As alucinações auditivas do alzheimer ocorrem quando a pessoa está acordada, ou são aquelas associad
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As alucinações auditivas do alzheimer ocorrem quando a pessoa está acordada, ou são aquelas associadas quando se está na cama quase pegando no sono, tenho 31 anos, uso zolpidem a 6 anos, e mesmo assim acordo 3 horas depois, estou dormindo mal, quando acordo e volto a tentar dormir, começo de olhos fechados ter alucinações, escuto barulho de mosquitos, gente tossindo, escuto meus pensamentos, vejo imagens vívidas de olhos fechados, e quando estou desperto isso não ocorre, essas alucinações só ocorrem nesse momento do pré sono, elas são as mesmas do alzheimer?
Primeiramente, não faz nenhum sentido pensar em doença de Alzheimer, em seu caso. Possivelmente o que está tendo são alucinações chamadas de "hipnagógicas", que podem ser fenômenos normais, quando a pessoa está adormecendo. É possível que o uso de zolpidem esteja também influenciando. Deve procurar um psiquiatra com experiencia no tratamento de insônia, pois o uso prolongado de zolpidem pode ser muito nocivo.
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Alucinações hipnopompicas e hipnagógicas aparecem na transição do sono para a vigília e vice-versa. Abraço.
Essas experiências não são as mesmas alucinações do Alzheimer e, pelo que você descreve, não sugerem Alzheimer, especialmente pela sua idade.
No Alzheimer, as alucinações auditivas ou visuais costumam ocorrer quando a pessoa está totalmente acordada, em estado de vigília, e vêm acompanhadas de déficits cognitivos progressivos, como perda de memória recente, dificuldade de linguagem, desorientação e prejuízo funcional. Além disso, Alzheimer aos 31 anos é extremamente raro e, quando ocorre, quase sempre está ligado a fatores genéticos familiares, o que não parece ser o seu caso.
O que você relata( ouvir sons como mosquitos, tosse, vozes difusas, perceber os próprios pensamentos em forma de som e ver imagens vívidas de olhos fechados, no momento em que acorda e tenta voltar a dormir) é muito compatível com alucinações hipnagógicas e hipnopômpicas. Elas acontecem justamente nessa transição entre vigília e sono, quando o cérebro ainda está parcialmente em estado de sonho. São experiências relativamente comuns em pessoas com privação de sono, insônia crônica, ansiedade, estresse elevado e também em quem faz uso prolongado de hipnóticos, como o zolpidem.
O uso do zolpidem por muitos anos, associado ao sono fragmentado (acordar após 3 horas), pode favorecer esse estado dissociado do sono, em que o cérebro entra em REM sem que o corpo esteja totalmente dormindo. Isso gera imagens vívidas, sons e pensamentos intrusivos, mas sem perda de contato com a realidade, o que diferencia completamente de quadros psicóticos ou demenciais.
O ponto importante é que essas percepções não ocorrem quando você está desperto, não se mantêm durante o dia e você reconhece que são estranhas, isso é um sinal claro de que não se trata de psicose nem de Alzheimer.
Ainda assim, o conjunto sugere que seu sono está desregulado e que o uso prolongado do zolpidem pode estar contribuindo para isso. O ideal é conversar com um psiquiatra ou médico do sono para reavaliar o tratamento da insônia, pensar em redução gradual do hipnótico e estratégias para restaurar um sono mais contínuo.
Em resumo:
essas alucinações do pré‑sono não são alucinações do Alzheimer, são fenômenos ligados à transição sono–vigília, muito associados à insônia crônica e ao uso prolongado de zolpidem, e costumam melhorar quando o sono é reorganizado.
No Alzheimer, as alucinações auditivas ou visuais costumam ocorrer quando a pessoa está totalmente acordada, em estado de vigília, e vêm acompanhadas de déficits cognitivos progressivos, como perda de memória recente, dificuldade de linguagem, desorientação e prejuízo funcional. Além disso, Alzheimer aos 31 anos é extremamente raro e, quando ocorre, quase sempre está ligado a fatores genéticos familiares, o que não parece ser o seu caso.
O que você relata( ouvir sons como mosquitos, tosse, vozes difusas, perceber os próprios pensamentos em forma de som e ver imagens vívidas de olhos fechados, no momento em que acorda e tenta voltar a dormir) é muito compatível com alucinações hipnagógicas e hipnopômpicas. Elas acontecem justamente nessa transição entre vigília e sono, quando o cérebro ainda está parcialmente em estado de sonho. São experiências relativamente comuns em pessoas com privação de sono, insônia crônica, ansiedade, estresse elevado e também em quem faz uso prolongado de hipnóticos, como o zolpidem.
O uso do zolpidem por muitos anos, associado ao sono fragmentado (acordar após 3 horas), pode favorecer esse estado dissociado do sono, em que o cérebro entra em REM sem que o corpo esteja totalmente dormindo. Isso gera imagens vívidas, sons e pensamentos intrusivos, mas sem perda de contato com a realidade, o que diferencia completamente de quadros psicóticos ou demenciais.
O ponto importante é que essas percepções não ocorrem quando você está desperto, não se mantêm durante o dia e você reconhece que são estranhas, isso é um sinal claro de que não se trata de psicose nem de Alzheimer.
Ainda assim, o conjunto sugere que seu sono está desregulado e que o uso prolongado do zolpidem pode estar contribuindo para isso. O ideal é conversar com um psiquiatra ou médico do sono para reavaliar o tratamento da insônia, pensar em redução gradual do hipnótico e estratégias para restaurar um sono mais contínuo.
Em resumo:
essas alucinações do pré‑sono não são alucinações do Alzheimer, são fenômenos ligados à transição sono–vigília, muito associados à insônia crônica e ao uso prolongado de zolpidem, e costumam melhorar quando o sono é reorganizado.
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