Atualmente tomo escitalopram 15 mg (1x/dia) e Ansitec 10 mg (1x/dia). Tenho percebido ganho de peso,

Atualmente tomo escitalopram 15 mg (1x/dia) e Ansitec 10 mg (1x/dia). Tenho percebido ganho de peso, perda de libido e, recentemente, alguns sintomas voltaram, como dor no peito, tremor nos olhos e sensação de tensão. Gostaria de saber se esses efeitos podem estar relacionados à medicação e qual seria a melhor conduta: ajustar dose, trocar o medicamento ou incluir alguma outra estratégia?

4 respostas


Alguns dos sintomas relatados (principalmente perda de libido) podem estar relacionados ao uso de escitalopram sim. Nesses casos, a melhor conduta não é tentar adivinhar sozinho: pode ser necessário ajustar a dose, trocar o antidepressivo ou incluir outra estratégia para recuperar a resposta. Leve esse relato ao seu psiquiatra, porque tudo isso é comum e geralmente resolvido com pequenos ajustes no tratamento. Espero ter ajudado. Um abraço!

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É possível que alguns dos efeitos que você descreve tenham relação com a medicação. O escitalopram pode, em parte dos pacientes, contribuir para ganho de peso e redução da libido, efeitos já bem documentados na literatura. O Ansitec (bromazepam), por ser um benzodiazepínico, não costuma causar ganho de peso ou queda de libido, mas pode gerar certa tolerância ao longo do tempo, o que às vezes faz com que sintomas de ansiedade reapareçam, especialmente se o organismo estiver mais sensível ou se houver algum fator estressor recente. Os sintomas que voltaram — dor no peito, tremor ocular e sensação de tensão — podem estar relacionados tanto à própria ansiedade quanto a uma resposta parcial ao tratamento atual. Isso não significa necessariamente que o tratamento “falhou”, mas pode indicar a necessidade de reavaliação da dose, ajuste do esquema, troca do antidepressivo ou mesmo associação com outra estratégia terapêutica, como psicoterapia cognitivo-comportamental, técnicas de regulação emocional ou, em alguns casos, uma mudança para um antidepressivo com menor impacto em libido e peso. A melhor conduta depende de fatores individuais: sua resposta anterior a outros medicamentos, intensidade dos sintomas, histórico clínico, rotina, e possíveis comorbidades. Por isso, a recomendação mais segura é marcar uma consulta com seu psiquiatra para discutir essas possibilidades com calma e definir um plano que respeite seus objetivos e seu bem-estar.

Dr. Pablo Leal

Dr. Pablo Leal

Endocrinologista

Rio de Janeiro

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Boa noite! O Escitalopram ainda pode ser otimizado. Quanto à perda da libido, precisa ser avaliado se tem relação com a medicação ou pelo proprio quadro. Os inibidores seletivos da recaptação de serotonina (escitalopram é um deles) no geral costumam ter mesmo efeito na libido. Mas existem opções que apresentam menos este efeito colateral. Vale a pena discutir com seu médico/a.


Alguns dos sintomas relatados podem estar relacionados ao tratamento, mas é necessário avaliar individualmente antes de concluir que sejam efeitos dos medicamentos. O escitalopram pode, em algumas pessoas, estar associado a alterações da libido e do peso, enquanto sintomas como tremor, tensão, ansiedade e palpitações também podem estar relacionados ao próprio transtorno de ansiedade ou a outras condições. A presença de dor no peito merece atenção especial e não deve ser atribuída automaticamente à ansiedade ou à medicação. A melhor conduta não é necessariamente aumentar, reduzir ou trocar os medicamentos, pois isso depende da intensidade dos sintomas, resposta terapêutica, duração do tratamento e histórico psiquiátrico. Uma avaliação com psiquiatra permite revisar as doses, possíveis efeitos adversos e estratégias alternativas, considerando ansiedade, depressão, insônia e transtornos de humor.

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