigir explicações imediatas, afinal, além disto potencialmente escalar a intensidade da cena, a criança já estará tomada por um afeto intenso e não vai conseguir refletir sobre ele. Sua presença como uma pessoa adulta que escuta e contém (mas sem sufocar), já pode ser muito positivo.

    Se essas crises se repetirem com frequência, pode ser o caso de buscar uma psicanalista que trabalhe com crianças. O trabalho clínico pode ajudá-la a dar sentido ao que sente e encontrar formas mais simbólicas de expressar suas angústias. A análise também inclui escutar os pais, já que muitas vezes o sintoma da criança tem relação com a dinâmica familiar - sem buscar culpados, mas para construir novas possibilidades de relação.

    A agressividade, na infância, faz parte do desenvolvimento. Mas quando ela toma a forma de crises tão intensas, o melhor tratamento é sempre aquele que envolve escuta, vínculo e simbolização, e não a repressão ou controle do comportamento.


  • Sou bastante ansiosa o que faço pro meu apetite voltar , pois não sinto fome ?

    Sou bastante ansiosa o que faço pro meu apetite voltar , pois não sinto fome ?

    RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :

     Vitória Machado

    A ansiedade pode ter muitos significados no seu funcionamento psíquico. A falta de apetite pode estar relacionada a algo que está em jogo no seu desejo, talvez uma resposta do seu corpo a uma angústia que ainda não foi falada com profundidade. Sou psicanalista e em clínica eu tentaria te fazer pensar sobre o que está em jogo para você nesse momento – por exemplo, qual é a sua relação com a comida? Ao falar mais sobre sua vida e como a ansiedade aparece nela, sua relação com a comida pode mudar também. O que acha de falar mais sobre isso?


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