Aos 17 anos realizei uma avaliação neuropsicológica que resultou em diagnóstico de TEA nível 1. No l
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Aos 17 anos realizei uma avaliação neuropsicológica que resultou em diagnóstico de TEA nível 1. No laudo, meu QI total pelo WAIS-III foi de 128, com desempenho muito superior em habilidades visuo-espaciais e superior no índice verbal. Hoje tenho 22 anos e gostaria de entender se, com o amadurecimento cognitivo natural, esse resultado pode variar em uma nova avaliação. Além disso, gostaria de saber como é feito o processo formal para investigar altas habilidades/superdotação em adultos que já possuem diagnóstico de TEA.
Olá! Sim, seu QI pode mudar um pouco com o tempo, mas quando os resultados são altos, como o seu, essa variação costuma ser pequena. Isso porque o QI tende a se manter estável na vida adulta, desde que não haja mudanças significativas no funcionamento geral. Sobre investigar altas habilidades em adultos com TEA o ideal é fazer uma nova avaliação neuropsicológica com testes atualizados e profissionais que conheçam bem tanto o autismo quanto a superdotação. Esse processo analisa não só o raciocínio lógico, mas também o histórico de desempenho e outras habilidades que podem estar acima da média, mesmo com o diagnóstico de TEA.
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O resultado do QIT - Quociente Intelectual Total (e demais quocientes que o compõem) podem variar pela aplicação de testes e de momentos em que sejam aplicados. Os motivos são diversos, desde a evolução cognitiva natural, como você questionou, passando pelo desenvolvimento treinado de habilidades ou, até, porque cansaços, estresses, momentos depressivos ou de alta adrenalina, tudo interfere na resposta (mais atenta ou desatenta). Com 128 seu enquadramento foi em Altas Habilidades. É possível que você supere 130, passando formalmente para a chamada Superdotação. Também é possível que os resultados sejam mais modestos, o que me parece pouco provável, ao que você explicita. Sobre o processo formal para investigar Altas Habilidades ou Superdotação, mesmo já tendo do diagnóstico de Autismo, o neuropsicólogo pode escolher a testagem. O MIG ( Matrizes de Inteligência Geral - Não Verbal), o RIAS-2 (Reynolds Intellectual Assessment Scales), outros e até baterias específicas podem ser utilizadas, mas o teste mais aplicado é justamente aquele que você fez, o WAIS-III, por ser muito amplo e bastante confiável. À disposição para tratar do assunto ou para, em psicoterapia, refletir sobre as características socioemocionais de AH/SD, ou seja, para ir além da questão numérica e buscar autoconhecimento via entendimento (racional, emocional, teórico e prático) delas. @psicologopascoalzani
Sua pergunta é muito bem formulada e demonstra compreensão técnica do tema. Vou responder de forma clara, precisa e compatível com o nível da questão.
1) O QI pode variar com o amadurecimento cognitivo?
Em termos gerais, o QI tende a ser relativamente estável a partir do final da adolescência, especialmente após os 16–18 anos. Isso significa que:
Não se espera uma mudança grande ou abrupta no QI total apenas pelo amadurecimento natural.
No entanto, variações moderadas podem ocorrer entre avaliações, por diferentes motivos:
diferenças entre versões do teste (WAIS-III vs WAIS-IV ou WAIS-V)
maior maturidade metacognitiva (estratégias, autorregulação)
mudanças emocionais (ansiedade, depressão, estresse)
melhor adaptação ao contexto de testagem
Em adultos jovens como você (22 anos), é comum observar:
refinamento do perfil cognitivo
possíveis ganhos em áreas como raciocínio verbal abstrato e velocidade de processamento
manutenção de pontos fortes estruturais (como habilidades visuoespaciais)
Ou seja:
o perfil tende a se manter, mas os escores podem oscilar, especialmente entre índices específicos.
2) QI 128 aos 17 anos: o que isso significa hoje?
Um QI total de 128 já se encontra na faixa muito superior, independentemente do diagnóstico de TEA. Além disso:
desempenho muito superior em habilidades visuoespaciais
desempenho superior no índice verbal
Esse tipo de perfil é frequentemente observado em pessoas com TEA nível 1, especialmente aquelas com:
pensamento visual forte
raciocínio abstrato não verbal elevado
interesses intelectuais intensos
Com o tempo, o que muda menos é o potencial cognitivo e o que muda mais é:
como esse potencial é utilizado
como ele se expressa no funcionamento acadêmico, profissional e social
3) Como investigar altas habilidades/superdotação (AH/SD) em adultos com TEA?
É importante esclarecer um ponto central:
TEA e altas habilidades não são excludentes. Eles podem coexistir, e com frequência coexistem.
O processo formal de investigação em adultos envolve mais do que apenas o QI.
Avaliação formal costuma incluir:
Avaliação cognitiva atualizada
WAIS-IV ou WAIS-V
análise detalhada de índices (não apenas QI total)
atenção especial a discrepâncias entre áreas
Avaliação do funcionamento adaptativo
como a cognição se traduz na vida real
autonomia, resolução de problemas, criatividade aplicada
Histórico de desenvolvimento
indicadores precoces de altas habilidades
interesses intensos, aprendizagem autodidata, pensamento avançado
Avaliação de criatividade e produção
pensamento original
resolução não convencional de problemas
produção intelectual, técnica ou artística
Análise diferencial TEA × AH/SD
separar características do neurodesenvolvimento
de indicadores reais de superdotação
Em adultos, não existe um “laudo único” padronizado nacional para AH/SD como há para TEA, mas sim um parecer técnico integrado, feito por neuropsicólogo ou psicólogo especializado.
4) O que muda na prática ao investigar AH/SD na vida adulta?
Mais do que um rótulo, a investigação serve para:
compreender melhor seu estilo cognitivo
ajustar expectativas pessoais e profissionais
orientar escolhas acadêmicas e de carreira
reduzir sofrimento causado por inadequação de ambientes pouco estimulantes
Em pessoas com TEA nível 1, isso é especialmente relevante, porque:
ambientes pouco compatíveis com o perfil cognitivo podem gerar ansiedade, burnout ou subutilização de capacidades
5) Síntese final
Seu QI pode variar modestamente, mas o padrão geral tende a se manter.
O diagnóstico de TEA não impede a identificação de altas habilidades.
A investigação de AH/SD em adultos é multidimensional, não baseada apenas em número.
Uma nova avaliação pode trazer mais clareza funcional, mesmo que os escores não mudem drasticamente.
Se esse tema é importante para você, o caminho adequado é procurar um neuropsicólogo com experiência em adultos, TEA e altas habilidades, para uma avaliação atualizada e integrada.
1) O QI pode variar com o amadurecimento cognitivo?
Em termos gerais, o QI tende a ser relativamente estável a partir do final da adolescência, especialmente após os 16–18 anos. Isso significa que:
Não se espera uma mudança grande ou abrupta no QI total apenas pelo amadurecimento natural.
No entanto, variações moderadas podem ocorrer entre avaliações, por diferentes motivos:
diferenças entre versões do teste (WAIS-III vs WAIS-IV ou WAIS-V)
maior maturidade metacognitiva (estratégias, autorregulação)
mudanças emocionais (ansiedade, depressão, estresse)
melhor adaptação ao contexto de testagem
Em adultos jovens como você (22 anos), é comum observar:
refinamento do perfil cognitivo
possíveis ganhos em áreas como raciocínio verbal abstrato e velocidade de processamento
manutenção de pontos fortes estruturais (como habilidades visuoespaciais)
Ou seja:
o perfil tende a se manter, mas os escores podem oscilar, especialmente entre índices específicos.
2) QI 128 aos 17 anos: o que isso significa hoje?
Um QI total de 128 já se encontra na faixa muito superior, independentemente do diagnóstico de TEA. Além disso:
desempenho muito superior em habilidades visuoespaciais
desempenho superior no índice verbal
Esse tipo de perfil é frequentemente observado em pessoas com TEA nível 1, especialmente aquelas com:
pensamento visual forte
raciocínio abstrato não verbal elevado
interesses intelectuais intensos
Com o tempo, o que muda menos é o potencial cognitivo e o que muda mais é:
como esse potencial é utilizado
como ele se expressa no funcionamento acadêmico, profissional e social
3) Como investigar altas habilidades/superdotação (AH/SD) em adultos com TEA?
É importante esclarecer um ponto central:
TEA e altas habilidades não são excludentes. Eles podem coexistir, e com frequência coexistem.
O processo formal de investigação em adultos envolve mais do que apenas o QI.
Avaliação formal costuma incluir:
Avaliação cognitiva atualizada
WAIS-IV ou WAIS-V
análise detalhada de índices (não apenas QI total)
atenção especial a discrepâncias entre áreas
Avaliação do funcionamento adaptativo
como a cognição se traduz na vida real
autonomia, resolução de problemas, criatividade aplicada
Histórico de desenvolvimento
indicadores precoces de altas habilidades
interesses intensos, aprendizagem autodidata, pensamento avançado
Avaliação de criatividade e produção
pensamento original
resolução não convencional de problemas
produção intelectual, técnica ou artística
Análise diferencial TEA × AH/SD
separar características do neurodesenvolvimento
de indicadores reais de superdotação
Em adultos, não existe um “laudo único” padronizado nacional para AH/SD como há para TEA, mas sim um parecer técnico integrado, feito por neuropsicólogo ou psicólogo especializado.
4) O que muda na prática ao investigar AH/SD na vida adulta?
Mais do que um rótulo, a investigação serve para:
compreender melhor seu estilo cognitivo
ajustar expectativas pessoais e profissionais
orientar escolhas acadêmicas e de carreira
reduzir sofrimento causado por inadequação de ambientes pouco estimulantes
Em pessoas com TEA nível 1, isso é especialmente relevante, porque:
ambientes pouco compatíveis com o perfil cognitivo podem gerar ansiedade, burnout ou subutilização de capacidades
5) Síntese final
Seu QI pode variar modestamente, mas o padrão geral tende a se manter.
O diagnóstico de TEA não impede a identificação de altas habilidades.
A investigação de AH/SD em adultos é multidimensional, não baseada apenas em número.
Uma nova avaliação pode trazer mais clareza funcional, mesmo que os escores não mudem drasticamente.
Se esse tema é importante para você, o caminho adequado é procurar um neuropsicólogo com experiência em adultos, TEA e altas habilidades, para uma avaliação atualizada e integrada.
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