As doenças físicas podem ser comorbidades e afetar o prognóstico psiquiátrico de um paciente com Tra
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As doenças físicas podem ser comorbidades e afetar o prognóstico psiquiátrico de um paciente com Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
Habitualmente, não.
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Sim, absolutamente. Comorbidades clínicas deterioram significativamente o prognóstico em TPB.
Mecanismos de interferência
Biológicos: Inflamação sistêmica, disfunção endócrina e desregulação autonômica em doenças crônicas (diabetes, hipertensão, síndrome metabólica) amplificam instabilidade emocional e impulsividade—sintomas nucleares do TPB.
Psicossociais: Limitações funcionais, medicações com efeitos psíquicos adversos (corticoides, beta-bloqueadores), hospitalizações repetidas e dependência médica reforçam narrativas de desamparo e rejeição—gatilhos clássicos de crises em TPB.
Neurobiológicos: Doenças sistêmicas afetam neurotransmissão (serotonina, dopamina), exacerbando descontrole impulsivo e comportamentos automutiladores.
Impacto específico no prognóstico
↑ Risco suicida (comorbidades reduzem esperança)
↓ Adesão ao tratamento psicológico (foco disperso em múltiplas demandas médicas)
↑ Sintomas dissociativos e raiva frente à "injustiça" de múltiplas doenças
Cronificação de comportamentos de busca por cuidado (healthcare-seeking)
Conduta clínica
Abordagem integrada obrigatória: manejo simultâneo de comorbidades físicas + psicoterapia dialética comportamental (DBT) + avaliação psiquiátrica contínua. Sem controle das doenças clínicas, DBT terá eficácia reduzida.
Mecanismos de interferência
Biológicos: Inflamação sistêmica, disfunção endócrina e desregulação autonômica em doenças crônicas (diabetes, hipertensão, síndrome metabólica) amplificam instabilidade emocional e impulsividade—sintomas nucleares do TPB.
Psicossociais: Limitações funcionais, medicações com efeitos psíquicos adversos (corticoides, beta-bloqueadores), hospitalizações repetidas e dependência médica reforçam narrativas de desamparo e rejeição—gatilhos clássicos de crises em TPB.
Neurobiológicos: Doenças sistêmicas afetam neurotransmissão (serotonina, dopamina), exacerbando descontrole impulsivo e comportamentos automutiladores.
Impacto específico no prognóstico
↑ Risco suicida (comorbidades reduzem esperança)
↓ Adesão ao tratamento psicológico (foco disperso em múltiplas demandas médicas)
↑ Sintomas dissociativos e raiva frente à "injustiça" de múltiplas doenças
Cronificação de comportamentos de busca por cuidado (healthcare-seeking)
Conduta clínica
Abordagem integrada obrigatória: manejo simultâneo de comorbidades físicas + psicoterapia dialética comportamental (DBT) + avaliação psiquiátrica contínua. Sem controle das doenças clínicas, DBT terá eficácia reduzida.
Bom dia! Certamente as comorbidades clínicas podem afetar o curso e prognóstico de uma condição psíquica. Isso vale para qualquer condição, não apenas para os transtornos de personalidade. O quanto isso irá interferir depende da gravidade da condição, da resiliência do paciente e de que maneira este entende e lida com o processo de adoecimento físico.
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