Além de sentirem tudo com muita intensidade, pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (T

Além de sentirem tudo com muita intensidade, pacientes com Transtorno da Personalidade Borderline (TPB) às vezes relatam que "ficaram dormentes" ou que não conseguem sentir absolutamente nada. O que é esse sintoma e como a psiquiatria o explica?

5 respostas


É uma forma de lidar com a dor.

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No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), algumas pessoas podem alternar entre momentos de intensa carga emocional e períodos em que relatam sentir-se “dormentes”, vazias ou como se estivessem desconectadas de si mesmas. Esse fenômeno pode parecer contraditório, mas faz parte das dificuldades de regulação emocional que podem ocorrer no transtorno. Na psiquiatria, essa sensação de “não sentir nada” pode estar relacionada a mecanismos como entorpecimento emocional, dissociação e uma resposta de proteção do cérebro diante de emoções muito intensas. Quando o sofrimento emocional ultrapassa a capacidade de processamento naquele momento, algumas pessoas podem experimentar uma sensação de desligamento, como se estivessem no “piloto automático” ou observando a própria vida à distância. O psiquiatra avalia esse sintoma buscando entender: quando a sensação de vazio ou anestesia emocional aparece; quais situações costumam desencadear; se vem acompanhada de ansiedade, estresse, conflitos ou medo de abandono; se há outros sintomas, como depressão, trauma ou uso de substâncias. O tratamento geralmente envolve psicoterapia focada em regulação emocional, reconhecimento dos sentimentos e desenvolvimento de estratégias para lidar com crises. Abordagens como a Terapia Dialética Comportamental e terapias baseadas em mentalização podem ajudar o paciente a identificar emoções antes que elas cheguem a níveis extremos. A medicação, quando indicada, pode auxiliar em sintomas associados, como ansiedade, depressão, impulsividade ou alterações de humor, mas o tratamento do TPB costuma ter a psicoterapia como elemento central. Essa alternância entre sentir tudo intensamente e depois sentir um “vazio” é uma experiência descrita por alguns pacientes com TPB e merece ser compreendida dentro do contexto individual de cada pessoa.


No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a sensação de estar “dormente” emocionalmente ou de não conseguir sentir nada pode ser compreendida como um fenômeno de dissociação ou entorpecimento afetivo, frequentemente relacionado a momentos de estresse emocional intenso. Apesar de parecer contraditório com a vivência de emoções muito intensas, alguns pacientes podem alternar entre hiperativação emocional e períodos de desligamento como uma forma de proteção psíquica diante de sofrimento excessivo. Na avaliação psiquiátrica, são investigados fatores como histórico de traumas, gatilhos interpessoais, alterações da percepção de si, ansiedade, depressão, insônia, irritabilidade, estresse, tristeza profunda, falta de motivação, transtorno de ansiedade, transtornos de humor e sintomas dissociativos. O manejo busca compreender a função desse sintoma, desenvolver estratégias de regulação emocional e fortalecer a capacidade de lidar com situações difíceis sem recorrer ao desligamento emocional. A psicoterapia baseada em evidências e, quando indicada, a farmacoterapia podem auxiliar na estabilização dos sintomas e melhora da qualidade de vida.


Na perspectiva psiquiátrica, a sensação de “ficar dormente” ou de não sentir nada no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) pode ser compreendida como um fenômeno de entorpecimento emocional, frequentemente associado a mecanismos de defesa diante de emoções muito intensas. Embora o TPB seja conhecido pela hiperreatividade emocional, algumas pessoas podem alternar entre estados de sofrimento extremo e períodos de vazio, desligamento ou dificuldade de acessar sentimentos. Esse estado pode estar relacionado a processos de dissociação, nos quais ocorre uma alteração temporária na percepção de si mesmo, das emoções ou do ambiente, especialmente após situações de estresse, conflitos interpessoais ou sensação de ameaça ao vínculo. Não significa ausência real de emoções, mas uma dificuldade momentânea do cérebro em processar e integrar experiências emocionais intensas. No consultório, o psiquiatra investiga quando esses episódios acontecem, quais são os gatilhos, a duração, a presença de sintomas dissociativos, depressivos ou relacionados à ansiedade. O tratamento busca melhorar a regulação emocional, aumentar a consciência dos próprios estados internos e desenvolver estratégias mais adaptativas para lidar com sofrimento. Psicoterapias baseadas em evidências, como a Terapia Dialética Comportamental e a Terapia Baseada em Mentalização, auxiliam o paciente a reconhecer emoções sem ser dominado por elas. O acompanhamento psiquiátrico também avalia sintomas associados como ansiedade, depressão, insônia, crise de ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, tristeza profunda, falta de motivação, transtornos de humor e transtorno depressivo, quando presentes, promovendo maior estabilidade emocional e qualidade de vida.


No Transtorno da Personalidade Borderline (TPB), a experiência de alternar entre emoções muito intensas e momentos de “dormência emocional” é relativamente frequente. Essa sensação de não sentir nada, de estar vazio por dentro ou desconectado das próprias emoções é chamada, na psiquiatria, de entorpecimento emocional, embotamento afetivo ou pode estar relacionada a fenômenos dissociativos, dependendo da forma como se manifesta. Muitos pacientes com TPB descrevem uma espécie de vazio interno, como se as emoções tivessem desaparecido temporariamente. Isso pode parecer contraditório, já que o transtorno é conhecido pela intensidade emocional, mas esses dois fenômenos podem coexistir. Uma explicação é que, diante de emoções muito dolorosas ou difíceis de suportar — como medo de abandono, rejeição, culpa, vergonha ou sofrimento intenso — o cérebro pode ativar mecanismos de proteção que reduzem temporariamente o acesso consciente aos sentimentos. Em alguns casos, esse estado está relacionado à dissociação, uma alteração na forma como a pessoa percebe a si mesma ou a realidade ao redor. O indivíduo pode relatar sensação de estar “no automático”, desconectado do corpo ou como se estivesse observando a própria vida de fora. Esse mecanismo pode surgir principalmente em situações de estresse emocional intenso. Na avaliação psiquiátrica, é importante diferenciar essa “dormência emocional” de outros quadros, como: episódios depressivos, nos quais pode ocorrer perda de prazer, falta de motivação e redução da capacidade de sentir alegria; efeitos de medicamentos, especialmente alguns psicofármacos que podem causar redução da intensidade emocional em determinados pacientes; estados relacionados a trauma e estresse. O tratamento busca melhorar a capacidade de regular emoções, reconhecer estados internos e desenvolver formas mais adaptativas de lidar com sofrimento. Psicoterapias estruturadas, como a Terapia Dialética Comportamental (TDC) e a Terapia Baseada em Mentalização (TBM), ajudam o paciente a identificar emoções, compreender seus gatilhos e permanecer conectado consigo mesmo mesmo diante de sentimentos intensos. A avaliação psiquiátrica também considera sintomas associados, como ansiedade, depressão, impulsividade, crises emocionais, irritabilidade, sensação de vazio, alterações do humor e dificuldades nos relacionamentos. Quando indicada, a medicação pode auxiliar no controle de sintomas específicos, permitindo maior estabilidade para o processo psicoterápico. Portanto, essa sensação de “não sentir nada” não significa ausência de emoções ou falta de sentimentos. Muitas vezes, representa uma tentativa do sistema emocional de se proteger quando a intensidade dos sentimentos se torna difícil de suportar. Com tratamento adequado, muitos pacientes conseguem desenvolver maior estabilidade emocional e uma relação mais integrada com suas próprias emoções.

Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.