Boa tarde. Visto que a lamotrigina "freia" a excitação do cerebro e o venvanse estimula o cérebro..

3 respostas
Boa tarde. Visto que a lamotrigina "freia" a excitação do cerebro e o venvanse estimula o cérebro.. essas medicações podem se contrapor ou terem interações perigosas?
Olá, não acredito. Mas cada pessoa pode ter uma resposta.

Tire todas as dúvidas durante a consulta online

Se precisar de aconselhamento de um especialista, marque uma consulta online. Você terá todas as respostas sem sair de casa.

Mostrar especialistas Como funciona?
Em geral, lamotrigina e Venvanse (lisdexanfetamina) podem ser usados juntos sem que haja uma interação medicamentosa relevante conhecida.

A lamotrigina atua principalmente estabilizando a atividade elétrica dos neurônios, sendo usada como estabilizador do humor e anticonvulsivante. Já o Venvanse é um estimulante do sistema nervoso central, indicado principalmente para TDAH e para transtorno de compulsão alimentar em alguns casos.

Apesar de parecer que uma medicação “freia” o cérebro e a outra “estimula”, isso não significa que elas se anulam ou que exista um efeito oposto clínico direto. Elas atuam em mecanismos diferentes no cérebro, e por isso podem ser usadas em conjunto quando há indicação.

De acordo com as evidências atuais, não existe interação farmacológica significativa conhecida entre lamotrigina e lisdexanfetamina. As interações mais importantes da lamotrigina costumam ocorrer com medicamentos que alteram seu metabolismo (como valproato, carbamazepina ou alguns anticoncepcionais). Já o Venvanse tem interações mais relevantes com inibidores da MAO, medicamentos serotoninérgicos ou substâncias que alteram o pH urinário.

Portanto, do ponto de vista das informações atuais, o uso conjunto é considerado seguro, desde que haja acompanhamento médico, como ocorre com qualquer tratamento psiquiátrico. Cada caso precisa sempre ser avaliado individualmente para ajustar doses e observar possíveis efeitos ao longo do tratamento.
Boa tarde! Excelente pergunta. É muito comum e faz todo o sentido você ter essa dúvida. Afinal, na lógica do dia a dia, parece que estamos "acelerando e freando o carro ao mesmo tempo", não é? Mas na maravilhosa complexidade do nosso cérebro, a história é um pouco diferente.

Para te tranquilizar, vou explicar como essas duas medicações conversam entre si:

* Eles não se anulam: O Venvanse e a Lamotrigina não agem no mesmo "botão" do cérebro. O Venvanse atua aumentando a disponibilidade de dopamina e noradrenalina, o que melhora o foco, a atenção e a energia. Já a Lamotrigina age estabilizando a membrana dos neurônios e regulando um neurotransmissor chamado glutamato. Ou seja, eles trabalham em departamentos diferentes do cérebro, então um não corta o efeito do outro.
* É uma combinação muito comum:

Em resumo: é uma combinação segura e muito eficaz quando bem indicada. Mas lembre-se de que cada organismo é único. É fundamental manter consultas regulares para que seu médico ajuste as doses exatas para o seu conforto e bem-estar.

Não conseguiu encontrar a resposta que procurava? Faça outra pergunta!

  • A sua pergunta será publicada de forma anônima.
  • Faça uma pergunta de saúde clara, objetiva seja breve.
  • A pergunta será enviada para todos os especialistas que utilizam este site e não para um profissional de saúde específico.
  • Este serviço não substitui uma consulta com um profissional de saúde. Se tiver algum problema ou urgência, dirija-se ao seu médico/especialista ou provedor de saúde da sua região.
  • Não são permitidas perguntas sobre casos específicos, nem pedidos de segunda opinião.
  • Por uma questão de saúde, quantidades e doses de medicamentos não serão publicadas.

Este valor é muito curto. Deveria ter __LIMIT__ caracteres ou mais.


Escolha a especialidade dos profissionais que podem responder sua dúvida
Iremos utilizá-lo para o notificar sobre a resposta, que não será publicada online.
Todos os conteúdos publicados no doctoralia.com.br, principalmente perguntas e respostas na área da medicina, têm caráter meramente informativo e não devem ser, em nenhuma circunstância, considerados como substitutos de aconselhamento médico.