Como a Neurociência Social compreende o conceito de self no Transtorno de Personalidade Borderline (
Como a Neurociência Social compreende o conceito de self no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB) ?
4 respostas
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A Neurociência Social entende o self no TPB como um processo instável, influenciado por redes cerebrais que integram emoções, memória autobiográfica e percepção social. Pacientes com TPB apresentam maior reatividade em áreas ligadas à ameaça e menor integração em regiões responsáveis por coerência interna. Isso gera um self que muda rapidamente conforme o contexto relacional. O self não é apenas interno, mas construído na interação com o outro. Assim, pequenas variações sociais podem alterar a percepção de identidade, contribuindo para instabilidade emocional e comportamental. Atenciosamente, Psicólogo Fernando Segundo @psifernandosegundo Fernandosegundo.com Atendimento em psicoterapia e neuropsicologia presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
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A Neurociência Social entende que, no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pode haver uma instabilidade na forma como a pessoa percebe a si mesma, seus valores, objetivos e identidade. Isso ajuda a explicar por que muitas pessoas com TPB relatam sensação de vazio, mudanças na autoimagem e dificuldade em manter uma percepção estável de quem são. Essas alterações estão relacionadas tanto a fatores emocionais quanto às experiências interpessoais ao longo da vida. da sua Psi, Luciana Uchôa, me siga no instagram lucianauchoa. Para consultas, marquem aqui direto no doctoralia.
A Neurociência Social compreende que, no Transtorno de Personalidade Borderline (TPB), pode haver dificuldades na construção e manutenção de um senso estável de identidade (self). Isso pode levar a mudanças frequentes na forma como a pessoa se percebe, em seus objetivos, valores e relacionamentos. Além disso, alterações nos processos de percepção social e regulação emocional podem contribuir para sentimentos de vazio, instabilidade emocional e insegurança nas relações. A psicoterapia é fundamental para fortalecer a identidade, promover maior autoconhecimento e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com emoções e vínculos interpessoais.
Na perspectiva da Neurociência Social, o self no Transtorno de Personalidade Borderline é compreendido como algo menos estável e mais dependente do contexto relacional, como se a experiência de “quem eu sou” variasse conforme o outro presente e a intensidade do vínculo, e isso se articula a circuitos cerebrais ligados à autorreferência, como regiões do córtex pré-frontal medial, e à saliência emocional, como a amígdala, que tendem a responder de forma mais intensa a sinais interpessoais, especialmente aqueles associados a rejeição ou abandono, de modo que a percepção do outro não é apenas cognitiva, mas profundamente afetiva e corporal, interferindo diretamente na organização do self, e por isso é comum observar uma identidade mais instável, sentimentos crônicos de vazio e mudanças rápidas na autoimagem, como se o sujeito tivesse dificuldade de manter uma narrativa interna contínua sobre si, e ao mesmo tempo uma sensibilidade aumentada às relações, em que pequenas variações no ambiente interpessoal podem reorganizar toda a experiência subjetiva, então o self não aparece como algo fixo, mas como um processo em construção, fortemente modulada pelas experiências emocionais e pelos vínculos, o que ajuda a entender por que as relações ocupam um lugar tão central nesse funcionamento e também por que o trabalho clínico, ao oferecer um espaço de continuidade e simbolização, pode contribuir para uma maior integração dessa experiência de si ao longo do tempo.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.
