A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência do viés emocional ?
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A pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) tem consciência do viés emocional ?
Na maioria das vezes, não de forma clara ou contínua.
No TPB, as reações emocionais costumam ser muito intensas e rápidas. O viés emocional aparece como algo que acontece com a pessoa, mais do que algo que ela percebe enquanto está vivendo a situação. Por isso, é comum que o sofrimento seja sentido com força, mas sem que haja, naquele momento, consciência de como a emoção está influenciando a forma de interpretar o outro ou a situação.
Muitas pessoas até reconhecem depois que “exageraram” ou que reagiram de forma impulsiva, mas tendem a entender isso como resposta ao que o outro fez, e não como parte de um funcionamento emocional próprio.
Na clínica, o trabalho possibilita justamente criar um espaço para que essas experiências possam ser nomeadas e pensadas, favorecendo aos poucos uma maior consciência sobre os afetos e suas repercussões nas relações.
No TPB, as reações emocionais costumam ser muito intensas e rápidas. O viés emocional aparece como algo que acontece com a pessoa, mais do que algo que ela percebe enquanto está vivendo a situação. Por isso, é comum que o sofrimento seja sentido com força, mas sem que haja, naquele momento, consciência de como a emoção está influenciando a forma de interpretar o outro ou a situação.
Muitas pessoas até reconhecem depois que “exageraram” ou que reagiram de forma impulsiva, mas tendem a entender isso como resposta ao que o outro fez, e não como parte de um funcionamento emocional próprio.
Na clínica, o trabalho possibilita justamente criar um espaço para que essas experiências possam ser nomeadas e pensadas, favorecendo aos poucos uma maior consciência sobre os afetos e suas repercussões nas relações.
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Em geral, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline não percebe o viés emocional enquanto ele está acontecendo. A emoção intensa é vivida como realidade, e não como uma interpretação influenciada pelo afeto. Por isso, a reação costuma parecer totalmente justificada naquele momento. Com o passar do tempo e a redução da intensidade emocional, é comum que surja alguma consciência de que a situação foi sentida de forma exagerada ou diferente do que outros perceberam. Esse reconhecimento posterior pode gerar sofrimento, autocrítica e confusão sobre as próprias reações. A psicoterapia oferece um espaço ético e seguro para ampliar essa consciência, ajudando o paciente a reconhecer seus estados emocionais com mais clareza e a refletir sobre eles sem desqualificar sua experiência subjetiva.
Olá, tudo bem? Em geral, a pessoa com Transtorno de Personalidade Borderline não tem plena consciência do viés emocional no momento em que ele está acontecendo. Durante a ativação emocional, a experiência interna é vivida como totalmente real e coerente, não como uma interpretação influenciada pela emoção. A pessoa sente que está reagindo ao que de fato está acontecendo, e não a um filtro emocional interno.
Muitas vezes, a consciência aparece depois que a emoção diminui. É comum que, passado o pico emocional, a pessoa consiga olhar para a situação com mais nuance e até reconhecer que reagiu de forma mais intensa do que gostaria. Esse intervalo entre o “sentir” e o “perceber” pode gerar confusão, culpa ou autocrítica, especialmente quando a pessoa não entende por que reage assim repetidamente.
O viés emocional funciona como um piloto automático emocional, principalmente em contextos de vínculo. Quando medo de abandono, rejeição ou invalidação é ativado, o cérebro entra em modo de proteção e prioriza respostas rápidas. Nesse estado, refletir sobre o próprio viés se torna muito difícil. Você percebe se só consegue entender suas reações depois que a emoção já passou? Em quais situações essa falta de consciência momentânea costuma ser mais evidente? O que costuma surgir quando você percebe isso depois, alívio, culpa, arrependimento?
Na psicoterapia, o trabalho envolve justamente ampliar essa consciência ao longo do tempo, ajudando a pessoa a identificar sinais precoces de ativação emocional e a reconhecer o viés enquanto ele ainda está acontecendo. Isso não elimina a intensidade emocional, mas aumenta a capacidade de escolha e reduz o sofrimento nos relacionamentos e na relação consigo mesmo. Caso precise, estou à disposição.
Muitas vezes, a consciência aparece depois que a emoção diminui. É comum que, passado o pico emocional, a pessoa consiga olhar para a situação com mais nuance e até reconhecer que reagiu de forma mais intensa do que gostaria. Esse intervalo entre o “sentir” e o “perceber” pode gerar confusão, culpa ou autocrítica, especialmente quando a pessoa não entende por que reage assim repetidamente.
O viés emocional funciona como um piloto automático emocional, principalmente em contextos de vínculo. Quando medo de abandono, rejeição ou invalidação é ativado, o cérebro entra em modo de proteção e prioriza respostas rápidas. Nesse estado, refletir sobre o próprio viés se torna muito difícil. Você percebe se só consegue entender suas reações depois que a emoção já passou? Em quais situações essa falta de consciência momentânea costuma ser mais evidente? O que costuma surgir quando você percebe isso depois, alívio, culpa, arrependimento?
Na psicoterapia, o trabalho envolve justamente ampliar essa consciência ao longo do tempo, ajudando a pessoa a identificar sinais precoces de ativação emocional e a reconhecer o viés enquanto ele ainda está acontecendo. Isso não elimina a intensidade emocional, mas aumenta a capacidade de escolha e reduz o sofrimento nos relacionamentos e na relação consigo mesmo. Caso precise, estou à disposição.
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