A avaliação neuropsicológica ajuda a guiar o tratamento para a Fibromialgia? .
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A avaliação neuropsicológica ajuda a guiar o tratamento para a Fibromialgia? .
Querido anônimo ou anônima, sim, a avaliação neuropsicológica pode ajudar a guiar o tratamento da fibromialgia, especialmente quando há queixas de memória, atenção, lentificação do pensamento e dificuldade de concentração, sintomas muitas vezes descritos como “névoa mental”. Essa avaliação permite compreender como funções cognitivas estão funcionando naquele momento e diferenciar o que está mais relacionado ao impacto da dor crônica, ao sono não reparador, à fadiga, à ansiedade ou à depressão associada à condição.
No entanto, é importante lembrar que a fibromialgia não é apenas uma condição do corpo, mas uma experiência que atravessa profundamente o psiquismo. Pelo viés da psicanálise, entendemos que a dor persistente mobiliza afetos intensos, como angústia, frustração, medo e sensação de perda da própria identidade funcional. Esses elementos emocionais podem interferir diretamente no funcionamento cognitivo, não como falha intelectual, mas como um excesso de carga psíquica que dificulta a organização interna.
A terapia pode ajudar justamente a dar lugar a essa experiência subjetiva do adoecer. Ao oferecer um espaço de escuta, a psicanálise possibilita que o sujeito fale sobre sua dor, seus limites, suas perdas e o impacto disso em sua vida. Esse processo de elaboração pode aliviar a tensão emocional que muitas vezes intensifica os sintomas cognitivos e físicos. Assim, enquanto a avaliação neuropsicológica contribui para orientar estratégias clínicas e multidisciplinares, a terapia ajuda a sustentar o sujeito em sua totalidade, favorecendo uma relação mais integrada com o corpo, com a dor e consigo mesmo.
Espero ter te ajudado. Qualquer pergunta estou à disposição. Grande abraço!
No entanto, é importante lembrar que a fibromialgia não é apenas uma condição do corpo, mas uma experiência que atravessa profundamente o psiquismo. Pelo viés da psicanálise, entendemos que a dor persistente mobiliza afetos intensos, como angústia, frustração, medo e sensação de perda da própria identidade funcional. Esses elementos emocionais podem interferir diretamente no funcionamento cognitivo, não como falha intelectual, mas como um excesso de carga psíquica que dificulta a organização interna.
A terapia pode ajudar justamente a dar lugar a essa experiência subjetiva do adoecer. Ao oferecer um espaço de escuta, a psicanálise possibilita que o sujeito fale sobre sua dor, seus limites, suas perdas e o impacto disso em sua vida. Esse processo de elaboração pode aliviar a tensão emocional que muitas vezes intensifica os sintomas cognitivos e físicos. Assim, enquanto a avaliação neuropsicológica contribui para orientar estratégias clínicas e multidisciplinares, a terapia ajuda a sustentar o sujeito em sua totalidade, favorecendo uma relação mais integrada com o corpo, com a dor e consigo mesmo.
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