Boa noite! Minha filha tem 8 anos e é autista nível 1 de suporte. Ela faz uso de 1 1/2ml de manhã
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Boa noite!
Minha filha tem 8 anos e é autista nível 1 de suporte.
Ela faz uso de 1 1/2ml de manhã e a mesma quantidade de noite do risperidona a cerca de 2 anos, também faz uso do carbamazepina 2 1/2ml no mesmo horário que o risperidona.
No entanto parece que ultimamente ela está regredindo ao invés de progredir. Ela está agressiva, batendo muito em todos e também se batendo muito. Já passei várias vezes no psiquiatra e não estou vendo resultado.
Não tenho idéia do que posso fazer
Minha filha tem 8 anos e é autista nível 1 de suporte.
Ela faz uso de 1 1/2ml de manhã e a mesma quantidade de noite do risperidona a cerca de 2 anos, também faz uso do carbamazepina 2 1/2ml no mesmo horário que o risperidona.
No entanto parece que ultimamente ela está regredindo ao invés de progredir. Ela está agressiva, batendo muito em todos e também se batendo muito. Já passei várias vezes no psiquiatra e não estou vendo resultado.
Não tenho idéia do que posso fazer
Infelizmente, não há remédios específicos para os comportamentos problemáticos que podem aparecer em pessoas com transtorno do espectro autista (TEA) utilizam-se, por vezes, medicações como a risperidona a o aripiprazol, mas os efeitos são variáveis e podem mesmo não funcionar definitivamente (mesmo quando funcionam). A abordagem mais importante e comprovada para TEA é a terapia comportamental. Existem linhas específicas, como o ABA (applied behavior analysis) mas, de modo geral, em terapia comportamental se procura identificar os desencadeantes dos comportamentos e, no extremo oposto, o que mantém o comportamento. Com base nesta análise, procura-se reforçar o que é adequado e extinguir o que é desadaptativo.
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Olá, aqui é a Dra. Naarai. Imagino a sua angústia em ver sua filha passando por essa fase mais difícil, especialmente depois de tanto tempo de acompanhamento e tratamento. É muito importante reconhecer que você já está fazendo o que pode, buscando ajuda médica e cuidando dela de perto.
A risperidona e a carbamazepina podem ajudar em alguns quadros de irritabilidade, impulsividade ou instabilidade, mas quando a criança começa a apresentar sinais de regressão ou aumento da agressividade, isso é um indicativo de que o tratamento precisa ser reavaliado. Nem sempre é apenas a dose ou a medicação — muitas vezes é preciso rever todo o contexto: escola, rotina, terapias de apoio, mudanças no ambiente ou até condições clínicas (como dor, alterações de sono, crises sensoriais ou sobrecarga emocional), que podem intensificar a irritabilidade e a autoagressividade.
Nesses casos, pode ser importante:
– Avaliar se outras medicações seriam mais adequadas, já que existem alternativas à risperidona;
– Reforçar terapias não medicamentosas (como terapia comportamental, integração sensorial, apoio psicológico e fonoaudiologia), que podem fazer grande diferença na forma como a criança lida com frustrações e estímulos;
– Observar e registrar os momentos em que a agressividade aumenta, para identificar gatilhos (mudanças de rotina, excesso de barulho, fome, cansaço). Isso ajuda muito na consulta médica.
Além do acompanhamento profissional, algumas medidas naturais podem apoiar o equilíbrio: manter rotina previsível de sono, oferecer ambiente calmo e com menos estímulos quando ela estiver mais agitada, usar técnicas de respiração ou músicas relaxantes, e incluir atividades físicas leves e prazerosas no dia a dia. Em alguns casos, suplementos como ômega-3, magnésio ou melatonina (quando há dificuldade de sono) podem auxiliar, mas sempre com orientação médica.
O mais importante é que você não está sozinho nessa caminhada. Vale conversar com seu psiquiatra atual sobre a falta de resposta, mas também considerar outra avaliação, para que novas estratégias sejam pensadas.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
A risperidona e a carbamazepina podem ajudar em alguns quadros de irritabilidade, impulsividade ou instabilidade, mas quando a criança começa a apresentar sinais de regressão ou aumento da agressividade, isso é um indicativo de que o tratamento precisa ser reavaliado. Nem sempre é apenas a dose ou a medicação — muitas vezes é preciso rever todo o contexto: escola, rotina, terapias de apoio, mudanças no ambiente ou até condições clínicas (como dor, alterações de sono, crises sensoriais ou sobrecarga emocional), que podem intensificar a irritabilidade e a autoagressividade.
Nesses casos, pode ser importante:
– Avaliar se outras medicações seriam mais adequadas, já que existem alternativas à risperidona;
– Reforçar terapias não medicamentosas (como terapia comportamental, integração sensorial, apoio psicológico e fonoaudiologia), que podem fazer grande diferença na forma como a criança lida com frustrações e estímulos;
– Observar e registrar os momentos em que a agressividade aumenta, para identificar gatilhos (mudanças de rotina, excesso de barulho, fome, cansaço). Isso ajuda muito na consulta médica.
Além do acompanhamento profissional, algumas medidas naturais podem apoiar o equilíbrio: manter rotina previsível de sono, oferecer ambiente calmo e com menos estímulos quando ela estiver mais agitada, usar técnicas de respiração ou músicas relaxantes, e incluir atividades físicas leves e prazerosas no dia a dia. Em alguns casos, suplementos como ômega-3, magnésio ou melatonina (quando há dificuldade de sono) podem auxiliar, mas sempre com orientação médica.
O mais importante é que você não está sozinho nessa caminhada. Vale conversar com seu psiquiatra atual sobre a falta de resposta, mas também considerar outra avaliação, para que novas estratégias sejam pensadas.
Espero ter ajudado, a equipe da Dra. Naarai fica à disposição para o que precisar.
Bom dia, a avaliação da paciente é uma necessidade absoluta para se estabelecer conduta, há opções para tratamento isolado com medicações e associado mais de uma medicação em casos de maiores dificuldades, alem de necessidade da investigações de outras condições associadas como p TOD, Transtorno opositor desafiador, TDHA, déficit intelectual entre varias outras conições que podem se associar a conduta agressiva e devem obrigatoriamente serem investigadas.
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