Boa noite! Minha filha toma risperidona desde os 6 anos, já aumentou a dose 2 vezes. Está com 13 ano
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Boa noite! Minha filha toma risperidona desde os 6 anos, já aumentou a dose 2 vezes. Está com 13 anos. Ainda não menstruou, apesar de já ter todos os outros sinais biológicos hà mais de 2 anos. Gostaria de saber se pode ser efeito colateral da risperidona.
**Olá!**
Em relação à sua preocupação sobre o atraso na menstruação de sua filha, é importante considerar que a risperidona, como outros antipsicóticos, pode, sim, influenciar os níveis hormonais e afetar a função ovariana, especialmente devido ao seu impacto sobre a prolactina. O aumento dos níveis de prolactina (hiperprolactinemia) é um efeito colateral bem documentado da risperidona e pode interferir com a menstruação, levando a um atraso ou mesmo à amenorreia (ausência de menstruação).
A prolactina é um hormônio que, em níveis elevados, pode inibir a ovulação e, consequentemente, a menstruação. Quando as meninas têm um aumento da prolactina devido ao uso de antipsicóticos como a risperidona, isso pode atrasar o início da menarca ou causar irregularidades no ciclo menstrual.
A hiperprolactinemia pode ocorrer mesmo em doses terapêuticas, e, dependendo da intensidade desse efeito, pode ser necessário considerar uma reavaliação do tratamento. Como sua filha já apresenta os sinais secundários de puberdade (como o desenvolvimento das mamas), é possível que o atraso menstrual seja apenas um reflexo do impacto hormonal da medicação, mas é sempre importante avaliar outras causas potenciais.
O que recomendo neste caso é:
1. **Exames laboratoriais**: Solicitar dosagem de prolactina para verificar se há níveis elevados desse hormônio. Isso ajudará a entender se a risperidona está, de fato, contribuindo para o atraso menstrual.
2. **Reavaliação do tratamento**: Caso a hiperprolactinemia esteja confirmada, podemos considerar reduzir a dose da risperidona ou, em alguns casos, até trocar por outro antipsicótico com menor impacto na prolactina, como a quetiapina ou a aripiprazol.
3. **Acompanhamento do desenvolvimento puberal**: Como sua filha já tem mais de 2 anos de sinais biológicos da puberdade e ainda não menstruou, será importante monitorar de perto esse processo.
Em resumo, o atraso menstrual pode ser, sim, um efeito colateral da risperidona, principalmente relacionado ao aumento da prolactina, mas é fundamental que a situação seja acompanhada com exames e, se necessário, ajustes na medicação. Ficarei à disposição para discutir esses resultados e planejar o melhor caminho para o tratamento da sua filha!
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Olá! Sua pergunta é muito boa.
A risperidona pode sim provocar ausência de menstruação e é uma das primeiras causas que a gente tem que investigar quando uma adolescente vai ser investigada por este motivo.
Caso este seja o motivo, existem outros antipsicóticos que podem ser usados e não provocam este efeito.
É um trabalho que pode ser feito em conjunto com o ginecologista.
Estou a disposição.
A risperidona pode sim provocar ausência de menstruação e é uma das primeiras causas que a gente tem que investigar quando uma adolescente vai ser investigada por este motivo.
Caso este seja o motivo, existem outros antipsicóticos que podem ser usados e não provocam este efeito.
É um trabalho que pode ser feito em conjunto com o ginecologista.
Estou a disposição.
Boa noite. O uso contínuo de qualquer medicamento deve ser monitorado pelo médico assistente devido potenciais efeitos colaterais.
O uso contínuo de Risperidona pode elevar os níveis de prolactina, causando possíveis efeitos colaterais como galactorréia e amenorréia. Por isso, na investigação clínica da queixa apresentada, deve - se levar em conta vários fatores como o histórico familiar, outras queixas relacionadas e/ou concomitantes, presença e ausência de caracteres sexuais secundários e também uso de medicamentos.
Sugiro levar paciente em um médico pediatra/ hebiatra para melhor avaliação.
O uso contínuo de Risperidona pode elevar os níveis de prolactina, causando possíveis efeitos colaterais como galactorréia e amenorréia. Por isso, na investigação clínica da queixa apresentada, deve - se levar em conta vários fatores como o histórico familiar, outras queixas relacionadas e/ou concomitantes, presença e ausência de caracteres sexuais secundários e também uso de medicamentos.
Sugiro levar paciente em um médico pediatra/ hebiatra para melhor avaliação.
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