Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de autocontrole no Transtorno de Personalidade Bor
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Como a autoagressão pode funcionar como tentativa de autocontrole no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
No Transtorno de Personalidade Borderline, a autoagressão pode funcionar como uma tentativa paradoxal de autocontrole porque surge em contextos de desorganização emocional intensa, nos quais o sujeito se sente invadido por afetos que não consegue modular internamente. Ao produzir uma ação concreta sobre o corpo, há uma sensação momentânea de retomada de agência e de interrupção do caos psíquico, como se o ato organizasse o excesso emocional em algo delimitado e manejável. Clinicamente, isso indica uma falha nos mecanismos internos de regulação afetiva, levando o sujeito a recorrer ao corpo como via de contenção e estabilização temporária do estado emocional.
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Embora pareça paradoxal, a autoagressão no TPB frequentemente funciona como tentativa de autocontrole. Quando emoções intensas tomam conta do psiquismo, o paciente sente que está “perdendo o controle”, “desmoronando” ou “explodindo por dentro”. A autoagressão, nesse contexto, atua como mecanismo para interromper o colapso emocional, restaurar sensação de domínio e organizar o caos interno.
O ato autoagressivo produz efeitos neurobiológicos imediatos, como liberação de endorfinas e redução da ativação fisiológica, o que gera alívio momentâneo. Psicologicamente, transforma uma dor emocional difusa em dor física localizada, mais compreensível e controlável. Além disso, a autoagressão pode funcionar como forma de “ancoragem” quando há dissociação, trazendo o paciente de volta ao corpo e ao presente.
Assim, a autoagressão é vivida como forma de recuperar controle, não como perda dele. Clinicamente, isso reforça a necessidade de desenvolver estratégias alternativas de autocontrole emocional.
Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo
@psifernandosegundo
Fernandosegundo.com
Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia
On-line e em Vitória-ES
Abraços
Embora pareça paradoxal, a autoagressão no TPB frequentemente funciona como tentativa de autocontrole. Quando emoções intensas tomam conta do psiquismo, o paciente sente que está “perdendo o controle”, “desmoronando” ou “explodindo por dentro”. A autoagressão, nesse contexto, atua como mecanismo para interromper o colapso emocional, restaurar sensação de domínio e organizar o caos interno.
O ato autoagressivo produz efeitos neurobiológicos imediatos, como liberação de endorfinas e redução da ativação fisiológica, o que gera alívio momentâneo. Psicologicamente, transforma uma dor emocional difusa em dor física localizada, mais compreensível e controlável. Além disso, a autoagressão pode funcionar como forma de “ancoragem” quando há dissociação, trazendo o paciente de volta ao corpo e ao presente.
Assim, a autoagressão é vivida como forma de recuperar controle, não como perda dele. Clinicamente, isso reforça a necessidade de desenvolver estratégias alternativas de autocontrole emocional.
Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo
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