Bom dia. Tenho uma lista considerável de doenças crónicas/autoimunes, inclusive Fibromialgia, Hipoti

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Bom dia. Tenho uma lista considerável de doenças crónicas/autoimunes, inclusive Fibromialgia, Hipotireoidismo, Tireoide de Hashimoto, Artrite Psoriática, Epilepsia, Apneia do Sono, e outras mais. Tomo Duloxetina já há mais de 2 anos, tanto pela Fibromialgia como por ter crises de ansiedade e pânico e ter estado durante 6 anos em depressão profunda. Devido às doenças que tenho, 2 sintomas muito persistentes e intensos são a Sonolência e a Fadiga, e noto que de há uns tempos para cá, cerca de 1h30 a 2h após a toma da Duloxetina, a sonolência e a fadiga ficam de tal forma intensas que fico com um peso enorme no corpo e nos olhos e tenho de acabar por dormir umas horas durante o dia. Desta forma não consigo fazer um dia a dia normal. É normal isto?
Desde já o meu muito obrigada pela vossa atenção.
Dr. Osmel Mayol
Especialista em dor, Reumatologista, Médico clínico geral
Caruaru
Boa tarde. Antes de mais, quero reconhecer a complexidade do seu quadro. Conviver com múltiplas doenças crónicas e ainda lidar com fadiga intensa não é simples — e o que descreve merece atenção cuidadosa.

A duloxetina, em algumas pessoas, pode causar sonolência, principalmente nas primeiras horas após a toma. No entanto, quando esse efeito surge de forma tão previsível (1h30–2h depois) e com intensidade incapacitante, é importante reavaliar.

No seu caso, precisamos considerar alguns pontos:

* Hipotireoidismo e Hashimoto mal ajustados podem contribuir significativamente para fadiga.
* Apneia do sono, se não estiver bem controlada, mantém o cérebro em estado de privação de sono.
* A própria fibromialgia está associada a alteração na arquitetura do sono.
* A duloxetina pode, sim, potencializar sonolência em algumas pessoas, embora em outras seja mais ativadora.

Ou seja: pode haver um efeito medicamentoso, mas também pode ser a soma de vários fatores.

O mais prudente é conversar com o médico que acompanha seu caso para avaliar:

horário da medicação,
possível ajuste de dose,
eventual troca terapêutica,
e revisão do controle da tireoide e da apneia.

Fadiga persistente nunca deve ser simplesmente aceita como “normal” quando compromete sua funcionalidade.

Seu corpo está dando um sinal — e ele merece ser investigado com profundidade e estratégia.

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