Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus
Tenho muita dificuldade com foco, especialmente depois da pandemia. Até leitura, que era um dos meus maiores prazeres quando mais novo, agora parece mais um fardo do que qualquer outra coisa, mesmo tentando muito. Como lidar com isso? Como não me render a vontade de 'instagramar' e ser mais produtivo? Sinto que tem atrapalhado muito minha vida acadêmica.
162 respostas
Olá. Não existe uma resposta pronta para como lidar com isso. Penso que um caminho possível é começar entendendo o que não tem funcionado nas suas tentativas atuais e o que tem dificultado sua relação com o foco e com os estudos. A resposta vai sendo construída à medida que você caminha: falando sobre o que está acontecendo, pensando sobre isso, buscando ferramentas e experimentando outras formas de lidar. A psicoterapia pode ser uma ferramenta nesse processo, ajudando a pensar sobre o que acontece com você, se conhecer melhor e ampliar sua visão sobre a situação. Abraço.
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Sua preocupação faz sentido, especialmente quando percebemos que algo que antes era fonte de prazer, como a leitura, passou a exigir tanto esforço. Na psicanálise, mais do que buscar "forçar" o foco, procuramos compreender o que mudou na relação da pessoa com seu desejo, seu tempo e suas exigências internas. O excesso de estímulos, como as redes sociais, pode intensificar a dispersão, mas muitas vezes ele também funciona como uma resposta a conflitos ou desconfortos que nem sempre percebemos conscientemente. Por isso, em vez de atribuir tudo à falta de produtividade, é importante investigar o significado desse sofrimento. Buscar acompanhamento psicológico pode ajudá-lo a entender essas mudanças e a encontrar formas mais consistentes de recuperar sua capacidade de se concentrar, sem transformar isso em mais uma cobrança sobre si mesmo.
Entendo como isso pode ser frustrante. Você não está sozinho nessa experiência, e ela tem sido mais comum do que parece. Às vezes, não se trata de falta de força de vontade, mas de compreender o que está acontecendo com você e encontrar formas mais gentis e possíveis de retomar o foco, sem tanta cobrança. Com o apoio certo, isso pode mudar. Agenda aberta. Agende pelo meu perfil no Doctoralia.
Isso é mais comum do que parece. A pandemia mudou rotinas, aumentou o tempo de tela e acostumou nosso cérebro a buscar estímulos rápidos. Ler e estudar exigem um tipo de atenção diferente, que pode precisar ser treinada novamente. Em vez de tentar "vencer" a vontade de usar o Instagram, procure dificultar o acesso a ele durante os estudos, como deixando o celular longe ou usando bloqueadores de aplicativos. Quanto menos decisões você precisar tomar, mais fácil será manter o foco. Também ajuda começar com metas pequenas. Ler ou estudar por 10 a 15 minutos já é um bom começo. Com o tempo, seu cérebro tende a recuperar a capacidade de manter a atenção por mais tempo. Se essa dificuldade é intensa, persistente e afeta sua vida acadêmica e outras áreas, vale procurar um psicólogo. Em alguns casos, pode ser importante investigar se há fatores como ansiedade, depressão ou TDAH contribuindo para essa dificuldade. O mais importante é lembrar que foco não depende apenas de força de vontade. Ele é uma habilidade que pode ser reconstruída com prática, rotina e estratégias adequadas.
Acredito que muitas pessoas após a pandaemia, devido a nossa necessidade de está exposto a telas passamos a ter a atenção e o foco comprometidos, pois agora temos em nossa rotina dispositivos que nos levam o tempo todo a distrações. Acredito que isso pode ser visto no seu caso particular como isso realmente vem sendo nocivo a sua rotina e a forma como vc vem desenvolvendo suas atividades diárias. Todo excesso sempre será um sinal de alerta, as vezes é uma forma de fuga, o que precisa ser visto para que seja compreendido como isso se desenvolve em você. Um forte abraço
Os estímulos do nosso mundo estão muito intensos e captam a nossa atenção por conta da alta liberação de dopaminas no nosso cérebro, principalmente mídias sociais de conteúdo dinâmico e rápido. Entretanto, quanto mais se estimulam esses circuitos dopaminérgicos, mais resistência o nosso cérebro cria para que os mesmos efeitos prazerosos sejam alcançados, fazendo com que 1) se necessite de mais estimulação e 2) o mundo real não tenha a capacidade de nos estimular da maneira que o cérebro foi acostumado. Jejum de dopamina, após algumas semanas, costuma ajudar no alívio da procrastinação e na criação de uma conexão mais atuêntica com a realidade. Use limites de tempo no celular e evite atividades que sobrecarreguem as vias dopaminérgicas, como feeds intermináveis, pornografia, apostas eletrônicas ou horas assistindo a vídeos e séries.
O ideal é que você procure um neuropsicólogo, é o profissional mais indicado para realizar a avaliação. Além disso, a psicoterapia pode auxiliar nas questões envolvendo organização de rotina, cobrança em relação a produtividade e etc.
A dificuldade de concentração pode estar relacionada a diversos fatores, como estresse prolongado, ansiedade, depressão, alterações do sono, excesso de estímulos digitais ou até mesmo condições como o TDAH. Por isso, é importante evitar conclusões precipitadas. Na psicoterapia de orientação psicanalítica, procuramos compreender quando essa dificuldade começou, em quais situações ela aparece e qual o significado que ela pode ter na sua história. Muitas vezes, o que parece ser apenas “falta de foco” também expressa um sofrimento emocional que merece ser investigado. Enquanto isso, vale a pena observar seus hábitos de sono, fazer pausas no uso das redes sociais durante os estudos e buscar períodos de leitura sem interrupções. Se essa dificuldade está interferindo na sua vida acadêmica e na sua qualidade de vida, procurar um psicólogo é um passo importante para uma avaliação mais aprofundada. Saiba mais em: @elenirparo.psicologia
Essa dificuldade de concentração tem sido uma queixa frequente nos últimos anos e pode estar relacionada a diversos fatores, como estresse, ansiedade, alterações do sono, excesso de estímulos digitais e, em alguns casos, condições como o TDAH. É importante evitar a autocrítica e buscar estratégias como reduzir distrações, estabelecer períodos curtos de estudo e manter uma rotina de sono e atividade física. Se os sintomas persistem e estão causando prejuízo significativo na vida acadêmica ou profissional, uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra é recomendada para identificar a causa e definir o tratamento mais adequado.
Olá! O que você descreve é uma queixa que tenho ouvido com frequência nos últimos anos. A pandemia modificou nossa rotina e também a forma como nosso cérebro passou a lidar com estímulos. Aplicativos e redes sociais oferecem recompensas rápidas e constantes, o que pode tornar atividades que exigem concentração sustentada, como a leitura, mais difíceis. No entanto, é importante lembrar que dificuldade de foco não tem uma única causa. Estresse, ansiedade, sobrecarga, alterações do sono, sintomas depressivos e até condições como o TDAH podem influenciar a atenção. Por isso, antes de concluir que o problema é apenas falta de disciplina, vale investigar o contexto em que isso acontece. Algumas estratégias que costumam ajudar são estabelecer períodos curtos de estudo (por exemplo, 25 minutos), deixar o celular longe durante esse tempo, reduzir notificações e retomar o hábito da leitura aos poucos, sem exigir longos períodos de concentração logo no início. Se essa dificuldade tem prejudicado sua vida acadêmica e persistido por um longo período, procurar um psicólogo pode ser um passo importante para compreender o que está acontecendo e desenvolver estratégias mais adequadas à sua realidade. Se houver suspeita de alguma condição específica, uma avaliação especializada também poderá ser indicada.
Uma forma de retomar esse hábito é compreender que talvez não seja possível voltar imediatamente ao ponto em que você estava antes, e tudo bem. Quando ficamos muito tempo afastados de uma atividade, é comum que seja necessário reconstruir essa relação aos poucos. Pode ser interessante observar por quanto tempo você consegue se manter em uma atividade como a leitura ou os estudos hoje e, a partir disso, estabelecer pequenos compromissos possíveis, aumentando gradualmente esse tempo. Esse processo de se expor novamente à atividade pode ajudar o seu cérebro a retomar esse funcionamento de atenção e foco, até que isso volte a fazer parte da sua rotina. Também pode ser importante observar como o uso das redes sociais tem ocupado esse espaço e pensar em estratégias para equilibrar esses momentos, percebendo os efeitos que uma rotina mais organizada pode trazer para a sua concentração e para a sua qualidade de vida.
Essa dificuldade de foco não significa falta de disciplina. Depois da pandemia, muitas pessoas passaram a buscar estímulos rápidos nas redes, enquanto atividades como leitura e estudo exigem atenção contínua e oferecem recompensa mais lenta. Quanto mais você interrompe uma tarefa para “instagramar”, mais o cérebro aprende a fugir do desconforto inicial. Comece com blocos curtos de estudo, deixe o celular fora do alcance, desative notificações e programe horários específicos para acessar as redes. Observe também sono, ansiedade, humor e quando essa perda de foco começou. Caso o prejuízo acadêmico persista, a psicoterapia pode ajudar a compreender os gatilhos, reduzir a procrastinação e reconstruir gradualmente sua capacidade de concentração.
O que você está descrevendo tem sido queixa frequente nos últimos anos. A dificudade de foco, de concentração, pode estar relacionadas a fatores diversos, tais como: alterações de sono, estresse crônico, ansiedade, depressão, excesso de estímulos digitais, ou mesmo algumas condições neuropsicológicas. Sendo assim, vale observar e investigar o que pode estar acontecendo, antes de pensar em, por exemplo, falta de disciplina. Em relação ao uso de redes sociais, pode ser produtivo compreender que lugar e que função este comportamento está tendo para você. Não raro, elas funcionam como uma forma de aliviar rapidamente o desconforto que algumas tarefas que exijam certo esforço mental provoquem. Procurar entender a origem da dificuldade, se questionar, se escutar, pode ser mais útil do que busca de estratégias de aumento de produtividade.
Olá, A dificuldade de concentração pode estar atrelada a algumas condições de saúde, caracterizando um sintoma isolado, e para lidar lidar com isso, vai depender de outros fatores que precisam ser investigados, para que se compreenda o seu quadro geral. Sugiro que procure uma psicóloga para investigar o que está causando prejuízos na sua vida acadêmica, e a partir disso, elaborar um tratamento individualizado de acordo com a sua demanda.
É mais comum do que parece. Após a pandemia, muitas pessoas perceberam uma queda na capacidade de concentração, especialmente por causa da exposição constante a estímulos rápidos, como as redes sociais. Na Terapia do Esquema, em vez de pensar que você é "preguiçoso" ou "sem disciplina", vale observar se existe um crítico interno cobrando desempenho o tempo todo. Essa pressão aumenta a ansiedade, e o cérebro acaba buscando recompensas imediatas, como o Instagram. Comece com metas pequenas (5 a 10 minutos de leitura), deixe o celular longe durante esse período e aumente o tempo gradualmente. O foco é uma habilidade que pode ser treinada. Se essa dificuldade tem prejudicado seus estudos e outras áreas da vida de forma persistente, é importante investigar se há fatores como ansiedade, estresse, alterações do sono. Se quiser compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver estratégias personalizadas para recuperar sua concentração, agende uma consulta com um psicólogo.
Olá, como vai? Inevitavelmente, lidar com o consumo de redes sociais em excesso passa por evitá-las por algum período, diminuir o consumo com o passar dos dias, substituindo o tempo de tela para outras atividades, principalmente aquelas ao ar livre, longe de telas ou dispositivo. Muitas pesquisas já deixam claro a relação entre desenvolvimento cognitivo de crianças e adolescentes e o uso constante do celular, os resultados são alarmantes, pois evidentemente o consumo desenfreado de telas prejudica no foco, planejamento, vontade de iniciar entre outras funções. Tendo isso em mente, você pode iniciar um cuidado. Além disso, você pode procurar por um psicólogo, para te acompanhar temporariamente durante a mudança de rotina. Outros profissionais, como o terapeuta ocupacional, podem te ajudar. Procure ajuda, pode ser transformador para a sua vida! Espero ter ajudado, fico à disposição!
Olá! A dificuldade de concentração pode estar relacionada a diferentes fatores, como estresse, ansiedade, alterações no sono, excesso de estímulos ou outros sofrimentos emocionais. Por isso, antes de se cobrar mais produtividade, é importante compreender o que mudou na sua vida desde a pandemia e o que tem dificultado sua permanência nas atividades. O uso frequente das redes sociais também pode acostumar sua atenção a estímulos rápidos e tornar tarefas mais lentas, como estudar e ler, ainda mais difíceis. Algumas medidas podem ajudar: retirar as notificações, deixar o celular distante durante o estudo, estabelecer períodos curtos de concentração e aumentar esse tempo gradualmente. Mas, como isso já está prejudicando sua vida acadêmica e até atividades que antes lhe davam prazer, procure um psicólogo de sua confiança. A psicoterapia pode ajudá-lo a investigar se essa dificuldade está relacionada à ansiedade, ao desânimo, ao esgotamento ou à forma como sua rotina está organizada. Não se acomode com o incômodo. Um abraço.
Isso é bem mais comum do que parece, e não significa que você “perdeu a capacidade” de estudar ou ler. Depois da pandemia, muita gente ficou com atenção mais fragmentada, maior intolerância ao tédio e hábito de buscar estímulos rápidos. O problema é que Instagram e afins treinam exatamente o oposto da leitura longa: novidade constante, recompensa imediata e nenhuma exigência de permanência. Não é uma falha moral; é um ambiente muito bem desenhado para capturar atenção. Tentar vencer isso apenas “na força de vontade” costuma dar errado. Funciona melhor diminuir o atrito da tarefa e aumentar o atrito da distração. Por exemplo: deixar o celular em outro cômodo, usar bloqueadores por períodos curtos, estudar com apenas uma aba aberta e começar com blocos de 10 ou 15 minutos. Para leitura, vale abandonar a meta de “ler bastante” e recuperar primeiro o prazer de permanecer: duas páginas, um capítulo curto, um texto que realmente interesse. O objetivo inicial não é produtividade máxima; é reconstruir tolerância à atenção contínua. Também ajuda transformar estudo em comportamento concreto, não em uma exigência abstrata. Em vez de “preciso estudar”, defina algo como: “vou abrir o artigo, ler o primeiro tópico e escrever três linhas sobre ele”. Quando surgir a vontade de “instagramar”, não precisa discutir com ela. Note a vontade e adie por cinco minutos: “posso olhar depois deste bloco”. Muitas vezes, o impulso perde força quando você não o trata como ordem. A vontade é real, mas não é uma instrução. Se isso estiver muito intenso, persistente e afetando várias áreas da vida, vale investigar fatores como sono, ansiedade, depressão, esgotamento, uso excessivo de telas ou TDAH. Não para buscar um rótulo rápido, mas porque problemas de foco às vezes são consequência de outra coisa. Enquanto isso, pense menos em “voltar a ser quem eu era” e mais em treinar atenção como quem recupera condicionamento físico: pouco, frequente e sem exigir desempenho de atleta no primeiro dia.
Realmente depois da pandemia, começamos a viver realmente a era virtual e as redes sociais, porque eram forma de nos distrair da tragédia que estávamos vivendo. Tente se desvencilhar aos poucos das redes sociais, não que seja um processo fácil..mas o que eu diria é comece, tente, todo dia um pouco.. no caso da leitura estabeleça como meta 5 páginas no primeiro dia, 6 páginas no segundo. Nos dias que não estiver trabalhando ou estudando procure realizar outras atividades, busque coisas novas, já que as antigas estão sendo um "fardo". Mas comece..
A dificuldade de foco pode ser compreendida, na psicanálise, não apenas como falta de disciplina, mas como um deslocamento do desejo e da forma como você lida com o prazer e a frustração. O consumo rápido de estímulos, como nas redes sociais, oferece uma satisfação imediata que reduz a tolerância ao tempo mais lento e exigente da leitura e do estudo, produzindo um conflito interno entre o que dá prazer imediato e o que exige investimento psíquico. Em vez de combater diretamente o impulso de distração, é mais produtivo investigar o que torna o estudo hoje mais pesado ou esvaziado de sentido, já que o sintoma do desvio de atenção pode estar ligado a isso. Retomar o foco passa por reconstruir uma relação mais significativa com o que você estuda, aceitar pequenas doses de frustração e reorganizar gradualmente seu ritmo, sem exigências excessivas, permitindo que o desejo volte a se implicar na atividade.
O que você descreve tem sido muito comum nos últimos anos. A exposição constante a estímulos rápidos pode dificultar a concentração em tarefas que exigem atenção sustentada, como estudar e ler. Vale investigar se isso está relacionado apenas aos hábitos ou também a fatores como ansiedade, sono, estresse ou TDAH. Na terapia, buscamos identificar a causa e desenvolver estratégias para recuperar o foco de forma consistente.
Quando passamos muito tempo alternando entre redes sociais, notificações e conteúdos curtos, o cérebro se acostuma a receber recompensas imediatas. Já atividades como estudar ou ler um livro exigem atenção sustentada, algo que pode parecer mais cansativo no início. Em vez de tentar "vencer" a distração pela força de vontade, vale a pena criar um ambiente que favoreça o foco. Algumas estratégias podem ajudar: Comece com metas pequenas, como ler por apenas 10 ou 15 minutos, aumentando gradualmente o tempo. Faça pausas programadas (por exemplo, 25 minutos de estudo e 5 minutos de descanso). Lembre-se de que a concentração é uma habilidade que pode ser treinada, assim como um músculo. Também é importante observar se essa dificuldade de foco veio acompanhada de outros sinais, como ansiedade intensa, alterações do sono, humor deprimido ou sintomas que já existiam desde a infância. Em alguns casos, essas dificuldades podem estar relacionadas a condições que merecem uma avaliação profissional. Acima de tudo, procure não interpretar essa dificuldade como falta de disciplina ou de inteligência. Quanto mais você se culpa, maior tende a ser a ansiedade, e a ansiedade compete diretamente com a atenção. O caminho costuma ser reconstruir o foco com paciência, consistência e expectativas realistas, celebrando pequenos avanços ao longo do processo.
É mais comum do que parece. A pandemia mudou rotinas, aumentou o tempo de tela e acostumou o cérebro a estímulos rápidos, tornando tarefas que exigem concentração mais difíceis. O foco não costuma voltar pela motivação, mas pelo treino: reduza distrações, estabeleça períodos curtos de estudo (20–30 minutos), deixe o celular longe e aceite que, no começo, será desconfortável. O importante é não esperar vontade para começar; é a repetição que faz o cérebro recuperar a capacidade de atenção.
É difícil responder isso de forma precisa sem conhecer melhor a sua história. O mais importante é entender quando isso começou, em quais situações acontece e o quanto está impactando sua vida. A partir daí, fica muito mais assertivo pensar em estratégias que realmente façam sentido para o seu caso. Recomendo que procure um Psicólogo ou Neuropsicólogo para investigar isso com mais calma.
Isso é super comum pós-pandemia — não é falta de força de vontade, é um cérebro que se acostumou a estímulos rápidos e precisa retreinar o foco aos poucos (leitura curta, ambiente sem celular por perto..) Terapia pode ajudar bastante a entender o que está por trás disso, então vale muito considerar se ainda não estiver em acompanhamento. Estou à disposição se quiser conversar mais.
O que você descreve é algo que tenho escutado com bastante frequência no consultório. Muitas pessoas perceberam uma queda importante na capacidade de manter a atenção depois da pandemia, e isso costuma gerar uma sensação frustrante de que “antes eu conseguia e agora não consigo mais”. As redes sociais têm um papel nisso porque acostumam nosso cérebro a receber estímulos rápidos o tempo todo. Quando vamos estudar ou ler um livro, atividades que exigem um ritmo diferente, é comum surgir aquela vontade quase automática de pegar o celular. Não significa falta de inteligência ou de disciplina. Muitas vezes, seu cérebro simplesmente foi condicionado a buscar recompensas imediatas. Ao mesmo tempo, é importante não colocar toda a culpa no Instagram. Ansiedade, estresse, alterações no sono, excesso de cobrança e até condições como o TDAH também podem afetar bastante a concentração. Por isso, quando essa dificuldade começa a interferir na vida acadêmica e na rotina, vale a pena investigar o que está por trás dela, em vez de apenas tentar “forçar” o foco. Comece com metas pequenas. Se hoje ler 30 páginas parece impossível, leia cinco. Se estudar duas horas é inviável, comece com vinte minutos de atenção genuína. Aos poucos, o cérebro volta a ganhar resistência para sustentar a concentração. E, se perceber que mesmo fazendo isso a dificuldade continua, procure ajuda. Muitas vezes o problema não é falta de esforço, mas algo que precisa ser compreendido e tratado. Quando entendemos a causa, fica muito mais fácil recuperar o prazer de estudar e voltar a sentir que estamos no controle da própria rotina. Espero ter contribuído de alguma forma. E, se em algum momento você sentir que precisa de um espaço para compreender melhor o que está acontecendo e desenvolver estratégias mais eficazes para lidar com isso, será um prazer poder ajudar.
A dificuldade de manter o foco e o abandono de hábitos prazerosos, como a leitura, especialmente após o período da pandemia, é um relato extremamente frequente no consultório. O isolamento, as incertezas e a mudança repentina na forma de estudar e trabalhar reconfiguraram a nossa relação com o tempo e com o ambiente digital. O cérebro foi exposto a um volume sem precedentes de estresse e hiperestimulação, tornando o hábito da leitura sustentada algo exaustivo quando comparado à recompensa rápida e ao estímulo contínuo das redes sociais. A sensação de que a leitura se tornou um fardo não significa uma perda definitiva da sua capacidade de atenção ou uma falha de força de vontade. Quando nos habituamos a conteúdos curtos e altamente dinâmicos, o nosso cérebro desenvolve uma tolerância menor ao esforço cognitivo exigido por atividades que demandam concentração linear e prolongada, como a vida acadêmica. A busca constante por "instagramar" (adorei o verbo! rs) funciona, na maioria das vezes, como um mecanismo automático de esquiva da ansiedade e do desconforto que surgem quando tentamos focar em tarefas mais complexas. Sou Daniele Barros, psicóloga com mais de 12 anos de experiência, e com base na minha atuação na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), gostaria de te convidar a olhar para essa dificuldade sem a carga do autojulgamento. Na TCC, compreendemos que o foco não é um talento inato que se perdeu para sempre, mas sim uma habilidade que pode ser treinada e reestruturada por meio de ajustes comportamentais e cognitivos graduais. O processo psicoterápico focado nessa abordagem atua diretamente no mapeamento dos gatilhos que levam à distração e na reorganização do ambiente de estudo. Em vez de exigir um desempenho perfeito logo de início, trabalhamos com técnicas de fracionamento do tempo, manejo da ansiedade de execução e treino progressivo da sustentação da atenção. A TCC ajuda a reeducar a mente para tolerar o desconforto inicial da tarefa, estabelecendo limites saudáveis com o uso das telas e resgatando o prazer da leitura no seu próprio ritmo. Buscar ajuda profissional de uma psicóloga da TCC é o passo fundamental para compreender como o seu cérebro está redefinindo essas dinâmicas, aliviar a sobrecarga da rotina acadêmica e construir ferramentas práticas e sustentáveis para recuperar a sua produtividade, a sua autonomia e o prazer nos seus estudos. Daniele Barros, Psicóloga TCC - CRP 09/008628 | Equipe Espaço Único
Olá, é um prazer te ter aqui para tirar suas dúvidas. A dificuldade de foco que você descreve é extremamente comum após a pandemia. Nosso cérebro passou anos exposto a estímulos rápidos, fragmentados e constantes, notificações, redes sociais, ansiedade coletiva — e isso reduziu a capacidade de manter atenção sustentada em tarefas profundas, como leitura. O prazer que antes vinha naturalmente agora exige esforço porque o sistema de recompensa está condicionado ao “rápido e fácil”. Para recuperar o foco, é importante reconstruir o hábito em blocos pequenos, como 10 minutos de leitura sem interrupções, e aumentar gradualmente. Reduzir estímulos digitais, criar ambientes de estudo sem celular e usar técnicas de atenção plena também ajudam. Se a vida acadêmica está sendo afetada, vale investigar ansiedade, burnout ou TDAH, pois todos podem intensificar essa dificuldade. Você não está falhando, está se readaptando a um cérebro pós‑pandemia. Atenciosamente, Fernando Segundo @psifernandosegundo fernandosegundo.com Atendimento presencial e online para todo o Brasil e para Vitória‑ES Abraços
Olá. O seu relato é muito compatível com uma dificuldade de autorregulação da atenção., e, não necessáriamente com falta de inteligência., preguiça ou desinteresse. A pandemia alterou profundamente a rotina de muitas pessoas, tendo reduzido a necessidade de manter-se a atenção sustentada, por longos períodos, aumentando o consumo de conteúdos de curta duração, rápidos e altamente estimulantes, como: as redes sociais - vídeos curtos - notificações constantes. Como o cérebro trabalha por rotinas, pode passar a preferir recompensas imediatas, ao invés de atividades que exigem esforço cognitivo, como estudar ou ler. Podemos compreender esse ciclo, da seguinte forma: Surge a tarefa ("preciso estudar" ou "vou ler um capítulo") - O cérebro antecipa : lá vem esforço - tédio ou frustração - Vem o impulso ou o desejo de abrir o Instagram ou outra rede social - A pessoa cede ao impulso - Recebe uma recompensa imediata : novidade - prazer - distração - O estudo fica adiado - depois, surgem: culpa - ansiedade e sensação de incapacidade. é importante investigar se existem outros fatores envolvidos, como: ansiedade - sintomas depressivos - privação de sono - excesso de stress - uso intenso de redes sociais - ou um Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), caso os sintomas estejam presentes desde a infância e ocorram em diferentes contextos. Técnica Pomodoro: começar com tarefas de curta duração: permanecer de 15 a 20 minutos com foco no estudo, na leitura, por dia - fazer 5 minutos de intervalo - a cada semana, aumenta o número de minutos, para 20 a 25 minutos, a cada vez-dia. Ao invés de ler 40páginas, numa meta inicial, ler apenas 3 páginas por dia - ,na 2a. semana - 5 páginas por dia -na 3a. semana - 10 páginas por dia. E, assim, sucessivamente, mas, devagar e aos poucos, estes aumentos de leitura de páginas. O importante, com este exercício é reconstruir o hábito. Controlar o ambiente do estudo, da leitura : celular fora da mesa - notificações nas redes desligadas - Instagram desinstalado temporáriamente ou bloqueado, em determinados horários. Aceitar algum desconforto: precisa compreender que estudar ou ler, não precisa ser prazeroso, sempre. Pode repetir a frase a si-próprio (a): "Não preciso sentir vontade para começar. A vontade costuma aparecer, depois que começo." Imagine que a atenção é como um músculo, que durante muito tempo era treinado com pessos leves e repetitivos, oferecidos pelas redes sociais. Ler um livro ou estudar é como voltar à academia, depois de meses parado: no início parece pesado e cansativo, mas, com treino consistente, o cérebro recupera essa capacidade. O objetivo não é esperar a motivação aparecer, e, sim, reconstruir, gradualmente, a resistência da sua atenção, ou seja, ou conseguindo manter-se atento (a) por períodos cada vez maiores, aos poucos, até construir-se um hábito sustentado, de estudo ou leitura. A dificuldade atual que relata não define a sua capacidade intelectual, e, sim, reflete um padrão de funcionamento, que pode ser modificado, por meio de treino, organização do ambiente, e, exposição gradual a atividades que exigem concentração.
Entendo o quanto isso pode ser frustrante, principalmente quando você percebe que algo que antes era prazeroso, como a leitura, hoje exige um esforço enorme. Depois da pandemia, muitas pessoas perceberam mudanças importantes na atenção, no ritmo mental e na relação com estímulos rápidos, como redes sociais. Uma estratégia possível é não tentar recuperar o foco “na força”, mas treiná-lo gradualmente: começar com poucos minutos de leitura ou estudo, deixar o celular fora de alcance e fazer pausas planejadas. O objetivo não é eliminar a vontade de olhar o Instagram, mas aprender a perceber esse impulso sem precisar obedecê-lo imediatamente. Também vale observar o que está por trás dessa dificuldade — ansiedade, cansaço, excesso de estímulos, desmotivação ou outros fatores podem estar contribuindo. Se isso tem prejudicado bastante sua vida acadêmica, podemos compreender melhor esses padrões e construir estratégias mais adequadas à sua rotina. Estou à disposição para te auxiliar nisso. Conte comigo! Grande abraço.
Olá! O que você descreve tem sido uma queixa bastante frequente nos últimos anos. Muitas pessoas perceberam uma redução da capacidade de manter a atenção por longos períodos, especialmente após a pandemia e com o aumento do tempo de exposição às redes sociais e aos conteúdos curtos. Isso não significa, necessariamente, que você tenha desenvolvido um transtorno de atenção. A capacidade de concentração é influenciada por diversos fatores, como qualidade do sono, ansiedade, estresse, humor, hábitos digitais, rotina de estudos e saúde física. Por isso, antes de concluir que existe um problema específico, vale a pena observar o contexto em que essas dificuldades acontecem. Você comentou algo que chamou minha atenção: a leitura, que antes era um prazer, hoje parece um fardo. Quando isso acontece, muitas vezes não perdemos apenas o hábito de ler; nosso cérebro pode estar mais acostumado a estímulos rápidos, variados e altamente recompensadores, como aqueles encontrados nas redes sociais. Em comparação, atividades que exigem atenção sustentada passam a parecer mais cansativas, mesmo sendo importantes ou prazerosas. Uma estratégia útil não costuma ser "lutar" contra a vontade de olhar o celular, mas modificar o ambiente para que essa escolha seja mais fácil. Por exemplo: deixar o celular longe durante períodos de estudo; desativar notificações de aplicativos que geram distração; definir blocos curtos de concentração (como 25 ou 30 minutos) seguidos de pequenas pausas; retomar a leitura de forma gradual, começando com metas menores, sem exigir imediatamente o mesmo rendimento de antes. Também vale a pena refletir sobre como você interpreta os momentos de distração. Muitas pessoas entram em um ciclo de autocrítica ("não consigo me concentrar", "estou perdendo tempo"), e essa culpa acaba tornando ainda mais difícil voltar para a tarefa. Se essa dificuldade de foco surgiu apenas nos últimos anos e está restrita principalmente aos estudos ou à leitura, mudanças de hábitos e estratégias de organização podem trazer uma melhora importante. Por outro lado, se você percebe que essas dificuldades estão presentes desde a infância, acontecem em diferentes contextos e vêm acompanhadas de desorganização persistente, impulsividade ou dificuldade para concluir tarefas, pode ser interessante realizar uma avaliação com um psicólogo ou psiquiatra para investigar outras possibilidades, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Independentemente da causa, recuperar a capacidade de concentração costuma ser um processo gradual. Assim como o cérebro se adapta aos estímulos rápidos, ele também pode reaprender, aos poucos, a sustentar a atenção em atividades mais longas quando elas voltam a fazer parte da rotina. Espero ter ajudado. Rodrigo Vieira Psicólogo Clínico (CRP 06/204166)
Na reabilitação cognitiva, o foco é tratado com treino gradativo. Comece ajustando o ambiente: local silencioso, mesa limpa e celular em outro cômodo. Estabeleça metas mínimas e viáveis, como 10 minutos de leitura, e aumente conforme perceber evolução. Trabalhe em ciclos de 50 minutos de estudo, seguidos de pausa ativa de 5 a 10 minutos para levantar, beber água e caminhar. Fracione o conteúdo em pequenas partes diárias em vez de estudar tudo de uma vez – a prática espaçada fixa melhor o aprendizado. Quando finalizar seu estudo com sucesso, se surgir a vontade de "instagramar" se permita como recompensa.
É perfeitamente compreensível e muito mais comum do que você imagina sentir essa quebra na concentração e no prazer pela leitura, especialmente após um período coletivo tão atípico quanto a pandemia, que alterou profundamente nossos circuitos de recompensa e dopamina. Para resgatar esse foco na rotina acadêmica sem cair na armadilha da culpa ou na tentação imediata das redes sociais, a chave não é a rigidez, mas sim o design ambiental e a gentileza no processo: comece fracionando suas metas de leitura em blocos curtíssimos de 10 a 15 minutos, deixando o celular fisicamente distante e fora do campo de visão, e aposte em técnicas de ancoragem, como associar o estudo a um momento agradável (um café ou um chá), permitindo que seu cérebro recupere o hábito do prazer analógico aos poucos, um dia de cada vez.
Precisa desintoxicar das telas por algum tempo, segundo a Organização Mundial da Saúde deve ter no máximo 3 horas de tela por dia, retirando o uso para trabalho. O uso demasiado de telas causa ansiedade e falta de foco. Abraço.
A atenção pode ser afetada por estresse prolongado, alterações de rotina, sono inadequado, ansiedade, humor e pelo hábito de consumir conteúdos muito rápidos e constantemente estimulantes. Depois da pandemia, muitas pessoas perceberam mudanças semelhantes, mas é importante considerar como isso aparece especificamente na sua vida. Em vez de tentar recuperar imediatamente o nível de concentração que você tinha antes, pode ser mais eficaz reconstruí-lo gradualmente. Para a leitura, por exemplo, comece com períodos curtos, como dez minutos, escolhendo textos que realmente despertem interesse. O objetivo inicial não precisa ser ler muitas páginas, mas permanecer na atividade pelo tempo combinado. Depois, aumente esse período aos poucos. Também ajuda tornar o acesso às distrações menos automático: deixar o celular em outro cômodo, desativar notificações, sair da conta das redes sociais ou definir horários específicos para usá-las. Você pode organizar os estudos em blocos curtos, com uma tarefa bem definida, como “ler três páginas e anotar duas ideias”, em vez de usar metas vagas como “estudar bastante” ou "ser mais produtivo". Vale observar ainda se há cansaço constante, alterações de sono, ansiedade, desânimo, inquietação ou dificuldades de atenção presentes desde antes da pandemia. Caso o problema seja persistente e esteja prejudicando significativamente sua vida acadêmica, procurar um profissional especializado em avaliação neuropsicológica pode ajudar a compreender melhor as causas e orientar o melhor tratamento. Dificuldades de foco podem ter diferentes origens, e uma avaliação adequada evita conclusões precipitadas. Mais do que “não se render” às redes sociais, o caminho costuma ser reorganizar o ambiente, reduzir a exigência inicial e treinar novamente a atenção de forma progressiva e realista :)
Essa dificuldade que você descreve é muito mais comum do que parece, e tem uma explicação bastante concreta. A pandemia funcionou como um reset neurológico para muita gente. Meses de estímulo rápido, scroll infinito, recompensa imediata a cada segundo, treinaram o cérebro a operar num ritmo que a leitura profunda simplesmente não consegue competir. Leitura exige atenção sustentada, tolerância ao desconforto e recompensa adiada. O Instagram entrega o oposto disso em tempo real. Então quando você tenta ler e sente que é um fardo, o cérebro não está com defeito. Ele foi condicionado a preferir estímulos mais rápidos. É adaptação, não preguiça. Algumas coisas que ajudam de verdade: Reduza a competição antes de tentar focar. Deixar o celular no outro cômodo não é exagero. A simples presença do aparelho já divide a atenção, mesmo sem você tocar nele. Pesquisas mostram que a capacidade cognitiva disponível cai só de ter o celular por perto. Comece com blocos muito curtos. Quinze minutos de leitura com foco real valem mais do que uma hora de luta contra a distração. O objetivo no começo é recondicionar o cérebro, não vencer pela força de vontade. Não misture os ambientes. Se você usa o mesmo espaço para estudar e para rolar o feed, o cérebro associa aquele lugar aos dois comportamentos. Ambientes específicos para foco ajudam a criar o estado mental antes mesmo de começar. Observe o horário. Existe um momento do dia em que seu cérebro está mais alerta. Reservar esse horário para leitura e estudo, e deixar as tarefas mais mecânicas para o restante, faz diferença real no rendimento. Uma coisa importante: se essa dificuldade de foco existia antes da pandemia também, mesmo que de forma mais leve, vale investigar com um profissional. TDAH em adultos frequentemente passa despercebido e só aparece com clareza quando as demandas da vida acadêmica aumentam. A pandemia pode ter intensificado algo que já estava lá. (Barkley & Benton, Vencendo o TDAH Adulto; Beck, Terapia Cognitivo-Comportamental)
Essa é uma questão muito comum hoje, mas isso não tem a mesma causa para todo mundo. Às vezes, o que aparece como falta de foco ou na relação com as redes tem relação com outras questões na vida. Talvez valha a pena se perguntar: o que acontece quando você tenta ler? O que esse desvio para as redes traz para você? Essas são perguntas que podem encontrar um espaço importante em um trabalho psicoterápico.
Olá! Sua pergunta e dificuldade infelizmente tem sido muito frequentes no dia a dia do profissional de saúde mental e você também relata que o seu início foi na pandemia onde rolar feeds, assistir a lives, etc era uma das poucas coisas que nos "sobrsvam" naqueles difíceis tempos. E sua queixa de falta de foco é universal pois vivemos numa época de estimulação constante à DISTRAÇÃO. Imagino o que possa estar sentindo, mas há tratamento para isso. Busque por um Psicólogo que possa lhe acompanhar nisso. Coloco-me à sua disposição e aguardo seu agendamento.
Essa dificuldade é mais comum do que parece, principalmente depois da pandemia. Muita gente percebeu que ficou mais difícil manter o foco, ler ou estudar por longos períodos. Isso não significa que você ficou menos capaz. Na TCC, entendemos que a atenção também é um hábito. O Instagram e outras redes acabam acostumando nosso cérebro a receber estímulos rápidos, e tarefas como estudar passam a exigir um esforço maior. Em vez de tentar mudar tudo de uma vez, comece aos poucos: deixe o celular longe por alguns minutos e estabeleça metas pequenas. O foco costuma voltar com a prática, não com a cobrança. Se essa dificuldade estiver prejudicando sua vida acadêmica ou outras áreas da sua vida, vale a pena buscar ajuda profissional. Às vezes, a falta de concentração pode estar relacionada à ansiedade, ao estresse ou a outras questões que merecem ser avaliadas com cuidado. E, se sentir que precisa de apoio nesse processo, estou à disposição para ajudá-lo a compreender melhor o que está acontecendo e encontrar estratégias que façam sentido para a sua realidade.
Acredito que pode ser importante tentar entender as possíveis causas de sua queixa. Uma avaliação Neuropsicológica pode ajudar neste caso. Porém, seria importante também buscar um médico para verificar se está tudo bem.
Olá! Entendo bem o incômodo que você descreve e é importante dizer: isso que você está vivendo tem nome e não é falta de força de vontade. A pandemia mudou de forma significativa a maneira como nosso cérebro lida com estímulos, recompensa e concentração sustentada. Passamos meses em um ambiente de hiperestímulo -> notificações, rolagem infinita, gratificação imediata,... e isso "recalibra" nosso sistema de atenção. A leitura, que exige concentração prolongada e recompensa mais lenta, passa a competir em desvantagem com o Instagram, que entrega estímulo a cada segundo. Isso não é uma escolha consciente sua, é o cérebro se adaptando ao ambiente em que foi exercitado. Também vale lembrar que atenção não se constrói sozinho, ela se desenvolve nas relações e nos contextos que vivemos. Se seu dia a dia hoje é feito majoritariamente de estímulos rápidos, é esperado que o foco prolongado pareça mais difícil. A boa notícia é que, assim como foi "destreinado", pode ser retreinado. Alguns caminhos que costumam ajudar: - Retomar a leitura em doses pequenas e com um objetivo claro (10-15 minutos, não o capítulo inteiro), aumentando aos poucos, isso reconstrói a tolerância ao esforço sustentado sem gerar mais frustração. - Criar barreiras físicas de acesso ao celular durante os blocos de estudo (deixá-lo em outro cômodo, não só no modo silencioso). - Investigar se há outros fatores associados como: sono, ansiedade ou sobrecarga acadêmica que podem estar amplificando essa dificuldade de foco. - Esse tipo de questão costuma se beneficiar bastante de acompanhamento psicológico, especialmente para entender o que está por trás dessa dificuldade específica no seu caso e construir estratégias sob medida. Fico à disposição caso queira conversar melhor sobre isso.
Olá! O que você descreve é uma dificuldade que muitas pessoas passaram a perceber com mais intensidade após a pandemia. O aumento do tempo de exposição às telas e a conteúdos rápidos pode tornar mais difícil sustentar a atenção em atividades que exigem concentração prolongada, como estudar ou ler um livro. No entanto, essa dificuldade também pode estar relacionada a outros fatores, como ansiedade, estresse, privação de sono, sintomas depressivos ou até mesmo transtornos do neurodesenvolvimento, entre outras possibilidades. Por isso, é importante evitar concluir a causa sem uma avaliação mais aprofundada. Algumas estratégias podem ajudar: - Estabeleça períodos curtos de estudo (por exemplo, 25 minutos) com pequenas pausas. - Deixe o celular longe do alcance durante esses períodos ou utilize aplicativos que limitem o acesso às redes sociais. - Divida tarefas grandes em etapas menores e mais específicas. - Cuide do sono, da alimentação e da prática de atividade física, pois esses fatores influenciam diretamente a atenção. Se essa dificuldade tem prejudicado sua vida acadêmica de forma persistente, vale a pena procurar um psicólogo para investigar o que pode estar contribuindo para esse quadro e construir estratégias individualizadas. Espero ter ajudado. Desejo que você consiga encontrar formas de recuperar sua concentração e seu prazer pelos estudos.
Nossa mente pode ser condicionada e pelo visto durante a pandemia você condicionou a sua mente ao audiovisual, que é bem mais fácil porque não exige muito da imaginação e criatividade; assim sendo, ler é mais trabalhoso e criativo. E a nossa tendencia é acomodar, no entanto essa acomodação te incomoda e isso fala muito bem de você! Para você retomar o gosto pela leitura, será necessário um esforço inicial. Para isso faça um acordo com você mesmo: vou ler até a pagina 18, por exemplo e esforce-se para fazer dessa leitura um exercício antropofágico, ou seja, alimente-se do conteúdo dessa leitura, transformando-a em você ( coma a leitura) tornando-a sua mente, seus musculos, sua carne, a sua pele. Pouco a pouco, você voltará a gostar de ler. No inicio é um pouquinho mais difícil, depois você flui. Confie em você e seja persistente fazendo acordos ( só até a pagina tal) Um abraço, Lea
Talvez seja importante olhar para a dificuldade de foco para além da “falta de disciplina”. Pela psicanálise, a dispersão e a busca constante pelas redes podem estar relacionadas a angústias, cobranças ou conflitos que dificultam o contato com o estudo e com o próprio desejo. Mais do que combater a distração, é importante compreender o que ela pode estar expressando. A psicoterapia pode ajudar nessa investigação.
Primeiramente é importante realizar exames de sangue para averiguar se existe alguma falta de vitamina B12, D e se necessário suplementar .se após isso ainda sentir as dificuldades relatadas acima procure um psicólogo para analisar melhor a situação.
Essa queixa é muito comum dentro do consultório clínico. A pandemia foi fator ativo gerador de ansiedade e tédio, pelo período que passamos dentro de casa. As redes sociais ganharam força nessa época e condicionaram como "passar o tempo" de maneira diferente, agora rolando a tela para ver feeds. Primeiramente, seria interessante observar um fator chave que você trouxe no seu relato, a falta de foco, verificar como isso interfere no seu dia a dia, avaliar outros sintomas que possam estar presentes e que não você não trouxe a consciência por estarem automátizados. Para isso, sugiro consultar uma Psicóloga para acompanhar e sugerir ferramentas para te ajudar a construir novos hábitos mais assertivos para a sua vida hoje. Se estivesse em acompanhamento comigo, iniciaria entendendo melhor o cenário da pandemia para você, percebendo os impactos gerados, principalmente emocionais e compreendendo como ainda hoje, isso pode afetar a sua vida. O hábito da leitura precisa ser reinserido aos poucos, mas antes sugiro olhar para os sintomas que estão presentes.
Bom dia, Em vez de se cobrar para voltar a ser como antes, talvez valha a pena observar o que tem ocupado sua mente e como você tem se sentido. Pequenas mudanças na rotina e uma relação mais consciente com as redes sociais podem ajudar, mas, se essa dificuldade tem persistido e impactado sua vida acadêmica, buscar um acompanhamento psicológico pode ser um passo importante para compreender o que está acontecendo e encontrar formas mais consistentes de lidar com isso.
Olá você disse a dificuldade com foco, é importante avaliar se sempre foi assim. Ou se de uns tempos pra cá começou a acontecer. As redes sociais foram feitas pra nós prender mesmo. Ativa nosso sistema dopaminergico que é o de recompensas, por isso é difícil parar de rolar a tela. Coloque num papel o que é prioridade pra você, tente executar dentro do prazo e durante as tarefas evite distrações como entrar no Insta. Espero ter ajudado. Se esse sintoma comportamental tiver te incomodando muito, talvez seja o caso de procurar um Psicólogo que faça avaliação psicológica pra eliminar a suspeita de TDAH e tamém entender o porquê da procrastinação.
Olá! Depois da pandemia, muita gente percebeu piora no foco, mais dependência de estímulos rápidos e dificuldade de sustentar atenção em tarefas mais longas, como leitura e estudo. O problema é que as redes sociais entregam recompensa imediata: novidade, dopamina, distração. Já estudar ou ler exige permanência no desconforto, concentração e tolerância à frustração. Então, não é necessariamente falta de capacidade; pode ser um cérebro treinado por excesso de estímulo rápido. Uma forma de começar é não depender só de “força de vontade”. Crie barreiras: deixe o celular longe, use bloqueadores de app, estude em blocos pequenos e comece com metas mínimas, como 10 minutos de leitura sem interrupção. O foco volta mais por treino gradual do que por cobrança. Também vale investigar se essa dificuldade está ligada a ansiedade, exaustão, depressão, TDAH, excesso de tela ou desorganização da rotina. A terapia pode te ajudar a entender o que acontece antes da fuga para o celular, trabalhar procrastinação, autocobrança e intolerância ao desconforto, além de construir estratégias mais realistas para recuperar produtividade e prazer nas atividades. Caso deseje auxílio e acompanhamento, posso te ajudar.
Bom dia! Obrigado pela pergunta. Acho que podemos começar por entender a sua dificuldade de forma específica. Você sente que desde a pandemia está com essa dificuldade, aparece uma sensação de fardo, podemos iniciar entendendo qual é a dificuldade, qual é o fardo - o que está acontecendo com você e partimos daí! :)
Ola, tudo bem? Perder a atenção e o foco são maneiras de dizer que há algo acontecendo com você e que te desliga da realidade momentânea. Conseguiria dizer pra onde vai sua atenção, o que você fica pensando quando perde o foco? A pandemia pode ter sim uma importância sobre isso, mas acredito que ela tenha sido mais um fato que complicou seu mal estar e não exatamente a causa dele. Perder a atenção e ou a fixação na leitura são expressões de um mal estar relativo a seus afetos e sentimentos e estes precisam ser levados em consideração. O que você sente quando lê?. Pra onde vão seus pensamentos quando você se desliga do que faz? Enfim... Ha muito mais coisas acontecendo com você do que uma perda de foco e isso é tratável !!
Entendo perfeitamente o quanto essa sensação de ver o foco se esvaziar pode ser angustiante e frustrante, especialmente quando a leitura já foi um lugar de tanto prazer e hoje parece uma montanha difícil de escalar. Quero que você tire de cima de si o peso da culpa: seu cérebro não está "estragado", ele apenas se acostumou ao ritmo acelerado e hiperestimulante do mundo digital pós-pandemia, onde o Instagram oferece recompensas imediatas com zero esforço, enquanto a leitura exige uma desaceleração que o seu corpo hoje interpreta como desconforto. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, nós olhamos para isso como um hábito que pode ser gentilmente reeducado pela neuroplasticidade, e o segredo não é a força de vontade bruta, mas sim diminuir a cobrança e recomeçar bem pequeno. Experimente afastar o celular fisicamente no momento do estudo para poupar sua energia mental, comprometa-se a ler por apenas cinco minutos — permitindo-se parar logo em seguida se quiser — e acolha com paciência a ansiedade ou o tédio que surgirem nos primeiros instantes, lembrando que esse foco é como um músculo que está voltando a se exercitar e precisa de tempo, carinho e consistência para recuperar a sua força.
Olá, querido! Tudo bem? Em primeiro lugar, seria importante entender o que mais vem acontecendo na sua vida, como vem lidando com essa situação (acaba se cobrando e julgando ou consegue acolher um pouco e tentar de novo?)... Imagino que, inicialmente, possa ser importante humanizar esse seu relato e contextualizar... De fato, esse é um problema que vem aparecendo na vida de muitas pessoas, uma demanda que talvez já seja inclusive, de saúde pública. A dificuldade de focar e o uso excessivo de telas. Certamente o ideal seria estar em acompanhamento terapêutico para podermos ver bem o que está acontecendo, o que gera sofrimento... Porém, assim de pronto, o que posso dizer para ajudar no processo, podem ser pequenas estratégias comportamentais, como manter o celular afastado fisicamente de si (sempre que possível e em local de difícil acesso); ir criando uma rotina prazerosa que inclua a leitura (começando com passos bem pequenos, como 10 minutos de leitura ou ler apenas 1 página, se proporcionando algum paralelo de recompensa, como um café ou ouvindo uma música que goste); Manter esses pequenos hábitos, com bastante autocompaixão (que é diferente de autocomiseração), se humanizando e agindo como precisa para alcançar seus objetivos. Por enquanto, podem ser sugestões que ajudam, mas precisam ter um mínimo de motivação para serem feitas. Espero ajudar de alguma forma e fico à disposição! Um abraço!
A dificuldade de concentração pode ter diferentes causas e precisa ser compreendida dentro da história de cada pessoa. Depois de um período como a pandemia, muitas pessoas passaram por mudanças na rotina, no modo de viver e na relação com o tempo, o que pode ter impactos na atenção e no interesse por algumas atividades. Além disso, fatores como ansiedade, estresse, cansaço, excesso de estímulos e preocupações do dia a dia também podem interferir na capacidade de se concentrar. Se essa dificuldade tem causado sofrimento ou prejudicado atividades que antes eram prazerosas, como a leitura, pode ser importante buscar uma avaliação para entender melhor o que está acontecendo e encontrar formas de recuperar esse equilíbrio. Estou à disposição.
Perder o prazer pela leitura e sentir que não consegue sustentar o foco pode ser bastante frustrante, especialmente quando essa atividade já foi importante para você. Isso não significa que sua capacidade desapareceu ou que você simplesmente se tornou improdutivo. Pode existir um ciclo: você tenta estudar, percebe dificuldade, sente tédio, ansiedade ou frustração e procura uma rede social para obter alívio rápido. Depois, sente culpa pelo tempo perdido e retorna à tarefa com ainda mais pressão. Quanto maior a cobrança, mais pesada a leitura pode parecer. Em vez de esperar vontade ou concentração perfeita, comece com metas pequenas. Escolha um texto específico, deixe o celular fora do alcance e permaneça na atividade durante dez minutos. Mesmo que sua mente se distraia, volte ao ponto em que parou. Após alguns dias, aumente o tempo gradualmente. Organize também o acesso às redes: desative notificações, retire os aplicativos da tela inicial e defina momentos previamente escolhidos para utilizá-los. A intenção não é proibir, mas recuperar a possibilidade de escolher quando acessar. Considere ainda se existem alterações no sono, ansiedade, desânimo, cansaço ou dificuldade de foco em outras áreas. Quando o problema persiste e prejudica significativamente a vida acadêmica, uma avaliação psicológica pode te ajudar a diferenciar hábito, sobrecarga emocional e outras possíveis condições. Seu foco pode ser treinado novamente, mas costuma retornar por meio de constância e metas realistas, não de autocobrança.
Essa sua condição tem aparecido na minha clínica. O seu cérebro acabou se acostumando com estímulos rápidos, como redes sociais, e atividades que exigem atenção prolongada passam a parecer mais difíceis. Em vez de esperar a vontade aparecer, organize períodos curtos de estudo, deixe o celular longe durante esse tempo e use o Instagram apenas em horários definidos. Se essa dificuldade persiste e está comprometendo sua vida acadêmica, vale a pena buscar uma avaliação psicológica para investigar o que pode estar mantendo esse padrão.
A dificuldade de foco que muitas pessoas passaram a sentir depois da pandemia é bastante real o excesso de telas, a mudança de rotina e o cansaço mental acumulado afetaram a capacidade de concentração de muita gente. Quando até a leitura, que antes era prazerosa, vira um esforço, isso gera frustração e a sensação de que algo está errado comigo. Esse impulso costuma ser uma forma automática de buscar alívio rápido ou estimulação quando a mente está sobrecarregada ou sem energia para tarefas que exigem foco sustentado. A terapia vai te ajudar a entender o que está por trás dessa queda de foco e da perda de prazer na leitura, e desenvolver estratégias práticas de regulação da atenção e de manejo do celular e recuperar, aos poucos, a capacidade de se engajar em atividades que antes faziam sentido Não se trata de forçar disciplina, mas de reconstruir uma relação mais saudável com o foco, com o prazer e com a produtividade, no seu ritmo. Se quiser, posso te acolher em uma primeira conversa para explorarmos juntos o que tem acontecido e traçarmos caminhos possíveis. Psicóloga Rosani Isobe
Olá espero que esteja bem. Pela sua descrição a dificuldade em manter o foco parece esta sendo uma barreira na sua produtividade, sugiro observar quais os principais distratores (tela, barulhos, pensamentos intrusivos) que causam a falta de foco, assim como, o tipo de tarefa que tem mais dificuldades de foco, por exemplo, tarefas que exijam maior esforço cognitivo ou que não são do seu interesse. Identificar os fatores da falta de foco é essencial para realizar as mudanças necessárias.
Olá! É importante não reduzir essa dificuldade apenas à falta de disciplina ou ao uso das redes sociais. A dificuldade em manter o foco pode estar relacionada a diferentes questões e merece ser compreendida dentro da sua história e do momento que você está vivendo. A psicoterapia pode ajudar justamente a investigar o que está acontecendo com você, inclusive essa perda de interesse pela leitura e a dificuldade de sustentar a atenção. Mais do que buscar ser “produtivo” o tempo todo, pode ser importante entender o que tem tornado determinadas atividades tão difíceis e encontrar outras formas de se relacionar com elas.
Ola! Você levantou duas questões que de certa forma se contradizem . Não tem foco para algumas coisas talvez mais exigentes , como ler, mais para a diversão, tudo bem , como o Instagram. Já pensou do que anda fugindo? Será que o Insta não será justamente a fuga? Vale uma terapia para aprofundar no assunto e ter melhor qualidade de vida. Viva melhor!!
Olá! Obrigada por compartilhar isso. O que você descreve — a leitura que era prazer virando fardo, a dificuldade de focar, a vontade constante de pegar o celular — tem sido uma queixa muito frequente depois da pandemia. Você não está sozinho nisso. Vale entender uma coisa: as redes sociais foram feitas para capturar nossa atenção em ciclos curtos e rápidos. Depois de tanto tempo convivendo com esse tipo de estímulo, é natural que atividades que pedem atenção sustentada — como ler um livro — fiquem mais difíceis. Não é falta de força de vontade: é um hábito de atenção que mudou. Algumas coisas que podem ajudar: • Começar pequeno: retomar a leitura com metas mínimas (5 minutos, uma página), em um momento fixo e sem o celular por perto • Criar barreiras: deixar o celular em outro cômodo ou usar limites de tempo no Instagram • Observar os gatilhos: em que momentos você pega o celular? Tédio, procrastinação, ansiedade? Identificar o gatilho ajuda a escolher uma resposta diferente • Não se cobrar tanto: a volta da concentração é gradual, não acontece de um dia para o outro E se isso está afetando sua vida acadêmica e te trazendo sofrimento, buscar um psicólogo pode te ajudar a entender o que está por trás dessa dificuldade e a construir estratégias que funcionem para você, no seu ritmo.
Após a pandemia, nossa vida se ligou ao virtual de uma forma diferente. Contudo, algumas estratégias para o foco e a retomada a atividades prazerosas fora das telas podem ser um ponto importante a ser explorado. Como toda criação de um hábito, é importante que o estímulo que queremos reduzir seja pouco ofertado, criando janelas para que a nova atividade possa ocorrer; temos também o fator consciencia e escolha individual para que o processo possa retomar aos poucos, além de entender que a retomada ou a criação de um novo hábito só pode ocorrer gradualmente.
Olá! O que você descreve tem sido muito comum desde a pandemia e nem sempre significa falta de força de vontade ou preguiça. Quando perdemos o interesse por atividades que antes eram prazerosas, como a leitura, vale a pena investigar o que está acontecendo emocionalmente, pois ansiedade, depressão, estresse crônico e até o excesso de estímulos das redes sociais podem afetar bastante a concentração. Em vez de tentar "lutar" contra o Instagram, experimente começar com metas pequenas e realistas. Ler por 10 ou 15 minutos por dia costuma ser mais eficaz do que esperar ter horas de concentração. Aos poucos, o cérebro vai recuperando a capacidade de manter o foco. Se essa dificuldade tem prejudicado sua vida acadêmica e sua rotina, a psicoterapia pode ajudar a compreender a origem desse problema e construir estratégias adequadas para o seu caso. Quando entendemos a causa, fica muito mais fácil encontrar um caminho para superá-la.
Olá, primeiro é importante entender se estes sintomas são resultado da pandemia e a grande mudança que ela provocou em sua vida ou talvez sintomas da COVID. Na literatura médica há registro de casos como o seu em pessoas que tiveram sintomas leves da doença. Te sugiro então começar por uma avaliação neurológica para verificar se há algum problema nesse sentido.
Olá! Muitas pessoas têm percebido mais dificuldade para manter a atenção e a concentração, principalmente quando estão expostas por longos períodos a estímulos rápidos, como as redes sociais. Isso não significa que você perdeu a capacidade de focar, mas que seu cérebro pode estar acostumado a buscar recompensas imediatas. Em vez de tentar eliminar o Instagram de uma vez, experimente estabelecer limites de uso, deixar o celular longe durante os estudos e dividir a leitura em períodos curtos, com pequenas pausas. Retomar o hábito aos poucos costuma ser mais eficaz do que exigir um desempenho perfeito desde o início. Se essa dificuldade tem impactado sua vida acadêmica, vale a pena procurar uma avaliação psicológica. A terapia pode ajudar a identificar o que está por trás dessa dificuldade de concentração como ansiedade, estresse, hábitos ou outras condições e construir estratégias para recuperar o foco e a produtividade de forma saudável.
Compreendo perfeitamente o seu sofrimento e a sua frustração. Essa transição de um hábito que antes gerava prazer para algo que hoje se transformou em fardo é exaustiva, especialmente quando impacta diretamente a sua vida acadêmica. Abaixo, analiso sua queixa sob as lentes da Psicanálise e da Terapia Sistêmica Familiar, oferecendo caminhos práticos para lidar com essa situação. A Visão da Psicanálise: O Desejo e a Fragmentação do Pensamento. Para a Psicanálise, a dificuldade de foco e o impulso de "instagramar" não são apenas falta de força de vontade. Eles revelam dinâmicas inconscientes profunda: Saturação Psíquica Pós Pandemia: A pandemia foi um trauma coletivo que exigiu um estado constante de alerta. Esse esgotamento consumiu nossa energia psíquica (líbido), deixando menos recursos para investimentos em atividades de fôlego longo, como a leitura. O Circuito do Gozo Imediato: As redes sociais operam na lógica do prazer imediato e efêmero. A leitura exige suportar a falta, o tempo de espera e a frustração. O celular surge como uma tentativa sintomática de preencher rapidamente um vazio ou uma ansiedade latente. A Leitura como Cobrança: Quando ler deixa de ser uma busca por prazer (pulsão de vida) e passa a ser uma obrigação acadêmica rígida, ela se torna associada à voz crítica do Superego. Isso gera resistência inconsciente: você procrastina para se defender da pressão. A Visão da Terapia Sistêmica: O Indivíduo e o Contexto. A Abordagem Sistêmica compreende que nossos comportamentos são influenciados pelos sistemas em que estamos inseridos (família, cultura, tecnologia): O Ecossistema Digital: Você não está isolado. O sistema digital atual foi desenhado para capturar sua atenção. A transição forçada para as telas durante a pandemia fundiu o ambiente de descanso com o de trabalho/estudo, quebrando as fronteiras invisíveis que organizavam nossa mente. Lealdades Invisíveis e Expectativas: Muitas vezes, a pressão pelo sucesso acadêmico está ligada a expectativas familiares (explícitas ou implícitas). A dificuldade de focar pode ser uma reação do sistema às demandas de perfeccionismo ou ao medo de falhar perante os seus pares. Para lidar com esse cenário sem se punir, precisamos unir o acolhimento emocional a mudanças estruturais: 1. Redefina a Relação com a Leitura Crie micro-metas: Esqueça a meta de ler capítulos inteiros. Comece com apenas 5 ou 10 minutos por dia. Resgate o prazer: Intercale as leituras acadêmicas obrigatórias com textos puramente lúdicos, de temas que você amava na infância ou adolescência. Diminua a autocrítica: Aceite que sua velocidade atual é diferente de anos atrás. Acolha o seu ritmo presente. 2. Modifique o Seu Sistema (Ambiente) Barreiras físicas contra o celular: O cérebro busca o menor esforço. Deixe o celular em outro cômodo ou use aplicativos que bloqueiam redes sociais durante o estudo. Ritualize o momento: Crie um ambiente específico para a linha de estudo, separando o espaço do lazer digital. Técnica Pomodoro adaptada: Trabalhe por 20 minutos e descanse 5 minutos longe das telas (alongue-se, tome uma água). 3. Olhe para a Produtividade de Forma Saudável Evite a armadilha da perfeição: A busca por uma produtividade tóxica adoece. Substitua a busca por "ser super produtivo" por "fazer o possível hoje". Espero ter ajudado, caso precisar sigo a disposição. abçs
Essa dificuldade tem sido cada vez mais frequente e pode estar relacionada a diversos fatores, como estresse, ansiedade, excesso de estímulos das redes sociais e até questões emocionais que afetam a atenção e a concentração. A terapia é o caminho mais indicado para compreender a origem dessas dificuldades e desenvolver estratégias para melhorar o foco, reduzir a procrastinação e recuperar sua produtividade de forma saudável. Com o acompanhamento adequado, é possível retomar hábitos como a leitura e voltar a ter um desempenho mais satisfatório na vida acadêmica e pessoal. Se você sente que isso tem impactado sua rotina, será um prazer ajudar você nesse processo. Agende uma consulta e vamos construir juntos um plano para recuperar sua qualidade de vida e seu potencial.
A dificuldade de concentração pode ter várias causas, como ansiedade, estresse, alterações do sono, excesso de estímulos digitais ou mesmo outras questões que precisam ser avaliadas individualmente. Por isso, vale investigar o que está acontecendo, especialmente porque está interferindo na sua vida acadêmica. Em relação ao celular e às redes sociais, tente não depender apenas de força de vontade. Estabeleça períodos curtos de estudo, deixe o celular distante e reduza as notificações e os estímulos durante esse período. Começar com 15 ou 20 minutos de leitura, com pequenas pausas, pode ser mais efetivo do que exigir longos períodos de concentração. Também é importante recuperar gradualmente o prazer pela leitura, sem transformá-la imediatamente em uma obrigação de produtividade. Se essa dificuldade persistir ou estiver acompanhada de ansiedade, desânimo, alterações do sono ou outros sintomas, procure uma avaliação psicológica ou médica para compreender melhor o que está acontecendo.
Olá! A dificuldade de concentração nem sempre está ligada apenas à falta de disciplina. Muitas vezes ela reflete uma mente acostumada a buscar estímulos constantes, o que torna tarefas mais lentas, como ler ou estudar, muito mais difíceis de sustentar. Em vez de tentar "forçar" a produtividade, vale a pena entender o que faz você recorrer ao celular justamente quando precisa se concentrar. Se isso tem prejudicado sua vida acadêmica há algum tempo, a psicoterapia pode ajudar a compreender essa dinâmica e encontrar uma forma mais saudável de recuperar seu foco. Se fizer sentido para você, será um prazer conversar sobre isso em sessão. Um abraço, Vinicius.
O que você descreve é uma queixa cada vez mais comum na sociedade atual e não significa, necessariamente, falta de disciplina ou de interesse pelos estudos. Vivemos em um contexto em que somos constantemente expostos a estímulos rápidos, notificações e um fluxo quase infinito de informações. Com o tempo, nossa atenção pode se adaptar a esse ritmo, tornando mais difícil sustentar o foco em atividades que exigem concentração prolongada, como ler um livro ou estudar. As redes sociais, por exemplo, oferecem recompensas imediatas e constantes. Isso faz com que tarefas importantes, mas que geram resultados apenas a longo prazo, pareçam mais cansativas ou menos atrativas. É uma dificuldade que muitas pessoas passaram a perceber com mais intensidade após a pandemia, quando o tempo de exposição às telas aumentou significativamente. A boa notícia é que a capacidade de concentração pode ser treinada novamente. Em vez de esperar que a motivação apareça, costuma ser mais útil reconstruir o hábito aos poucos, criando momentos de foco intencional e reduzindo, gradativamente, as fontes de distração. A psicoterapia pode ajudar no desenvolvimento de estratégias práticas para recuperar o foco e construir uma relação mais saudável com a tecnologia, favorecendo uma rotina mais alinhada aos seus objetivos e valores. Caso queira fazer uma sessão experimental, fico à disposição.
Olá, tudo bem? Pela perspectiva psicanalítica, a dificuldade de foco nem sempre é apenas um problema de atenção. Muitas vezes, ela é um sinal de que o psiquismo está sobrecarregado ou tentando elaborar conflitos, perdas e mudanças. A pandemia, por exemplo, representou uma ruptura importante para muitas pessoas, e seus efeitos podem permanecer mesmo anos depois. Quando a mente está ocupada lidando com angústias, preocupações ou ansiedade, torna-se mais difícil sustentar a atenção em atividades que exigem investimento psíquico, como estudar ou ler. Em contrapartida, estímulos rápidos, como as redes sociais, oferecem um alívio imediato e acabam sendo mais atraentes. Espero ter ajudado!
Olá! Obrigado por compartilhar sua dúvida. Muitas pessoas perceberam mudanças na capacidade de concentração após a pandemia, e o uso frequente de redes sociais pode contribuir para manter a atenção mais dispersa. Isso não significa que você perdeu sua capacidade de foco, mas que seu cérebro pode estar acostumado a estímulos rápidos e constantes. Em vez de tentar eliminar completamente o Instagram ou exigir de si uma produtividade perfeita, experimente estabelecer pequenos períodos de estudo ou leitura, com metas realistas, aumentando esse tempo gradualmente. Também pode ser útil criar momentos específicos para usar as redes sociais, evitando recorrer a elas sempre que surgir o tédio ou a dificuldade. Se essa dificuldade tem prejudicado de forma importante sua vida acadêmica e outras áreas da sua rotina, vale a pena buscar uma avaliação psicológica. Questões como ansiedade, estresse, depressão, alterações do sono e até mesmo TDAH podem estar relacionadas à dificuldade de concentração, e cada situação pede um cuidado específico. Com o acompanhamento adequado, é possível desenvolver estratégias para recuperar o foco e construir uma rotina mais saudável e produtiva. Desejo que você fique bem!
Essa é uma queixa muito comum e, para muitas pessoas, se intensificou após a pandemia. O excesso de estímulos e a facilidade de alternar rapidamente entre conteúdos nas redes sociais podem fazer com que atividades que exigem atenção sustentada, como ler ou estudar, pareçam muito mais difíceis. A boa notícia é que foco é uma habilidade que pode ser treinada. Em vez de tentar voltar ao ritmo de antes de uma vez, vale a pena começar com metas pequenas, como ler por 10 ou 15 minutos sem interrupções e aumentar esse tempo gradualmente. Também pode ajudar deixar o celular fora do alcance durante os estudos ou usar aplicativos que limitem o acesso às redes sociais em determinados horários. Outro ponto importante é observar se essa dificuldade de concentração vem acompanhada de outros sinais, como ansiedade, desânimo persistente, alterações no sono ou uma sensação constante de sobrecarga. Quando isso acontece, é interessante buscar uma avaliação profissional, porque existem diferentes fatores que podem estar contribuindo para essa dificuldade. Seja paciente com você nesse processo. Recuperar a capacidade de concentração costuma acontecer aos poucos, com pequenas mudanças consistentes, e não por meio de uma grande transformação de um dia para o outro.
Olá! Essa dificuldade tem sido cada vez mais comum. Após a pandemia, muitas pessoas perceberam uma redução na capacidade de manter a atenção por longos períodos, especialmente com o uso frequente de redes sociais, que oferecem estímulos rápidos e constantes. Algumas estratégias podem ajudar: estabelecer horários específicos para usar o celular, silenciar notificações durante os estudos, dividir tarefas em blocos menores (como a técnica Pomodoro) e retomar a leitura aos poucos, começando por períodos curtos e aumentando gradualmente o tempo. O objetivo é "treinar" novamente a capacidade de concentração, sem exigir um rendimento perfeito desde o início. Se essa dificuldade é persistente e está prejudicando sua vida acadêmica e outras áreas, vale a pena procurar um psicólogo para uma avaliação. Em alguns casos, também pode ser importante investigar outras condições, como ansiedade, depressão ou TDAH, que podem afetar o foco e a produtividade. Com estratégias adequadas e, quando necessário, tratamento, é possível recuperar a concentração e desenvolver uma relação mais saudável com a tecnologia e os estudos.
Olá, De fato, estamos vivendo um tempo em que as redes sociais tomaram muito espaço nas nossas vidas... o enfrentamento diz respeito a freiar ou controlar isso que é da ordem de um prazer mais imediato. A produtividade nem sempre faz bem e tudo que é excessivo tende a causar angústia. Poder focar em um trabalho que demande mais concentração, mais esforço e que não tenha um retorno imedato é uma batalha e tanto. Fazer terapia, neste sentido, pode te ajudar a entender e lidar com esse mundo virtual "instagramável" que é extremamente demandante e, em muitos casos, viciante.
Olá! Essa dificuldade tem sido cada vez mais comum nos dias de hoje e pode estar relacionada ao excesso de estímulos e ao hábito de alternar constantemente a atenção, principalmente com o uso das redes sociais. Para ajudar a recuperar o foco, procure deixar o celular longe durante o período de estudos, estabeleça um planejamento com dias e horários definidos e comece por pequenas metas. É natural que, nos primeiros minutos, surja vontade de procrastinar. Persistir nesse início é importante, pois a concentração tende a aumentar à medida que você permanece na tarefa. Outra estratégia é fazer anotações dos principais pontos estudados. Escrever ajuda o cérebro a organizar e consolidar melhor as informações, favorecendo o aprendizado. Como você relata que essa dificuldade tem impactado sua vida acadêmica, caso ela seja persistente e continue causando prejuízos, vale a pena buscar uma avaliação neuropsicológica. Essa avaliação pode ajudar a identificar quais funções cognitivas estão comprometidas, como atenção, memória e funções executivas, além de investigar os fatores que podem estar contribuindo para essa dificuldade e orientar o tratamento mais adequado.
Olá! Como vai? Acredito ter compreendido sua queixa. Em primeiro lugar seria necessário identificar se existem pensamentos ansiosos em sua dinâmica psicológica. A presença do estresse também pode contribuir para a perda de foco. Procurar meios de atingir dopamina de maneira imediata não ajuda e pode representar uma forma de autossabotagem. Recomendo buscar auxílio na psicoterapia.
Oiii A tua percepção sobre a diferença entre como você lia no passado e o momento atual toca em um ponto fundamental sobre como a nossa atenção muda ao longo da vida. Quando olhamos para trás, muitas vezes lembramos de uma relação com o tempo em que havia uma disponibilidade interna diferente para se demorar em uma leitura. A rotina acadêmica, somada ao ritmo do mundo pós-pandemia, exige uma postura muito mais cobrada e acelerada. Para completar, a dinâmica das redes sociais foi projetada para entregar descargas rápidas de dopamina, acostumando nossa mente ao estímulo imediato onde qualquer atividade que exige sustentação por mais de 15 segundos passa a parecer cansativa ou custosa. A leitura,o estudo , o trabalho , um filme mais longopor exemplo , por exigir desaceleração, passa a soar como um 'fardo' não por falta de capacidade, mas porque ela opera na velocidade oposta à do feed do Instagram. Ceder ao celular torna-se uma resposta quase automática de uma mente sobrecarregada pelas exigências do cotidiano e dos estudos. Lidar com isso não é uma questão de pura 'força de vontade', mas de recalibrar nossa relação com o tempo e o foco. Recuperar a atenção é um processo gradual que passa por compreender o que essa dificuldade está sinalizando : ansiedade, exaustão ou o próprio impacto do excesso de telas na nossa rotina. Respeite o seu momento atual e experimente pequenas pausas dos estímulos imediatos, sem a cobrança de funcionar com a mesma lógica de outros períodos da sua vida
Você não perdeu o interesse pela leitura. Sua atenção passou a disputar espaço com estímulos rápidos, cansaço e ansiedade. Não trate isso como falta de disciplina. Comece reduzindo a exigência: leia poucas páginas, deixe o celular fora do alcance e sustente uma única tarefa por vez. O foco não volta pela força. Ele é reconstruído pela repetição. Se essa dificuldade já compromete sua vida acadêmica, vale investigar o que está por trás dela em terapia, para não ser surpreendida no futuro por uma nova dificuldade/sintoma.
Você não está sozinho. Tenho ouvido esse tipo de queixa com bastante frequência, principalmente entre jovens e universitários. O cérebro acaba se acostumando com estímulos rápidos, como os das redes sociais, e tarefas que exigem atenção sustentada, como estudar ou ler um livro, passam a parecer muito mais difíceis. O primeiro passo não é tentar aumentar sua força de vontade, mas reorganizar o ambiente. Deixe o celular longe durante os estudos, estabeleça períodos curtos de foco (20 a 30 minutos) e faça pausas programadas. Aos poucos, o cérebro volta a tolerar atividades que exigem concentração. Também vale investigar quando essa dificuldade começou e se ela aparece apenas nos estudos ou em outras áreas da vida. Ansiedade, depressão, estresse crônico, privação de sono e até TDAH podem afetar a capacidade de concentração. Por isso, se esse prejuízo tem sido persistente e está impactando sua vida acadêmica, uma avaliação com um psicólogo pode ajudar a compreender a origem do problema e definir a melhor estratégia de tratamento. A boa notícia é que a concentração pode ser treinada. Na maioria dos casos, ela não foi perdida; apenas ficou condicionada a um ritmo de estímulos que pode ser reaprendido.
Olha, é importante começar com micro metas ou tarefas, para quebrar esse ciclo é necessário colocar um objetivo por vez e não querer mudar todos os hábitos de uma só vez. Se conseguir sair das redes sociais 30 minutos antes do que costuma, já é um passo, aos poucos vai adicionando tarefas para colocar no tempo ocioso, de preferência, tarefas que sejam agradáveis para que gerem dopamina.
Olá! Obrigado por compartilhar isso. O que você descreve tem sido uma experiência bastante comum. A dificuldade de manter o foco pode estar relacionada a diversos fatores, como estresse, ansiedade, depressão, hábitos construídos ao longo dos últimos anos, qualidade do sono, excesso de estímulos digitais e até algumas condições específicas que merecem uma avaliação mais detalhada. Por isso, antes de pensar em estratégias, é importante entender melhor o contexto em que essa dificuldade acontece. Sobre a vontade constante de recorrer ao Instagram ou a outras redes sociais, nosso cérebro tende a buscar atividades que oferecem recompensas rápidas, especialmente quando uma tarefa exige esforço e concentração. Isso não significa falta de força de vontade, mas um hábito que pode ser modificado gradualmente. Algumas estratégias que costumam ajudar são: estabelecer períodos curtos de estudo com pausas programadas, deixar o celular fora do alcance durante esses períodos, reduzir as notificações e definir horários específicos para acessar as redes sociais. Também vale observar como estão seu sono, sua rotina e seu nível de estresse. Se essa dificuldade é persistente, interfere significativamente na sua vida acadêmica e também aparece em outras áreas da vida, pode ser interessante vc fazer terapia para uma avaliarmos de forma mais aprofundada. Assim, será possível identificarmos os fatores envolvidos e construir estratégias adequadas para o seu caso.
Sinto muito por tudo isso que você está passando. Quero te tranquilizar de primeira: sim, pesquisar sintomas atrapalha bastante o tratamento, e sim, a terapia pode (e vai) te ajudar muito a sair dessa. O que está acontecendo com você tem um nome na psicologia: é o ciclo da hipervigilância e do medo. Quando você passa por um momento difícil de depressão, sua mente entra em alerta e busca na internet uma forma de tentar controlar o que está sentindo. Só que a internet não te dá diagnóstico, ela te dá os piores cenários possíveis. Quando você leu sobre fobia social, seu cérebro assimilou aquilo como uma ameaça real. Toda vez que você tenta sair de casa, ele tenta te "proteger" gerando a crise de ansiedade. É por isso que você se isolou. Não é que você ficou fraco; foi a sua mente que acabou ficando condicionada ao medo por causa do excesso de informações que você leu. Sobre o Escitalopram: ele é um excelente medicamento para depressão e ansiedade, mas ele precisa de tempo. Nas primeiras 2 a 4 semanas, ele ainda está se ajustando no seu organismo e os efeitos principais demoram um pouquinho para aparecer. É super normal não sentir o resultado completo logo nos primeiros dias. Como a terapia vai te ajudar a virar esse jogo? A medicação atua na química do seu cérebro para diminuir o "incêndio" da ansiedade, mas é a terapia que te ensina a não colocar mais lenha na fogueira. Na consulta, nós trabalhamos para: Desarmar as "armadilhas" que a internet criou: Vamos entender exatamente quais pensamentos surgiram após as pesquisas e reestruturar um por um, devolvendo a sensação de segurança para a sua mente. Reconstruir sua autonomia para sair de casa: A gente não vai te jogar na rua de uma vez. Criamos um passo a passo leve, gradativo e no seu tempo, com técnicas práticas para neutralizar o pânico antes mesmo de ele começar. Tratar a raiz da depressão: Entender o que dispara esses momentos difíceis para que você não precise mais recorrer às pesquisas como válvula de escape. Existe um caminho muito claro para você reajustar esse alarme de ansiedade da sua cabeça e voltar a ter sua rotina normal. Você não precisa enfrentar essa tempestade e esse isolamento sozinho. Se você sentir que é o momento de dar esse passo e começar a organizar tudo isso juntas em consulta, estou aqui para te acolher e te guiar. Como você tem se sentido ao longo do dia, fora esses momentos em que pensa em sair de casa?
Lidar com a perda de foco pós-pandemia exige reduzir o estímulo digital e reajustar o cérebro a pequenas metas de atenção. O uso excessivo de redes sociais treina a mente para gratificações rápidas, tornando tarefas longas, como a leitura e os estudos acadêmicos, desgastantes. Creio que o primeiro passo seria estar em um tratamento psicologico para junto com o profissional criar estrategias e novos habitos e se necessario tambem tratamento psiquiatrico para ajudar na quimica das emoçōes que já podem esta bem patologizadas em ti.
Olá! A dificuldade de concentração tem sido uma queixa cada vez mais comum, especialmente após a pandemia e com o uso frequente das redes sociais. O excesso de estímulos pode dificultar a manutenção da atenção por períodos prolongados. Algumas estratégias que ajudam são estabelecer períodos curtos de foco, reduzir distrações (como deixar o celular longe durante os estudos) e criar uma rotina consistente. Se essa dificuldade tem prejudicado sua vida acadêmica há bastante tempo, vale a pena buscar ajuda psicológica para compreender a origem do problema e definir o tratamento mais adequado.
A dificuldade de concentração pode ter diferentes causas, como excesso de estímulos digitais, ansiedade, estresse ou até TDAH. Por isso, é importante investigar antes de tirar conclusões. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ajudá-lo a reduzir distrações, organizar melhor a rotina de estudos e desenvolver estratégias para recuperar o foco e o prazer pela leitura. Sou psicóloga, atuo com Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC). Atendo on-line brasileiros em qualquer lugar do mundo e presencialmente no Recreio dos Bandeirantes, Rio de Janeiro. Espero ter ajudado!
Olá! Que bom que você trouxe essa questão, algo tão comum no cenário pós-pandemia. A perda de foco isolada não fecha diagnóstico (como TDAH); é preciso avaliar um conjunto amplo de sinais e contexto. A pandemia e o uso frequente de redes sociais acostumaram nosso cérebro com estímulos rápidos, fazendo com que a leitura e os estudos, que exigem esforço contínuo, pareçam exaustivos. Como lidar na prática: * Dificulte a atração do celular: Deixe o aparelho em outro cômodo ou use bloqueadores durante o estudo. * Treine o cérebro aos poucos: Volte à leitura com metas pequenas (ex.: 3 a 5 páginas por dia) e aumente gradualmente para reostentar o hábito sem sobrecarregar a mente. * Use blocos de tempo: Experimente focar por 20 ou 25 minutos e pausar por 5. Saber que a pausa tem hora certa diminui a ansiedade e a urgência de checar notificações. * Crie horários fixos para as redes: Evite usar o Instagram como "descanso automático" no meio das tarefas. A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) pode ser uma excelente aliada para organizar a rotina acadêmica, treinar o controle de impulsos e recuperar o prazer pela leitura de forma gradual e sem autocobrança excessiva!
Essa perda de foco e concentração pode ter surgido após a pandemia, quando muitos de nós mudamos nossos hábitos e passamos a lidar com um excesso de informações. Na Terapia Cognitivo-Comportamental, entendemos que o cérebro se adapta aos comportamentos que repetimos. Com o uso frequente das redes sociais, atividades que exigem mais atenção, como estudar ou ler, podem se tornar mais desafiadoras, favorecendo a procrastinação, a ansiedade e a baixa produtividade. É importante entender o que esse comportamento representa. Muitas vezes, ele surge como uma forma de aliviar o cansaço ou evitar tarefas difíceis. Se essa dificuldade de foco tem persistido e está impactando sua vida acadêmica, profissional ou pessoal, buscar acompanhamento com um psicólogo pode fazer toda a diferença. Eu fico à disposição para trabalharmos juntos na construção de estratégias que podem te ajudar.
Olá! Essa dificuldade de concentração tem sido muito frequente e pode estar relacionada a diversos fatores, como ansiedade, estresse, depressão, excesso de estímulos digitais e até alterações no sono. As redes sociais oferecem recompensas rápidas ao cérebro, tornando mais difícil manter a atenção em atividades que exigem esforço, como a leitura e os estudos. A boa notícia é que isso pode ser trabalhado. Com estratégias específicas e, quando necessário, psicoterapia, é possível recuperar gradualmente o foco, reorganizar a rotina e melhorar o rendimento acadêmico. Se os sintomas forem intensos ou persistentes, uma avaliação psicológica também pode ajudar a identificar as causas e definir o melhor caminho. Fico à disposição para ajudá-lo nesse processo em consulta. Graciele Teixeira Ruurs Psicóloga – CRP 06/123117
Sinto muito que você esteja se sentindo assim e que esse período tenha trazido impactos tão importantes para a sua rotina. Imagino como deve ser difícil perceber que algo que antes lhe dava prazer, como a leitura, hoje parece um esforço tão grande. O que você descreve tem sido uma experiência comum desde a pandemia. Muitas pessoas perceberam mudanças na capacidade de concentração e uma maior dificuldade em sustentar a atenção diante de tantos estímulos rápidos. Em vez de se culpar, tente olhar para esse momento com mais gentileza. Recuperar o foco costuma ser um processo gradual, feito de pequenas mudanças na rotina e de um ambiente que favoreça a atenção, sem a expectativa de voltar a ser exatamente como antes. Como isso já está impactando sua vida acadêmica, a psicoterapia pode ser um espaço importante para compreender essas dificuldades, atravessar esse momento com suporte e construir uma forma mais saudável de se relacionar com a vida no pós-pandemia.
A Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) auxilia na organização da rotina. Se o prejuízo acadêmico persistir, vale realizar uma avaliação neuropsicológica para investigar possíveis déficits atencionais.
Olá! A pandemia impactou bastante na capacidade atencional de muitas, não se sinta sozinho nessa. Entretanto, o foco é uma habilidade a ser treinada levando em consideração, inclusive, o desconforto que isso gera. Faça pequenos blocos de estudo/leitura e aumente conforme for ficando mais fácil. A terapia também pode te auxiliar nesse desenvolvimento! Caso se interesse, te convido para uma consulta. Atendimento presencial (São Paulo capital) e online!
A dificuldade de concentração pode ter diversas causas, como ansiedade, estresse, alterações do sono, excesso de estímulos digitais ou até condições como Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). O hábito de alternar constantemente entre conteúdos rápidos nas redes sociais também pode tornar mais difícil sustentar a atenção em atividades que exigem esforço prolongado, como a leitura. Antes de concluir que é apenas um problema de foco, vale a pena buscar uma avaliação psicológica para compreender os fatores envolvidos. Com estratégias adequadas e, quando necessário, tratamento específico, é possível recuperar gradualmente a capacidade de concentração e retomar hábitos de estudo e leitura com mais qualidade!
Essa dificuldade de foco tem sido muito comum nos últimos anos. Mudanças de rotina, aumento do uso de telas e exposição constante a estímulos rápidos acabam “treinando” o cérebro para buscar recompensas imediatas, o que torna atividades como leitura mais difíceis de sustentar. Pela perspectiva da Terapia Cognitivo-Comportamental, não é falta de capacidade, mas um padrão de atenção condicionado que pode ser reeducado. Algumas estratégias práticas: - Reduza estímulos concorrentes: estudar longe do celular ou usar aplicativos que bloqueiem redes sociais durante períodos definidos; - Trabalhe com blocos curtos de foco: começar com 15 a 20 minutos de leitura, com pausas programadas, ajuda a reconstruir a tolerância; - Ajuste expectativas: no início, a leitura pode parecer mais difícil mesmo. Persistência gradual é mais eficaz do que tentar voltar ao ritmo antigo de uma vez; - Treine atenção de forma ativa: fazer pequenas anotações ou resumir o que leu ajuda a manter o engajamento; - Observe o impulso de “instagramar” sem agir imediatamente: esse intervalo já começa a enfraquecer o hábito automático. Se isso está impactando sua vida acadêmica de forma significativa, vale uma avaliação com psicólogo para investigar possíveis fatores associados, como ansiedade, desorganização da rotina ou até questões atencionais mais específicas. A terapia ajuda a estruturar estratégias personalizadas e sustentáveis para recuperar o foco.
Entendo sua frustração. Quando algo que antes nos dava prazer começa a parecer cansativo ou sem graça, e até mesmo as tarefas que queremos realizar ficam difíceis, é comum começarmos a pensar que estamos simplesmente “sem vontade” ou “preguiçosos”. Mas nem sempre é isso. Nossa capacidade de concentração pode ser afetada por ansiedade, estresse, excesso de estímulos, sono inadequado, uso constante do celular, desmotivação e também por questões emocionais. Por isso, vale a pena olhar para esse momento com mais cuidado, em vez de se cobrar ainda mais. Tente começar pequeno: estabeleça períodos curtos para estudar, deixe o celular longe durante esses momentos e escolha uma tarefa de cada vez. Não é necessário recuperar toda a produtividade de uma vez. E se essa dificuldade estiver atrapalhando bastante sua vida acadêmica ou vier acompanhada de desânimo, perda de interesse e sofrimento emocional, procure um psicólogo. Uma avaliação pode ajudar a entender o que está por trás dessa dificuldade de concentração, em vez de simplesmente tentar combatê-la.
Olá! Muitas pessoas perceberam uma maior dificuldade de concentração nos últimos anos. Além das mudanças na rotina, o uso frequente das redes sociais favorece a busca por recompensas imediatas, fazendo com que atividades que exigem mais tempo e esforço, como estudar ou ler, pareçam mais cansativas e menos interessantes. Aos poucos, o cérebro pode se acostumar a evitar tarefas entediantes e buscar estímulos rápidos, como rolar o feed, o que dificulta manter o foco por períodos mais longos. A psicoterapia pode ajudar a compreender o que está por trás dessa dificuldade, identificar os fatores que mantêm esse padrão e desenvolver estratégias para retomar a concentração de forma gradual. Se os prejuízos forem importantes e persistentes, também vale a pena buscar uma avaliação com um psiquiatra para investigar outras possíveis causas. Recuperar o foco não depende apenas de disciplina. Muitas vezes, é um processo de reaprender a tolerar o tédio e investir em atividades cujo resultado não é imediato, mas que trazem benefícios importantes a longo prazo.
Olá! Ser produtivo pra quem? e para que? "Instagramar" te deixa mais feliz ou mais angustiado? A pandemia foi um fenômeno que afetou a rotina, interesses e om modo como se relaciona com a vida. Ressignificar tudo isso, é possível com a terapia. Um abraço.
Primeiro, eu evitaria interpretar isso simplesmente como “falta de disciplina”. Dificuldades de concentração podem estar relacionadas a diversos fatores: ansiedade, estresse, sono inadequado, excesso de estímulos, hábitos digitais, desmotivação, sobrecarga e outras questões. E existe uma característica importante das redes sociais: elas oferecem estímulos muito rápidos e frequentes. Depois de passar muito tempo nesse tipo de conteúdo, uma atividade que exige atenção sustentada, como ler um texto acadêmico, pode parecer muito mais difícil. Em vez de tentar simplesmente “ter mais força de vontade”, experimente criar condições para que a concentração seja possível. Por exemplo: começar com períodos curtos de leitura, deixar o celular fisicamente distante, estabelecer um horário específico para as redes sociais e aumentar gradualmente o tempo de estudo. Também vale observar quando essa dificuldade começou, o que estava acontecendo na sua vida naquele período e se ela aparece apenas nos estudos ou em outras áreas também. Se a dificuldade de concentração está causando prejuízos importantes na sua vida acadêmica, vale investigar isso com mais cuidado em psicoterapia, em vez de assumir que o problema é apenas procrastinação. Às vezes, antes de tentar produzir mais, precisamos entender o que está dificultando a nossa capacidade de permanecer presentes em uma tarefa.
O que você está descrevendo não parece simplesmente falta de vontade ou preguiça. Quando o cérebro se acostuma com estímulos muito rápidos e frequentes, atividades que exigem mais tempo e concentração, como estudar e ler, podem parecer muito mais difíceis. Em vez de tentar simplesmente “ter mais força de vontade” para não entrar no Instagram, experimente diminuir a facilidade de acesso: deixe o celular longe durante os períodos de estudo, desative notificações e estabeleça pequenos períodos de foco, começando por 15 ou 20 minutos. Depois faça uma pausa curta e retome. Também não tente recuperar de uma vez o nível de leitura que tinha antes. Comece com metas pequenas e possíveis. A ideia é reconstruir gradualmente sua capacidade de permanecer em uma atividade sem precisar de estímulos constantes. E vale investigar o que mudou depois da pandemia: sono, ansiedade, humor, rotina, excesso de telas, estresse e até questões de atenção podem estar envolvidos. Se essa dificuldade está prejudicando bastante sua vida acadêmica, uma avaliação profissional pode ajudar a entender melhor a causa. O objetivo não é nunca mais querer “instagramar”. É conseguir escolher quando usar o Instagram, em vez de sentir que ele está escolhendo por você.
A dificuldade de concentração tem sido uma queixa muito frequente nos últimos anos, e nem sempre ela está relacionada apenas ao excesso de redes sociais. Embora o uso constante de estímulos rápidos possa contribuir para a dispersão, também é importante considerar fatores como ansiedade, estresse, desmotivação, alterações do humor e até dificuldades de atenção. No seu relato, chama a atenção o fato de que até a leitura, que antes era uma fonte de prazer, passou a exigir um esforço muito grande. Isso sugere que talvez a questão seja mais ampla do que apenas "falta de disciplina". Em vez de enxergar isso como um problema de produtividade, vale a pena investigar o que mudou na sua relação com o estudo, com o tempo e consigo mesmo. A psicoterapia pode ajudá-lo a compreender essas mudanças e identificar o que tem sustentado essa dificuldade de foco, favorecendo uma retomada mais consistente da sua vida acadêmica.
A dificuldade de foco pode estar relacionada a vários fatores, como excesso de estímulos digitais, ansiedade, alterações de rotina, sono inadequado e até dificuldades atencionais que merecem ser avaliadas. O mais importante é não interpretar isso como falta de capacidade ou de disciplina. Uma estratégia inicial é reduzir a exposição ao Instagram durante os períodos de estudo, deixando o celular distante e estabelecendo blocos curtos de concentração, por exemplo, 25 minutos de estudo + 5 minutos de pausa. Para a leitura, comece com metas pequenas e progressivas, sem exigir o mesmo rendimento de antes. Também é importante observar em quais situações a dificuldade de concentração aparece, há quanto tempo existe e o quanto interfere na sua vida acadêmica. Se estiver sendo persistente e causando prejuízo significativo, vale realizar uma avaliação psicológica e/ou médica para compreender melhor os fatores envolvidos. O objetivo não é “vencer” a vontade de usar o celular, mas construir gradualmente uma rotina em que você consiga direcionar sua atenção para aquilo que é importante para você.
Habilidades cognitivas são treinadas, com ajuda profissional você pode desenvolver foco e disciplina e treinar gestão de tempo.
Entendo como isso pode ser frustrante, principalmente quando você percebe que algo que antes fazia com prazer, como ler, hoje parece exigir um esforço enorme. Pela perspectiva da TCC, antes de pensar “eu perdi minha capacidade de concentração”, é importante observar o que acontece antes, durante e depois da dificuldade de foco. Muitas vezes, entramos em um ciclo: a tarefa parece difícil → surge o pensamento “não vou conseguir me concentrar” → procuramos uma atividade mais fácil e estimulante, como o Instagram → sentimos um alívio imediato → depois vem culpa e frustração → e a tarefa acadêmica fica ainda mais difícil de retomar. O Instagram oferece recompensas rápidas, enquanto ler e estudar exigem atenção sustentada e uma recompensa mais tardia. Por isso, não é simplesmente uma questão de “ter mais força de vontade”. Na TCC, podemos trabalhar esse ciclo de forma prática: estabelecer pequenos períodos de atenção, reduzir estímulos concorrentes, aumentar gradualmente o tempo de permanência na tarefa e identificar os pensamentos automáticos que aparecem quando você tenta estudar. Também não precisamos esperar a motivação aparecer para começar. Podemos trabalhar com pequenas metas, como: “Vou ler por 15 minutos e depois avalio se continuo.” A ação muitas vezes vem antes da motivação. Também é importante compreender quando essa dificuldade começou e como estão aspectos como sono, ansiedade, humor, rotina e uso de telas, pois todos podem interferir na concentração. O objetivo não é nunca mais sentir vontade de entrar no Instagram, mas aprender a não deixar que esse impulso controle automaticamente suas escolhas. Se você sente que essa dificuldade já está interferindo na sua vida acadêmica e quer compreender melhor o que está mantendo esse ciclo, podemos trabalhar isso em psicoterapia, de forma individualizada e baseada na TCC. Gostaria de agendar uma consulta para conversarmos melhor sobre isso?
È muito comum perceber uma queda no foco, especialmente após mudanças na rotina e no uso frequente das redes sociais. Tente começar com pequenos periodos de estudo sem celular, aumentando gradualmente o tempo. Também pode ajudar estabelecer horários especificos para usar o instagram e deixar o celular longe durante a leitura. Se essa dificuldade estiver prejudicando significativamente sua vida acadêmica, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que esta mantendo esse padrão.
Olá! A dificuldade de concentração tem sido uma queixa frequente nos últimos anos e pode estar relacionada a diversos fatores, como estresse, ansiedade, alterações na rotina, excesso de estímulos digitais, privação de sono e até sintomas depressivos. As redes sociais oferecem recompensas rápidas e constantes, o que pode tornar atividades que exigem atenção sustentada, como a leitura e os estudos, mais difíceis e menos estimulantes. Isso não significa falta de disciplina ou de capacidade, mas sim que seu cérebro pode estar se adaptando a um padrão de atenção mais fragmentado. Uma estratégia importante é estabelecer períodos curtos e planejados de estudo ou leitura, reduzindo distrações e aumentando gradualmente o tempo de foco. Também é útil observar como estão seu sono, níveis de estresse e saúde emocional de forma geral. Se essa dificuldade tem causado prejuízos significativos na sua vida acadêmica e persistido ao longo do tempo, a psicoterapia pode ajudar a identificar os fatores que mantêm esse padrão e desenvolver estratégias mais eficazes de organização, manejo da atenção e regulação emocional. Avaliação e acompanhamento profissional também pode ser importante para compreender a origem dessas dificuldades e definir as intervenções mais adequadas para o seu caso.
Olá! Dificuldades de foco nem sempre são uma questão de falta de disciplina ou força de vontade. Atenção e concentração podem ser influenciadas por diversos fatores, como ansiedade, estresse, qualidade do sono, excesso de estímulos e hábitos desenvolvidos ao longo do tempo. Quando atividades que antes eram prazerosas, como a leitura, passam a exigir muito esforço e isso começa a prejudicar a vida acadêmica, vale compreender o que mudou e quais fatores estão contribuindo para essa dificuldade. Algumas estratégias podem ajudar, como reduzir distrações durante o estudo, estabelecer períodos menores de concentração e diminuir gradualmente o acesso às redes sociais nesses momentos. Porém, se a dificuldade persiste e traz prejuízos importantes, uma avaliação profissional pode ajudar a compreender melhor suas causas e definir estratégias mais adequadas ao seu caso.
Muitas reflexões e situações existenciais foram evocas por conta da pandemia, a humanidade nunca se sentiu tão vulnerável e ameaçada. Diversas sequelas emocionais ainda precisam ser tratadas, por exemplo as perdas, a insegurança, o imediatismo da vida… enfim, estamos constantemente reconstruindo nossa maneira de lidar com o mundo. Dentro desse espectro nunca foi tão importante o nosso autoconhecimento para lidar com esse “novo normal”. Procure um terapeuta e desenvolva essas habilidades.
Olá! Dificuldade de concentração não significa necessariamente falta de esforço ou disciplina. Ansiedade, estresse, alterações no sono e no humor, excesso de estímulos e até alguns transtornos podem afetar nossa capacidade de sustentar a atenção. Por isso, quando essa dificuldade começa a prejudicar sua vida acadêmica, vale investigar o que está por trás dela. O uso frequente de redes sociais também pode tornar atividades que exigem atenção prolongada, como estudar ou ler um livro, menos atraentes diante de estímulos rápidos e disponíveis o tempo todo. Em vez de depender apenas da força de vontade, algumas mudanças no ambiente podem ajudar: deixar o celular fora do alcance durante o estudo, desativar notificações e estabelecer períodos curtos de concentração (Ex. 10 a 15 minutos), aumentando esse tempo gradualmente. Com a leitura, talvez seja interessante abandonar temporariamente a expectativa de ler como você lia antes. Se hoje 10 minutos exigem esforço, comece por aí. Recuperar um hábito costuma funcionar melhor com metas pequenas e possíveis do que com cobranças que acabam tornando a atividade ainda mais difícil. Também observe o que acontece quando surge a vontade de pegar o celular: tédio, ansiedade, dificuldade com a tarefa, necessidade de distração? Entender a função desse comportamento é tão importante quanto tentar controlá-lo. Se essa dificuldade é persistente e está trazendo prejuízos importantes, a psicoterapia pode ajudar tanto a investigar suas causas quanto a construir estratégias mais adequadas à sua rotina. Abs, Marcelle M. Jordão CRP 5/33062
Olá, obrigado por compartilhar isso com tanta honestidade. A dificuldade de foco que você descreve — especialmente a perda do prazer pela leitura e a atratividade constante das redes — é algo que muitos pacientes têm relatado desde a pandemia. Não se trata apenas de “falta de disciplina”. O período de isolamento, a hiperexposição a estímulos curtos e a incerteza prolongada alteraram, para muita gente, a forma como o cérebro regula atenção, motivação e recompensa. Ler exigia, antes, um ritmo mais lento e sustentado de atenção. Hoje, o cérebro acostumado a microdoses de dopamina (notificações, stories, scrolls) tende a viver a leitura como um esforço desproporcional. Isso não significa que você “perdeu” a capacidade de ler ou de se concentrar. Significa que o sistema de atenção está sobrecarregado e, em muitos casos, desregulado. Algumas direções que costumo trabalhar com pessoas nessa situação: - Não começar pela produtividade: Quando a gente tenta “forçar foco” logo de cara, muitas vezes aumenta a frustração. Pode ser mais eficaz começar recuperando pequenas experiências de atenção sem pressão de rendimento (por exemplo, ler 8–10 minutos de algo que realmente desperte curiosidade, sem meta de páginas). - Observar o impulso de “instagramar” sem se identificar totalmente com ele. Em vez de só tentar resistir, vale a pena notar o que acontece no corpo e na mente no momento em que surge a vontade de abrir a rede. Muitas vezes esse impulso funciona como uma forma de escapar de desconforto, tédio ou ansiedade ligada à vida acadêmica. - Reconstruir o ritmo de atenção de forma gradual: A capacidade de atenção sustentada costuma voltar com treino progressivo, mas raramente com exigências muito altas no início. Pequenos blocos de foco, seguidos de pausas reais (sem tela), tendem a funcionar melhor do que longas sessões forçadas. - Investigar se há outros fatores associados: Em alguns casos, a dificuldade de foco pós-pandemia se mistura com ansiedade, cansaço mental, alterações no sono, ou mesmo traços de TDAH que antes eram compensados e agora ficaram mais evidentes. Vale avaliar isso com calma. Pense que o objetivo não é “vencer o Instagram”, e sim recuperar a possibilidade de estar presente e interessado nas coisas que realmente importam para você.
Olá, tudo bem? A rotina é uma resposta efetiva para muito dos dossos desejos e objetivos. Pense em um tempo de leitura que você consegue alcançar hoje, mesmo que pareça pequeno. Planeje o momento e o local que seja mais efetivo e provável que você consiga manter essa rotina. A medida que essa rotina se mantém e se repete, você vai naturalmente aumentar o seu tempo de leitura. Essa é uma das técnicas que trabalho com frequência no meu consultório clinico, se você acha que ela fez sentido, considere que um processo psicoterapeutico poderia te ajudar ainda mais nessas questões. Sinta-se convidado a entrar em contato.
A questão "foco / produtividade / procrastinação / bem-estar" é recorrente hoje, tendo ou não transtornos envolvidos (não parece, pois, se você fez um corte de comportamentos com a pandemia, pode ser sinal de conhece outros modos de pensar/sentir/agir que precisam/podem ser relembrados/reativados). Infelizmente há necessidade de mais dados para iniciar a reflexão: o que mudou para você com a pandemia? Quais são seus objetivos hoje? Quais são são suas rotinas (sono, horários, experiências/estudos obrigatórios e de interesse) e se elas estão coerentes com seus objetivos? Seu grau "instagramável" chega a ser vício de internet? O que você consome ou produz enquanto não gera bem-estar? Quais são momentos do dia são mais cruciais? E assim outras questões a explorar antes de pensar em "como lidar". À disposição para tratar a respeito. @psicologopascoalzani
Bom dia! A primeira pergunta que te faria dentro de um processo de psicoterapia para começar a explorar é: o que a pandemia revelou ou transbordou em você para começar a se sentir assim?
Olá! Quando o foco diminui, é comum tentar compensar se cobrando ainda mais para “ser produtivo”, mas essa cobrança nem sempre ajuda. Uma possibilidade é começar reconstruindo sua capacidade de atenção gradualmente: períodos menores de leitura ou estudo, uma tarefa por vez e, principalmente, dificultar o acesso às distrações durante esses momentos, por exemplo, deixando o celular longe e desativando notificações. Também vale observar o que acontece antes de “instagramar”: tédio, ansiedade, dificuldade com a tarefa, cansaço? Muitas vezes, o celular não é apenas uma distração, mas uma forma rápida de escapar de algum desconforto. Como você percebe que isso já está prejudicando sua vida acadêmica, a psicoterapia pode ajudar a compreender o que está mantendo essa dificuldade e construir estratégias adequadas à sua rotina.
A dificuldade de foco pode ter diferentes causas, como ansiedade, estresse, excesso de estímulos e mudanças na rotina, por isso não é indicado concluir apenas pelo sintoma que existe algum transtorno. Uma estratégia é começar com pequenas metas de estudo, reduzir as distrações durante esse período e deixar as redes sociais para momentos determinados, em vez de tentar eliminá-las completamente. Também vale observar quando essa dificuldade começou e em quais situações ela aparece. Se isso está prejudicando sua vida acadêmica e até atividades que antes eram prazerosas, a psicoterapia pode ajudar a compreender o que está por trás dessa dificuldade e desenvolver estratégias mais adequadas para sua rotina.
A perda de foco depois da pandemia é um relato extremamente comum, e não é falta de disciplina. O cérebro se habituou a estímulos rápidos e recompensa imediata, e a leitura, que exige atenção sustentada e tolera tédio, passou a competir em desvantagem com o feed. Reconquistar essa capacidade é possível, mas funciona como treino, começando com blocos curtos e realistas em vez de tentar voltar direto ao que você conseguia antes. Reduzir o atrito ajuda mais do que força de vontade, então deixar o celular fisicamente longe durante o estudo costuma render mais do que prometer não olhar. Práticas de atenção plena também treinam justamente esse retorno ao foco. Se estiver afetando muito a vida acadêmica, vale investigar com um psicólogo o que está por trás. Cuide-se.
Faz todo o sentido que isso esteja te frustrando, em especial quando algo que antes era prazeroso deixa de ser e passa a ser um esforço. Muito provavelmente não é simplesmente uma questão de "falta de disciplina". Várias questões podem estar relacionadas como: estresse, ansiedade, alterações de rotina, sono e outras. Muitas vezes a questão não é somente tentar eliminar a vontade de entrar no Instagram e sim perceber esse impulso sem ceder a ele de imediato. Vá aos poucos. Alguns minutos de leitura, uma tarefa por vez em intervalos definidos. É como uma maratona, ninguém começa correndo tudo. Você não está mais acostumado a estudar/ler, logo deve começar devagar. A ideia não é sobre esperar a vontade de ler aparecer e sim agir na direção do que importa mesmo quando não aparece vontade. Pode ser interessante procurar acompanhamento psicológico para entender melhor seu momento caso esse processo siga atrapalhando sua vida acadêmica. Você não precisa lidar com isso sozinho. Fico à disposição caso surjam dúvidas ou se sentir que posso ajudar de alguma forma.
Não há uma resposta única ou regras específicas que façam você simplesmente parar de “instagramar” e voltar a ter o foco que tinha antes. As redes sociais são desenvolvidas para manter nossa atenção e estimular que permaneçamos conectados, mas é importante compreender o que está acontecendo especificamente com você e o que pode estar relacionado a essa mudança que percebeu depois da pandemia. Seria interessante compreender melhor como está sua vida atualmente, o que tem dificultado sua concentração e qual espaço as redes sociais têm ocupado no seu cotidiano. Um processo terapêutico pode ajudá-lo a ampliar esse autoconhecimento e encontrar formas de lidar com essas dificuldades que façam sentido para você, permitindo escolhas mais conscientes e coerentes consigo mesmo. Se achar interessante, podemos conversar e caminhar juntos nesse processo.
Olá! O que você descreve é bastante comum e pode ser muito angustiante, especialmente quando começa a interferir em atividades que antes eram prazerosas, como a leitura. A dificuldade de concentração não significa necessariamente falta de disciplina ou de vontade. Estresse, ansiedade, alterações do sono, excesso de estímulos digitais e outras questões emocionais podem afetar bastante a capacidade de sustentar a atenção. Em vez de tentar simplesmente “vencer” a vontade de entrar no Instagram, pode ser mais produtivo observar o que está acontecendo nesse momento: o que você sente quando precisa estudar ou ler? Cansaço, ansiedade, tédio, cobrança, medo de não conseguir? Às vezes, o celular funciona justamente como uma forma rápida de escapar desse desconforto. Também pode ajudar começar com períodos curtos de leitura, sem exigir de si o mesmo desempenho de antes, e reduzir os estímulos que competem pela sua atenção. Mas, principalmente quando essa dificuldade persiste e está prejudicando sua vida acadêmica e cotidiana, vale investigar o que está por trás dela com um profissional. Mais do que buscar maneiras de ser “mais produtivo”, pode ser importante compreender por que sustentar a atenção se tornou tão difícil para você.
A dificuldade de foco pode estar relacionada a diferentes aspectos da experiência de cada pessoa e, por isso, não precisa ser compreendida apenas como falta de disciplina ou força de vontade. Mais importante do que buscar uma explicação única é entender como essa dificuldade se apresenta, em quais contextos aparece e que lugar ela tem ocupado na rotina. Em terapia, olhamos para essa experiência de forma mais ampla, considerando pensamentos, emoções, comportamentos e aquilo que é importante para a pessoa. O objetivo não é necessariamente estar sempre concentrado ou produtivo, mas construir uma relação mais flexível com as dificuldades que aparecem, encontrando formas de seguir em direção ao que é significativo, mesmo quando o foco não se apresenta como você gostaria.
Bom dia! O que você descreve é mais comum do que parece e pode estar relacionado a ansiedade, estresse, hábitos de uso excessivo de telas ou até alterações atencionais. O primeiro passo é evitar se culpar e observar quando essa dificuldade começou e em quais situações ela é mais intensa. Estratégias como reduzir estímulos digitais, estabelecer períodos curtos de estudo e retomar a leitura aos poucos costumam ajudar. A psicoterapia pode auxiliar a identificar a causa dessa dificuldade e desenvolver estratégias para melhorar o foco e o desempenho no seu cotidiano. Fico à disposição para ajudar.
Lidar com redes sociais pode ser muito desafiador pelo fato de que muitas ações úteis como comunicação, gestão de contas bancárias e até mesmo compras necessárias e acesso a notícias passam pelo uso do mesmo dispositivo em que estão também as redes sociais. Algumas pessoas desinstalam periodicamente certos aplicativos como estratégia para justamente evitar a facilitação do acesso (períodos do dia/dia de semana) ou reservam um tempo do dia para leitura mínima obrigatória. Vale pensar como era o tipo de leitura prazerosa no passado; se era uma leitura acadêmica ou mais um hábito em momentos de lazer. Leitura e produtividade não estão necessariamente associadas. Ainda assim, ler exige mais do que assistir a conteúdos e essa diferença deve ser considerada na tentativa de reinserir a leitura na rotina, porque, como todo hábito, pede certa persistência até que seja (re)estabelecido. É possível que a dificuldade de ler também esteja no papel que a leitura tem na sua vida atualmente - objetivos acadêmicos, interesses, necessidade de produtividade etc.
Olá! Dificuldades de foco podem estar relacionadas a diferentes fatores, e a mudança de rotina durante e após a pandemia pode ter contribuído para a perda de alguns hábitos e para o aumento do tempo em atividades de recompensa imediata, como as redes sociais. Em vez de tentar recuperar a produtividade de uma vez, pode ser mais efetivo retomar gradualmente atividades que exigem concentração, começando por períodos curtos e criando uma rotina que seja possível manter no dia a dia. Também é importante observar se essa dificuldade de atenção é persistente e está afetando outras áreas da vida, pois nesse caso uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que está contribuindo para isso.
O que você descreve é muito comum após a pandemia e faz sentido. O excesso de telas, a quebra de rotina e o impacto emocional desse período afetaram a capacidade de concentração de muita gente. Não é falta de esforço ou disciplina. O cérebro se acostuma com estímulos rápidos e constantes das redes sociais, e atividades que exigem atenção sustentada como a leitura passam a parecer mais difíceis e menos recompensadoras. É um efeito real, não uma fraqueza. Algumas estratégias que ajudam: -> Reduza o atrito com a leitura: comece com períodos curtos, 10 a 15 minutos, sem exigir que seja uma grande sessão. O prazer volta gradualmente. -> Crie barreiras para o celular: deixá-lo em outro cômodo ou usar apps de bloqueio durante o estudo reduz a tentação sem depender só de força de vontade. -> Estruture blocos de tempo: alternar períodos de foco com pausas programadas (técnica Pomodoro, por exemplo) é mais eficaz do que tentar se concentrar por horas seguidas. Se mesmo com essas estratégias a dificuldade persistir e continuar impactando sua vida acadêmica, vale buscar um psicólogo
Olá! Psicólogo Adriano Galocha aqui e a sua disposição. Se isso persistir e afetar muito seu desempenho, vale buscar ajuda na psicoterapia para investigar se há ansiedade ou dificuldade de atenção devido a algumas angústias. Redes sociais e gestão de tempo são coisas acessiveis, porém, perigosas. Vejo que precisa de orientação e organização dos seus pensamentos, sentimentos e emoções, mas também precisa de acompanhamento.
Olá tudo bem ? Quanto mais você assite a aplicativos como o instagram e tik tok que mostram conteudos de videos curtos e que nos fazem passar com rapidez mais o nosso cerebro desaprende ou se acostuma com essa situação e é como se ele ficasse preguiçoso e então quando você pega um livro que precisa ter mais atenção, concentração, foco e desenvolvimento da imaginação fica dificil, pesado. Minha orientação é que você faça o processo inverso, volte a ler por mais tempo, no começo será um pouco dificil, mas é como se você estivesse treinando seu cerebro novamente a focar e ter atenção.
Olá, como tem passado ? Essa dificuldade com foco depois da pandemia tem aparecido para muitas pessoas, e não necessariamente significa falta de vontade, preguiça ou incapacidade. A pandemia alterou rotina, corpo, vínculos, tempo, estudo, sono, uso de telas e a forma como muitas pessoas passaram a se relacionar com o silêncio e com a concentração. Pela perspectiva psicanalítica, talvez seja interessante escutar o que acontece quando você tenta ler ou produzir academicamente. O que aparece nesse momento? Angústia, cobrança, medo de não dar conta, sensação de fracasso, comparação, desânimo, excesso de exigência? Às vezes, o problema não é apenas “falta de foco”, mas uma relação mais sofrida com o saber, com o desempenho e com a expectativa de ser produtivo. A atenção não é só uma função mecânica da mente. Ela também se liga ao desejo, ao corpo, ao afeto e ao modo como cada pessoa se posiciona diante daquilo que exige esforço. Pode ajudar retomar a leitura de forma gradual, com metas pequenas, menos cobrança e menos idealização de voltar imediatamente ao ritmo antigo. Também pode ser importante organizar horários sem celular por perto, cuidar do sono, reduzir o excesso de estímulos e observar se há ansiedade, depressão, TDAH ou esgotamento envolvidos. Se isso tem atrapalhado muito sua vida acadêmica, procurar um psicólogo ou psicanalista pode ajudar bastante a compreender o que está por trás dessa dispersão e a reconstruir, aos poucos, uma relação menos punitiva e mais viva com o estudo. Espero ter ajudado e sigo à disposição.
Essa dificuldade pode estar relacionada a diferentes fatores, e é importante evitar se cobrar apenas para “ser mais produtivo”. Na Gestalt-terapia, podemos olhar para como essa dificuldade de foco acontece no aqui e agora: o que você sente quando tenta estudar ou ler, em que momento surge a vontade de buscar o celular e quais necessidades podem estar aparecendo nesse processo. A psicoterapia pode ajudar a ampliar essa percepção e construir formas mais saudáveis de se relacionar com os estudos, com as distrações e também com suas próprias cobranças.
Isso merece ser investigado sem partir direto da ideia de “falta de disciplina”. Se até uma atividade que antes era prazerosa, como a leitura, ficou difícil, eu tentaria entender o que mudou no seu funcionamento. Uma coisa prática é parar de depender da força de vontade contra o Instagram. Deixe o celular longe durante o estudo, reduza notificações e comece com períodos curtos de atenção, aumentando aos poucos. Foco também é algo que pode ser treinado. Mas eu faria algumas perguntas: essa dificuldade acontece só estudando ou em outras atividades? Como estão sono, ansiedade, humor e rotina? Você consegue manter atenção quando algo te interessa muito? Desde quando isso começou? Se está prejudicando significativamente sua vida acadêmica, vale uma avaliação profissional. Dificuldade de concentração pode aparecer por vários motivos, e entender o que está mantendo a sua é mais útil do que simplesmente se cobrar para “ser mais produtivo”.
O que você descreve merece ser olhado com cuidado, principalmente porque houve uma mudança importante em relação a algo que antes era prazeroso para você. Nem sempre dificuldade de foco é falta de disciplina: ansiedade, estresse, excesso de estímulos, sono, hábitos digitais e outras questões podem afetar bastante a atenção. Sobre o Instagram, tentar simplesmente “ter mais força de vontade” costuma não funcionar muito bem. Vale entender primeiro o que você está buscando quando recorre ao celular: distração, alívio do cansaço, fuga de uma tarefa difícil, ansiedade? A ideia não é simplesmente virar uma pessoa superprodutiva, mas recuperar a capacidade de escolher onde colocar sua atenção, inclusive para voltar a ler sem sentir que isso é uma batalha.
Olá, tudo bem? Essa dificuldade de foco que você descreve, especialmente ter perdido o prazer por uma atividade que antes era tão querida, é algo que muita gente relata desde a pandemia, e tem uma explicação bem concreta, o cérebro se acostuma ao ritmo de estímulos rápidos e recompensas constantes das redes sociais, e isso reduz a tolerância para atividades que exigem atenção sustentada, como a leitura. Não é força de vontade que falta, é que o cérebro literalmente recalibrou o que considera "estimulante o suficiente", e reverter isso exige um retreinamento gradual, e não uma decisão única de "vou parar de usar o celular". Reduzir aos poucos o tempo de rolagem, criar pequenos blocos de leitura sem interrupção, mesmo que curtos no início, e observar em que momentos a vontade de "instagramar" aparece com mais força, tudo isso ajuda o cérebro a reconstruir aos poucos essa capacidade de sustentar atenção em algo mais lento. Você percebe que essa vontade de checar o celular aparece mais quando está entediado, ansioso, ou mesmo nos momentos em que a leitura está ficando difícil de entender? E antes da pandemia, você lembra como era sua relação com o tempo livre, ele já era preenchido de forma parecida ou mudou bastante desde então? Esse tipo de dificuldade de atenção, quando persiste e atrapalha a vida acadêmica, também pode se beneficiar de uma avaliação mais aprofundada, para entender se há algo além do hábito digital envolvido. Caso precise, estou à disposição.
Olá! Se você passou a identificar a mudança de um comportamento é importante que seja feita uma avaliação minuciosa do ambiente, histórico de vida, fatores biológicos, etc. O profissional da psicologia é o recomendado. Te convido para uma sessão em que possa dividir com clareza os incômodos que porventura estiverem persistindo.Um abraço!
Olá! O que você relata é bastante comum, mas isso não significa que seja simplesmente falta de disciplina ou força de vontade. Você conta que a leitura, que antes era uma fonte de prazer, passou a ser vivida como um fardo. Essa mudança merece ser compreendida. Pela perspectiva fenomenológico-existencial, mais do que perguntar apenas “como faço para me concentrar?”, podemos perguntar: “como é, hoje, para mim, estar diante de um livro, de uma tarefa acadêmica ou de uma atividade que exige minha atenção?” O Instagram e outras redes oferecem estímulos muito rápidos e constantes. Quando você está cansado, ansioso, frustrado ou diante de uma tarefa que exige mais esforço, pegar o celular pode funcionar como uma forma imediata de aliviar esse desconforto. Então, talvez não seja apenas uma disputa entre “produtividade” e “preguiça”. Uma possibilidade é começar a observar o momento anterior ao impulso de pegar o celular: o que você estava sentindo? Tédio? Ansiedade? Cansaço? Dificuldade de começar? Medo de não conseguir compreender o conteúdo? Em vez de tentar eliminar completamente a vontade de usar o Instagram, experimente criar pequenos espaços de atenção. Por exemplo, escolher uma leitura curta, deixar o celular fisicamente distante durante aquele período e estabelecer uma meta possível — como ler algumas páginas — em vez de exigir de si horas de concentração. Também é importante não transformar produtividade em uma medida do seu valor. Se cada momento de distração for interpretado como “estou desperdiçando minha vida” ou “não tenho mais capacidade de estudar”, a própria cobrança pode tornar a tarefa ainda mais difícil. Como essa dificuldade vem afetando sua vida acadêmica e também algo que antes lhe dava prazer, vale a pena procurar um psicólogo para compreender melhor o que mudou na sua experiência. Dependendo do conjunto de sintomas, também pode ser importante investigar fatores como ansiedade, depressão, alterações do sono, estresse ou outras questões que podem afetar atenção e memória. Talvez o objetivo não seja voltar a ser exatamente a pessoa que conseguia ler por horas no passado. Pode ser descobrir como você consegue se relacionar com a leitura e com os estudos hoje, de uma maneira possível e que faça sentido para você. E uma pergunta que pode ser interessante levar para a terapia é: “O que eu encontro no Instagram que está sendo mais difícil encontrar, neste momento, na minha própria vida?”
Essa dificuldade de foco pode ter várias causas, e o fato de ter se intensificado depois da pandemia merece ser investigado com cuidado. Ansiedade, alterações de humor, sono, estresse e até mudanças nos hábitos digitais podem afetar bastante a concentração e a motivação. Sobre o “instagramar”, eu evitaria pensar em termos de falta de força de vontade. As redes oferecem estímulos rápidos e constantes, enquanto estudar e ler exigem atenção sustentada. Por isso, em vez de tentar simplesmente “resistir”, funciona melhor modificar o ambiente: deixar o celular longe durante os períodos de estudo, desativar notificações e estabelecer momentos específicos para acessar as redes. A disponibilidade constante do celular está associada a maior distração, e reduzir essas interrupções pode favorecer a atenção. Também vale reconstruir sua capacidade de concentração gradualmente. Em vez de exigir que você volte imediatamente a ler por horas, comece com períodos curtos de leitura, com uma meta pequena e objetiva, e aumente progressivamente. Como isso já está interferindo na sua vida acadêmica e até em uma atividade que antes lhe dava prazer, uma avaliação neuropsicológica pode ser interessante para entender melhor o que está acontecendo com sua atenção, memória e funções executivas e diferenciar uma dificuldade específica de concentração de outros fatores que possam estar contribuindo.
Mudanças na concentração podem estar relacionadas a vários fatores! Em um processo terapêutico, é possível explorar melhor o que mudou na sua relação com a leitura e se há algo vivido durante ou após a pandemia que se associe ao que tem vivido hoje.
Essa dificuldade não significa falta de esforço ou disciplina. O foco pode ser afetado por ansiedade, estresse, sono, humor, hábitos digitais e outras condições que precisam ser avaliadas. Comece com metas pequenas: leia por 10 minutos, deixe o celular longe ou bloqueie os aplicativos durante esse período e aumente o tempo gradualmente. Também ajuda dividir as tarefas, fazer uma de cada vez e estabelecer horários específicos para acessar as redes sociais. Na TCC, trabalhamos tanto a organização da rotina quanto os pensamentos e emoções que levam à procrastinação e à busca por estímulos rápidos. Como isso tem prejudicado sua vida acadêmica, uma avaliação psicológica poderá identificar as causas e orientar estratégias personalizadas. Estou à disposição para ajudá-lo nesse processo.
O que você está enfrentando na sua vida acadêmica é um fenômeno muito atual chamado de sequestro dopaminérgico do foco. A pandemia mudou nossa rotina e nos empurrou para as telas, condicionando o cérebro a um ritmo de estímulos ultra-rápidos. Aliando a TCC e a Análise do Comportamento, a leitura perdeu o prazer porque virou uma competição desleal: o livro exige esforço para dar uma recompensa demorada (reforço atrasado), enquanto o Instagram entrega novidade a cada segundo sem nenhum esforço (reforço imediato). Seu cérebro simplesmente escolhe a rota mais fácil. Para reverter esse quadro e recuperar sua produtividade, trabalhamos em quatro frentes: - Gerenciamento de Barreiras Físicas (Controle de Estímulos): Não confie na força de vontade para não abrir o Instagram, pois o cérebro cansado sempre vai falhar. Mude o ambiente: estude com o celular desligado em outro cômodo ou use bloqueadores severos de aplicativos no computador. Se o acesso for difícil, o impulso perde a força. - Treino de Resistência Atencional (Modelagem): Seu "músculo" do foco está destreinado. Não tente ler por horas logo de início. Comece com metas minúsculas e inegociáveis: ler apenas 3 páginas ou estudar por 15 minutos focados. Quando concluir, feche o livro. Esse comportamento curto gera sensação de eficácia (TCC) e recondiciona o cérebro aos poucos. - O Instagram como Recompensa, não como Fuga: Inverta a ordem das coisas. Em vez de usar a rede social para fugir do estudo, use-a como um prêmio pelo dever cumprido. Estabeleça: "Se eu produzir por 25 minutos, ganho o direito de olhar o feed por 5 minutos". Isso educa o seu sistema de recompensa. - Corte os Pensamentos de Cobrança (TCC): Pensar "eu era tão bom nisso e agora sou um fracasso" gera ansiedade, e a ansiedade bloqueia a capacidade de concentração da sua mente. Monitore essa autocobrança e entenda que você está em um processo de reabilitação da sua atenção. A falta de foco após a pandemia é um comportamento condicionado pelo ambiente, o que significa que ele pode ser totalmente modificado e reaprendido. A psicoterapia oferece o treino científico exato para você retomar o controle dos seus estudos.
Oi, tudo bem? Dificuldade de foco depois da pandemia é bem comum, o cérebro se acostumou com estímulos rápidos e constantes, e voltar para atividades que pedem atenção sustentada, como leitura, exige um "reaprendizado". A vontade de ficar no Instagram no meio da leitura não é falta de força de vontade, é o cérebro buscando a recompensa rápida a que se acostumou. Reduzir aos poucos o tempo de tela e treinar blocos curtos de leitura, aumentando o tempo aos poucos, costuma ajudar mais do que tentar forçar horas seguidas de concentração. Você percebe se essa dificuldade piora em algum horário ou situação específica? Vale entender isso melhor em terapia. Caso precise, estou à disposição.
Oi, tudo bem? Essa queda de foco depois da pandemia é bem comum, porque o cérebro se acostumou com estímulos rápidos e constantes (redes sociais, notificações), e atividades que pedem atenção sustentada, como ler, passam a exigir um esforço maior do que antes. Uma forma de retreinar isso é começar pequeno: blocos curtos de leitura ou trabalho focado, sem celular por perto, aumentando o tempo aos poucos, em vez de tentar voltar direto ao nível de concentração de antes. A TCC pode ajudar a identificar o que dispara essa fuga para o "instagramar" no meio da tarefa. Você percebe algum momento específico do dia em que esse impulso de se distrair fica mais forte? Caso precise, estou à disposição.
Entendo como isso pode ser frustrante, principalmente porque a leitura já foi algo prazeroso para você. Quando o cérebro se acostuma a estímulos rápidos, como redes sociais, atividades que exigem mais atenção podem parecer cansativas. Aos poucos, é possível reconstruir esse foco. Se isso já está prejudicando sua vida acadêmica, a terapia pode te ajudar a entender o que mantém essa dificuldade e encontrar estratégias mais práticas para retomar sua concentração.
Dificuldades de concentração podem ter diferentes causas, e o fato de terem surgido ou aumentado depois da pandemia não significa necessariamente que exista algum transtorno. Ansiedade, estresse, alterações no sono, excesso de estímulos e mudanças na rotina também podem afetar bastante a capacidade de manter a atenção. Sobre o Instagram, talvez seja mais útil pensar em como organizar o ambiente do que depender apenas de força de vontade. Experimentar períodos curtos de estudo sem o celular por perto, estabelecer pequenas metas de leitura e fazer pausas programadas pode tornar a tarefa mais possível. Também vale observar se essa dificuldade aparece apenas nos estudos ou em outras áreas da vida. Como você percebe um impacto importante na sua vida acadêmica e até em uma atividade que antes era prazerosa, uma avaliação psicológica pode ajudar a compreender melhor o que mudou e quais estratégias seriam mais adequadas para você. O objetivo não precisa ser voltar a ter a concentração de antes imediatamente, mas recuperar gradualmente sua capacidade de se envolver com aquilo que é importante para você.
O que você descreve é bastante comum, e há uma explicação de base comportamental por trás disso. Ambientes de alta estimulação (redes sociais, vídeos curtos) condicionam o cérebro a esperar recompensa rápida e constante. Quando você tenta uma atividade de recompensa mais lenta, como a leitura, o cérebro estranha a ausência desse estímulo imediato e interpreta como desconforto ou "fardo" (não porque a leitura perdeu valor, mas porque o padrão de atenção foi recalibrado para outro ritmo). Alguns pontos de trabalho, dentro da lógica da TCC: 1. Reduza a meta antes de aumentar o esforço: Tentar "ler como antes" de uma vez tende a gerar frustração e reforçar a evitação. Comece com blocos curtos (5-10 min) e aumente aos poucos, o objetivo inicial é retreinar a tolerância à atenção sustentada, não terminar o livro. 2. Trabalhe o ambiente, não só a força de vontade: Reduzir o acesso imediato ao celular (deixá-lo em outro cômodo, por exemplo) diminui a competição entre estímulos. Confiar só em "não ceder à vontade" tende a falhar, porque a vontade de rolar o feed é reforçada por recompensa imediata. 3. Observe o padrão sem julgamento: Perceber o impulso de pegar o celular como algo que "vai e passa" ajuda a não agir automaticamente nele. 4. Investigue se há algo além da atenção: Dificuldade de foco pode estar ligada a ansiedade, sobrecarga ou até sintomas depressivos, especialmente quando atrapalha significativamente a vida acadêmica. Vale investigar isso com avaliação profissional, e não assumir que é "só falta de disciplina".
Essa sensação de que a atenção “quebrou” após a pandemia e de que até a leitura virou um fardo é uma queixa extremamente comum, mas que pode ser superada com as estratégias certas. O que você está vivenciando é o resultado de um cérebro hiperestimulado por redes sociais (que oferecem dopamina rápida e constante) tentando se adaptar a tarefas de foco profundo e recompensa demorada, como livros e estudos acadêmicos. Na Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) e na Neuropsicologia, não encaramos isso como "falta de força de vontade", mas sim como um treino de reorganização cognitiva e comportamental. Se a perda de foco está prejudicando a sua vida acadêmica e gerando frustração, o suporte profissional faz toda a diferença. O acompanhamento terapeutico com TCC permite mapear exatamente como a sua atenção e o seu sistema de recompensa estão funcionando hoje. Na terapia, trabalhamos para reestruturar os pensamentos de cobrança excessiva, organizar a sua rotina acadêmica com metas realistas e criar estratégias personalizadas para desarmar a impulsividade do uso do celular, devolvendo a você o prazer da leitura e a autonomia sobre o seu tempo.
Essa dificuldade de foco pode ter várias causas e merece ser compreendida para além de simplesmente “falta de disciplina”. O uso frequente de redes sociais pode acostumar você a estímulos rápidos e tornar atividades que exigem atenção prolongada, como a leitura, mais difíceis de sustentar. Em vez de tentar recuperar seu foco de uma vez, comece gradualmente: reduza as distrações durante os estudos, estabeleça períodos curtos de leitura e perceba o que acontece emocionalmente quando surge a vontade de pegar o celular. A psicoterapia também pode ajudar a compreender o que mudou depois da pandemia e se ansiedade, desânimo, estresse ou outros fatores estão contribuindo para essa dificuldade. Se o prejuízo acadêmico for significativo e persistente, vale investigar isso com mais profundidade.
Definir um tempo menor para uso do celular, ou qualquer tipo de tela. A pandemia fez com que ficássemos muito tempo dentro de casa, e suscetíveis a interaçoes Online. Busque se conectar mais com as pessoas de forma presencial também. Tenha hobbies.
Não uma resposta curta e exata para essa questão, é um trabalho longo para deixar o vício em telas e essa mudança de comportamento. Ao falarmos dessa mudança, falamos de respostas físicas e hormonais no nosso corpo resultantes desses comportamentos. Como qualquer vício, não o vencemos da noite para o dia, e sim com um processo.
Algumas pesquisas sugerem que, após a pandemia, muitas pessoas passaram a relatar dificuldades maiores de atenção, memória e concentração. Esse fenômeno pode estar relacionado a diferentes fatores, como mudanças na rotina, estresse, sono inadequado, maior exposição às telas e, em alguns casos, consequências associadas à própria infecção pelo vírus. Por isso, é importante avaliar cada caso individualmente. Na Neuropsicologia e na Reabilitação Neuropsicológica, existem estratégias baseadas em evidências que podem ajudar a desenvolver habilidades de atenção, memória e funções executivas, além de trabalhar mudanças comportamentais relacionadas ao uso excessivo de telas. Mais do que simplesmente “ter mais força de vontade” para não abrir o Instagram, o objetivo é entender o que está mantendo esse comportamento e construir estratégias para tornar as atividades acadêmicas mais acessíveis e o uso das redes sociais mais consciente. Com estratégias graduais e consistentes, é possível recuperar o espaço para atividades que antes eram prazerosas, como a leitura, e desenvolver uma rotina mais compatível com seus objetivos acadêmicos.
Quando o cérebro se acostuma a receber estímulos rápidos e frequentes, atividades que exigem atenção contínua podem começar a parecer mais cansativas. Isso não significa necessariamente que exista uma dependência ou algum transtorno, mas vale observar o lugar que o celular e as redes sociais passaram a ocupar na sua rotina. Uma estratégia útil é não depender apenas de força de vontade: retirar notificações, deixar o celular fora do alcance durante períodos de estudo e criar horários específicos para acessar redes sociais pode diminuir as interrupções. Também vale investigar por que atividades que antes davam prazer, como a leitura, passaram a parecer tão difíceis. Ansiedade, estresse, sono ruim, desânimo e outros fatores podem estar envolvidos. Se isso está prejudicando bastante sua vida acadêmica, pode valer a pena compreender melhor essa mudança em psicoterapia.
O prazer imediato é sedutor e o celular está aí e é um caminho sem volta. Pode ser feito uma tentativa de estratégias práticas, mas também avaliar as motivações, pensamentos e crenças sobre isso através da terapia cognitivo comportamental.
Olá! Além dos possíveis impactos que a pandemia pode ter gerado, imagino que você esteja em uma fase mais madura. A transição da universidade para o mercado de trabalho costuma exigir um novo posicionamento envolvendo a construção de uma nova "imagem profissional". Meu palpite é que você esteja se distanciando de atividade mais introspectivo (leitura) e se aproximando de atividades mais extrovertidas (construção da imagem profissional pelo instragram, por exemplo). De toda forma, esse autoconhecimento para entender as suas mudanças de interesse pode ser importante nessa fase da sua vida. Pode ser um conteúdo muito rico para a psicoterapia. Caso tenha mais dúvidas, fique à vontade para entrar em contato Matheus Aguiar, Psicologo pela Universidade de São Paulo (USP)
Olá! Esse é um comportamento que realmente aumentou muito depois da pandemia, sugirobuscar um acompanhamento psicológico.
Olá! É muito compreensível sentir essa frustração ao ver um hábito que antes trazia prazer se tornar um peso, e muitas pessoas passaram a vivenciar exatamente esse desgaste na atenção após a pandemia. O uso constante de redes sociais acostuma a nossa mente a estímulos rápidos e imediatos, mas, para além disso, a dificuldade de sustentar o foco em leituras e estudos muitas vezes funciona como uma defesa emocional inconsciente ou um reflexo de cansaço mental, ansiedade e sobrecarga diante das cobranças da vida acadêmica. Em vez de encarar isso apenas como falta de força de vontade, o caminho envolve retomar o ritmo aos poucos, reduzindo os estímulos aos poucos e respeitando os seus limites atuais. Em terapia, é possível olhar para essa questão com calma e compreendê-la melhor, investigando o que está por trás dessa inquietação e resgatando a sua capacidade de presença nos estudos e nas atividades de que você gosta.
O que vc relata é mais comum que imagina, no país e no mundo todo, é uma crise na saúde mental “nova e sem precedentes. Uma boa psicoterapia te ajudará certamente nisso. Pense em considerar :) com carinho, Marcella
Sinto muito que algo que antes era prazeroso, como a leitura, tenha passado a parecer um fardo. Dificuldade de foco não é simplesmente falta de esforço ou de disciplina, e a pandemia pode ter alterado rotinas e hábitos, mas também há outras possíveis causas, como estresse, sono insuficiente, ansiedade, humor deprimido ou questões de saúde. Não dá para identificar a causa apenas por essa descrição. Em vez de tentar recuperar de uma vez o ritmo de antes, experimente passos pequenos e sustentáveis: Escolha uma tarefa e defina um período curto de atenção, como 10 ou 15 minutos, seguido de uma pausa. Aumente aos poucos se isso ajudar. Deixe o celular fora do alcance durante esse período ou use o modo “não perturbe”. Se precisar dele para estudar, bloqueie temporariamente apenas os aplicativos que mais distraem. Para leituras acadêmicas, comece com um trecho pequeno e uma pergunta orientadora. Anotar uma ideia principal ou resumir o trecho com suas palavras pode ajudar a manter o envolvimento. Planeje uma meta concreta e possível para o dia, em vez de se cobrar por “ser produtivo” o tempo todo. Pausas, sono e lazer também fazem parte de um ritmo sustentável. Observe por algumas semanas quando a concentração fica mais difícil e como estão seu sono, humor, energia e rotina. Como isso já está afetando sua vida acadêmica, vale conversar com um psicólogo ou profissional de saúde, especialmente se a mudança persistir, piorar ou vier acompanhada de desânimo ou perda de prazer em outras atividades. Uma avaliação pode ajudar a compreender o que está contribuindo para essa dificuldade e pensar em apoio adequado.
Entendo como isso pode ser frustrante, principalmente quando você lembra que a leitura já foi algo prazeroso para você e hoje parece exigir um esforço enorme. E o fato de estar atrapalhando sua vida acadêmica merece atenção, mas isso não significa necessariamente que você ficou “preguiçoso” ou perdeu sua capacidade de se concentrar. Depois da pandemia, muitas pessoas perceberam mudanças na atenção, na rotina, no sono, na motivação e na forma como usam as telas. O Instagram também é muito fácil de acessar e oferece estímulos rápidos, então, quando estamos cansados ou diante de uma tarefa que exige bastante esforço mental, é natural que o cérebro procure algo mais imediato. O problema é quando esse comportamento começa a tomar o espaço das atividades que são importantes para você. Em vez de tentar simplesmente “ter mais força de vontade”, pode ser mais útil entender o que acontece antes de você abrir o Instagram. Você está cansado? A tarefa parece difícil demais? Está com medo de não conseguir acompanhar o conteúdo? Está entediado? Está tentando estudar por muito tempo sem pausas? Identificar esse padrão ajuda a pensar em estratégias mais adequadas. Também pode ajudar começar a leitura em períodos pequenos, com uma meta bem concreta, como ler algumas páginas ou ficar 10 minutos focado, em vez de pensar “preciso estudar por horas”. Durante esse período, deixar o celular fisicamente mais distante costuma ser mais eficiente do que depender apenas da força de vontade. Depois, você pode fazer uma pausa e voltar. Mas existe uma questão importante no seu relato: você diz que essa dificuldade começou ou piorou depois da pandemia e que hoje está prejudicando bastante sua vida acadêmica. Vale investigar o que está por trás dessa mudança. Atenção e concentração podem ser afetadas por sono, ansiedade, depressão, estresse, sobrecarga, hábitos de uso de telas e também por condições como TDAH. Não dá para concluir a causa apenas por esse relato. No meu trabalho, posso te ajudar justamente a entender esse funcionamento, identificar o que está dificultando sua concentração e construir estratégias que façam sentido para a sua rotina. Se houver indicação, também podemos investigar de forma mais cuidadosa questões relacionadas à atenção e às funções executivas. Se quiser, pode conhecer meu trabalho e conversar comigo sobre o que você está vivenciando. Às vezes, o primeiro passo não é tentar ser mais produtivo, mas entender por que está tão difícil conseguir fazer aquilo que antes era natural para você.
Olá ! Seu relato não é isolado. De acordo com pesquisas recentes, em média de 44% dos jovens já relatam o mesmo. É importante compreender em quais contextos o celular se mostra mais atrativo, como esse comportamento ganhou espaço e o que pode estar te levando a isso. Claro que a própria vida, por si só, é desafiadora. Mas, compreender a sua historia diante dessa reação é o que dará a oportunidade de revertê-la. O primeiro passo, você esta fazendo que é identificar e questionar esse comportamento. Caso essa resposta ressoe com você, fico à disposição para uma consulta.
A dificuldade de concentração pode ter diferentes causas, e se cobrar excessivamente pode tornar esse processo ainda mais difícil. Em vez de buscar apenas mais produtividade, vale compreender o que está acontecendo com você e construir uma rotina que respeite suas necessidades. A psicoterapia pode ajudar nesse processo, favorecendo o autoconhecimento e o desenvolvimento de estratégias para lidar com essas dificuldades. Se desejar, podemos explorar essas questões juntos em um espaço de acolhimento e escuta.
Todo o conteúdo, em particular perguntas e respostas, é de caráter informativo e em nenhum caso pode substituir um diagnóstico médico.






























