Comecei a tomar rivotril a uns 3 meses mais ou menos por conta de muita ansiedade síndrome do pânico

3 respostas
Comecei a tomar rivotril a uns 3 meses mais ou menos por conta de muita ansiedade síndrome do pânico dificuldades para dormir e pressão subindo. Mas os médicos não gostam dizem que afeta a memória e causa auzaimer, é verdade? Devo parar? O antidepressivo é menos nocivo à saúde? Obrigada
O uso prolongado do Rivotril* (clonazepam) realmente pode causar prejuízos à memória e há mesmo evidências de que talvez possa aumentar a probabilidade a doença de Alzheimer. Antidepressivos, de modo geral, são mais seguros.

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O tratamento de escolha para os transtornos de ansiedade, entre eles o transtorno do Pânico, são os medicamentos antidepressivos.Apesar de se chamar antidepressivo, ele trata também o pânico porque aumenta a serotonina e a noradrenalina que são aminas que controlam a região do cérebro (amígdala) que causa os sintomas depressivos e de ansiedade extrema. O Rivotril deve ser usado no início do tratamento para aliviar os sintomas pois os antidepressivos não fazem efeito imediato. O uso por curto prazo não causa demência de Alzheimer. Foram encontrados alguns dados ainda não totalmente esclarecidos , que indicam o risco de Déficit de memória em pacientes que fazem uso por décadas da família dos benzodiazepinicos ( calmantes)
Dra. Jéssica Carpaneda
Psiquiatra, Médico clínico geral, Generalista
Brasília
Olá! Tudo bem?
Entendo a sua preocupação, e é muito comum surgirem essas dúvidas, principalmente quando se ouve coisas diferentes de profissionais diferentes. Vou te explicar com calma.
O Rivotril (clonazepam) é um calmante da família dos benzodiazepínicos. Ele age rápido, alivia bastante a ansiedade, ajuda no sono e tem efeito sobre os sintomas físicos do pânico, como aquela sensação de coração acelerado e pressão subindo. Por isso, no início do tratamento, ele costuma trazer um alívio importante. O ponto de atenção é que ele foi feito para ser usado por períodos curtos, justamente porque, com o tempo, o organismo se acostuma, exige doses maiores e pode desenvolver dependência. Além disso, sim, há estudos mostrando associação entre uso prolongado de benzodiazepínicos e prejuízo na memória, lentificação do raciocínio e maior risco de quedas, principalmente em pessoas mais velhas. Sobre o Alzheimer, ainda não existe uma conclusão definitiva, mas alguns estudos sugerem aumento de risco com o uso por muitos anos, o que reforça a recomendação de não usar de forma contínua e prolongada.
Sobre parar, esse é um ponto delicado. Mesmo com poucos meses de uso, o Rivotril não deve ser interrompido de forma brusca, porque isso pode trazer sintomas de abstinência, como ansiedade rebote, insônia intensa, tremores e mal-estar. A retirada precisa ser feita aos poucos, com acompanhamento.
Já o antidepressivo funciona de forma diferente. Ele não causa dependência como o Rivotril, e é justamente o tipo de medicação indicada para tratar de forma mais estável e duradoura quadros de ansiedade, síndrome do pânico e alterações de humor, atuando na causa, e não apenas no sintoma momentâneo. Em muitos casos, o caminho ideal é justamente esse: começar o antidepressivo, deixar ele agir bem, e então reduzir o Rivotril gradualmente, com segurança e sem sofrimento.
Uma consulta nos permitiria avaliar com calma seu quadro de ansiedade e pânico, sua pressão, seu sono e seu histórico, para pensarmos em uma estratégia segura de tratamento, com um plano realista para você não depender do Rivotril a longo prazo.

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