Perguntas do paciente (7)
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Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do pont
Estou passando por um casamento muito desgastado emocionalmente e gostaria de uma orientação do ponto de vista da psicanálise.
Estou em um relacionamento em que há muitos conflitos, ofensas e perda de respeito mútuo. As brigas são frequentes e muitas vezes acontecem na frente dos nossos filhos. Já não existe mais convivência afetiva entre nós: não dormimos mais juntos e o carinho praticamente desapareceu.
Sinto que, ao longo do relacionamento, houve um acúmulo de mágoas e quebra de confiança. Antes do casamento, minha esposa teve comportamentos que me geraram muita insegurança e desconfiança, o que fez com que eu entrasse no casamento já com o respeito e a admiração bastante abalados. Com o tempo, apesar de tentativas de reconstrução, o relacionamento foi se desgastando ainda mais.
Hoje percebo um ciclo constante de conflito: eu reconheço meus erros e tento assumir responsabilidade pelas minhas atitudes durante as brigas, mas sinto que minha esposa não reconhece a própria participação nos problemas, o que me gera frustração e sensação de impotência. Isso acaba intensificando os conflitos entre nós.
Também percebo em mim um grande desgaste emocional, sentimentos de baixa autoestima, medo de ficar sozinho e dúvida constante sobre se devo continuar tentando ou me afastar. Ao mesmo tempo, amo muito meus filhos e tenho muito medo de prejudicar a convivência com eles caso haja separação.
Gostaria de entender, sob uma perspectiva psicanalítica, como esses padrões emocionais e relacionais podem estar se repetindo na minha vida e de que forma um processo terapêutico poderia me ajudar a compreender melhor minhas escolhas, meus vínculos afetivos e minha dificuldade em lidar com essa situação.
Também gostaria de saber como a psicanálise enxerga situações em que há perda de respeito e repetição de conflitos dentro do casal, e quando isso pode indicar um limite emocional para a continuidade da relação.RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
O que você descreve parece envolver não apenas uma dúvida sobre permanecer ou não no casamento, mas um sofrimento importante em torno da confiança, do reconhecimento, da autoestima, do medo da perda e da forma como vocês passaram a se relacionar ao longo do tempo.
Do ponto de vista psicanalítico, diante de situações como essa, mais importante do que oferecer rapidamente uma resposta sobre “continuar ou separar” seria compreender o lugar que essa relação ocupa na sua história emocional. Por exemplo: o que faz com que determinados conflitos se repitam? O que você espera receber desse vínculo e sente que não consegue encontrar? O que torna tão difícil permanecer e, ao mesmo tempo, tão difícil imaginar uma separação? E de que maneira o medo de ficar sozinho, a necessidade de reconhecimento, as mágoas acumuladas e a perda de confiança participam das suas decisões?
Quando um casal entra em um ciclo repetitivo de acusações, ressentimentos e tentativas frustradas de reparação, muitas vezes cada novo conflito deixa de tratar somente da situação presente e passa a carregar também experiências anteriores de frustração, rejeição e feridas no vínculo. Por isso, uma mesma discussão pode adquirir uma intensidade muito maior do que aparentemente justificaria o acontecimento daquele momento.
A psicanálise também não considera que reconhecer os próprios erros signifique assumir sozinho a responsabilidade pela relação. Um vínculo é construído entre duas pessoas, embora, em uma análise individual, o trabalho esteja principalmente em compreender aquilo que está ao seu alcance: seus sentimentos, suas escolhas, seus limites, sua maneira de se vincular e aquilo que eventualmente se repete em suas relações.
A perda persistente de respeito, a ausência de intimidade e a repetição de conflitos são sinais importantes de sofrimento no vínculo, mas não existe um critério psicanalítico universal que determine quando uma relação “deve” terminar. Esse limite precisa ser elaborado pelo próprio sujeito. O processo terapêutico pode ajudá-lo justamente a distinguir entre permanecer por desejo e permanecer por medo, culpa, dependência emocional ou receio das consequências da separação.
A preocupação com os filhos também merece muita atenção. Preservar a relação com eles não significa necessariamente preservar o casamento a qualquer custo. É importante pensar também no impacto que uma convivência marcada por hostilidade e conflitos frequentes pode produzir sobre toda a família.
Em análise, seria possível trabalhar com mais profundidade a história dos seus vínculos afetivos, as experiências de confiança e abandono, sua autoestima, seu medo de ficar sozinho e a posição que você ocupa nesses conflitos. A finalidade não seria o terapeuta decidir por você, mas ajudá-lo a chegar a uma decisão mais consciente, menos determinada pelo medo ou pela repetição de padrões emocionais.
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Quais transtornos são tratáveis com psicanálise e quais não são? Em relação ao uso excessivo de me
Quais transtornos são tratáveis com psicanálise e quais não são?
Em relação ao uso excessivo de medicamentos e a uma sociedade atual que evita se tornar consciente do "si mesmo" e sua "escuridão", a psicanálise é vista hoje em dia como um método ultrapassado?RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Olá, que pergunta excelente!
A psicanálise trata de todos os transtornos psicológicos. É a abordagem que vai justamente no profundo do seu ser para finalmente te ajudar a encontrar o seu ponto de centramento.
Te leva a sair do caminho comum, do auto julgamento e , principalmente na minha linha de atuação, a Junguiana, te leva ao processo de verdadeira autenticidade.
Se quiser saber mais como funciona, basta me chamar. Grande abraço
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Olá, estou com uma dúvida. Recentemente tive ataques de pânico, dia 22 desse mês irá fazer 1 mês da
Olá, estou com uma dúvida. Recentemente tive ataques de pânico, dia 22 desse mês irá fazer 1 mês da primeira vez. Desde então, tive crises outras 5 vezes. É normal, depois dos ataques, ficar um desconforto no peito esquerdo por alguns dias? Lembro que nos primeiros ataques, não ficou sintoma algum, mas depois desses últimos, tenho ficado com um desconforto do lado esquerdo. Não é dor e nem pontada, apenas desconforto. Confesso que depois das últimas vezes, fiquei muito pensativo, pesquisando coisas e etc. Diferente das primeiras vezes, que não coloquei nada na cabeça nem fiquei pensando. Tenho 20 anos.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Ir procurar mais informções parece bom, mas muitas vezes confunde também. O que está acontecendo agora não precisa continar acontecendo, ok?
É muito importante procurar um médico em 1º lugar e depois de um diagnóstico preciso, o atendimento terapeutico vi aliviar muito a pressão emocional.
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Como sair de um ciclo de culpa e negação?.........
Como sair de um ciclo de culpa e negação?.........
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Você também merece perdão. Por que não mereceria se é tão ser humano como qualquer outra pessoa?
Peça perdão a quem feriu ou a você mesma. Todos somos passíveis de erro. A maturidade nos ensina a reconhecer e seguir em frente com o aprendizado e não a culpa.
Algumas pessoas se mantém presas à culpa e negação e justificam sua falta de avanço na vida por conta disto. Mas não precisa ser.
Se até agora não conseguiu suplantar isso sozinha, a Psicoterapia é o Único caminho que conheço para se levantar de cabeça erguida e avançar.
Sem pressa e sem parar!
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Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente n
Estou decepcionado e triste pois A 2 anos comecei ter afantasia Isso e reversivel consequentemente nao consigo lembrar de nada to em choque?
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Entendo sua tristeza e lamento por esse diagnóstico. Infelizmente situações fora do nosso controle acontecem, mas tem formas diferentes de lidar com isso. Não precisa ficar com esse sentimento de agora, ele pode ser aliviado principalemente com ajuda profissional. Estou contigo!
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Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para re
Estava passando por um momento de stress no trabalho, com cobranças excessivas e prazo curto para realizar as tarefas. Sentindo muita pressão e, numa noite, quando fui tentar dormir, comecei a sentir espasmos e contrações muito fortes no tronco, tremendo o corpo todo. O corpo ficava pulando na cama sem que eu tivesse controle, gerando muita apreensão e medo de morrer. A pressão chegou a subir e fui para o pronto socorro. Fui atendido e fiz diversos exames de sangue, mapa e holter. Os resultados foram todos normais, com alteração apenas na glicemia, que já estou tomando medicamentos. O fato é que após, duas semanas que senti os espasmos, eles continuam sempre que deito pra dormir e, de maneira cada vez mais forte e repetidos. Será que são crises de ansiedade/stress? Como acabar com essa situação, já que já fico até com medo de ir pra cama tentar descansar.
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Sim, o corpo reflete muitas das angustias e pressões emocionais. Sou especialista em estresse no trabalho e atendo outras pessoas com sintomas muito proximos dos seus. Isso não precisa continuar acontecendo, tá!
Procure primeiramente um médido para ter um dignóstico profissional e após úm programa terapeutico te ajudará imensamente a tirar esse peso de você.
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Adolescentes pode usa sertralina e aripiprazol? Para tratar a depressão ou só terapia resolve? Ele t
Adolescentes pode usa sertralina e aripiprazol? Para tratar a depressão ou só terapia resolve? Ele tem 16 anos
RESPOSTA DO ESPECIALISTA DA SAÚDE :
Depressão na grande maioria dos casos não se resume apenas ao aspecto bioquímico. As questões psicológicas interferem profundamente. Não descarte a psicoterapia como meio de fortalecimento emocional para superar os desafios que a vida sempre irá trazer.
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