Como a dificuldade em confiar nos outros afeta os relacionamentos interpessoais no Transtorno de Per
Como a dificuldade em confiar nos outros afeta os relacionamentos interpessoais no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB)?
5 respostas
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A dificuldade em confiar faz com que o paciente interprete sinais neutros como ameaça, gerando vigilância constante e reações intensas. Isso prejudica vínculos, pois o outro pode sentir-se testado, acusado ou pressionado. A falta de confiança também leva a comportamentos de aproximação excessiva ou afastamento abrupto, alimentando instabilidade. A terapia trabalha construção gradual de confiança, mentalização e regulação emocional para reduzir esses padrões. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
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No TPB, a dificuldade em confiar no outro fragiliza a base do vínculo, pois ativa fantasias intensas de abandono e rejeição que fazem o sujeito oscilar entre busca urgente de proximidade e movimentos defensivos de afastamento ou ataque; com falhas na mentalização, sinais ambíguos são vividos como ameaças concretas, gerando hipervigilância, ciúmes e interpretações polarizadas, o que convoca respostas no outro que frequentemente confirmam essas expectativas, mantendo um ciclo de instabilidade, rupturas e sofrimento relacional.
A dificuldade em confiar nos outros no Transtorno de Personalidade Borderline gera um estado de alerta constante. A pessoa passa a monitorar o ambiente, encarando reações neutras como possíveis rejeições. Isso causa uma gangorra emocional entre buscar proximidade e se isolar bruscamente, o que gera grande instabilidade.
A dificuldade em confiar pode gerar medo de abandono, insegurança, ciúmes e interpretações negativas das atitudes dos outros. Isso pode levar a conflitos, afastamentos e relações instáveis, dificultando a construção de vínculos seguros e duradouros.
Olá, tudo bem? Quando a confiança foi quebrada em experiências importantes, o cérebro aprende a se proteger. A pessoa pode ficar atenta a sinais de traição ou abandono, testar o vínculo, interpretar neutralidade como rejeição ou se afastar antes de ser deixada, o que acaba gerando distância mesmo quando existe afeto. Isso cansa os dois lados: quem desconfia vive em alerta, e quem convive pode se sentir cobrado ou injustiçado. Na Terapia do Esquema, esse padrão se liga a esquemas de desconfiança e abandono, e a TCC ajuda a checar as evidências em vez de assumir o pior. A confiança se reconstrói aos poucos, com experiências em que o outro se mostra consistente, e com habilidades de comunicação para falar do medo em vez de agir a partir dele. A relação terapêutica costuma ser o primeiro laboratório desse processo. Em que momentos a desconfiança aparece com mais força? O que costuma acontecer na relação quando isso ocorre? Quem foi alguém em quem você pôde confiar, e como isso se construiu? Caso precise, estou à disposição.
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