Boa tarde! Estou casada á 18 anos. Mais esse é meu 5° casamento. Sempre trai todos eles. Mais com es
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Boa tarde! Estou casada á 18 anos. Mais esse é meu 5° casamento. Sempre trai todos eles. Mais com esse que estou á 18 anos sinto que é diferente. Nesses 18 anos juntos com ele me apaixonei 4 vezes por pessoas diferentes. Foram romances virtuais. Porém toda vez que isso acontece me sinto péssima. Meu marido é um ser humano maravilhoso, Sempre que me apaixono por alguém tenho vontade de deixar ele e viver esse romance. Mais depois a paixão passa e descobro que amo muito meu marido. Mesmo o amor voltando nosso sexo é automático. Hoje só consigo transar com ele vendo pornografia. Estou numa fase agora desesperadoura, depressiva e achando que não o amo mais. É como se a vida tivesse perdido o sentido. Oque faço? Estou confusa. Como eu posso amar uma pessoa e me apaixonar várias vezes por outras. Como faço pra me entender. Cresci num lar onde meu pai teve 2 famílias. Ele ficou 25 anos com minha mãe e 18 anos com minha madrasta. Ate que minha mãe o abandonou. Será que a forma que meu pai viveu influência no meu caráter hoje. Parece que se eu não me sentir o tempo todo desejada, me sinto morta. Carrego um vazio enorme dentro de mim. Tenho 48 anos e tenho a impressão que nunca fui eu mesma quando me relaciono com os homens. Como se vivesse um personagem dentro de mim. Mais não suporto a ideia de ficar sozinha. Será que nunca amei ninguém? Será que sou apenas dependente emocional ? Me ajudem por favor. Tem horars que pareço que vou enlouquecer de tanto pensar nisso.
Obrigada por confiar em mim com algo tão íntimo. O que você descreve é intenso, doloroso e pede, antes de qualquer coisa, escuta. Não há aqui falta de caráter, nem um “defeito” em você. Há um sofrimento que se repete e que merece ser compreendido.
No seu relato aparece um movimento muito claro: quando surge o olhar de um outro, o desejo, a paixão, algo em você ganha vida. Você se sente desejada, existente, viva. Quando isso passa, o vazio retorna e com ele a culpa, a tristeza, a confusão, a sensação de ter perdido tudo de novo. Isso não fala apenas de amor. Fala de como você sustenta a própria existência.
Quando você diz “parece que se eu não me sentir o tempo todo desejada, me sinto morta”, você toca em algo central. Na psicanálise, isso não é visto como falha moral, mas como uma tentativa de preencher uma falta muito antiga. Um vazio que não nasce agora, nem apenas nos relacionamentos atuais. Ele vem de longe.
A sua história familiar importa, sim. Crescer em um lar onde o amor era dividido, onde havia duas famílias, dois lugares, duas cenas, deixa marcas. Não se trata de culpa, mas de efeito. A criança aprende, sem palavras, que o amor pode faltar, que é preciso disputar o lugar de ser escolhida, que o desejo do outro não é garantido. Muitas vezes, o sujeito passa a vida tentando provar que é desejável, não apenas para o outro, mas para si mesmo.
Você traz algo muito importante quando diz que sente que nunca foi você mesma nas relações, como se vivesse um personagem. Quando amar vira performance, sedução constante, o desejo do outro passa a sustentar a própria identidade. E quando esse desejo ameaça desaparecer, a angústia aparece de forma avassaladora.
Por isso, a questão não é simplesmente decidir se fica ou se vai, se ama ou se não ama seu marido. Essas perguntas são legítimas, mas vêm depois. Antes delas, há algo mais urgente: olhar para você, para esse vazio que retorna, para essa necessidade de ser desejada para não desaparecer, para esse medo intenso da solidão.
O sexo automático, o uso da pornografia, a sensação de que a vida perdeu o sentido, os pensamentos que não cessam — tudo isso são sinais de que algo em você está pedindo lugar de fala. Não para ser corrigido, mas para ser escutado.
Quando você se pergunta se nunca amou ninguém ou se é apenas dependente emocional, é importante dizer: na clínica, essas questões não são respondidas com rótulos. Amor, desejo, dependência, falta, vazio, tudo isso precisa ser diferenciado, trabalhado, elaborado no seu tempo. Muitas vezes, o que aparece como dependência é uma tentativa desesperada de não desaparecer subjetivamente.
Você não está enlouquecendo. Você está angustiada. E a angústia surge justamente quando algo do real não encontra palavras.
A psicanálise pode oferecer um espaço onde você não precise decidir tudo agora, nem se acusar, nem se definir. Um espaço para compreender por que o desejo precisa sempre passar pelo olhar do outro, por que o vazio retorna, por que a solidão parece insuportável e por que amar, até hoje, não tem sido suficiente para sustentar você.
Você não é o seu sintoma. Você não é esse personagem. Mas para sair dele, é preciso um espaço de escuta cuidadosa e isso não se faz sozinha. Se, em algum momento, você sentir que precisa de um lugar onde possa falar sem julgamento, a clínica pode ser esse espaço. Um lugar para, pouco a pouco, deixar de viver apenas para ser desejada e começar a existir para si.
Você merece esse cuidado.
No seu relato aparece um movimento muito claro: quando surge o olhar de um outro, o desejo, a paixão, algo em você ganha vida. Você se sente desejada, existente, viva. Quando isso passa, o vazio retorna e com ele a culpa, a tristeza, a confusão, a sensação de ter perdido tudo de novo. Isso não fala apenas de amor. Fala de como você sustenta a própria existência.
Quando você diz “parece que se eu não me sentir o tempo todo desejada, me sinto morta”, você toca em algo central. Na psicanálise, isso não é visto como falha moral, mas como uma tentativa de preencher uma falta muito antiga. Um vazio que não nasce agora, nem apenas nos relacionamentos atuais. Ele vem de longe.
A sua história familiar importa, sim. Crescer em um lar onde o amor era dividido, onde havia duas famílias, dois lugares, duas cenas, deixa marcas. Não se trata de culpa, mas de efeito. A criança aprende, sem palavras, que o amor pode faltar, que é preciso disputar o lugar de ser escolhida, que o desejo do outro não é garantido. Muitas vezes, o sujeito passa a vida tentando provar que é desejável, não apenas para o outro, mas para si mesmo.
Você traz algo muito importante quando diz que sente que nunca foi você mesma nas relações, como se vivesse um personagem. Quando amar vira performance, sedução constante, o desejo do outro passa a sustentar a própria identidade. E quando esse desejo ameaça desaparecer, a angústia aparece de forma avassaladora.
Por isso, a questão não é simplesmente decidir se fica ou se vai, se ama ou se não ama seu marido. Essas perguntas são legítimas, mas vêm depois. Antes delas, há algo mais urgente: olhar para você, para esse vazio que retorna, para essa necessidade de ser desejada para não desaparecer, para esse medo intenso da solidão.
O sexo automático, o uso da pornografia, a sensação de que a vida perdeu o sentido, os pensamentos que não cessam — tudo isso são sinais de que algo em você está pedindo lugar de fala. Não para ser corrigido, mas para ser escutado.
Quando você se pergunta se nunca amou ninguém ou se é apenas dependente emocional, é importante dizer: na clínica, essas questões não são respondidas com rótulos. Amor, desejo, dependência, falta, vazio, tudo isso precisa ser diferenciado, trabalhado, elaborado no seu tempo. Muitas vezes, o que aparece como dependência é uma tentativa desesperada de não desaparecer subjetivamente.
Você não está enlouquecendo. Você está angustiada. E a angústia surge justamente quando algo do real não encontra palavras.
A psicanálise pode oferecer um espaço onde você não precise decidir tudo agora, nem se acusar, nem se definir. Um espaço para compreender por que o desejo precisa sempre passar pelo olhar do outro, por que o vazio retorna, por que a solidão parece insuportável e por que amar, até hoje, não tem sido suficiente para sustentar você.
Você não é o seu sintoma. Você não é esse personagem. Mas para sair dele, é preciso um espaço de escuta cuidadosa e isso não se faz sozinha. Se, em algum momento, você sentir que precisa de um lugar onde possa falar sem julgamento, a clínica pode ser esse espaço. Um lugar para, pouco a pouco, deixar de viver apenas para ser desejada e começar a existir para si.
Você merece esse cuidado.
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Olá, você trouxe muitas informações importantes e percebo tamanha angústia ao descrever o que vive. Talvez fosse importante ter um espaço seguro para falar sobre isso, pois é um assunto que precisa de tempo e profundidade. Pense na possibilidade de iniciar um acompanhamento psicoterapêutico. Um abraço.
O que você descreve é um padrão emocional profundo, geralmente ligado a vínculo, identidade e regulação do afeto. Crescer em um ambiente onde o amor foi dividido, instável ou vivido em paralelo - como no modelo do seu pai - pode, sim, influenciar a forma como o desejo, a paixão e a segurança emocional se organizam na vida adulta.
A paixão recorrente costuma funcionar como um regulador do vazio: ela traz intensidade, sensação de existir, de ser desejada. Quando passa, sobra o afeto real, mas também o cansaço emocional, a confusão e, muitas vezes, a queda do desejo sexual. Isso não significa que você não ame seu marido, e sim que amor, desejo e identidade ficaram desconectados ao longo da sua história.
A sensação de “viver um personagem”, o medo intenso de ficar sozinha e o vazio constante indicam conflitos de apego e identidade, não falta de amor. A psicoterapia ajuda a compreender esse ciclo, trabalhar o vazio emocional, integrar desejo e afeto e permitir que você se relacione sendo quem é - e não para preencher algo que dói.
Se você se sente confusa, angustiada, presa a repetições e com medo de enlouquecer de tanto pensar, posso te acompanhar em psicoterapia com acolhimento e profundidade para te ajudar a se entender, sair desse ciclo e reconstruir sua relação consigo e com o outro de forma mais verdadeira. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
A paixão recorrente costuma funcionar como um regulador do vazio: ela traz intensidade, sensação de existir, de ser desejada. Quando passa, sobra o afeto real, mas também o cansaço emocional, a confusão e, muitas vezes, a queda do desejo sexual. Isso não significa que você não ame seu marido, e sim que amor, desejo e identidade ficaram desconectados ao longo da sua história.
A sensação de “viver um personagem”, o medo intenso de ficar sozinha e o vazio constante indicam conflitos de apego e identidade, não falta de amor. A psicoterapia ajuda a compreender esse ciclo, trabalhar o vazio emocional, integrar desejo e afeto e permitir que você se relacione sendo quem é - e não para preencher algo que dói.
Se você se sente confusa, angustiada, presa a repetições e com medo de enlouquecer de tanto pensar, posso te acompanhar em psicoterapia com acolhimento e profundidade para te ajudar a se entender, sair desse ciclo e reconstruir sua relação consigo e com o outro de forma mais verdadeira. Você não precisa enfrentar isso sozinha. Isadora Klamt Psicóloga CRP 07/19323
Olá, como vai?
No seu caso, eu sugiro você procurar um psicólogo para poder conversar sobre a sua vida e elaborar de forma adequada as suas questões existenciais. Você apresentou muitas demandas importantes que denotam o seu sofrimento, e dessa forma o acolhimento profissional pode ser de grande ajuda!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
No seu caso, eu sugiro você procurar um psicólogo para poder conversar sobre a sua vida e elaborar de forma adequada as suas questões existenciais. Você apresentou muitas demandas importantes que denotam o seu sofrimento, e dessa forma o acolhimento profissional pode ser de grande ajuda!
Espero ter ajudado, fico à disposição.
As experiências vividas na nossa infância dentro do nosso núcleo familiar, especialmente as figuras muito importante de referências, ou seja, os nosso pais forma a nossa estrutura de como somos. Dentro do nosso núcleo desenvolvemos as crenças nuclear, ou seja, a visão que tenho de mim mesmo, do outro e do futuro.
Em algumas experiências vividas neste núcleo familiar pode nos marcar, de modo particular o que é amar, saber amar e como amar os outros. Pode ser crescer vendo o seu pai ter duas familiar pode ter te influenciado a forma de como você vê o outro, especialmente no relacionamento. Em todo relacionamento deve existir o verdadeiro amor, respeito e compreensão.
Na tua experiência de relacionamento que foi marcado por traições realizadas por você mesmo. Isto demostra um ausência na tua vida desde criança sobre o que amar, E isto esta refletindo no teu relacionamento o que é amar de verdade.
Te recomento de buscar um acompamento psicológico para você compreender com calma e paciência a primeiramente a se conhecer, se encontrar com você mesma e aprender o que e amar.
Em algumas experiências vividas neste núcleo familiar pode nos marcar, de modo particular o que é amar, saber amar e como amar os outros. Pode ser crescer vendo o seu pai ter duas familiar pode ter te influenciado a forma de como você vê o outro, especialmente no relacionamento. Em todo relacionamento deve existir o verdadeiro amor, respeito e compreensão.
Na tua experiência de relacionamento que foi marcado por traições realizadas por você mesmo. Isto demostra um ausência na tua vida desde criança sobre o que amar, E isto esta refletindo no teu relacionamento o que é amar de verdade.
Te recomento de buscar um acompamento psicológico para você compreender com calma e paciência a primeiramente a se conhecer, se encontrar com você mesma e aprender o que e amar.
O que você relata mostra um sofrimento muito grande e um conflito interno que vem se repetindo ao longo da sua vida, e isso merece ser acolhido com cuidado, não com julgamento. A terapia pode ser um espaço fundamental para te ajudar a se entender melhor, olhando tanto para o momento atual do seu casamento, para esse vazio que você descreve, para a necessidade constante de se sentir desejada, quanto para a sua história de vida e o ambiente em que você cresceu, onde certos modelos de relação foram apresentados e, de alguma forma, naturalizados. Nada disso define quem você é ou o seu “caráter”, mas pode ajudar a compreender como esses padrões foram se formando e por que hoje eles aparecem de maneira tão dolorosa e confusa, interferindo nos seus sentimentos, no desejo, na forma como você se vincula e no seu comportamento dentro das relações. A confusão que você sente, o medo de ficar sozinha, a sensação de viver um personagem e o vazio constante são sinais de que algo dentro de você pede cuidado e escuta, e a psicoterapia pode te ajudar a dar nome a isso, entender o que é amor, o que é paixão, o que é dependência emocional e, principalmente, quem você é para além das relações. Não é sobre encontrar respostas rápidas, mas sobre construir um processo que te ajude a se reconhecer, a se sustentar emocionalmente e a fazer escolhas menos movidas pelo desespero e mais alinhadas com aquilo que realmente te faz sentido.
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