Algum problema no uso contínuo do Dexilant 30 Mg? pois infelizmente não estou conseguindo concluir o
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Algum problema no uso contínuo do Dexilant 30 Mg? pois infelizmente não estou conseguindo concluir o desmame, com alimentação adequada reduzi do 60mg para 30mg porém estou há seis meses no desmame do 30mg orientado pelo gastro um dia sim e outro não, e no dia que estou sem a medicação tenho asia, ma digestão, dores, desconforto. Me parece impossível a vida sem esse medicamento porém como já fazem 10 anos que eu consumo não sei até quando isso é saudável
Continuo intensamente empenhado em me aperfeiçoar no Exterior. Eu havia decidido nada escrever aqui, pois meu tempo é todo preenchido pela Universidade.
Mas sua pergunta me chamou a atenção.
Vejo 2 ou 3 aspectos interessantes na sua pergunta.
Como sempre: NADA que falarei é especifico para o senhor. O que farei é EXPLICAR sobre os IBPs, classe de medicamentos que inclui o omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, esomeprazol, dexlansoprazol entre outros.
Sei que quem me lê gosta de informações dadas por quem tem experiência no assunto. Por isso mesmo, acima de 130 mil pessoas por mês lê minhas modestas respostas.
Ressalvo de novo que NADA do que falo é para seu caso. Apenas o médico(a) que o conhece poderá orienta-lo de modo personalizado.
alo sobre os IBPs, grupo de medicamentos que incluem o Omeprazol, Esomeprazol, Dexlansoprazol, Pantoprazol, Lansoprazol, etc.
EXPLICO:
O que são?
Para que servem?
Que riscos tem?
É verdade que causam câncer, demência, derrame (AVC) etc?
Qual minha experiência com os IBPs?
Tenho certeza que quem ler aprenderá muito sobre essas importantes medicações. Farei o meu melhor para explicar.
Claro que procuro mostrar minha experiência por que só relatar dados tecnicos seria algo similar a uma bula. E sei que os mais de 2.2 milhão de leitores que tenho aqui querem informações seguras de quem tem experiência de 30 anos no uso desses remédios.
Então , como orientação básica, falo sobre os IBPs.
Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol, Lansoprazol, Dexlansoprazol, Rabeprazol e outros fazem parte dos IBPs.
PARA QUE SERVEM???
Os IBPs são medicações muito usadas nas gastrites, doença de refluxo, úlceras, duodenites e em conjunto com antibióticos para o tratamento do H. pylori.
Geralmente são eficazes e seguras.
Mas cada um deles é diferente:
- no horário de administração: alguns funcionam melhor pela manhã ou á noite; outros funcionam bem a qualquer hora do dia
- no modo de administração: alguns exigem jejum; já outros podem ser tomados com ou sem alimentos
- na interferência com outros medicamentos que o senhor(a) use.
é preciso, como em qualquer medicamento, estar atento para eventuais interações medicamentosas. Isso é DEVER do médico(a) que prescreve. Por exemplo já vi pacientes usando um certo anti-coagulante ao mesmo tempo que omeprazol. Em teoria isso poderia ser arriscado. MAS: para saber que medicamentos o nosso paciente usa(e seu histórico de doenças) é preciso uma consulta atenciosa e detalhada.
- na sua adaptação ao medicamento e resposta ao mesmo, que é totalmente personalizada
Então, achar que "todos são iguais" é um modo simplista de entender os IBPs. Embora todos os IBPs tenham eficiência similar, o Médico experiente sabe que HÁ diferenças. E respeita essas diferenças.
Tenho usado os IBPs desde sua introdução na Medicina, há aproximadamente 30 anos.
E já tratei literalmente milhares de pessoas com essas medicações, tanto a curto como a longo prazo. Tive a sorte de ver a introdução de novos IBPs ao longo dos anos, cada um com sua característica. E aprendi a diferencia-los, como diferenciamos pessoas de uma mesma família.
Por exemplo: hoje quando vou usar IBPs em um moço que trabalha e estuda das 8 até as 23 horas, escolho um IBP que possa ser tomado a qualquer hora, e que não exija jejum. Isso fará grande diferença na adesão do paciente ao tratamento e no conforto que terá. Não haveria sentido em pedir que acordasse bem cedo só para tomar um IBP em jejum.
Já num paciente que use determinadas medicações, por exemplo alguns anti-coagulantes, tenho que escolher um IBP que não interfira no funcionamento das mesmas. Ou mudar o grupo de remedios, escolhendo um que não seja IBP.
E é comum um paciente se adaptar melhor a um IBP do que a outro.
Por exemplo, já vi pacientes que passaram a não responder mais a Omeprazol, mas voltavam a melhorar se tomavam outro IBP.
Isso nos mostra o quanto Medicina é personalizada.
E ás vezes é razoável nem mesmo usar um IBP, e troca-los por outro grupo farmacológico (por exemplo os inibidores H2 ou os protetores gástricos). Mas isso só se sabe estudando caso a caso.
Parece simples, mas requer experiência.
====Não vi nenhum efeito colateral mais pronunciado em meus pacientes.
Tenho visto pacientes em uso de Omeprazol e que ficam apavorados temendo um risco de câncer ou demência. E o pior: ás vezes me contam que o IBP estava funcionando bem, mas abandonaram o tratamento por medo. Ou ás vezes por opiniões equivocadas, amplamente divulgadas.
Embora os IBPs tenham sido mal falados nos últimos tempos, estudos bem feitos nas Grandes Universidades dos Estados Unidos (Harvard, Yale, Johns Hopkins) não demonstraram maiores riscos mesmo no uso a longo prazo.
E estudos europeus comprovaram que NAO há risco de câncer, demência ou outras doenças mais sérias mesmo com uso a longo prazo. Em outras palavras, mesmo os riscos teóricos dos IBPs, como osteoporose, ainda não foram comprovados em nenhum estudo sério. Então, até este momento, são medicamentos eficazes e seguros.
===A segurança dos IBPs, contudo, traz alguns riscos.
É razoavelmente comum que os pacientes os usem por sua conta, sem qualquer acompanhamento médico. E, algumas vezes, vemos pacientes que não fizeram qualquer consulta ou exame antes de usa-los. Isso pode trazer riscos, já que doenças importantes podem deixar de ter diagnostico correto e a tempo de um tratamento eficaz.
===Em conclusão: os IBPs são medicamentos eficazes , seguros e confortáveis. Mas, mesmo que a principio não pareça, há diferenças entre os diversos IBPs.
E estes devem ser usados sob supervisão médica. E de modo personalizado.
ALGUMAS PALAVRINHAS A QUEM ME PROCURA
1)
Nas proximas 2 semanas não haverá nem mesmo atendimento telefônico na Clínica
Por favor, não tente contato por fone. Não queremos que fique frustrado. Temos grande respeito a nossos pacientes.
Mas, falo algo pessoal:
Sei que as consultas comigo nem sempre tem grande celeridade. A procura é grande, e tenho muitas atividades.
Peço a meus (futuros) pacientes que se acharem que alguma demora irá prejudicar sua saúde, procurem outro médico.
Sua saúde é mais importante do que eu ter a Clínica lotada.
Mas sua pergunta me chamou a atenção.
Vejo 2 ou 3 aspectos interessantes na sua pergunta.
Como sempre: NADA que falarei é especifico para o senhor. O que farei é EXPLICAR sobre os IBPs, classe de medicamentos que inclui o omeprazol, pantoprazol, lansoprazol, esomeprazol, dexlansoprazol entre outros.
Sei que quem me lê gosta de informações dadas por quem tem experiência no assunto. Por isso mesmo, acima de 130 mil pessoas por mês lê minhas modestas respostas.
Ressalvo de novo que NADA do que falo é para seu caso. Apenas o médico(a) que o conhece poderá orienta-lo de modo personalizado.
alo sobre os IBPs, grupo de medicamentos que incluem o Omeprazol, Esomeprazol, Dexlansoprazol, Pantoprazol, Lansoprazol, etc.
EXPLICO:
O que são?
Para que servem?
Que riscos tem?
É verdade que causam câncer, demência, derrame (AVC) etc?
Qual minha experiência com os IBPs?
Tenho certeza que quem ler aprenderá muito sobre essas importantes medicações. Farei o meu melhor para explicar.
Claro que procuro mostrar minha experiência por que só relatar dados tecnicos seria algo similar a uma bula. E sei que os mais de 2.2 milhão de leitores que tenho aqui querem informações seguras de quem tem experiência de 30 anos no uso desses remédios.
Então , como orientação básica, falo sobre os IBPs.
Omeprazol, Pantoprazol, Esomeprazol, Lansoprazol, Dexlansoprazol, Rabeprazol e outros fazem parte dos IBPs.
PARA QUE SERVEM???
Os IBPs são medicações muito usadas nas gastrites, doença de refluxo, úlceras, duodenites e em conjunto com antibióticos para o tratamento do H. pylori.
Geralmente são eficazes e seguras.
Mas cada um deles é diferente:
- no horário de administração: alguns funcionam melhor pela manhã ou á noite; outros funcionam bem a qualquer hora do dia
- no modo de administração: alguns exigem jejum; já outros podem ser tomados com ou sem alimentos
- na interferência com outros medicamentos que o senhor(a) use.
é preciso, como em qualquer medicamento, estar atento para eventuais interações medicamentosas. Isso é DEVER do médico(a) que prescreve. Por exemplo já vi pacientes usando um certo anti-coagulante ao mesmo tempo que omeprazol. Em teoria isso poderia ser arriscado. MAS: para saber que medicamentos o nosso paciente usa(e seu histórico de doenças) é preciso uma consulta atenciosa e detalhada.
- na sua adaptação ao medicamento e resposta ao mesmo, que é totalmente personalizada
Então, achar que "todos são iguais" é um modo simplista de entender os IBPs. Embora todos os IBPs tenham eficiência similar, o Médico experiente sabe que HÁ diferenças. E respeita essas diferenças.
Tenho usado os IBPs desde sua introdução na Medicina, há aproximadamente 30 anos.
E já tratei literalmente milhares de pessoas com essas medicações, tanto a curto como a longo prazo. Tive a sorte de ver a introdução de novos IBPs ao longo dos anos, cada um com sua característica. E aprendi a diferencia-los, como diferenciamos pessoas de uma mesma família.
Por exemplo: hoje quando vou usar IBPs em um moço que trabalha e estuda das 8 até as 23 horas, escolho um IBP que possa ser tomado a qualquer hora, e que não exija jejum. Isso fará grande diferença na adesão do paciente ao tratamento e no conforto que terá. Não haveria sentido em pedir que acordasse bem cedo só para tomar um IBP em jejum.
Já num paciente que use determinadas medicações, por exemplo alguns anti-coagulantes, tenho que escolher um IBP que não interfira no funcionamento das mesmas. Ou mudar o grupo de remedios, escolhendo um que não seja IBP.
E é comum um paciente se adaptar melhor a um IBP do que a outro.
Por exemplo, já vi pacientes que passaram a não responder mais a Omeprazol, mas voltavam a melhorar se tomavam outro IBP.
Isso nos mostra o quanto Medicina é personalizada.
E ás vezes é razoável nem mesmo usar um IBP, e troca-los por outro grupo farmacológico (por exemplo os inibidores H2 ou os protetores gástricos). Mas isso só se sabe estudando caso a caso.
Parece simples, mas requer experiência.
====Não vi nenhum efeito colateral mais pronunciado em meus pacientes.
Tenho visto pacientes em uso de Omeprazol e que ficam apavorados temendo um risco de câncer ou demência. E o pior: ás vezes me contam que o IBP estava funcionando bem, mas abandonaram o tratamento por medo. Ou ás vezes por opiniões equivocadas, amplamente divulgadas.
Embora os IBPs tenham sido mal falados nos últimos tempos, estudos bem feitos nas Grandes Universidades dos Estados Unidos (Harvard, Yale, Johns Hopkins) não demonstraram maiores riscos mesmo no uso a longo prazo.
E estudos europeus comprovaram que NAO há risco de câncer, demência ou outras doenças mais sérias mesmo com uso a longo prazo. Em outras palavras, mesmo os riscos teóricos dos IBPs, como osteoporose, ainda não foram comprovados em nenhum estudo sério. Então, até este momento, são medicamentos eficazes e seguros.
===A segurança dos IBPs, contudo, traz alguns riscos.
É razoavelmente comum que os pacientes os usem por sua conta, sem qualquer acompanhamento médico. E, algumas vezes, vemos pacientes que não fizeram qualquer consulta ou exame antes de usa-los. Isso pode trazer riscos, já que doenças importantes podem deixar de ter diagnostico correto e a tempo de um tratamento eficaz.
===Em conclusão: os IBPs são medicamentos eficazes , seguros e confortáveis. Mas, mesmo que a principio não pareça, há diferenças entre os diversos IBPs.
E estes devem ser usados sob supervisão médica. E de modo personalizado.
ALGUMAS PALAVRINHAS A QUEM ME PROCURA
1)
Nas proximas 2 semanas não haverá nem mesmo atendimento telefônico na Clínica
Por favor, não tente contato por fone. Não queremos que fique frustrado. Temos grande respeito a nossos pacientes.
Mas, falo algo pessoal:
Sei que as consultas comigo nem sempre tem grande celeridade. A procura é grande, e tenho muitas atividades.
Peço a meus (futuros) pacientes que se acharem que alguma demora irá prejudicar sua saúde, procurem outro médico.
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