A hipnose nao é mais considerada uma abordagem de eficácia para tratamentos psicanalíticos sérios.

19 respostas
A hipnose nao é mais considerada uma abordagem de eficácia para tratamentos psicanalíticos sérios?
Dra. Lisiane Hadlich Machado
Psicólogo, Psicanalista
Niterói
Boa tarde,
A hipnoterapia clinica, como técnica, evoluiu muito nos últimos anos. Quando você aborda tratamentos psicanalíticos sérios, acredito que envolve a hipnose sim. Justamente pela profundidade das mudanças em padrões inconscientes. Profissionais sérios não usam apenas hipnose, mas sim dentro de um tratamento psicoterapêutico, com outras técnicas conjuntas.

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 Helio Martins
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Olá, tudo bem?

A hipnose já teve um papel importante na história da psicanálise, especialmente nos primórdios, quando Freud utilizava técnicas hipnóticas para acessar conteúdos inconscientes. No entanto, com o desenvolvimento da psicanálise, ele gradualmente abandonou a hipnose em favor da associação livre e da análise dos sonhos, que permitiam explorar o inconsciente de maneira mais consistente e profunda.

Hoje, a hipnose é reconhecida como uma ferramenta complementar em diversas abordagens psicológicas, mas não é considerada uma técnica central para os tratamentos psicanalíticos. Na prática clínica atual, sua eficácia tem sido mais amplamente estudada e validada em áreas como o manejo da dor crônica, ansiedade, estresse pós-traumático e até como suporte em algumas terapias comportamentais, quando usada com critérios bem estabelecidos.

O importante é entender que a escolha de uma abordagem terapêutica ou técnica deve sempre levar em conta as necessidades do paciente e a base científica que sustenta sua aplicação. Caso tenha interesse em explorar o tema ou como essas técnicas podem ser aplicadas, ficarei feliz em conversar mais sobre isso!
Olá! Tudo bom? Vou responder essa pergunta ampliando um pouco essa questão e consideração. A hipnose carrega diversas discordâncias entre teóricos da área da psicologia/psiquiatria, sendo para tratamentos psicanalíticos que surge desde Freud. Os estudos desde a década de 90 abordam esse tópico de maneira mais categórica e com mais evidências, o que aconteceu na última década (de 2015 até então) foi um "boom" comercial na tratativa da hipnose, com uma promessa de retorno financeiro alto e grande sucesso nas vendas e nos tratamentos de saúde. De maneira bem resumida, a hipnose costuma sempre tratar dos sintomas que a pessoa traz como queixa, mas em contrapartida não soluciona esses sintomas, apenas o transfere para outro local. Por exemplo: você pode tratar sua ansiedade por tirar cabelos (tricotilomania) com hipnose, mas em contrapartida, essa ansiedade pode começar a se manifestar de outras formas que podem vir a ser mais danosas (ou não) ao indivíduo, como por exemplo no aparecimento de manchas sobre a pele, coceiras etc. Esse é somente um exemplo anedótico, mas o tratamento de um distúrbio/transtorno psiquiátrico carregam poucas evidências que corroboram com a prática da hipnose. Hoje em dia, é mais comum a hipnose ser tratada como uma forma de entretenimento do que de fato uma proposta de "cura" de um certo transtorno. Os métodos mais eficazes nos dias de hoje para o tratamento da saúde da psique são mais bem compreendidos como as atuações psicológicas em paralelo com as atuações psiquiátricas. Abraços, qualquer coisa fico a disposição! :)
 Ana Paula Vitari
Psicólogo
São Caetano do Sul
A hipnose é uma tecnica eficaz dentro de um processo de psicoterapia.
Estou disponibilizando breve consulta gratuitamente
Prof. Rafael Di Matteo
Psicólogo
São Caetano do Sul
Não, em hipnose pode ocorrer uma sugestionabilidade do paciente. Qualquer análise deve ocorrer em nível pleno da consciência.
 Victor Baggio
Psicólogo
Belo Horizonte
Atualmente a hipnose possui evidências cientificas apenas para alguns poucos contextos, como no auxilio ao tratamento de dores crônica, procedimentos que exigem anestesia e manejo da ansiedade.
 Marcela Franciele da Silva de Moraes
Psicólogo
São José do Rio Preto
Freud, fundador da psicanálise, abandonou a hipnose desde a época em que percebeu que ela não era aplicável a todas as pessoas. Hoje ainda existem profissionais que trabalham com essa técnica, mas a psicanálise não a usa. Também não é uma técnica que tenha evidências científicas.
 Kawê Bezerra
Psicólogo, Psicanalista
Natal
A hipnose teve um papel importante no desenvolvimento inicial da psicanálise, especialmente nos trabalhos de Sigmund Freud em seus primeiros estudos sobre o inconsciente. No entanto, Freud abandonou a hipnose como técnica principal ao perceber que muitos conteúdos psíquicos reprimidos não emergiam de forma estável e duradoura por meio desse método.

Em vez disso, ele desenvolveu a associação livre e a interpretação dos sonhos como ferramentas mais eficazes para acessar o inconsciente e promover a elaboração dos conflitos psíquicos. Essas técnicas permitiam maior autonomia ao paciente no processo terapêutico, favorecendo a construção gradual do autoconhecimento.

Embora a hipnose ainda seja utilizada em abordagens terapêuticas distintas, como a hipnoterapia, ela não é mais considerada uma prática central nos tratamentos psicanalíticos sérios, que priorizam a exploração profunda das dinâmicas inconscientes por meio do diálogo e da análise.

Atenciosamente,
Psicólogo Kawê Bezerra.
 Alicia Rodrigues
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte

A hipnose já não é mais uma abordagem central na psicanálise, pois, com o tempo, Freud e outros psicanalistas passaram a preferir métodos como a associação livre para explorar o inconsciente de forma mais confiável. A hipnose foi vista como menos eficaz, já que os resultados podem ser inconsistentes e depende muito da sugestibilidade. No entanto, ela ainda é útil em outras áreas, como no tratamento de dores, ansiedades e fobias, especialmente em terapias comportamentais. Em resumo, a hipnose não é mais tão relevante na psicanálise, mas pode ser eficaz em outros contextos terapêuticos.
 Luca de Lima Conceição
Psicólogo, Psicanalista
Itajaí
A psicanálise não utliza a hipnose como forma de tratamento há mais de 100 anos, se você encontrou algum psicanalista que utliza ela, um profissional sério e ético ele não é.

A ferramenta que a psicanálise utiliza em seu tratamento é a associação livre, que é pedir aos pacientes falarem tudo o que vier a cabeça quando estiverem em sessão, evitando censurar algum conteúdo ou trocar palavras, através dessa fala mais livre o psicanalista irá conseguir intervir e direcionar o tratamento.

Espero que tenha ficado um pouco mais claro sobre o assunto, fico à disposição.
Dra. Maria de Araujo
Psicólogo
São Paulo
Aí necessariamente, depende muito do que busca
 Rodrigo Amorim de Souza
Psicólogo
São Bernardo do Campo
Sintetizando a resposta: não é! Freud abandona a hipnose em prol da construção da própria psicanálise e sua regra fundamental: a associação livre por parte do paciente e a atenção flutuante por parte do analista. A partir da construção da psicanálise, Freud percebeu que a explicitação de conteúdos latentes recordados e repetidos pelo paciente (desta vez na relação da dupla analítica) promoviam a elaboração de seus conflitos.

Dr. Judson Riker
Psicólogo, Psicanalista
Salvador
Para,muitas situações o uso da hipnose foi substituído por psicoterapia fazendo ASSOCIAÇÃO LIVRE.
Dra. Patricia De Lucia Nadruz
Psicólogo, Terapeuta complementar
São Paulo
O próprio Freud abandonou o uso da hipnose ao desenvolver a psicanalise. Ele não era contra a hipnose em si e a utilizou em seus primeiros anos de prática. No entanto acabou por abandonar a tecnica devido a dificuldades na aplicação e a questoes eticas e teóricas. Nem todas as pessoas sõ sugestionaveis a hipnose. Na hipnose o paciente não esta sob influencia total de seu ego o que segundo ele seria contraproducente já que o objetivo é tornar consciente o que esta no inconsciente. A hipnose poderia encorajar falsas memórias por sugestionabilidade. Freud então aplicou a talking cure. A cura pela fala em conjunto com a associação livre. Isso não quer dizer que a hipnoterapia não tenha seus adeptos e que não seja util. Mas não dentro de uma psicanalise convencional.
Olá!
Na verdade, a hipnose não é uma prática da psicanálise. A técnica foi usada brevemente por Freud antes da criação da teoria psicanalítica, mas não perdurou após o início de sua prática clínica em psicanálise.
Então, a hipnose não é uma prática que deva ser associada a psicanálise e nem com sua ética clínica, apesar de haverem profissionais psicanalistas que se utilizam da técnica, é algo feito a parte.
 Pedro Chaves
Psicólogo, Psicanalista
Belo Horizonte
A hipnose tem uma história importante na psicanálise, especialmente no início, quando Freud utilizava essa técnica para explorar conteúdos inconscientes e tratar sintomas histéricos. Com o tempo, Freud percebeu que a hipnose, embora útil para acessar certos conteúdos reprimidos, não promovia mudanças profundas e duradouras. Ele desenvolveu, então, a técnica da associação livre, que permite ao paciente trazer à tona seus pensamentos espontaneamente, sem a influência direta do terapeuta, o que se mostrou mais eficaz para trabalhar os conflitos psíquicos.
Dra. Marcela Felício
Psicólogo, Psicanalista
São José dos Campos
A hipnose existe na história do nascimento da psicanálise. A psicanálise se funda através de Freud a partir do abandono da técnica de hipnose, se destinando dai em diante por meio da cura pela fala.
 Vinícius Eduardo Martino Fonseca
Psicólogo, Psicanalista
Ribeirão Preto
Olá!
Na verdade, a hipnose ainda pode ser utilizada como uma ferramenta dentro da psicanálise, embora não seja o foco principal dessa abordagem. Freud começou sua prática com a hipnose, mas depois desenvolveu métodos como a associação livre e a análise dos sonhos, que colocavam mais ênfase na fala e na exploração consciente do inconsciente.

Hoje, a hipnose é vista como um recurso complementar, dependendo do caso e da preferência do analista. Ela pode ajudar a acessar conteúdos profundos da mente, mas é apenas uma peça em um conjunto de ferramentas que a psicanálise utiliza para entender e trabalhar com as questões do paciente. Se você quiser explorar mais sobre isso ou tirar dúvidas, podemos conversar! Um abraço, Vinícius.
 André Luiz Almeida
Psicólogo
Belo Horizonte
A hipnose teve um papel fundamental nas origens da psicanálise — Freud, por exemplo, iniciou seu trabalho clínico utilizando hipnose, influenciado por Charcot e Breuer. No entanto, ele acabou abandonando essa técnica em favor da associação livre, justamente porque percebeu que a hipnose podia limitar o acesso autêntico ao inconsciente e induzir conteúdos em vez de permitir que eles emergissem espontaneamente.

Hoje, a hipnose não é considerada uma técnica psicanalítica. Dentro do campo da psicanálise contemporânea, ela não é utilizada como ferramenta de intervenção, pois vai contra os princípios fundamentais da escuta analítica, da transferência e da construção subjetiva do sentido pelo próprio paciente.

Contudo, a hipnose clínica é usada em outras abordagens psicológicas com finalidades específicas (como manejo da dor, ansiedade, fobias), com respaldo em algumas pesquisas, mas fora do escopo psicanalítico. Assim, embora tenha valor em outros contextos, ela não faz parte dos tratamentos psicanalíticos sérios atualmente.

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